Emilia Lima

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Um pouco sobre mim… Vamos lá!! Sou mãe, tenho uma menina e um menino. Sempre fui apaixonada por livros, desde criança. Sou uma sonhadora, aquele tipo de pessoa que apenas enxerga o que as pessoas tem de melhor. Amo viajar. Pra qualquer lugar. E com a idade, tenho me descoberto uma pessoa um pouco excêntrica. Adoro a minha própria companhia, às vezes vou pro cinema sozinha no meio da semana e é um programa libertador, desligo o celular e fico lá concentrada no filme. Me faz um bem enorme me desligar da loucura do mundo.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Na verdade ainda faço. Sou funcionária da Prefeitura da minha cidade a quase 14 anos. Também sou Economista por formação. Minha inspiração pra escrever veio, principalmente, do meu coração e, também de uma escritora chilena chamada Isabel Allende. Li uma entrevista dela sobre como ela sempre sonhou em ser escritora e como batalhou muito por isso. Ela acendeu uma luz de esperança em mim.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

A melhor parte é que estou fazendo o que quero pra minha vida e me desligo totalmente do mundo quando estou escrevendo.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? 

Não. Escrevo em qualquer lugar. Tenho uma capacidade imensa de concentração e consigo desligar tudo e todos ao meu redor.

  1. Qual seu gênero literário? já tentou passear em outros gêneros?

Romance histórico. Não tentei outro gênero literário e, no presente momento, acho que vou continuar neste caminho. É também meu gênero literário preferido para leitura.

  1. Fale-nos um pouco sobre os livros “Ágata” e “Alina”. Onde encontra inspiração para os nomes dos personagens?

O nome Alina veio de uma pesquisa na internet por um nome português, já que a família dela é de Portugal, foi um dos primeiros que vi e achei lindo, combina com a personagem que é ao mesmo tempo doce, ingênua e muito determinada. Ágata veio na minha cabeça, é um nome forte pra essa personagem.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Uma pesquisa por alto do período em que o livro se passa: cenários, roupas, costumes. Mas como não aprofundo muito a parte histórica, deixo a imaginação bem solta. Eu escrevo ficção não é?

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever? 

Duas escritoras me inspiram muito. Jane Austen por sua escrita simples e ao mesmo tempo complexa e Isabel Allende. Na verdade o que me inspira é o amor das duas pela literatura.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Escrevi Alina em 2010 e só publiquei em 2014. Na verdade ele foi aceito em várias editoras, mas as propostas de publicação eram tão descabidas, que eu acabava desistindo. Depois disso fiquei na mesma editora, a Sollo Editorial.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional? 

Bem melhor do que a 4 anos atrás, mas ainda não vejo um respeito por parte das Editoras, para os autores nacionais. Já o público… eles tem sido bem receptivos.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom? 

Eu acho que esse boom é muito importante pra Literatura Nacional. E sobre autores bons e outros nem tanto, eu discordo, existe público para todo tipo de leitura, então acho que todo livro é válido. Eu, por exemplo, não leio auto-ajuda, mas sei que é um gênero muito bem recebido pelos leitores.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais? 

Pergunta difícil essa! Porque um best-seller internacional de 400 páginas é vendido mais barato do que um livro nacional de 200 páginas? Se não me engano, todos, nacionais ou não, são feitos em gráficas dentro do Brasil. Portanto não sei te responder essa pergunta, porque nem eu mesmo entendo essa diferença.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”? 

A Casa da Palma, de Carlos Nascimento Silva. É um livro nacional, também é um romance histórico e um dos melhores livros que já li na minha vida. A riqueza de detalhes é excepcional.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria?  

Nunca pensei sobre isso.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”? 

Mansfield Park de Jane Austen. Me identifico muito com a protagonista do livro. Mas é muito difícil eu não gostar de um livro, porque é tão gostoso mergulhar em uma leitura que acabo gostando de 99% do que leio.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles? 

