Entrevista com a Autora Diéssica Sales

0
903

1. Diéssica para nós é um grande prazer entrevistá-la. Conte-nos quem é Diéssica Nunes Sales?

Sou mineira, apaixonada por pão de queijo e doce de leite. Sou estudante de psicologia, viciada em livros, seriados e em jogar videogames. Amo frio e café é minha substância psicoativa preferida. Passei minha infância assistindo Power Rangers e Sitio do Picapau Amarelo até me apaixonar por Harry Potter. Sou uma fangirl assumida! E hoje me denomino Aprendiz de Escritora.

Comecei a escrever fanfics com 14 anos e aos 16 anos comecei a rascunhar o que foi o meu primeiro livro, mas foi aos 20 anos que terminei de escrever minha obra-prima: Amanhecer – O Despertar da Paixão.

 2. Qual seu estilo literário?

Bem, escrevo romances, mas não sei se romântico seria a subcategoria ideal para dizer sobre meu estilo literário. Meus primeiros livros (que nem foram – e provavelmente nem serão – publicados) eram basicamente românticos, mas não posso dizer o mesmo de Amanhecer, nem das ideias que pipocam pela minha cabeça. Tem romance sim, mas tem muito mais; muitos outros problemas e dilemas. Tampouco sei se me encaixaria no ‘jovem adulto’ ou no ‘novo adulto’.

 3. Qual seu público alvo?

Acredito que jovens. Quando comecei a escrever (e até hoje quando escrevo) não pensei/penso em qual será meu público alvo para àquela estória, mas analisando meu estilo, seriam os jovens. Não os tão jovens, mas a partir de uns 16 anos até uns 24 anos, acredito.

 4. Quais seus autores e estilo favoritos?

Meus autores favoritos são J. K. Rowling (sem a menor sombra de dúvidas, essa mulher é minha rainha!), Eleonor Hertzog (grande escritora brasileira de ficção científica, criadora das personagens mais adoráveis que já li), Carol Sabar (minha conterrânea, que me mata de rir com suas personagens inigualáveis), Cassandra Clare e David Levithan (dois incríveis escritores que, cada um a sua maneira, trouxe para a literatura incríveis personagens LGBTs).

 5. O que te motivou a escrever A série Amanhecer? Quando sentiu que estava pronta para publicar seu primeiro livro? Alguém a incentivou, como foi esta iniciativa?

Comecei a escrever Amanhecer há dois anos. Foi numa noite de setembro, em que eu escutava uma música do meu cantor preferido; a medida que eu escutava a música, Nicole e Vitor vieram à minha mente, como se tivessem me sido dados de presente por àqueles versos. Então, comecei a criar. Lapidei minha querida Nicole, dando-lhe sua identidade, com todos os seus sonhos e problemas; a medida que criava Nicole, criava seus pais, sua irmã, seus amigos, até mesmo Vitor foi criado através dela.

Senti pronta para publicar quando terminei de escrever O Despertar da Paixão, que inicialmente era um volume único, mas que então já havia ganhado uma continuação na minha cabeça. Não sei exatamente o porquê, mas este livro fez eu me sentir pronta para mostrar meu trabalho.

Fui incentivada por minha querida amiga Nicole. E, por isso, minha personagem leva seu nome. Sem a Nicole eu jamais teria chegado aonde cheguei.

 6. Fale-nos um pouco sobre o livro O Despertar de uma Paixão?

O Despertar da Paixão fala de uma garota, chamada Nicole, que vive em Juiz de Fora e estuda Psicologia. Amante da arte, Nicole vive viajando para o Rio de Janeiro, onde fez vários amigos no meio teatral. A arte para Nicole é uma válvula de escape, pois sua realidade é muito mais dura que a de muitas garotas em sua condição social e econômica. Sua casa é quase um inferno, com uma mãe autoritária e um pai, digamos… passivo demais. Nicole jamais teria sobrevivido tanto tempo sem a arte para juntar os pedacinhos de sua alma.

