Eternamente Eu – A Morte era só o Começo – Elisete Duarte

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Dezoito anos depois, a história continua…

Eternamente “Eu” – A Morte era Só o Começo é a segunda parte da duologia iniciada com Eternamente “Eu”, publicação da autora Elisete Duarte. Lançada em 2016 de maneira também independente, possui mais páginas que o anterior (473).

No primeiro livro, Lucy e Chris, depois de firmarem a relação, são surpreendidos com dois fatos: a gravidez da garota e logo em seguida o seu grave problema cardíaco. Tendo de escolher entre interromper a gravidez para poupar sua vida, e ter a criança mesmo correndo o risco de seu coração não suportar, a jovem decide seguir a gestação. Nasce um belo garoto, Eric, mas os problemas de saúde da nova mamãe se agravam, e ela vai a óbito, para o desespero e tristeza de todos.

“A morte não é o fim. Nunca será. É o começo de uma nova existência”.

Na resenha anterior eu falei que não gostei de uma coisa sem mencioná-la pois seria spoiler.  Nos seus momentos finais Lucy vê uma luz e algumas pessoas chegando para buscá-la, e ela insiste em não ir, seu filho é muito pequeno e precisa dela. Isso revela o tom de mediunidade (sutil, mas perceptível), que aparece na história, e bem explorado nesse segundo volume.

Susie fará 18 anos. Mora em Nova York. Os preparativos para a festa estão praticamente prontos. Ela irá reunir seus amigos e pessoas próximas para celebrar, ainda que não esteja animada. Seus pais, proprietários, de uma rede de restaurantes especializados em comida brasileira viajaram a negócios e não estarão presentes, mas isso não é problema. Quando chega a noite, um tanto ansiosa ela prepara-se para dormir, porém tem a sensação de que não está só. Minutos depois ela ouve passos e gritos de socorro.

Sem muitas opções e bastante temerosa, ela liga para Molly, sua grande amiga, para chamar a polícia. A garota aparece com um grupo de policiais que entram na casa e revistam por completo todos os cômodos e não encontram indícios de arrombamento ou presença de estranhos. Um dos homens é Flávio, pai da Molly. Brasileiro, mudou-se para NY com a família há dezoito anos. Ele é o chefe do grupamento acionado. Sem entender exatamente o porquê, se sente atraído pela amiga da filha.

Chris ainda sente a falta de sua amada, muito tempo depois de sua morte. Em alguns momentos, ele parece ouvir sua voz, chamando-o. Atualmente é casado com Kate, mas definitivamente não é feliz. Os negócios estão indo cada vez melhor. Seu pai e seu ex-sogro firmaram sociedade. Seu filho Eric é um belo rapaz, inteligente. Está participando de um intercâmbio nos Estados Unidos e Chris não vê a hora de matar a saudades de seu garoto. Mas sua esposa não o completa, a ponto de ele ter um caso extraconjugal.

Susie nos dias seguintes continua a ouvir o pedido de socorro. Além disso, ela sente uma força estranha puxando-a, o que lhe causa mal estar a ponto de até desmaiar. Liga para os pais que, desesperados, logo voltam. Ao chegarem, levam-na a um psiquiatra. O médico não constata nada de anormal e receita alguns calmantes. Quando a moça está perto de deixar o consultório, volta a sentir novamente o puxão e cai. O psiquiatra olha para ela de forma estranha, mas nada diz.

Dias depois, Susie recebe o convite para ir conhecer a avô da Molly, mãe do Flávio. Ela desde cedo tem algumas visões em relação ao futuro. A garota vai acompanhada de seu namorado Johnny. Ela tem dúvidas de seus sentimentos em relação ao rapaz. No momento em que a jovem e a senhora estão próximas, a amiga da Molly começa a sentir o puxão nas costas e quando se recupera, a mãe do Flávio está desmaiada.

O policial decide levar a mãe de volta ao Brasil. Molly também viajará, e termina por convidar sua amiga, que meio relutante aceita. Na verdade quem faz a sugestão é seu pai, pois vê uma oportunidade de aproximar-se mais dela. Susie enxerga na viagem uma forma de respirar outros ares e afastar-se do Johnny.

Em terras brasileiras, a família do Chris recebe convite para aniversário da filha de um dos seus amigos. Kate está muita animada, Eric empolgado, e essa empolgação contagia seu pai. Durante o evento Chris viverá uma emoção que irá mudar de sua vida: será onde ele verá pela primeira vez a Susie e a partir daí ficará encantado pela moça. Na mesma festa estão presentes Molly, seu pai e sua amiga, que terá uma crise e despertará a atenção de todos os presentes.

No dia seguinte, Chris e Susie se encontrarão por acaso. Ela igualmente será tomada por um fascínio inexplicável por aquele homem. Mas ele tem idade de ser seu pai…

Daí para frente, muitas coisas acontecerão envolvendo esses dois personagens.

Flávio e Chris terão os seus momentos de atrito, pois o presente apresenta-se como uma repetição do passado.

Como o primeiro volume, esse segundo é bem escrito, é uma boa leitura. Mas também repete a mesma falha: alguns momentos são demasiadamente longos, o que causa a sensação de marasmo, quebra o ritmo. Algumas partes poderiam ser suprimidas, sem o risco prejudicar a compreensão. Tornaria a história bem mais agradável.

No geral, é um enredo que merece ser degustado.

Confiram!!!

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Um comentário

  1. Parabéns pela resenha, gostei bastante. Parece ser uma boa história, fiquei com vontade de ler o livro. parabéns.

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