Graciele Ruiz

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Meu nome é Graciele Ruiz, eu tenho 23 anos, sou formada em Ciências Econômicas pela PUC-Campinas, trabalho em um banco e sou autora do livro de ficção fantástica “O Senhor da Luz – A Saga de Datahriun”.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? de onde veio a inspiração para a escrita?

Além de escrever eu também sou gerente de contas, o que limita bastante o meu tempo dedicado a escrever. A inspiração para escrita surgiu quando eu tinha 13 anos, depois de ler o livro “O diário da Princesa” da Meg Cabot. Foi quando eu comecei a rabiscar o meu primeiro livro e desde então, nunca mais parei.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

A liberdade de poder viver uma vida que não é sua e tomar decisões que podem ser apagadas e refeitas. Além disso, a magia de poder criar um lugar novo, com as suas regras e suas fantasias.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever?

Não tenho um cantinho especial, geralmente faço isso na minha cama mesmo, rs. E Como ela está bem bagunçada agora não poderei enviar um foto agora.

  1. Qual seu gênero literário? já tentou passear em outros gêneros?

Meu gênero é ficção fantástica, já tentei passear por gêneros de romance e distopia, mas nada que eu tenha concluído, por enquanto são somente ideias.

  1. Fale-nos um pouco sobre “O Senhor da Luz”

A história de “O Senhor da Luz” se passa em Datahriun, que é um mundo mágico dividido em 9 continentes onde cada um deles é um clã e cada clã tem um poder. Nesse mundo vivia um mago muito poderoso, com sua magia,  ele mantinha o equilíbrio de Datahriun e também era o guardião de uma caixa que era aberta por cinco chaves. Só que há 35 anos esse mago foi assassinado por uma feiticeira e no seu último suspiro ele mandou cada uma dessas chaves para uma parte de Datahriun, cada uma para uma pessoa de coração puro e cada pessoa de um clã diferente. Uma dessas chaves foi parar nas mãos de Lícia, uma garota do clã do vento, e a missão dela é encontrar os outros quatro guardiões para que juntos encontrem a caixa e assim, restaurem o equilibro de Datahriun.

  1. Onde encontra inspiração para os nomes dos personagens?

Na verdade, eu não sei. Rs. Eles simplesmente surgem em minha mente.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Eu pesquisei outros universos de livros, como O Senhor dos Anéis, Eragon etc. E até mesmo em animes.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

A inspiração ela tem que ser constante, eu me inspiro em vários autores e em vários livros diferentes. Cada livro que eu leio e cada novo autor que encontro me traz algum tipo de inspiração. Para escrever esse livro especificamente eu me inspirei em Tolkien, Lewis e no Christopher Paolini.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Esse foi o primeiro livro que eu publiquei, eu não tive muitas dificuldades porque entrei para um programa especifico para novos autores, então é uma porta de entrada que facilita a inclusão no mercado.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Eu acho que o mercado de literatura nacional vem crescendo bastante, o que é ótimo. Significa que o brasileiro vem perdendo aquela cultura de achar que só o que vem de fora é bom. É claro, que ainda é necessário quebrar muitas barreiras desse preconceito, mas estamos caminhando e o espaço para autores brasileiros é cada vez maior, inclusive em livrarias.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Eu acho que quando você expande um mercado, igual o que está acontecendo com a literatura nacional, às vezes acaba gerando produtos que não correspondem às expectativas, isso normal em qualquer mercado. Nem todo livro lançado no mercado estrangeiro é bom, acontece que somente os que tiveram sucesso de vendas chegaram até aqui, eles foram testados no mercado deles primeiro.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

O preço elevado dos livros nacionais é ruim porque acaba levando a pirataria, mas esse preço também é resultado de uma tiragem baixa de livros, quantos mais livros são impressos menor o custo fixo em cada unidade o que reduzia o preço, mas de nada adianta uma tiragem alta se ela não vender.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Harry Potter, definitivamente.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? 

Não tenho uma lista completa, apenas algumas músicas:

Within Temptation – Iron

Within Temptation – Ice Queen

Within Temptation – Never Ending Story

Coldplay – Paradise

Helloween – The Keeper of the Seven Keys

Acho que deu para perceber que eu sou fã de Within Temptation, rs. Aceito sugestões se alguém tiver.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

As Crônicas de Nárnia, é um livro que eu nunca vou me esquecer.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Eu estou revisando a continuação da saga, que eu espero que seja lançado esse ano.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? o que você acha sobre isso?

Acompanho sempre, eu gosto de saber o que as pessoas comentam sobre o meu livro. Toda crítica é bem-vinda, pois sempre há algo em que podemos melhorar.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Raphael Draccon.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Saber que alguém sonhou acordado lendo o seu livro e que conseguiu viajar pelo mundo que você criou e que a sua história inspirou outros escritores a continuarem seguindo o seu sonho.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Obrigada a todos que leram a entrevista, espero que tenham gostado. E nunca desistam de seus sonhos, não importa o quão longe eles parecem estar.

Um comentário

  1. Bela entrevista, vejo que é uma pessoa inteligente, que entende bem do que está falando. Interessei pelo livro dela,
    pelo jeito dela descrever sobre seu livro. Parabéns. Apenas uma ressalva: fiquei triste aos valores demasiados
    que ela dá ao estrangeirismo, por ver que nenhum cantor brasileiro ou musica foi citado… Nossa o nosso país em tão rico em músicas.
    Mas ela está de parabéns, desejo boa sorte para ela.

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