Debora MM

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Eu sou bastante curiosa, sempre busco entender como tudo funciona. Acredito que tudo que aprendemos é importante, busco sempre utilizar o que sei para ajudar as pessoas e quero aprender mais, para contribuir ao máximo.

  1. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Sou professora de matemática e física, sou mestranda em educação. Eu escrevo diariamente no blog: www.pessoasdodiscurso.blogspot.com.br desde 2011, começou com a ideia de comentar músicas, livros e poesias, com o tempo publiquei crônicas e poesias minhas, desde então não parei mais.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Ter a ideia, o momento de inspiração é único. É como se nada mais existisse no mundo e quando você conclui surge um prazer, praticamente, orgasmático.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever?

Normalmente, escrevo em minha escrivaninha.

 Mas se estiver inspirada em um bar, em uma fila ou em um café escrevo em guardanapos, papel higiênico, até no dinheiro já escrevi para não esquecer da ideia.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Eu nos últimos anos tenho me concentrado em poesias, mas passeio por outros gêneros e gosto muito, como o caso desta antologia. Tudo depende da inspiração e da proposta.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu (s) livro (s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Esse é o primeiro livro que participo e estou adorando. O título é uma das minhas maiores dificuldades, normalmente escolho algo que não revele tudo. Acredito que tudo que escolhemos diz um pouco de nós, então com títulos e nomes não seria diferente. No caso do meu conto desse livro, o único nome no conto é de uma criança, Paulo foi um boneco de pano que tenho desde criança.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

No caso desse livro, pesquisei sobre os psicopatas, me utilizei de filmes e seriados que assisti nessa temática, conversei com psicólogos diferentes para poder elaborar a personagem.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Vários. Pablo Neruda, Clarice Lispector, Rubem Alves, José de Alencar, Victor Hugo… A lista é extensa e nela não há apenas autores de livros, como estão compositores e até mesmo pessoas comuns como a diarista da minha casa.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Sim. Tenho um livro de poesias pronto com arte da capa, corrigido… No entanto, quando estava para ser impresso tive o patrocínio cancelado e não tive como manter os custos. Não é fácil publicar um livro só seu, publicar é muito caro.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Acho que com o advento da tecnologia as informação circulam o mundo mais rápido e assim, publicações como “o meu lado serial killer” são possíveis. Ainda que o quadro econômico do país não seja dos mais animadores para qualquer forma de arte, seja escrita, encenada ou pintada. No entanto, há possibilidades de publicações independentes

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Continuando o que dizia sobre a tecnologia, como tudo na vida, não há só o lado positivo. Nessa perspectiva, a tecnologia a nível de divulgação se encarrega apenas de levar informação, podendo exibir o que é bom, como também o que é ruim.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Infelizmente, em nosso país as condições de desenvolvimento do conhecimento são um privilégio, quando na verdade pela constituição são um direito. Muitas vezes o preço dos livros não é pagável para grande parte da população.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Harry Potter. Ela criou o universo e realizou as conexões com a realidade de uma forma brilhante para dar mais veracidade a história.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria?

Chico Buarque – A flor da pele

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

O Corcunda de Notre Dame do Victor Hugo… É maravilhoso! A complexidade do enredo, os personagens, eles me lembram momentos importantes da minha vida

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Sim, sempre.Com a conclusão do meu mestrado, vou lutar pela publicação do meu livro de poesias, pretendo continuar abastecendo o blog pessoas do discurso, participando de concursos literários e antologias.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Acho importante ter ciência das críticas, acompanho algumas. Mas que elas não sejam responsáveis por tudo no trabalho, quando escrevo… Não penso se vou agradar ou não e, sinceramente, não acredito que nenhum processo criativo sério pode funcionar olhando unicamente para o que os outros vão pensar… Quando se cria algo a subjetividade interfere de um jeito incontrolável.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Pablo Neruda.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Perceber que transmitiu a mensagem ou a emoção desejada no que escreveu.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Leiam o que gostam, escrevam sobre o que gostam, se permitam viajar, sem freios, a imaginação, a criação é algo de cada um, deixem fluir e transbordar.

3 Comentários

  1. Muito bom acompanhar esse processo de formação da Deborah como escritora. Mais mulheres na literatura!

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