Diane Bergher

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Sempre é difícil falar sobre nós mesmos! Mas vamos lá! Sou gaúcha e vivo em Florianópolis junto do meu filho e marido. Tenho 35 anos e sou advogada desde os 23. Leitora compulsiva e escritora por vocação, acredito que sonhar acordada, fantasiar mundos e transformar realidades é a vocação da minha alma. Estreei no mundo literário há um ano com Quando Ela Chegou, um romance contemporâneo publicado no Wattpad como desafio proposto pela minha terapeuta. Depois dele vieram outros e não parei mais até me aventurar no romance de época, minha grande paixão, e escrever Um Amor para Penélope, o livro 1 da Série Belle Époque. 

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Eu sou advogada, embora na atualidade tenho desempenhado menos a profissão e me dedicado cada vez mais à escrita. “De onde vem a inspiração?” Sempre me atrapalho com essa pergunta (risos)! Eu não sei descrever meu processo criativo, na verdade. Ele acontece de forma muito natural. Sou uma pessoa muito observadora e uma boa ouvinte, o que contribui para a composição da personalidade das personagens e do próprio enredo. Absolutamente tudo pode ser uma inspiração: um passeio no parque com meu filho, uma ida ao cinema ou ao shopping, uma conversa com minha melhor amiga, uma caminhada ao ar livre e assim vai. No caso dos romances de época, minha paixão por história e museus me auxiliou muito. Sou a doida dos museus (risos)!

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

O melhor em escrever está no fato de poder viver mundos diferentes, mundos que são criados para trazer alegria e emoção para os outros. É realizador saber que você pode encantar e tocar corações com as palavras.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

Eu não tenho um cantinho especial para escrever, porque todos os lugares podem se transformar num lugar especial para sentar e escrever. Até em praça de alimentação de shopping eu já escrevi.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Apesar de ser mais conhecida pelos romances, tanto contemporâneos quanto de época, eu comecei com os contos infantis e ainda pretendo lançar um livro para o público infantil. É uma “delícinha” escrever para crianças.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Eu escrevo romances, talvez por sempre ter sido uma romântica! Meus romances são bem ecléticos; vão do mais erótico, como é o caso da Trilogia Ela (conhecida no Wattpad como Epifanias de Amor) até o mais dramático, como é o caso de Sempre foi Você. Recentemente, me aventurei no romance de época, um dos meus gêneros literários preferidos, com o título Um Amor para Penélope, que para minha surpresa foi muito bem aceito entre as leitoras, despontando entre os mais lidos tanto no Wattpad quanto na Amazon. Porém, há uma coisa que não abro mão em meus livros: o final feliz, com o casal protagonista junto e feliz para sempre. Já disse que sou uma romântica (risos)! Os nomes das personagens, assim como os títulos dos livros, decorrem naturalmente do processo criativo. Começo a escrever sem me preocupar com os nomes, pois sei que em algum momento, eles chegarão e, em geral, eles chegam em momentos inusitados, como aconteceu com o sobrenome do Duque de Cumberland, umas das personagens de Um Amor para Penélope, que foi inspirado no sobrenome da minha professora de inglês, uma legítima inglesa. 

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Costumo responder quando me perguntam isso que faço todas e nenhuma pesquisa. E, não, a Diane ainda não ficou louca (risos). Nenhuma, porque quando escrevo procuro dar voz para a minha mente criativa e inquieta. Tenho uma amiga que costuma dizer que nasci inspirada e que meu cérebro é uma caixinha de surpresas. É claro que procuro me certificar de determinados acontecimentos em respeito à História e também para passar uma maior verossimilhança ao leitor. Todas, porque como curiosa que sou, estou sempre atrás de me atualizar sobre os assuntos. No caso dos romances de época, o fato de ser apaixonada por História e museus me auxiliou muito na construção do enredo e na escolha dos cenários. 

