Entrevista com o Autor Rondinelli Fortalesa

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 1. Rondinelli para nós é um grande prazer entrevista-lo. Conte-nos quem é Rondinelli Fortalesa ??

É igualmente um prazer fazer parte do Arca Literária. Eu sou tolkieniano de coração e sou muito ligado ao mundo fantástico desde muito tempo. Tão logo ouvi a primeira história sobre fadas, gnomos da floresta, seres de outros mundos e deuses a fascinação tomou conta de mim. Quando eu era criança já inventava minhas histórias e gostava de tagarelar com os adultos e com outras crianças, o que até despertou certa preocupação da família, havia vezes que eu empolgava tanto que era como se eu acreditasse mesmo no que eu criava. Depois que aprendi a colocar tudo no papel entenderam que eu era apenas inspirado.

 2. Qual seu estilo literário?

Meu estilo é ficção em especial alta fantasia, pois gosto de criar mundos novos e leis diferentes da física quando necessário e o ambiente natural do ser humano nem sempre é adequado para tudo que eu gosto de escrever.

 3. Qual seu público alvo?

O foco é nas crianças e jovens no sentido de que não coloco cenas de sexo no livro, porém a fantasia é capaz de atingir pessoas de todas as idades. Já ouvi crianças encantadas com Oldar e já vi uma pessoa de quarenta anos me procurar também para parabenizar e dizer que estava até surpreso de saber que era um brasileiro que havia escrito o livro que ele devorou (rsrs). Com um público assim é preciso ser muito exigente e ser atento aos detalhes.

 4. Quais seus autores e estilo favoritos?

Tolkien, Lewis, Asimov e Saramago fizeram minha fundação literária digamos assim e posteriormente Martin colocou as paredes que faltavam. Meu estilo favorito é a Alta Fantasia, até hoje fico empolgado quando leio Silmarillion e O sobrinho do mago de Crônicas de Nárnia.

 5. O que te motivou a escrever os livros “Crônicas de Oldar – Durilim: Filho do Dragão”? Quando sentiu que estava pronto para publicar seu primeiro livro? Alguém a incentivou, como foi esta iniciativa?

Inicialmente eu criei um personagem que vivia as aventuras que eu imaginava em minha mente, esse era o Telfem, a partir dele surgiram os mundos que ele havia visitado e conhecido e então decidi falar sobre onde ele nasceu e como viveu e se tornou quem era. Eu já havia escrito outros livros antes, mas coloquei fogo em todos, eu simplesmente estava decepcionado comigo mesmo, mas quando escrevi sobre Oldar e sobre o Telfem foi diferente, eu lia o que escrevia e realmente gostava, então depois de alguns amigos lerem eu senti que estava preparado para publicar. Minha família sempre apoiou a ideia, embora como eu saibam que o caminho pra um livro se tornar reconhecido é longo e pode nem acontecer.

 6. Fale-nos um pouco sobre os livros “Crônicas de Oldar – Durilim: Filho do Dragão”.

Originalmente Oldar era pra ser uma trilogia, porém quando terminei de escrever sobre a Guerra da Traição, percebi que poderia criar uma saga posterior a essa guerra, ao inves de explorar apenas a vida do Telfem, eu poderia dar destaque para outros personagens e assim eu estudei mais os outros seres que vivem em Oldar dando origem a saga Crônicas de Oldar que se inicia com o Durilim, dando destaque ao nascimento e desenvolvimento da criança mágica. E na saga ele e outros personagens mágicos, assim como os dragões sofrerão mudanças diante de diversos problemas que ocorrerão no planeta, levando a novas guerras. Em suma Crônicas de Oldar é como um livro de história de um mundo fantástico cheio de feiticeiros e dragões.

 7. Rondinelli o que mais lhe inspira a escrever?

Gosto muito de florestas e de músicas new age. Nos meus passeios eu procuro sentir a natureza, o modo como as pessoas e os animais se relacionam entre si tanto na vida urbana quanto na rural e insiro em minha mente situações inusitadas e reflito como as pessoas reagiriam a essas. Os personagens acabam nascendo em minha imaginação nesses processo de observação, embora meus personagens não sejam baseados em pessoas reais não tem como negar que acabam se parecendo com algumas delas.

 8. Fale-nos sobre o atual momento literário do Brasil. quais as principais dificuldades que você encontra, hoje, para publicação de livros?

O mercado ainda é muito restrito para os autores nacionais, em especial para fantasia, embora com o advento da editora Saída de Emergência isso possa mudar. Além da resistência das lojas e dos próprios leitores os autores enfrentam muitos obstáculos, pois existem centenas de editoras de autopublicação com nenhum interesse em vender livros cujo único objetivo é ganhar dinheiro dos autores iludindo-os.

 9. Quais são seus projetos literários? teremos novidades para 2014/2015? Quais?

Em 2015 o Crônicas de Oldar – Telfem, segundo livro da saga será lançado e tão logo eu conclua o Inquisidores de Paetra começo uma nova batalha para publicá-lo.

 10. Quais os maiores problemas encontrados pelo autor na publicação de seu livro?

Acho que um dos maiores problemas começa no próprio autor, pois é difícil desapegar da história e deixar que outras pessoas a leiam. Primeiro de tudo não existe uma fonte de segura de informações e as grandes editoras demoram muito para responder, então os novos autores acabam ficando meio sem saber por onde começar. Além disso o Brasil não tem cultura de ler como em alguns países, então faltam profissionais capacitados para agenciar e tratar dos autores com a devida atenção que merecem.

 11. Dê uma dica para os jovens escritores nacionais que querem ter seus livros publicados.

Não desista diante da primeira porta fechada, do primeiro e-mail ou carta de rejeição. Acredite em seu trabalho e esteja preparado para gastar tempo e dinheiro. Um autor deve estar ciente de que o que ele faz é arte e nem sempre será compreendido. E boa sorte 😀

Um comentário

  1. gostei muito da entrevista q a Ceiça , fez com o autor Rondinelli Fortaleza , soube mais um pouco sobre o livro”Crônicas de Oldar” adoro ler sobre fantasia e gostaria muito de ler . lindo Ceiça , entrevista maravilhosa.

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