Eu vejo Kate – Claudia Lemes

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Uma amiga perguntou-me se eu gostava de estórias de serial killer. É claro que sim! Então ela emprestou-me esse livro e disse que certamente eu iria gostar do enredo. Acertou em cheio. É gratificante receber indicações de leitura que nos deixam satisfeitos.

Publicado pela Editora Empíreo, “Eu Vejo Kate” é um livro muito bem escrito e com diagramação bem feita. Desde a capa, e durante o percorrer das 391 páginas, o (a) leitor (a) perceberá que está mergulhando numa trama que prenderá sua atenção até o final. É o primeiro romance da paulista Claudia Lemes. Os capítulos são narrados em primeira e/ou terceira pessoa.

Katherine Dwyer é escritora. Depois de dois romances, ela decide escrever a biografia de um serial killer que assassinou 12 mulheres em Blessfield, terra natal dela. O cara se chama Nathan Bardel, que depois de preso, foi julgado e executado pelos crimes. Para produzir o livro Kate mergulha numa pesquisa profunda sobre o assunto, arquivos sobre o caso e conta também com a ajuda do ex-agente do FBI Ryan Owen, um dos responsáveis pelo caso Bardel. O sujeito é especialista em traçar perfis de criminosos.

Daí, coisas estranhas acontecem. Primeiro, Kate é avisada pela sua amiga Savannah, que trabalha na editora responsável em publicar o livro, que a pesquisa precisa ser interrompida. Eles não estão interessados numa biografia para o momento e pedem que seja escrito um romance. Em seguida a escritora recebe em seu apartamento uma caixa sem remetente contendo fotos e um bilhete, dizendo para ela esquecer o caso e que algumas coisas devem ficar onde estão. Logo em seguida uma garota é encontrada morta, apresentando marcas de violência semelhantes às das vítimas do Nathan.

Uma série de fatos se sucede envolvendo Kate, Ryan e Nathan. O cara foi executado mas a sua presença é marcante. E essa presença dá um toque todo especial no livro. E é através dele que conseguimos perceber e conhecer mais sobre os outros dois protagonistas.

Kate, Nathan e Ryan são pessoas de personalidade forte. Parte do passado de cada um (a) é destacado em determinados momentos e o quebra-cabeça para solucionar o caso vai se juntando aos poucos.

O desfecho trás surpresas. Acho que só alguém com a mente de um serial killer conseguiria acertar o final.

Eis uma boa pedida de leitura.

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