Geean MR

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 1. Fale-nos um pouco de você.
Gosto de deixar essa mensagem quando perguntam quem eu sou, pois vamos falar a verdade, é uma pergunta bem difícil de se responder: “Ignoro o jeito que sou, minhas palavras são meros contos, histórias supérfluas que humanos jamais entenderiam. Para eles o mundo nunca acaba, nunca está a beira da destruição, isso serve somente para o entretenimento deles… Ah! Se eu fosse como eles, como meus dias seriam felizes. Mas para eles acreditarem que o mundo jamais pode acabar precisa existir alguém que faça com que ele não acabe. E esse alguém não sou eu… eu sou somente o mequiatã que narra o que esses “alguéns” fazem, para que “nós” tenhamos um futuro.

Eu sou as estrelas!”

2. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?
Bom, além de escritor, sou contador, professor, secretário e estudante, tenho uma vida meio acelerada, mas isso nunca me impediu de escrever (e nunca irá impedir). A inspiração não é algo normal, na verdade essa história realmente vem acontecendo em Ântares, eu, apenas escrevo o que acontece por lá. Então, inspiração, talvez, tem sido uma maneira de avisar a todos sem que eu seja pego. Claro, tenho o controle sobre isso, então, às vezes dou uma ajuda no pessoal. 😉

3. Qual a melhor coisa em escrever?
Primeiramente é ouvir o feedback dos leitores e a ansiedade em saberem da continuação. Em segundo lugar é o poder que a escrita exerce no escritor, uma vez que não sou eu quem domina os personagens, são eles que traçam seus próprios destinos, eu… apenas escrevo.

4. Você tem um cantinho especial para escrever? (Envie-nos uma foto)
Eu, particularmente, não tenho um lugar definido para escrever, tenho meu caderninho de escrita, onde posso escrever em qualquer lugar, quando as coisas acontecem. Porém, onde eu mais escrevo é (obviamente) no meu quarto.

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5. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?
Meu gênero literário é fantasia, amo esse gênero, e adoro escrever dessa forma. Descendentes é a obra mais fantástica que escrevi, contudo, dou minhas escapadas pelo romance e terror, tenho um conto de terror que está sendo publicado pela Editora Selo Jovem, e estou num momento de inspiração para um romance, que, claro, tem suas pitadas de fantasia (risos).

6. Fale-nos um pouco sobre seu (s) livro (s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?
Descendentes (não é o Descendentes da Disney) passou por vários títulos antes de se tornar o nosso Descendentes. Falando um pouco sobre ele… Narro a história que procede uma grande guerra e antecede uma guerra maior ainda, mas tudo começa acelerado, começa com Kaya, a última de sua espécie, no seu trabalho de ladra, roubando algo antigo e valioso, o que não termina muito bem causando um acidente que quase tira sua vida, mas tira completamente suas memórias. O que acontece depois é sua vida na dimensão terrestre (onde é mais seguro), mas por ela ser ‘rara’, ela é perseguida e acaba voltando para Ântares, dessa forma ela tem que entender tudo o que já viveu uma vez, sobreviver àquele lugar horrível, descobrir que sua vida se destina à uma profecia, e, não morrer por causa disso. E tudo isso antecede uma guerra, numa dimensão fantástica, com poderes elementais, com paisagens incríveis e… Espera, Kaya tem poderes também, ela é uma Descendente… A última mequiatã da Luz!

7. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro? 15645613_1169767883119188_1063727904_n
Como foi proibido livros e a biblioteca do castelo foi totalmente (ou quase) incendiada, não sobraram muita coisa para pesquisar por lá. Mas ainda tenho minhas memórias, por mais que eu esteja na Terra, ainda lembro bem de Ântares, e sempre tenho informantes por lá, precisamos recrutar todos os mequiatãs possíveis, inclusive os que vivem na Terra.

8. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?
Aqui na Terra conheci um escritor que me chamou a atenção, ele se chama Pittacus Lore, seu método de narrar os acontecimentos de seu mundo são incríveis e reais, assim como em Ântares. Mas não é o único, Eduardo Spohr e seu universo de anjos, Camila Deus Dará e seus dragões, A. Wood e seus vampiros, fadas e zumbis. Todos contribuíram em Ântares, instigando a coragem em mim para narrar a guerra.

9. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?
Creio que todo escritor já passou por isso, já fui recusado no mercado literário, mas isso apenas me incentivou, e, sempre agradeci por esses nãos, se não fosse eles jamais teria conhecido a Selo Jovem que hoje, são minha segunda família.

10. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?
Percebo que hoje a literatura nacional vem tomando espaço, os leitores estão percebendo que o nosso país tem tanta cultura quanto os outros, temos nossas próprias histórias, nossas próprias aventuras e isso está aqui, pertinho de cada leitor. Acho muito lindo quando eles passam por lugares que estavam escritos nos livros e se sentem dentro do universo que leram. Sei que é por isso que deram uma chance de ler os nacionais, sei que depois que leram um perceberam que o Brasil tem potencial no mercado literário e isso tem a tendência de crescer com o futuro.

11. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?
Melhor Boom que se poderia ter, como disse, o Brasil tem muito potencial literário, são autores que conheço, que estão aqui, do meu lado, moram na minha cidade e isso é fantástico, pois é algo daqui, lugares daqui, monstros daqui, que todos conhecem (ou deveriam conhecer). Em questão de classificação de bom ou ruim, na minha opinião é uma coisa particular de cada um, pois cada um tem um gosto literário, um jeito de narrar ou um autor preferido, então, bom ou ruim é algo individual, que não pode ser classificado de maneira abrangente.

12. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?
Preços elevados sobre livros nacionais eu raramente vejo, sempre compro pelo site da editora (onde é mais barato) e sempre fico feliz com os preços que elas oferecem por lá. Acho que a questão é apenas onde procurar. Na Selo Jovem, por exemplo, a faixa de preço não ultrapassa R$30,00 ou R$35,00 reais, e começa a partir dos R$20,00. OBS: já tenho quase todos os livros da Selo Jovem depois que voltei da Bienal do Rio.

13. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?
Pergunta complexa, acho que se o autor não tivesse escrito aquele livro, ninguém poderia ter tido essa ideia, pelo fato de que: escrever um livro é algo muito particular de cada autor. Então, se tornaria meio difícil ter tido a ideia, por exemplo, de escrever Harry Potter, se a J.K Rowling não houvesse escrito eles. Acho que confundi mais ainda, mas é esse meu ponto (risos).

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14. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da música + cantor)
Adorei a pergunta, Luz e Sombra de Scalene, vou confessar uma coisa, depois que escrevi o livro todo e mandei para a editora Selo Jovem, eu ouvi essa música e ela encaixa perfeitamente com o que foi escrito, é algo surreal que aconteceu nessa trajetória. Mas também outra música que pode encaixar, e que eu adoro, é Demons de Imagine Dragons.

15. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?
Cada livro que eu leio eu me apaixono, quando se lê, você vive naquele mundo e faz parte de tudo o que existe lá. Então, todos os livros que li são “os livros da minha vida”.

16. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?
Sempre, os acontecimentos de Ântares ainda estão acontecendo, tenho a missão de recrutar mais e mais mequiatãs e quem sabe alguns Descendentes para lutar do nosso lado nessa guerra. Entretanto, a profissão de escritor me cativou e, além do registro da guerra que está por vir, estou escrevendo um romance em particular, se chamará AbraCadabra está disponível no Wattpad e conta a história de um romance LGBT do qual é atormentado por misteriosas sombras, pelo medo do fracasso e por um governo corrupto. A questão é, o que um ilusionista tem a ver contudo isso? E por que um jovem intelectual não demonstra o quanto gosta desse ilusionista logo?

Sinopse: “O que há por trás da vida de um ilusionista?

            Renné é famoso, encantador e bem de vida. Suas apresentações arrancam suspiros e inundam a vida das pessoas de magia, seus shows atraem todos da região… ele esconde segredos… sua vida é uma ilusão…

            Aos desencontros com seu antigo inimigo de palco, Renné acaba por entrar em uma conspiração que envolve o governo e drásticas consequências para o país, tudo isso para que seu segredo esteja a salvo da realidade.

            Vale o esforço para esconder algo que destruiria seu coração e acabaria com sua carreira?”

Esses são meus projetos em andamento para 2017.

17. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?
EU ADORO FEEDBACKS <3 Sempre estou acompanhando resenhas, comentários, e todas as críticas feitas pelos leitores. Eu sempre digo: “São com as críticas que movem um escritor”.

18. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?
Adoraria que Eduardo Spohr lesse meus livros, mas não é o único, então, se torna difícil escolher, Renata Ventura, Rick Riordan, J.K. Rowling… são tantos que tenho que organizar em ordem alfabética.

19. Qual a maior alegria para um escritor?
Como todos sabem, a maior alegria em um escritor é matar um personagem (risos de novo). Brincadeira, acredito que seja a consciência em controlar um mundo, isso faz o autor se sentir poderoso. Mas tenho plena certeza, que a maior alegria de um escritor é encontrar com um leitor e ver seus olhos brilhando, ouvir suas perguntas sobre os personagens e se segurar para não contar spoilers do livro. Aqueles olhos me fazem sorris instantaneamente.

20. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.
Para quem está começando digo as seguintes palavras: Use os nãos como degraus, são o material mais forte para se fazer de base. Use o céu como inspiração, a infinidade dele te dará forças. Você não estará sozinho em momento algum, há uma legião do seu lado. E, o mais importante, escreva, escreva não para agradar a si, escreva não para alguém… Escreva pela história, pelo amor em escrever. Apenas escreva.

E para os leitores deixo algo especial: Descendentes não é apenas uma fantasia ou algo irreal, é um livro que traz acontecimentos que realmente aconteceram e estão acontecendo, é o princípio de uma guerra enorme que está por vir, é um manual de sobrevivência para o futuro… É o fim! Só deixo um recado antes de lerem o livro: Escolha sua arma, descubra seu elemento e jamais… JAMAIS deixe as Néias te alcançarem.

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