Felipe Cangussu

0
604

  1. Fale-nos um pouco de você.

A árvore é julgada pelos seus frutos. Então acho que seria mais fácil falar de mim através dos meus, também. Formei em teologia bem jovem, e termino meu curso de Direito em 2017. Morei na Europa, onde fui professor de teologia e pratiquei dezenas de exorcismos. Meus maiores ídolos são Stephen King, Johnny Cash e Tarantino. Meus livros têm bastante influência desses caras aí. Hoje sou divorciado, e vivo em Balneário Camboriú, Santa Catarina.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Eu fui professor a maior parte da fase adulta, mas hoje minhas únicas ocupações são os livros e estudos.

Nunca vou esquecer de como comecei a escrever. No dia, estava sem internet, e o livro que estava lendo não me prendeu muito. Eu queria viver uma história épica. E várias coisas passavam pela minha cabeça desde a infância. Eu passava o dia inteiro criando histórias mirabolantes com loops no tempo e realidades alternativas. Daí decidi escrever a história que eu amaria ler.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Vivenciar realidades mágicas.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

Não existe lugar melhor que o braço esquerdo daquele sofá

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Meu gênero é suspense, terror, ação. Às vezes piso um pé no faroeste e medieval. Mas o suspense é o carro chefe.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Cada livro é um mundo. Em Sacramento, para identificar os personagens, usei pessoas reais que fizeram parte da minha vida. No livro, William é um músico, e Cícero, um caminhoneiro, mas na vida real, eles dois são meus tios. Johnny, o motoqueiro suicida, teve o nome do meu amigo que trabalhava na locadora perto da minha casa. Anderson, o psicopata, ganhou o nome do meu primo. Marina, uma conhecida minha.
Nos outros livros, já uso outras regras. É difícil dizer uma fonte específica de inspiração. Da mesma forma, os títulos. O próximo livro a ser publicado teve um título por três anos, e no dia que enviei para a editora, mudei o nome.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Geralmente os cenários e personagens que escolho já são resultados de algum conhecimento que eu já tinha, e cada pesquisa que faço é para alguma situação bem específica em determinada cena. Em vários casos tenho que perguntar para operadores técnicos da área em questão. De resto, procuro e leio na internet.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Eu comecei a escrever antes de definir os meus maiores referenciais. Com o tempo, passei a admirar e me espelhar em nomes como Stephen King, Joe Hill, Gabriel Garcia Marquez e Carlos Ruiz Zafon. Mas antes deles, meus livros eram uma mistura de medieval, com faroeste e futurismo. Era um adolescente bem imaginativo.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Eu enviei apenas dois livros para editoras, e um deles só foi aceito na segunda tentativa, então, não posso dizer que tive muitos empecilhos para publicar.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Promissor. Muitos escritores. Muitos potenciais. As ferramentas já temos, que são os livros e os leitores. Acho que só falta mudar a mentalidade que os gringos são os únicos que sabem escrever. Esse “monopólio” de qualidade deve acabar. Precisamos acreditar no nosso povo. Precisamos ter mais orgulhos de nós mesmos.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Esse “boom” é um ótimo sinal. Se em proporção, o número de leitores é maior que o de escritores, significa que o mercado literário está crescendo. Não importa se tem muitos livros ruins. O importante é que quanto mais livros são escritos, maior a chance de saírem obras sensacionais.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

É uma questão complicada. Cada editora trabalha com um custo de produção e margem de lucro. Todos querem ganhar sua parte.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

A Torre Negra, sem dúvida.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria?

“California Dreaming” – Mamas and Papas

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

 Talvez tenha sido Harry Potter.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

No final de 2017 será lançado o Mortalha City, um livro que já está pronto há uns anos. Ele conta a história de um professor de psicologia que vive em uma cidade pequena, e é visto por todos como um assassino. Quem gosta de loops no tempo e realidades paralelas, vai quebrar a cabeça com Mortalha City. Ah, quem gosta de morte e violência também. E quem gosta de romance, vai se apaixonar. E quem gosta ação, mais ainda. E quem gosta de…

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Acredito ter acompanhado a maior parte das críticas, e fico muito feliz em dizer que só vi uma até hoje que foi negativa. Quase todas as críticas sempre tratam de Sacramento como uma obra surpreendente. A maioria dos blogueiros falam do livro com saudosismo e paixão. Isso me emociona muito.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Sem dúvida o Stephen King. Gosto do jeito dele de pensar, e sua aprovação seria muito importante para mim.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Acordar numa segunda e dizer “vou trabalhar”, depois sentar no seu cantinho especial e escrever seu próximo título.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Independente se você escreve ou não, leia. Pense nos livros como extensões de seus sonhos. Através do livro, você poderá viver mil histórias. Será um personagem eterno. Terá experiências marcantes que te ensinarão muito sobre a vida. Acima de tudo, continue lendo.

Se você deseja escrever, escreva por diversão. Busque sempre tempo para fazer aqueles rituais que dão paz à sua alma. O livro precisa ser resultado de um espírito leve e feliz.

Não pense só em publicar para ganhar dinheiro. Essa pressão fará mal para sua inspiração. Escreva por prazer, por ser um hobby. Isso trará ótimas consequências.

Quer ser entrevistado por nossa equipe? Clique aqui!

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here