Ellen Savvy

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Eu me considero uma pessoa relativamente simples. Trabalho muito, dedico-me à literatura somente durante as madrugadas e finais de semana, viciada nos e-books. Tia preferida dos sobrinhos.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Sou profissional da área de tecnologia. Infelizmente a literatura no Brasil ainda não é sólida o suficiente para podermos considerá-la como profissão única.

Apaixonada pela escrita desde criança, eu já escrevia historinhas e livrinhos desde o ginásio, mas só agora resolvi encarar a escrita como uma profissão.

Eu tenho uma imaginação muito fértil, então as histórias surgem naturalmente, se tivesse mais tempo, teria escrito mais histórias, com certeza. 

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Deixar a imaginação fluir e ser capaz de me transportar para o mundo dos meus personagens. 

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? 

Não tenho nenhum cantinho especial, na cama, no sofá, qualquer lugar que dê para colocar o notebook no colo é lugar de escrever. 

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Escrevo romance, romance fantasia e tenhos alguns manuscritos mais dramáticos. Já ensaiei navegar por outros gêneros sim, mas não acho que gostaria de escrever terror, ficção científica, autoajuda, entre outros. 

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Não sigo nenhuma regra. As vezes acho o nome bonito, outras me inspiro em algum ícone. Alicia, mocinha do meu primeiro livro ganhou esse nome porque acho um nome lindo. Elena, mocinha da série Místicos foi em homenagem a Elena de Troia (uma mulher que roubou o coração de dois poderosos e causou a guerra entre dois povos)

O título de um livro, normalmente é uma das últimas coisas que eu defino. Eu preciso começar a escrever a história, moldá-la, para depois o roteiro me dar alguma luz de qual seria o melhor título. 

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Experiência profissional, pesquisa em livros, visitação ao local cenário (eu não escrevo sobre lugares que nunca estive) e por fim, o mais eficiente deles: o nosso santo google! a

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Místicos e O tempo que for necessário não surgiram de inspiração em autores. Mesmo porque, por questões profissionais, quando escrevi #Julicia, eu estava há mais de sete anos sem ler livros que não fossem técnico/profissionais. Mas certamente, poder ler histórias tão maravilhosas de tantos autores mundo afora só me faz ter mais e mais vontade de escrever. 

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Todas as minhas publicações são independentes e eu sou multifuncional. Faço a capa, reviso, divulgo, publico, diagramo. A minha única barreira é o tempo. Tenho pouco tempo disponível, por isso levo tempo para finalizar uma história e publicá-la. Fora isso todo processo de publicação sempre foi muito tranquilo para mim. 

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Se por um lado acho maravilhoso esse “boom” de novos escritores, que acaba por gerar novos leitores. Temos que tomar cuidado. A leitura também é um canal de influência e se passamos mensagens erradas em nossas histórias, podemos causar um efeito negativo. 

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Toda “moda” tem um lado bom e um lado ruim. Adoro ver as pessoas colocando sua criatividade para fora, mas existem consequências. Histórias e escritas de qualidade duvidosa ainda são o maior fator de descrédito da literatura nacional. Precisamos mudar esse panorama e não será fácil com a facilidade da auto publicação. 

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?a

Os preços sofrem influência de uma série de fatores: papel custa caro, baixa tiragem também. Mas como mudar isso se menos da metade da população brasileira tem o hábito de leitura e quando tem, não lê mais do que um livro por trimeste? Enquanto o Brasil não tiver escala para a leitura, não teremos preços acessíveis. E-books são uma saída, mas ainda existe muito preconceito quanto ao livro eletrônico. 

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

“A marca de uma lágrima” um livro juvenil do Pedro Bandeira. Li esse livro mais de vinte vezes. 

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Ele já têm. rsrs

O tempo que for necessário combina muito com “Big Girs Don’t Cry” da Fergie. Místicos escrevi embalada ao som de “Iris” do Goo Goo Dolls. 

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Não diria que li o livro da minha vida, mas li diversos livros que poderia dizer que marcaram de momentos da minha vida. São muitos, não vou mencionar todos e seria injusto mencionar um só. 

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Tenho uma infinidade de projetos. O ex-namorado da Alicia (do meu primeiro livro) vai ganhar uma história. O conto que eu fiz para concorrer a uma gincana literária foi tão elogiado que também vai virar um livro. Fora uma infinidade de outras ideias que ficam pipocando na minha cabeça o tempo todo. 

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?a

Eu leio algumas e não necessariamente acompanho só o que é dito sobre o meu livro. Gosto de saber o panorama geral. Acho que há blogs bastante construtivos e há outros que nem tanto. Defendo que a mensagem verdadeira tem que ser passada ao leitor, entretanto, também acredito que tudo feito de forma construtiva tem um efeito muito melhor para todos: autor, leitor e blogueiro. 

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Boa pergunta, nunca tinha pensado sobre isso. Mas seria interessante saber a opinião de algum escritor mais experiente. 

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Sem dúvida alguma, saber que seu livro tem leitores. 

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.a

Queridos leitores, saibam que não há gratidão maior do que tê-los por perto, apreciando minhas histórias. Sem vocês, eu não estaria aqui. Vocês são muito importantes para mim e saibam que sou super acessível, podem me chamar para papear sempre que quiserem.

E queridos colegas ou futuros colegas de escrita. Ninguém disse que ser escritor é uma jornada fácil, mas, não desistam, sejam perseverantes.

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