Francisco Mellão Laraya – Tito

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1. Nos fale um pouco de você?

Tito – Homem simples e composto, como minha mãe diria! Advogado, músico, pintor e escritor, que viu no escrever a forma de comunicar a indignação do quotidiano, e achar no normal, no comum, a beleza real deste mundo irreal.

Escritor impressionista que estimula a imaginação mais do que a razão, os sentimentos e a essência interessam mais do que o lógico desencadear dos fatos.

 2. Qual a melhor coisa em escrever?

Tito – Saber que seus fatos mais escondidos serão conhecidos e as críticas mais cruéis: não!

 3. Você tem um cantinho especial para escrever?

Tito – Meu canto é qualquer mesa, um papel e uma caneta, eu conto o comum o corriqueiro, qualquer lugar é lugar, qualquer hora é hora.

 4. Qual o seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Tito – Poesias e crônicas, já fiz romances, mas sempre são intimistas, impressionistas, um retrato da alma.

 5. Fale-nos um pouco sobre seus livros

Tito – Meu primeiro livro foi “Textos Barrocos”, uma coletânea de textos auto biográficos escritos na terceira pessoa do singular, e um resumo sobre um trabalho sobre “O Julgamento de Jesus”.

“Tito e o pé de sonhos”, um homem em crise de um encontro que não acontece, fala da crise da sociedade, do mundo, do ser humano enfim!

“Exames”, e estória de um relacionamento impossível, passeando pela psicologia e a psicanálise.

‘“Um sonho dentro de um sonho”, revivendo um sonho do passado, encontro uma solução no presente.

“A descoberta: o não tempo”, a procura de Deus no quotidiano, e onde o encontra-lo.

 6. Que tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Tito – Minha pesquisa é conceitual, procuro na filosofia, psicologia, etc., a mola propulsora da trama.

 7. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Tito – Fernando Pessoa.

 8. O que você acha do cenário da literatura nacional?

Tito – Uma biblioteca com muitos livros, sem a bibliotecária para ajudar a escolher.

 9. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Tito – O escritor recebe pouco, teríamos que falar de custo.

10.Qual livro você falaria: “queria ter tido esta idéia”?

Tito – Uma peça de teatro “Todo mundo e ninguém” de Gil Vicente, são dois personagens, um é o comum, todo mundo, outro o execrado, ninguém, no fim o público se identifica com o ninguém!

 11. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros, qual seria? (nome da música + cantor)

Tito – “O Sonho Impossível”, cantado por Maria Bethânia, a trilha sonora de D. Quixote de La Mancha.

 12. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro da sua vida”?

Tito – O melhor livro jamais escrito “Evangelho de Jesus Cristo segundo João”, o primeiro texto a ser considerado inspirado por Deus no mundo.

 13. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Tito – Levar uma peça de teatro baseada em textos meus, o que está em fase de adaptação para o teatro, lançamento em Portugal de Textos Barrocos, e mais para o fim do ano de um novo livro.

14.Qual a maior alegria para um escritor?

Tito – A maior alegria para um escritor é que seus textos obriguem aos outros a pensar, e com isto construir um mundo melhor.

 15. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Tito – Escreva sobre tudo, sobre todos até a exaustão, e desta barafunda ache o seu eu, e peça a este novo amigo, seu verdadeiro eu, que te ajude a escrever!

 

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