Débora Gimenes

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    1. Fale-nos um pouco de você.

    Tenho 42 anos, nasci e vivo na Capital de São Paulo, atualmente sou uma pessoa caseira, família. Quando engravidei decidi com o apoio do meu marido que seria mãe em tempo integral e assim permaneço até hoje. Divido meu tempo entre casa, filho, sobrinhos, cachorros, marido e escrita. Gosto de rock, livros, séries e bons filmes.

    1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

    Antes de ser mãe eu trabalhava como auxiliar administrativo. Também trabalhei como consultora de beleza da Natura, Avon, Demillus. Acho que nasci com isso, escrevo desde muito nova, às vezes ouço uma música e crio uma história dela. Meu estilo veio de Agatha Christie e Stephen King (Mestre dos Mestres)

    1. Qual a melhor coisa em escrever?

    Viajar e viver cada uma das minhas histórias, controlar se um personagem vive ou morre, se ele encontra a redenção que procurava.

    1. Você tem um cantinho especial para escrever?

    Não tenho um cantinho especial para escrever, tenho um netbook que eu levo para onde eu tenho vontade, muitas vezes na minha cama, as vezes na churrasqueira, outras vezes no Sesc.

    1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

    Atualmente tenho me dedicado mais a literatura policial, mas escrevo um pouco de terror. Já me aventurei por crônicas, chick lit, mas, não é meu estilo mesmo. Há um livro meu na Amazon que eu misturo literatura fantástica com hot. O livro teve boa saída e chama-se Sedução Fantástica.

    1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

    Meu livro mais recente chama-se Do Real ao Imaginário II – Contos Policiais. É uma coletânea de contos que já saíram em antologias com outros autores. Com a permissão do editor Edson Rossatto, criei um e-book com eles. O nome é o mesmo do meu primeiro livro solo lançado pela Navras, Do Real ao Imaginário – Contos Debby Lenon, e faz parte de uma coleção com três livros. O terceiro livro devo lançar até o fim deste ano.

    Os nomes dos meus personagens eu retiro do meu cotidiano, de filmes, de amigos, vizinhos…

    1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

    A vida real. Quem convive comigo percebe na minha escrita que os lugares que invento, os personagens, até mesmo os animais têm características de lugares, pessoas, bichos do meu dia a dia. Muitas histórias são baseadas em fatos reais. O Demônio da Morte que saiu na Antologia Moedas para o Barqueiro pela Andross e Choro na Noite na Antologia Espectra da Literata, são dois exemplos.

    1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

    Tento aprender com Stephen King sempre

    1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?
      Ainda tenho. Tudo o que publiquei até hoje foi para antologias com outros autores em diversas editoras, pela Navras (uma experiência ruim), ou como autora independente pela Amazon (tenho gostado muito de publicar pela Amazon e agradeço ao Osmar Mendes Filho pela dica), mas sonho em publicar o Chamas da Morte por alguma editora, gostaria muito de ver o livro físico, de tocá-lo.
    1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

    Adoro muitos escritores que estão batalhando pela nossa literatura. Há muita coisa de qualidade por aí, mas também há produtos que eu não indicaria.

    1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

    Sobre os desesperadores eu acredito que a pessoa tem bons amigos, dinheiro e sorte. Não acredito que editores sérios publicariam livros nesse estilo. Parece que escrever virou moda. Estou em contato com o meio literário desde 2000, e só em 2010 criei coragem para mandar um texto para avaliação. Nesse meio tempo levei muito puxão de orelha da Martha Argel e Giulia Moon. Conheci ambas nas listas do Yahoo, Cryacontos e TintaRubra, também conheci nas listas e me tornei amiga do Adriano Siqueira.

    1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

    Acho que isso reduz o acesso ao leitor, livros físicos têm perdido espaço para e-books, por causa do custo final para venda. Eu mesma já me rendi aos e-readers.

    1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

     A Saga Crepúsculo! Eu amo essa saga e sou fã da autora.

    1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

    Mercy Street – Peter Gabriel

    1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

    O Amor Venceu de Zíbia Gaspareto.

    1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

     Estou escrevendo meu primeiro romance policial. Ele vai chamar Chamas da Morte e tem como protagonista um delegado quarentão e uma jornalista de vinte e poucos anos. Não sei se vai rolar um romance entre os dois ainda, mas há muito paquera.

    Além disso eu e o meu filho estamos querendo montar um vlog para falar do nosso dia a dia, nosso relacionamento que inspira muitos e irrita alguns.

    1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

    Acompanho alguns blogs que considero sério, há blogs que só servem para destruir o autor e acho muito triste que eles continuem a existir.

    1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

    Tem duas pessoas no meio literário que eu admiro profundamente o trabalho, e se possível gostaria de contar com as críticas deles: Marcelo Amado e Ana Cristina Rodrigues.  Eu admiro muito o trabalho de ambos como editores e escritores. Respeito demais.

    1. Qual a maior alegria para um escritor?

    Receber uma crítica boa para seu livro, mas uma critica honesta.

    1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

    Nada melhor na vida que viajar através de um livro. Imaginem quantas pessoas vocês poderiam ser e quantos mundos vocês conheceriam.

    Aos iniciantes na escrita nunca deixem de estudar, nunca deixem de dar atenção ao seu leitor e o mais importante de tudo humildade.

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