Em uma festa que vai com sua melhor amiga, Ana, Nicole conhece Vitor, um ator que começou a carreira no teatro, mas que já estava na TV. Vitor se sente interessado por Nicole, porém é rechaçado por ela, apesar do mútuo interesse. Ele, então, tenta de tudo para conquistar a garota.

 7. Diéssica o que mais lhe inspira a escrever?

Boa pergunta! É uma pergunta aparentemente simples com uma resposta direta, mas que, na verdade, não é assim. Se eu tiver que responder, acho que diria a vida, já que a inspiração vem de vários lugares diferentes e muitas vezes de lugar algum, mas sempre através do viver: através de uma fala escutada no ônibus, uma música, uma experiência pessoal, um relato de um amigo ou uma amiga.

 8. Fale-nos sobre o atual momento literário do Brasil, quais as principais dificuldades que você encontra, hoje, para publicação de livros?

Acredito que a maior dificuldade que um escritor pode encontrar atualmente é que ainda nem todas as editoras publicam livros de autores nacionais, mas isso está mudando. Também eu diria que, muitas editoras pequenas, que se propõe a colocar um novo autor no mercado de trabalho, mas não estão preparadas para oferecer tal serviço com qualidade também são um empecilho.

O público também ainda está muito voltado para a literatura estrangeira, porém, é algo que vem mudando. Se vermos como foi a Bienal de São Paulo deste ano, vemos como nós, autores nacionais, arrasamos lá!

Ainda há muitas dificuldades sim, mas acredito que a cada dia que passa, tanto as editoras quanto os leitores estão mais e mais receptivos aos nossos autores.

 9. Quais são seus projetos literários? Teremos novidades para 2014/2015? Quais?

Tenho várias coisas em mente, mas como diria Jack, vamos por partes. Para este ano quero muito revisar o original de O Despertar da Paixão. Tenho em mente uma ou duas pequenas mudanças, nada que vá alterar significativamente a estória, mas que estou sentindo necessidade de fazer. Então, pretendo trabalhar na continuação e finalização da estória.

Para 2015, eu não sei. Talvez ainda estarei trabalhando na finalização de Amanhecer. Só então, colocarei em prática outras ideias, em especial uma que está pipocando na minha mente há meses, mas que ainda não me sinto preparada para materializá-la.

 10. Quais os maiores problemas encontrados pelo autor na publicação de seu livro?

Bem, eu publiquei por uma editora menor do Rio de Janeiro, então não sei como é em relação às maiores. Com a minha, tive alguns problemas na comunicação, principalmente em relação ao atraso do lançamento. A revisão deixou também a desejar, mas nada que não tenha sido resolvido.

 11. Dê uma dica para os jovens escritores nacionais que querem ter seus livros publicados.

Primeiramente, acalmem-se! Muitas vezes a ansiedade de ver seu livro publicado lhe fará dar um tiro no pé (ou nos dois)! Então, a primeira coisa é pensar e pesquisar.

Não economize na pesquisa. Pesquise as editoras que publicam seu estilo literário, converse com escritores que já publicaram por elas (e por outras), pergunte como foi o processo, o que foi mais difícil, se eles ou elas recomendam a editora (sim, pergunte isso sim! Muitos não recomendam a própria editora, eu sei, porque conheço muitos e muitas…).

Depois que enviar o original, se for aprovado, peça a minuta do contrato e leia com atenção. Tire todas as suas dúvidas e guarde todos os e-mails para que não haja (ou bem, pelo menos para minimizar) problemas futuros.

Errou? Não se mate por isso. Acontece e é parte do processo de aprendizagem. Só cuidado para não errar no mesmo ponto duas vezes, aí já demais!

O segredo é (tentar) não deixar a ansiedade atrapalhar o seu senso crítico. Lembrem-se disso!

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here