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Não chego a ter um nome específico como influenciador da minha obra. Acredito que minha escrita é resultado de um pouquinho de cada autor que li e que admiro. É claro que tenho os meus preferidos, dentre os quais, o muso Érico Veríssimo, cujo estilo de escrita me fascina.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Nunca almejei ou mesmo sonhei me tornar escritora, em que pese a escrita sempre ter feito parte da minha vida. Como já mencionei, estreei no mundo literário há um ano com Quando Ela Chegou, um romance contemporâneo publicado no Wattpad como desafio proposto pela minha terapeuta. Eu passei por problemas de saúde e a escrita acabou por se tornar meu refúgio. A história repercutiu e, em pouco tempo, alguns convites chegaram até mim para publicá-lo, fato que desembocou no lançamento do livro em maio deste ano. Depois dele vieram outros e não parei mais até me aventurar na Amazon com dois títulos: Sempre foi Você e Um Amor para Penélope. 

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Eu olho com bons olhos a literatura nacional contemporânea, pois tenho visto cada dia mais pessoas se aventurando no mundo da escrita e novos títulos sendo lançados, o que significa que o brasileiro está se interessando mais pela leitura.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Sou uma otimista por natureza e sempre procuro olhar positivamente para as coisas. Assim, acredito que um maior número de autores apenas contribui para o crescimento da literatura brasileira. As pessoas têm gostos diferentes e consomem coisas diferentes, logo, tem espaço para todos brilharem. Quanto ao fato da obra ser boa ou não, é difícil dizer, pois aquilo que é bom para mim, necessariamente, pode não ser bom para o outro. E o mundo está urgentemente precisando de mais tolerância e empatia.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Um dos meus sonhos como escritora é ver meus livros publicados e vendidos por baixo preço, para que todos possam adquiri-los. Infelizmente, ainda não é uma realidade e as razões para isso não acontecer são várias, dentre as quais se pode citar o fato do Brasil não ser um país de leitores. Como não há mercado, as editoras trabalham com tiragens menores quando comparadas a outros países onde se lê mais. Com tiragens menores, os custos vão lá para as alturas e o leitor, quando pode, é quem acaba por pagar a conta. Os próprios best-sellers internacionais acabam saindo caros quando comparados com o preço final em seu país de origem. A partir de tal constatação, outras surgem dando início a um círculo vicioso que talvez seja apenas quebrado quando o acesso e a qualidade da educação melhorarem significativamente.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

As Sete Irmãs, da autora Lucinda Riley. Me encantei com os fatos históricos da construção do Cristo Redentor relatados com maestria e cuidado pela autora.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Citarei uma música para cada livro publicado:

Quando ela chegou – Love Me Like You Do (Ellie Gouling)

Sempre foi Você – Because of You (Kelly Clarkson)

Um Amor para Penélope – Have You Ever Really Loved a Woman (Bryan Adams) 

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

São vários, então, dividirei por fases da minha vida:

– Adolescência: Pollyanna, de Eleanor H. Porter

– Juventude: Olhai os Lírios do Campo, de Érico Veríssimo

-Adulta: Jardim de Inverno, de Kristin Hannah 

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Há vários projetos. A curto prazo, pretendo terminar de escrever e lançar na Amazon Uma Paixão para Flora, o livro 2 da Série Belle Époque; fazer o lançamento de Um Amor para Penélope na versão impressa, que está sendo editado pelo selo Fragmentos. Em paralelo, ainda quero concluir a Série Epifanias de Amor, cujos direitos de publicação foram adquiridos pela Fragmentos e passou a se chamar Trilogia Ela. Já, a longo prazo, dar prosseguimento à Série Belle Époque, no qual estão previstos mais 3 títulos.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Sempre que possível acompanho. Eu tenho os blogueiros como grandes parceiros e aliados na divulgação das obras. O trabalho dos blogueiros também pode nos auxiliar no processo de aprimoramento da escrita e auxiliar a nos aproximar dos leitores.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Judith McNaught, a diva das divas dos romances de época.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Receber uma mensagem do leitor dizendo que o que você escreveu tocou seu coração e mudou sua vida para melhor. Não há alegria maior para mim!

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Quero agradecer, antes de tudo, o carinho do Arca Literária, assim como a oportunidade de poder conversar um pouquinho com vocês.

Aos leitores, quero deixar um beijinho carinhoso e dizer que vocês transformam meus dias e me inspiram a contar histórias cada vez mais. Obrigada por todo o carinho!

Aos que pretendem se aventurar no mundo da escrita literária, sonhos foram feitos para serem sonhados, então sonhem e não desistam de realizá-los na primeira dificuldade encontrada. Alguns brilham antes que outros, mas tem lugar para todos, pois assim como no céu, as constelações prescindem de várias estrelas.

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