Vou escrever o último livro da série Família Cirilo. A história de Dandara, a filha de Alina, devo lançar ele no ano que vem e depois quero começar outra série, que se passe no período entre o fim da escravidão no Brasil e o declínio da aristocracia do nosso país. Também uma série, sobre a vida de cada um dos irmãos de uma família aristocrata. Ainda estou na fase do projeto dessa série.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? o que você acha sobre isso? 

Acompanho sim. Sou bem desencanada nesse sentido. Você escreve sabendo que nem todos irão gostar do seu livro, o escritor não vai deixar de escrever ou de se sentir feliz com seu livro porque teve algumas críticas ruins. Faz parte da vida.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria? 

Carmem Balcells, ela é a Agente Literária que queria na minha vida.

  1. Qual a maior alegria para um escritor? 

Ver seu livro impresso pela primeira vez não tem preço.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária. 

Para os leitores deixo apenas o meu obrigada e uma gratidão imensa pela felicidade que vocês me proporcionam quando elogiam os meus livros.

Para os novos autores: não desistam! Pode parecer complicado, mas não é! Se é isso que cada um de vocês realmente quer, não desistam nunca.

Para os novos autores: não desistam! Pode parecer complicado, mas não é! Se é isso que cada um de vocês realmente quer, não desistam nunca.

2 Comentários

  1. Ronaldo também adoro a Taylor Caldwell. E, concordo com você que ler 2.000 livros aos 65 anos é muito pouco. Já li muito mais que o dobro disso. Adorei o seu comentário. Arca Literária obrigada por essa entrevista que amei responder. Nossa parceria vai longe.

  2. Gostei dessa entrevista. Pode até parecer lugar comum, mas trata-se da pura realidade! Escrever é algo prazeroso. Talvez por isso muita gente esteja se voltando para esse desafio… As Editoras não publicam livros por prazer. Fazem-no por dinheiro! De dez anos atrás para os nossos dias tem aumentado vertiginosamente o número de pessoas dispostas a pagar grandes somas para publicarem livros que serão distribuídos entre parentes e amigos e amontoados em algum “altar de adoração ou contemplação”… Quando me “convidam” a publicar livros eu apenas sorrio. Imagina dedicar-se a escrever e depois ter que pagar para publicarem! Pra que? Que tipo de satisfação isso pode trazer? Quando eu era garoto lia qualquer coisa! Li o primeiro livro aos quase 5 anos de idade: “O Caranguejo Bola”! A partir daí virei “traça”! Fui privilegiado em estudar até os nove aos de idade ao lado de uma excelente Biblioteca! Nossa! Aquilo era o paraíso! Quando achei um exemplar da Bíblia, então… Lembro bem da sensação que senti quando a Mara, a bibliotecária me disse que era um “compêndio sagrado”! Meu coração acelerou e senti meu corpo tremer. Nossa! Comecei a folhear aquelas páginas cuja linguagem era muito diferente, mas tinha tanta vida impregnada que eu decidi que precisava ter um “compêndio sagrado” daqueles, mas não sabia que poderia, realmente, ter algo tão sublime! Até que no ano seguinte fui morar na Bahia e na casa da minha avó tinha uma empoeirada numa das estantes! Pronto! Foi a primeira das mais de trinta vezes que li todo o “compêndio”… Depois a gente é “obrigado” a ler centenas de Romances… Aquelas Coleções do “Vagalume Faceiro”… Tudo de Jorge Amado, Fernando Pessoa, Gregório de Mattos, e tantos etc… Outro dia um escritor de Facebook estava se gabando de ter 65 anos e ter lido dois mil livros… Eu nada disse, mas pensei em como ele lera tão pouco, já que eu atingi esse número de leituras antes dos 21 anos de idade… Uma romancista que me impressiona é a Taylor Caldwell. Jamais li alguém tão completa! Viche! Agora que “me toquei” que era para ser só um comentário… Foi mal!

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