Filhos da Tempestade – Rodrigo Oliveira

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“Deus me odeia e o diabo me traiu.”

Filhos da tempestade do autor nacional Rodrigo de Oliveira e lançado pela Editora Planeta, me surpreendeu desde o momento em que coloquei as mãos dele. Com uma capa que casa perfeitamente com o livro, ele encanta o leitor que ama um mistério do início ao fim. Adoro livros que se baseiam em fatos reais, por mais fantasioso que seja, sempre nos faz pensar: “e se?”.

E se alguém misturasse as bruxas de Salem com o triângulo das bermudas? Teríamos um pedaço do inferno na Terra, literalmente. Um grupo de jovens musicistas brasileiros parte em um avião do Rio de Janeiro para o grande sonho de se apresentar em solo internacional. Eles estão ansiosos para a grande aventura longe dos pais, principalmente Tiago, um garoto de quatorze anos apaixonado pela bela Cíntia, de dezesseis. Tudo parecia perfeito, até que uma tempestade se forma e o piloto precisa fazer um desvio, sobrevoando o conhecido Triângulo das Bermudas. Como era de se esperar, um acidente acontece e muitas vidas são perdidas. Os sobreviventes, à deriva no alto-mar, são sugados por um estranho redemoinho e chegam a uma bela ilha tropical. Não todos, entretanto, apenas os menores de dezoito anos. Tiago, que apesar de ser novo, era mais alto e centrado, se torna um aspirante a líder. Contra a vontade de Lucas, um garoto ruivo de dezesseis que era seu rival desde o colégio. Afinal, ambos compartilham a paixão por Cíntia.

 Tudo parecia perdido: fome, sede e a perspectiva de nunca retornar ao lar. Até que encontraram um habitante, um Argentino náufrago que morava lá há vinte e cinco anos. Passaram então a morar na antiga vila do novo amigo. Com um abrigo para ficar e menos desesperados, eles começaram a desfrutar do local. Isso até descobrirem o porquê dos colegas do Argentino terem morrido. E é neste momento que a ilha perfeita não parece mais tão perfeita assim.

Enquanto lia este livro e via algum momento bom na história, eu sentia que ia dar merda. E, geralmente, dava. Não se pode morar na Ilha do Diabo e não sofrer consequências. Confesso que tive um choque na metade do livro. Olhava para aquelas palavras e não acreditava no que estava acontecendo. A cada vez que eu lia e me apaixonava mais pelos personagens, mais temia por eles. Diversas vezes eu quis entrar na história e ajudar de alguma forma, nem que fosse para gritar “corre!”

Escrito em terceira pessoa, recomendo Filhos da tempestade para todos que amam uma boa história e já vou avisando, prepare-se para fortes emoções.

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