Garimpo Editorial

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Vamos conhecer alguns livros do Catálogo da Garimpo Editorial?

Filhos de Deus ou Filhos de Belial? – Márcio Duran –  é um livreto de muitos questionamentos. Tem pergunta no título, questões polêmicas (mesmo não querendo polemizar) e deseja entender a questão do ser humano, em sua essência do bem, ou do mal. Pode o homem ser bom ou mau, independentemente do ambiente onde vive? Pode alguém ter nascido mau?
O autor apresenta diversos personagens da literatura bíblica e observa neles as características boas e más, desfiando sua vivência e ações. Ações que poderiam caracterizá-los como filhos de Deus, ou filhos de Belial – termo bíblico para filhos com tendências claras para a maldade.
No livreto há a proposta de que os filhos de Deus apareçam, ajam e façam desse mundo um lugar melhor. Que se esforcem para minorar os sofrimentos dos mais fracos, que se organizem para o bem (mesmo sabendo que há um outro lado da força). A filiação do bem ou do mal não significa, absolutamente, uma filiação denominacional, religiosa. Ninguém é bom ou mau pela religião que professa. Nem por questões étnicas, de orientação sexual, de gênero ou mesmo de paternidade.
Com sua escrita crítica, ácida e questionadora, Márcio Duran apresenta pontos de difícil entendimento, levantando questionamentos, reflexões e propondo uma rede do bem. Uma rede dos filhos de Deus. Uma rede em benefício de todos, sonhando utopicamente com um mundo melhor, um mundo mais justo e bom. Assim como o Pai é bom.

Proclamar Libertação – Orlando E. Costa – Este livro trata do tema da evangelização contextual da perspectiva “dos pobres, dos indefesos e oprimidos”. É, como explicado por Orlando Costas, “escrito a partir da perspectiva da tradição evangelical radical em dialogo com outras correntes da ecumene cristã.

Costas começa explorando as raízes bíblicas da evangelização contextual, focalizando dois modelos. O modelo do Antigo Testamento é ilustrado por crentes como Ester, que em sua libertação heroica de seu povo em circunstâncias políticas difíceis, nos mostrou como ir em auxilio dos que vivem a margem da sociedade. O modelo do Novo Testamento e ilustrado primeiro e principalmente por Cristo, que nos mostrou como ministrar aos marginalizados por trabalhar a partir da periferia da Galileia.
Em que se baseia a evangelização contextual? Na trindade, que Costas define como comunidade, a base para a evangelização enquanto “evento comunal”. A substancia da evangelização é a mensagem apostólica da cruz, que anuncia a vida que Deus da através do sofrimento e morte de Cristo. Se cremos nesta mensagem, esperamos a vida no reino de Deus enquanto oramos e trabalhamos por justiça e paz. Costas apresenta a conversão não como um evento único, mas como um processo transformativo contínuo que envolve a passagem do egoísmo ao compromisso comunitário ativo.
A mescla criativa e saudável de Costas de um compromisso evangélico e um pensamento social ilustrado recomendam este livro tanto a membros de igrejas bem informados, bem como a pastores, teólogos e acadêmicos.

JESUS E OS DESCAMINHOS DA IGREJA – João Eduardo Cruz – Este livro é um convite à reflexão. Ele traz uma série de ensaios centrados nas Escrituras Sagradas e lidando com temas relevantes de nossa vida contemporânea: o preconceito, o legalismo, a vida em comunidade, a necessidade de cura interior, a força da compaixão, a importância da amizade, do amor, a beleza da infância, a liberdade, o reino de Deus, a esperança e o discipulado. Seus textos dialogam com pensadores como C.S. Lewis, Dietrich Bonhoeffer, Henri Nouwen e Eugene Peterson, entre outros, num movimento contínuo que parte das Escrituras, atravessa a nossa realidade, conversa com outros autores, retorna às Escrituras, e provoca o leitor. No conjunto das meditações contidas neste livro, sobressaem dois aspectos fundamentais: o poder da graça de Deus e a centralidade da pessoa e da palavra de Jesus.

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