Gilberto Vasconcelos

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Aos 13 anos de idade fiz um planejamento de fugir de casa, mas não poderia deixar de me despedir da professora de português, foi quando a mesma me deu um livro (Ela – Mistério no coração da África) e disse para que eu fugisse apenas quando terminasse a leitura… De lá pra cá nunca mais parei de ler.

Cresci e amadureci, fui fuzileiro naval, formei-me contador pela Faculdade Celso Lisboa, tornei-me funcionário público federal e nunca mais parei de ler.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

A leitura é uma paixão e quanto mais você lê mais você quer ler, só que chega um determinado momento em que você começa a ter uma visão mais ampla do que você lê, e você começa a imaginar quais pontos que você pode somar, onde você pode melhorar, onde você pode colocar a sua atribuição, identifiquei que muitas histórias são parecidas e que já estava mais do que na hora dar a minha contribuição.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Estar em vários lugares ao mesmo tempo, conhecer diversas pessoas, ir a lugares que muitas vezes humano nenhum foi, passar por grandes confusões e arriscar a própria vida diversas vezes; isso tudo sem sair do lugar é bom demais, é uma verdadeira viagem em si mesmo.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

(Ficarei devendo a foto rsrsrsrsrs)

Na prática a minha vida é uma verdadeira loucura pois, além de ser contador, sou funcionário público, sou motorista de táxi, sou guia turístico, sou sócio em um salão de beleza; e o mais interessante de tudo é que a inspiração não tem hora nem local para surgir, mas quando surge ela vem de forma avassaladora, então posso escrever através de meu celular ou do computador, ou do notebook, ou pela manhã, ou pela tarde, ou pela noite, ou pela madrugada adentro; não possuo uma metodologia e sim uma loucura a qual tento administrar. 20170329_093409

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Curto ficção, fantasia, mas sempre dou um rasante pelo terror, mesclando a história.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

“A Fórmula do Sorteio” foi o primeiro livro, quis trazer a público o assunto sinestesia e matemática de forma bem jovial, levando o leitor a questionar a distopia do fim dos sorteios.

“Desafiadores de Deus” veio como um relâmpago em minha vida, já tinha a história completa em mente e não pude mais adiar.

Sempre planejo títulos e nomes de personagens que possam se adequar à obra.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Leio outros livros que tenham um universo parecido, ouço músicas diversas que acredito ter alguma ligação com o tema e assisto vídeos diversos no Youtube.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Gosto muito de Dan Brown e Dante Alighieri, gosto do impacto, das surpresas diversas.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Possuo um livro chamado operação Black out que está engavetado a mais de 20 anos.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Acho que é literatura nacional possui um potencial gigantesco, temos escritores no Brasil altamente construtivos e que aguardam apenas uma oportunidade para presentear leitores desconhecidos em todo mundo.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Antes eu considerava impossível uma pessoa que não tem costume de ler lançar um livro, porém com o tempo fui mudando de opinião ao identificar que diversas pessoas foram lançando livros sem ler, sem pesquisar, e muitas vezes porque não bons livros? Afinal de contas temos vários exemplos. É difícil isso acontecer? Sim. É impossível?  Não. Miguel de Cervantes antes de escrever Dom Quixote escreveu obras teatrais que não faziam tanto sucesso.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Livros em geral deveriam ter isenções totais de impostos e deveriam ser o mais barato possível. Isso seria um dos passos que nos permitiria evoluir. Deveríamos ter mais incentivos para comprar e para produzir mais livros e as crianças deveriam ser mais incentivadas a ler. A produção de livros deveria seguir uma ordem cooperativista.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Amei os livros de Dan Brown. São livros que alimentam a leitura,ou seja, são histórias corridas que quanto mais você lê mais você quer ler. Queria ter tido esta ideia rsrsrs.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor).

A Fórmula do Sorteio – Até o fim (engenheiros do Hawaii)

Desafiadores de Deus – você é um espelho (Raridade)

Em breve o novo livro – Pulsos (Pitty) e Orinoco Flow (Enya)

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

São tantos, mas destaco o código da Vinci e a Divina comédia

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Em meu próximo livro invadirei a floresta amazônica pelo cassiquiare fortalecendo o folclore brasileiro e expondo a realidade da vida yanomami.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Críticas são sempre válidas mesmo até aquelas que nos pegam de surpresa nos permitem um aprendizado contínuo. Quando lancei “A Fórmula do Sorteio” apenas um blog falou mal, porém os seguidores dele reagiram em minha defesa.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

É duro demais escolher apenas um, mas escolheria Wlange Keindé. Desculpem os demais.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Acredito que a maior alegria para um escritor é poder surpreender o leitor, mesmo aqueles leitores mais experientes, mesmo aqueles que já estão acostumados a ler diversos livros e se surpreendem com o seu livro. Isso é de uma magia muito grande e te dá sensação de dever cumprido, de que o seu legado foi deixado para posteridade.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

A força por si só não é igual ao conhecimento e o conhecimento só não é igual ao treinamento, mas combine conhecimento treinamento e força, e estarás montado em um tigre, sem poder ficar sobre ele e com medo de saltar.

(Este é um texto Budista de livre interpretação.)

Bodhidharma Daruma Taishi

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