1. Fale-nos um pouco de você.
R. Sou uma pessoa caseira, aprecio a convivência em família, saímos juntos sempre que possível, optando por programas simples, tipo: Ir ao shopping assistir um bom filme, comer um bom lanche, além claro de ir às lojas de brinquedos e de roupas, senão tem nada feito. Meu filho adora comprar livros, sempre que podemos, levamos bons livros para casa, ele adora ler, aliás, gosta mais que eu leia para ele, principalmente quando vai dormir. Coincidentemente está muito bem na escola e já diz querer um dia escrever um livro no futuro, creio que sou o grande culpado disso, fico feliz. Como deu pra notar, gosto muito de ler, apesar de ser um tanto lento e, obvio de escrever, neste caso prefiro as madrugadas por conta do silêncio.
No mais, tenho uma vida bem tranqüila, claro que há apertos financeiros, mas não posso reclamar trabalho na lavoura, cultivando café, diga-se um dos melhores do país, o Sul de Minas é referência em qualidade.
No campo musical aprecio o rock das antigas, sou fã de Raul Seixas e Renato Russo. Na literatura, aprecio fantasia, suspense e drama, porém leio qualquer gênero, acho indispensável para alcançar uma evolução cada vez melhor.
Bom, creio que isso mostra um pouco de mim.

2. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?
R. Ainda trabalho na cafeicultura e intercalo as duas coisas. Minha inspiração vem do encantamento pela escrita de outros autores, posso citar: Paulo Coelho foi com esse autor que adquiri o hábito de ler, mas também me encanto com Machado De Assis, Oscar Wilde, Jane Austen e Eduardo Sphor.

3. Qual a melhor coisa em escrever?
R. Funciona como uma terapia, pois me desconecto dos problemas pessoais e profissionais, viajando por outros mundos e realidades.

4. Você tem um cantinho especial para escrever? (Envie-nos uma foto)
R. Na mesa da cozinha, minha esposa não aprova tanto, por motivos óbvios.

5. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?
R. Gosto de drama, terror gótico, suspense e fantasia, porém sempre procuro diversificar, ajuda muito na percepção quando vou escrever.

6. Fale-nos um pouco sobre seu (s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?
R. Além do conto enviado, estou a terminar meu primeiro livro, trata-se de um drama psicológico, onde abordo o peso de decisões que tomamos no impulso e, como isso pode modificar os rumos de nossas vidas e daqueles que nos cercam, Há ainda uma pitada romântica e, um discreto toque sobrenatural.
Em mente, tenho o desejo de escrever ainda um drama abordando o poder do sexo na vida das pessoas, outro de terror e um biográfico, sobre meu avô, descendente de italianos e que teve uma vida interessante e marcante por aqui.
Para dar nome as minhas obras inspiro-me na própria história que desenvolvo já os personagens, imagina como seriam fisicamente para escolher o nome, diga-se, mudo com freqüência.

7. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?
R. Uso muito a internet e leio livros que podem dar referências a minha história, além disso, tento adaptar as histórias que ouço das pessoas no dia dia, os famosos “causos”, se der liga, incluo na minha história.

8. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?
R. Gosto da inteligência de Oscar Wilde e da sutileza de Jane Austen. Mas, Machado De Assis parece conversar diretamente com o leitor, este seria a maior inspiração e pretensão.

9. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?
R. Ainda não publiquei, ouço relatos de colegas dizendo das dificuldades, na sua maioria financeira e de divulgação.

10. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?
R. Felizmente está mudando, as pessoas tem lido mais, mas ainda há muito para evoluir.

11. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?
R. Acho fantástico, isso pode abrir espaço para novos autores, claro que com o tempo haverá uma filtragem, uma seleção natural por parte do público. Mas o importante é que se rompeu um obstáculo, as pessoas têm olhado com mais carinho para novos autores nacionais, espero que o boom continue.

12. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?
R. Vai muito da carga de impostos, mas é um fator determinante que pode inibir o cultivo do hábito de leitura. Deveria em minha opinião haver um incentivo por parte de nossos governantes para que as pessoas pudessem ler mais, porém temo que isso seja uma utopia.

13. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?
A batalha do apocalipse de Eduardo sphor, é um livro que me encantou muito e que gostaria de ter escrito, ter tido a inspiração de escrevê-lo.

14. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da música + cantor)
R. Tente outra vez e gita/ Raul Seixas e pais e filhos de Renato Russo.

15. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?
R. Gostei de muitos, como o retrato de Dorian Gray/ Oscar Wilde, a batalha do apocalipse/ Eduardo Sphor, mas o que mais impactou foi o primeiro que li ainda na escola, Vidas Secas de Graciliano Ramos.

16. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?
R. Terminar o livro que estou escrevendo já faz cinco anos, intitulado de (o andarilho) onde abordo as conseqüências de decisões impulsivas, além de trazer uma pitada de romance e leve toque sobrenatural. Mas já penso em outros trabalhos, como (essência de Lilith) que fará uma abordagem sobre o poder do sexo nas relações cotidianas.

17. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?
R. Não acompanho tanto, porém vou me dedicar mais, parece ser bem interessante.

18. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?
R. Paulo Coelho, por que seus livros me incentivaram a arriscar lutar pelos sonhos, acreditar que são possíveis.

19. Qual a maior alegria para um escritor?
R. Creio que ser reconhecido como um bom escritor e, acredito que é até melhor que um possível retorno financeiro.

20. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.
R. Aos leitores, desejo sinceramente que tenham o mesmo prazer em ler, que tenho em escrever.
Para aqueles que iniciam na literatura, tenham sempre humildade em aceitar criticas, isso faz parte da evolução.

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