Fabio Baptista

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Eu sou o sal da terra. Um sujeito comum, com um emprego comum, altura mediana (bom… eu acho 1,67 altura mediana), nada muito interessante (passei da idade de tentar fazer propaganda enganosa kkkk).

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Eu sou analista de sistemas a maior parte do tempo. A escrita acaba relegada às poucas horas vagas, infelizmente. A inspiração chega de todos os lugares e, às vezes, de lugar nenhum. É imprevisível e incrível. (E quando ela demora para vir é meio assustador).

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Ficar sem dormir.

Não, espera… ficar sem dormir é terrível no outro dia!

Acho que é aquele sentimento de “eu fiz isso! Eu sou f*** pra c*****!!!”. Dura uns dois segundos, ou até a gente achar o primeiro erro de revisão. Mas é uma sensação ótima.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

Eu moro num ap de 25m quadrados. Meu cantinho é muito bagunçado e eu fico com vergonha! Hahuauha

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Eu gosto bastante de escrever fantasia, mas não me prendo a gêneros. Já escrevi de praticamente tudo.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Tenho 5 livros de contos e boa parte deles foi escrita para desafios literários com temas pré-definidos. Isso é bacana porque dá um caminho para a criatividade percorrer e acaba ajudando no processo de criação. Meu primeiro (e até agora único) romance “A Redenção do Anjo Caído” é baseado nos personagens bíblicos. Daí não precisei pensar muito para dar nomes aos personagens kkkkk.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Eu acho essa questão da pesquisa um tanto supervalorizada. O que mais importa é a imaginação. Mas, claro… algumas coisas temos que estudar um pouco, até para estimular a criatividade. Mas não é algo a que eu me prenda muito.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Quando eu era garoto, queria escrever quadrinhos igual ao Frank Miller. Mas isso já faz mais tempo do que eu gostaria. Hoje, não tenho nenhuma inspiração específica, mas tem aqueles autores que a gente gosta mais e sempre acaba influenciando um pouco.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Só fiz autopublicação até o momento. Enviei alguns livros para algumas editoras e até agora, não obtive resposta nenhuma. Em resumo… estou tendo dificuldade rsrs.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Vejo cada vez mais escritores e cada vez menos leitores. E isso não é muito bom para ninguém.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

É inevitável. E também é inevitável que alguém vá gostar do livro ruim e até mesmo achar que é o melhor livro que já leu em toda vida, porque gosto pessoal é algo extremamente imprevisível.

Enfim… eu tento fazer o meu melhor e acredito que o tempo servirá como filtro e jogará a meu favor caso meu trabalho seja bom mesmo como eu acho que é. (só espero estar vivo anda quando isso acontecer rsrs).

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Não acho 30/35 reais um preço elevado. Pagamos isso num ingresso de cinema ou num lanche do Bob´s, por exemplo… e não vejo ninguém reclamar. Colocamos e-book a 5 ou 6 reais e o pessoal reclama que não gosta de ler no celular, porque cansa a vista. Mas passa o dia todo no whatsapp e Facebook. Não é o preço, não é porque a vista cansa… é porque o livro não é prioridade. Tipo aquela moça bonita que não quer sair com a gente… não é porque ela tem outro compromisso, é porque ela não gosta da gente mesmo kkkkk. É triste, mas temos que encarar a realidade e trabalhar conscientes desse cenário.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Tem um conto do Asimov, chamado “A última pergunta”… é uma das coisas mais geniais que já li.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Um amigo uma vez falou que quase podia ouvir “marcha das valquírias” (vaLQUÍRIAS, hein! :D) numa cena de batalha que escrevi. Achei um elogio e tanto.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

A trilogia “As Crônicas de Artur” é o que chega mais próximo disso, por uma série de fatores que provavelmente jamais se repetirão em outra leitura (sobretudo o fato de eu ser jovem quando li). Mas não tenho essa de “livro da minha vida”.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Eu tenho o projeto de vencer o Prêmio SESC.

Só falta os jurados colaborarem dessa vez… rsrs

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Acompanho, com bastante ansiedade, inclusive!

O trabalho dos blogueiros é fundamental para divulgação.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Sinceramente, hoje eu escolheria a Kéfera, Felipe Neto ou algum desses youtubers famosos. Porque se ela fizesse um vídeo falando “genteeee, gostei pra c***** desse livroooo!!! #morta”, sei que venderia horrores no instante seguinte.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Ver aqueles vinte reais da Amazon caindo na conta no final do mês! Kkkkkkkkk

Brincadeira. A melhor coisa é ver as pessoas comentando sobre as histórias.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Espero que vocês não estejam com aquela sensação de “perdi meu tempo lendo essa entrevista” kkkkk.

Fiquem com Deus e um grande abraço!

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