Déborah Aviaras

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Eu sou filosofa de formação, mas não exerço a profissão. Só que a Filosofia na minha vida foi um divisor de águas, ela me deu o start para um novo horizonte. Comecei a escrever coisas maiores e mais profundas. Percebi não só uma vontade, mas um dom ainda desconhecido.

Me parece que não foi surpresa só para mim, a minha família também se surpreendeu com minha ousadia, pois fiz tudo em segredo até publicar independente na Amazon e depois transformar o sonho em livro impresso.

  1. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Eu sou dona de casa, cuido de marido, filhos e cachorros que também são meus filhotes amados.

A vida nos inspira o tempo todo, de repente um fato corriqueiro pode virar um conto ou livro.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

É emocionar as pessoas, é possibilitar a elas diversão, reflexão sobre vários temas. Procuro deixar sempre nos meus livros uma mensagem positiva.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (Envie-nos uma foto)

Ainda não preparei um cantinho especial, mas estou pensando em algo bem legal, por enquanto escrevo na mesa de jantar mesmo.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Não tenho um gênero especifico, mas posso dizer que tem um preferido que são as comédias românticas, adoro me divertir escrevendo.

Mas já escrevi um erótico, um de época e um drama. Os outros dois são comédias românticas.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu (s) livro (s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Clara como a luz da lua (Comédia romântica), foi o primeiro livro ele nasceu de uma situação que eu vivi e resolvi que daria um livro.

Quando o amor acontece (Época) foi o segundo e me desafiei a ambientar um livro no Brasil na época da independência.

Coração adestrado (Erótico) foi um desafio maior, tive medos absurdos por retratar cenas de sexo, mas acho que me saí bem. Ele me levou a assinar contrato com a Editora Bezz , esse livro ficou entre os sete na classificação da Veja e me levou também a alcançar o sonho de ir a  Bienal de 2015 no Rio.

Ela é Bárbara (Comédia romântica) resolvi abordar temas como auto estima e relacionamento abusivo, apesar de temas tristes o livro é leve.

Ponto cego (Drama) é um livro com um perfil psicológico mais denso, o protagonista te faz ama-lo e odiá-lo na mesma intensidade.

Esse último foi publicado pela Editora Bezz e fui lançar recentemente na Bienal do Rio.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Sempre minha primeira preocupação é o lugar que será ambientado, cidade, país.  Depois o que os personagens centrais fazem, qual profissão, suas áreas de interesse. Os nomes são um verdadeiro parto, pois tenho obsessão por alguns e teimo em querer repetir, mas me policio e não repito.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Todos os autores que gosto deixam uma marca em mim, sou uma apaixonada por livros de época e com certeza elas me inspiram muito.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

A gente sempre encontra algumas dificuldades para publicação, mas a Amazon está aí para nos ajudar com a auto publicação. Isso funciona como uma janela, inclusive o Wattpad também é uma possibilidade de ser reconhecido as editoras também observam essas mídias. É de lá que saem muitos fenômenos.

Tem cinco livros dois com editora e três independentes, tive algumas propostas para o Ela é Bárbara, mas estou esperando por uma proposta que realmente alha a pena.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Quanto mais autores nacionais se destacarem melhor para o mercado, sou do tipo que acha que a união faz a força.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Livro bom ou ruim é muito relativo, muitos livros que uns amam outros odeiam, então para mim gosto cada um tem o seu, não sou do tipo que julga o gosto de ninguém. Tem espaço para todos os gêneros.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Além dos preços serem exorbitantes, ainda tem o frete que está pela hora da morte, fica difícil competir com livros gringos, mas a gente vai sobrevivendo.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Se é para escolher uma ideia, eu queria ter criado Cristhian Grey, algumas não gostam, mas umas amam e ele vai ser lembrado por muito tempo.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da música + cantor)

Photograph- Ed Sheeran

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Um só não, vários. Antes de ser escritora sou uma leitora compulsiva e tem livros que entraram no meu coração, não consigo escolher entre eles. Mas vou falar alguns: Poliana, O pequeno príncipe, Orgulho e preconceito, Como eu era antes de você

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Sim, estou escrevendo um livro que envolve suspense, sobrenatural. Com certeza até agora o mais difícil que já escrevi, por isso está demorando um pouco.

Tem dois contos em revisão que logo estarão na Amazon. E tenho um projeto em conjunto com a Academia de letras da minha cidade na qual faço parte. O livro terá uma crônica e dois contos meus.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Sempre acompanho sim, leio as resenhas e se tem uma crítica construtiva eu absorvo e agradeço, mas se for algo grosseiro ou que me coloque para baixo procuro abstrair e ficar na minha, pois ninguém é obrigado a gostar do que eu escrevo. Não sou do tipo que fica polemizando crítica, cada um tem sua opinião e pronto.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Tem algumas que se lessem e dissessem que gostaram eu teria uma síncope, kkkk

Vou citar uma que eu adoraria: Juliana Parrini

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Ver um leitor dizendo que o seu livro fez ela feliz. Eu tive essa alegria na minha vida, uma leitora em tratamento de câncer disse que enquanto estava lendo Clara como a luz da lua ela esqueceu a doença e que seus familiares correram para ver do que tanto ela sorria. Esse foi um dos maiores presentes que já recebi.

Mal sabia ela que quando comecei a escrever esse livro eu estava acompanhando uma tia com a mesma doença. O livro nasceu de um momento ruim, que eu quis transformar em algo bom.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Insista, persista e não desista!

Um livro não se faz sozinho, procure ajuda vá até escritores mais experientes e peça conselhos, sobre capa, revisão, diagramação e principalmente sobre editoras. Ás vezes temos pressa para tudo e isso não é uma boa ajuda, embarcamos em canoas furadas, preste atenção a tudo, aprenda um pouco de cada coisa. Seja grato a quem te deu a mão, graças a Deus eu encontrei muitos anjos que me aconselharam, me deram força, me impulsionaram e ainda hoje peço conselhos.

Acima de tudo seja humilde, pois nunca ninguém está tão alto que não possa tropeçar e cair, não queira o mal de ninguém, pois um dia ele volta para você.

2 Comentários

  1. Você me surpreende e ao mesmo tempo admirado de ver nesse tempo tão carente de gente empenhado pela literatura. De repente surge você com esse talento que Deus lhe deu. Aleluia!

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