Dica de escritora: ‘Grito de Guerra da Mãe Tigre’, de Amy Chua

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Esta é a história de uma mãe, suas duas filhas e suas duas cadelas. Era para ser uma história de como os pais chineses são educadores mais competentes que os pais ocidentais. Em vez disso, narra um amargo choque entre culturas, um sabor fugaz de glória e a forma como fui humilhada por uma menina de treze anos.

Amy Chua, filha de imigrantes chineses, criada da forma chinesa tradicional, residente nos Estados Unidos, resolve criar suas filhas como foi criada, com rigidez, sem opções infantis e abertura para dormir em amigas, reclamações e birras infantis. Seu marido Jed, um judeu americano, tornou-se o ponto de equilíbrio da família, enquanto ela era a mãe carrasca, que obrigava as meninas a serem as melhores em tudo. Sophia, sua filha mais velha era o exemplo de menina obediente, já Luisa era como um pequeno animal selvagem, sempre se rebelava. Porém, por Amy ser como é, suas filhas conquistaram prêmios de música, eram muito inteligentes e, conseguiram encontrar seus caminhos.

O contraste de culturas era enorme. Seus amigos americanos não entendiam certas atitudes de Amy, mas ela, com vigor e intensidade, mergulhou de cabeça na criação de suas meninas, em seu pequeno mundo chinês, sem deixar, ou pelo menos tentar, que fosse engolido pelo mundo das facilidades e frivolidades do mundo ocidental.

“Eu via a infância como um período de treinamento, uma época para construir o caráter e investir no futuro.(…) As meninas mal tinham tempo para fazer os deveres de casa, falar chinês com a professora particular e estudar seus instrumentos.”

A autora, ao dividir sua vida com os leitores, abre sua história e seu coração. Com a coragem de uma mãe tigre ela não se importa com os comentários maldosos ou com a crítica de pessoas culturalmente diferentes, que não entendem sua forma de educar suas filhas.
Vívido e profundo, o livro é muito mais que pequenos traços de uma biografia. É um alerta sobre educação, valores e família. As diferenças gritantes nos fazem refletir e nos questionar sobre nossos filhos. E sobre a educação ocidental, que, a cada momento, desaba no abismo do individualismo e do desamor.

“Tentei exigir tanto respeito das meninas quanto o que meus pais exigiam de mim. Foi nesse aspecto que tive menos sucesso.Quando garota, eu tinha pavor da desaprovação dos meus pais. Sophia e especialmente Lulu não sentem isso. Os Estados Unidos parecem incutir algo nas crianças que na cultura chinesa não existe. Na cultura chinesa, simplesmente nãopassaria pela cabeça dos filhos questionar os pais, nem desobedecer ou responder a eles. Na cultura americana, as crianças nos livros, programas de TV e filmes sempre marcam pontos com suas respostas rápidas e sua independência.”

Sinopse: É a história polêmica da sino-americana Amy Chua, professora de Direito da Universidade de Yale, que por se opor drasticamente à indulgência dos países ocidentais, tomou a decisão de criar suas filhas, Sophie e Lulu, à moda chinesa. Como as mães-tigres veem a infância como um período de treinamento, elas tiveram aulas de mandarim, exercícios de rapidez de raciocínio em matemática e duas ou três horas diárias de estudo de instrumentos musicais (sem folga nas férias, e com sessões duplas nos fins de semana).

Os resultados são indiscutíveis: ambas são alunas excepcionais; Lulu ganhou um prêmio estadual para prodígios do violino e Sophia se apresentou no Carnegie Hall aos 14 anos. Entretanto, o preço dessas conquistas é alto e os confrontos generalizados.

Uma mãe-tigre acredita que:

1 – os deveres escolares são sempre prioritários;
2 – um A-menos é uma nota ruim;
3 – seus filhos devem estar dois anos à frente dos colegas de turma em matemática;
4 – os filhos jamais devem ser elogiados em público;
5 – se seu filho algum dia discordar de um professor ou treinador, sempre tome o partido do professor ou do treinador;
6 – as únicas atividades que seus filhos deveriam ter permissão para praticar são aquelas em que pudessem ganhar uma medalha;
7 – essa medalha deve ser de ouro.

Sobre a autora: AMY CHUA é professora titular da Escola de Direito da Universidade de Yale. Seu primeiro livro, World on Fire: How Exporting Free Market Democracy Breeds Ethnic Hatred and Global Instability, foi um best-seller da lista do The New York Times, selecionado pela The Economist e pelo The Guardian como um dos melhores de 2003.

A autora publica artigos no The New York Times, no Washington Post, no Financial Times,nas revistas Harvard Business Review e Wilson Quarterly. Vive com o marido, as duas filhas e as duas cadelas samoiedos em New Haven, Connecticut.

Um comentário

  1. Discordo de algumas coisas que ta escrito,mas achei interessante a ponto de achar que esse livro deveria ser lido por pais,filhos,professores.
    É um assunto que merece ser discutido.

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