Dominic – L. A. Casey

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Dominic foi um livro que me surpreendeu. Pela sinopse e pela capa eu realmente pensei que tratava-se de um daqueles livros onde existe o dominador e dominada, a mocinha inocente e o mocinho sedutor que a envolve em um relacionamento possessivo baseado unicamente em sexo. Li o livro físico, não é um livro grosso, possui uma capa bem sugestiva e que descreve realmente o que os personagens são, ou seja, intensos.

 Esse livro possui uma ótima história, se passa na Irlanda e temos uma mocinha muito inteligente, reservada, marcada pelo trauma da perda dos pais e também bastante insegura sobre a sua aparência, apesar do livro mostrar uma descrição de Bronagh, que para mim revela uma moça muito bonita, essa não é a mesma visão que ela possui de si mesma, sem falar que apesar de frequentar escola, onde teria que interagir com várias outras pessoas da mesma idade ou não, ela faz o possível para manter-se afastada de todos os outros alunos e seu convívio social estende-se apenas a sua irmã, Branna, que é detentora de sua guarda desde a morte dos pais.

Bronagh convivia consigo mesma e mantinha-se afastada de todos, inclusive de problemas, apesar de sofrer perseguição de alguns alunos da escola devido ao fato de não gostar de estar perto de outras pessoas, mas isso foi até a chegada dos belos alunos novos vindos de Nova York, os gêmeos, Damien e o terrível (pelo menos era assim que Bronagh o via no início) Dominic.

 Dominic era muito bonito, insistente e a implicância (que para mim foi na verdade atração), surgiu entre ele e Bronagh desde o seu primeiro dia na escola e a partir desse momento a vida da mocinha se transformou, ela passou de aluna invisível para uma aluna que sempre estava envolvida em confusão e essas confusões sempre tinha um toque de Dominic.

 Durante a história somos apresentados a toda família Slater, que é formada por Dominic, seu irmão gêmeo Damien e os seus outros 3 irmãos mais velhos, Alec, Ryder e Kane, também somos apresentados a Branna, a irmã de Bronah que por sinal é namorada de Ryder, irmão de Dominic. Descobrimos durante a leitura que os irmãos Slater trabalham em negócios nada convencionais e estão envolvidos em negócios nada normais, porém, o motivo e o que eles fazem só vai ser mostrado quando o livro vai chegando ao final.

 Conforme dito no início, o livro possui uma história muito boa, um enredo muito bom, com personagens fortes e determinados. Dominic é um rapaz forte, dominador e que não desiste do que quer, mas ao contrário do que eu pensei de início, apesar de ser uma história sensual, o teor sexual é na medida certa e Bronagh está longe de ser aquela mocinha que aceita tudo calada.

 Em geral, eu gostei muito da história, porém, em alguns momentos achei os diálogos um tanto infantis. Os diálogos poderiam ser mais adultos, podendo assim explorar mais a inteligência e sagacidade dos personagens, são ótimos personagens, mas com diálogos ruins. Possui alguns palavrões que eu sinceramente achei excessivos.

 Posso dizer que Dominic é um livro com uma história muito boa, muito interessante, com ótimos personagens, que iniciou muito bem, teve um desenvolvimento um pouco fraco (isso na minha opinião), mas que trouxe um final bem surpreendente, a história real dos Slater foi revelada e trouxe tudo que eu gosto, emoção, ação, amor e a mocinha mostrando que é muito sagaz quando preciso.

 Acredito que perdeu-se muito tempo durante a história, que se a mesma tivesse sido mais bem explorada e melhorado os diálogos, o final teria sido ainda melhor. No geral, eu gostei bastante e recomendo. É um livro que conta a história de jovens que se viram obrigadas a se tornarem fortes em prol das pessoas que amam.

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6 Comentários

  1. Oi, Lia!
    Por sua resenha, o que mais me chamou atenção foi o fato do livro se passar na Irlanda. Adoro quando ambientam o enredo em lugares que eu gostaria de conhecer, mesmo quando não faz muito o meu gênero de leitura.
    Beijos!

  2. Ótima resenha! interessante o seu posicionamento em relação ao livro, não conhecia porém não fiquei muito entusiasmada por essa leitura.

  3. gostei da sinceridade na sua resenha, o livro já tinha ouvido falar, mas pelo contexto não é algo que me chame tanta atenção. 🙂

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