Dias melhores virão – Jennifer Weiner

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Sinopse: Quando Ruth Saunders recebeu o telefonema de uma rede de televisão dizendo que sua série original seria levada ao ar, ela quase não acreditou.
Embora tivesse passado a vida escrevendo, não pensava seriamente que seu roteiro (autobiográfico!) sobre uma mulher jovem, com excesso de peso, que vivia com a avó, e que decidira se mudar para Miami para fazer fortuna, pudesse ser realmente interessante para alguém.

Tudo o que ela queria era ver sua série entre os comentários do público e das revistas especializadas, mas Ruth foi acordada bem depressa de seu sonho… Atores de cabeça vazia e ego inflado, e burocratas da emissora transformaram seu roteiro para atender a múltiplos interesses…

Todo o esquema criado para se colocar uma série no ar é, ironicamente, narrado por Jennifer Weiner, ela mesma uma veterana da TV. As esperanças de Ruth são sistematicamente frustradas: os acionistas da rede insistem em uma revisão sem sentido, sua personagem principal, uma mulher cheia de curvas, passa a ser quase anoréxica, e a avó, Nana, de mulher madura e sofisticada passa a uma ninfomaníaca da terceira idade.
Divirta-se com a escrita espirituosa e cativante de Jennifer Weiner e sua deliciosa capacidade de fazer valer, em cada um de seus livros, os sentimentos de todas as mulheres.

Hey gente! Nosso assunto hoje é “Dias Melhores Virão”. Ele conta a história de Ruthie Saunders, uma mulher jovem que quando criança sofreu um grave acidente que a deixou com diversas cicatrizes pelo corpo, além de órfã. Mas graças a adorável avó materna, Rachel, ela teve uma família e um pouco de normalidade na confusão que foi sua infância passando de hospital em hospital.

Mas os detalhes sobre a vida de Ruthie vão sendo dados lentamente, para que pouco a pouco nós entendamos a insegurança e motivações da personagem. Que é apaixonada por séries de TV e sonha em ser uma roteirista. Após anos sonhando, Ruthie escreveu seu primeiro roteiro definitivo de um piloto (primeiro episódio) e o mandou para a seletiva.

E ele foi aceito! Maravilha! Bem… Nem tanto, pois os investidores não terão dó nem piedade e se quiserem mudar algo por motivos fúteis, eles vão.

Ruthie aceita diversas exigências, mesmo infeliz com elas, mas luta pouco. Afinal ela sabia que haveria mudanças e a história que ela escreveu vai para a TV, é isso que importa, certo? Só que e se a história perder sua essência? E se não for mais o que ela sonhou?

A narrativa em primeira pessoa traz a Ruthie contando sua história com alguns flashbacks que nos mostram sua infância, adolescência, sofrimentos, diversões e desencontros amorosos. Caracterizando alguém marcada pela vida desde cedo. Há leveza na história no relacionamento com avó, Rachel, que é um amor de pessoa, o tipo de personagem perfeita para ser uma avó. (dãh!) E na interação com os “Daves”, Big Dave e Little Dave, antigos chefes de Ruthie e atualmente seus amigos e colegas, dois piadistas natos!

O enredo se passa no cotidiano, retratando como é feita uma série de TV, desde as seleções até a análise dos níveis de audiência, além de contar como a vida dos personagens vai mudando após o inicio da produção. Ruthie por ser uma viciada em séries faz diversas referências a elas em sua narração. Para os viciados (a.k.a. a resenhista que vos fala) o reconhecimento é imediato. A mais citada é As Super Gatas (The Golden Girls), favorita de Rachel e Ruthie.

A minha leitura foi um pouco lenta, pois não me apeguei a Ruthie tanto quanto esperava. E os capítulos longos não ajudaram, o que me motivava eram as piadas sarcásticas e referencias as séries. Além da expectativa no crescimento interno da protagonista. Pois para mim, essa uma história é sobre autoconhecimento, é a descoberta de sua própria força.

Ajudou também a diagramação da Novo Conceito ser simples e ter uma fonte em tamanho bom, não foi cansativa aos meus olhos. A capa é simples e apesar de representar a história, acho que uma melhor poderia ter sido feita.

Após a leitura, o classifiquei como chick-lit, já que conta a história cotidiana de uma mulher e, no caso, uma mulher adulta. Ah… Pensando nisso temos algumas cenas mais quentes, não muitas, mas elas existem.

Indico o livro para quem gosta de chick-lit e de histórias sobre crescimento. Deixo um beijo e uma citação que me fez rir muito. Agradeçam ao Big Dave por ter dito isso sobre seu sócio Little Dave.

“-Você era assim tão estraga prazeres antes de virar um aleijado? Realmente não me lembro.”

Ps.: Leiam para verem a resposta e rir com ela!

Resenha de Anna Gabriela, resenhista do Arca Literária e do blog Letras & Versos

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