Entrevista com a Escritora Graciela Mayrink

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1. Graciela para nós é um grande prazer entrevista-lo. Conte-nos quem é Graciela Mayrink??

Sou uma pessoa normal (risos). Sou calma, bem caseira, viciada em séries, cinema e, claro, livros. Sou uma leitora compulsiva, não consigo ficar sem ler e sempre leio mais de um livro ao mesmo tempo. Adoro viajar e sair para comer com minha irmã Flávia e minhas amigas, e também ficar em casa com minhas cachorrinhas, que são as minhas companheiras diárias de escrita. Sou uma pessoa tímida até conhecer os outros, depois me solto. Estou sempre pronta para ajudar os amigos e levo muito a sério a amizade. Quando sou amiga, sou amiga até o fim.

 2. Qual seu estilo literário?

Escrevo romances juvenis, mas leio de tudo. Adoro suspense, policial, livros de guerra.

 3. Qual seu público alvo?

Costumo dizer que escrevo para pessoas jovens, seja de idade ou de cabeça 😉

 4. Quais seus autores e estilo favoritos?

Fernando Sabino, Bernard Cornwell, Anne Rice, Luis Fernando Veríssimo, John Grisham, Nick Hornby, Harlan Coben e Nicholas Sparks. Mas recentemente li Enquanto a Chuva Caía, da Christine M. e devo confessar que ela é uma forte candidata a entrar para meus autores favoritos.

 5. O que te motivou a escrever os livros “Até eu lhe encontrar” e “A namorada do meu amigo”? Quando sentiu que estava pronta para publicar seu primeiro livro? Alguém a incentivou, como foi esta iniciativa?

Minha irmã que me incentivou a escrever algo para publicar, pois eu escrevia só para mim, ela e minhas amigas lerem. Acredito que tudo aconteceu na hora certa, hoje em dia vejo que os novos autores têm pressa demais em escrever e publicar, mas o meio literário é algo que requer muita paciência. Nada acontece fácil nem rápido, então o escritor precisa estar preparado para muita luta.

 6. Fale-nos um pouco sobre os livros “Até eu te encontrar” e “A namorada do meu amigo”

Costumo dizer que Até Eu te Encontrar é um romance fofo e A Namorada do Meu Amigo uma história divertida. Em AETE, usei uma cidade que amo, Viçosa, onde passei seis anos estudando. Quis mostrar um pouco do universo estudantil da UFV e trazer esse clima universitário para perto do leitor, com uma turma de amigos que se ajuda e está sempre pronta para uma festa. Já em A Namorada, eu me desafiei escrevendo em primeira pessoa na voz do Cadu, fazendo com que ele passasse por algo complicado, que é se apaixonar pela namorada do amigo. Para deixar o livro mais leve, abusei da minha veia cômica e tentei colocar muito humor no papel.

 7. Graciela o que mais lhe inspira a escrever?

Meus leitores. Quando acordo cansada, desmotivada, são eles que me trazem a vontade de escrever mais um capítulo. Tenho leitores fiéis, fofos demais, que me fazem acreditar na continuidade do meu trabalho.

 8. Fale-nos sobre o atual momento literário do Brasil. quais as principais dificuldades que você encontra, hoje, para publicação de livros?

O mercado literário está começando a voltar os olhos para os autores nacionais, mas ainda há muito caminho a percorrer. A maior dificuldade para quem está começando é encontrar uma boa editora para publicar, uma editora que invista e distribua os livros, por isso incentivo muito os novos autores a tentar a “independência”. É preciso olhar todos os lados e, às vezes, vale mais a pena investir por conta própria e fazer tudo sozinho do que ficar preso a uma editora pequena que não irá te dar nenhum suporte e ajuda.

 9. Quais são seus projetos literários? teremos novidades para 2015? Quais?

Em 2015 espero ter meu novo livro lançado para a Bienal do Rio. Ainda não posso falar muito sobre isso, mas espero trazer novidades em breve para os leitores.

 10. Dê uma dica para os jovens escritores nacionais que querem ter seus livros publicados.

Não ter pressa. É algo que sempre repito. Sinto que os jovens escritores querem escrever um livro em uma semana e publicar no dia seguinte e não é assim que funciona. Para escrever um bom romance, o escritor precisa de meses, tempo para se dedicar, pensar, colocar tudo no papel, revisar. E a publicação do primeiro livro demora, é algo que tem que ser pensado muito bem para não cair numa furada. E, claro, ler muito, ler de tudo. Afinal, quanto mais você lê, melhor você escreve.

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