Cristiano Gonçalves

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Sou natural do Rio de Janeiro, nascido em 1973. Ator, Artesão, Consultor Imobiliário, Ufólogo e Escritor. Como Artesão, fiz várias exposições pelo Brasil e Europa. Vivi na Inglaterra, Itália e Portugal. Nestes países, aprofundei-me em estudos para obtenção dos conhecimentos relacionados ao que abordo em meus livros.

Na Inglaterra, juntamente com outros autores, participei de uma oficina literária, onde desenvolvi as técnicas denominadas “Page flippers” (Viradores de páginas).

  Meu primeiro livro é “Os Sacerdotes do Infinito” (Editora Biblioteca 24×7) publicado em 2009, ganhando grande projeção durante a Bienal do Livro 2010 em São Paulo. Em 2012 lancei “O Sopro do Apocalipse I – A Conspiração Illuminati”. (Este se trata de uma Duologia, estando o Livro II já pronto, mas não ainda publicado). Ainda em 2012 fiz uma produção e publicação independente de uma coletânea de contos, cujo título: “Contos de Mistério”, publicado virtualmente pelo Clube de Autores.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Como descrito acima, trabalho como Artesão, Corretor de Imóveis e ufologia. Tenho uma Organização no Facebook, a Contato OVNI, onde agrego 3 funções dentro da ufologia, o grupo virtual, onde posto matérias gerais relacionadas ao tema, entrevistas, fotos, vídeos e etc. A Contato OVNI também é um Grupo fisco, de pesquisa de campo, onde percorro vários caminhos: Vigílias, pesquisas diversas, entrevistas com contatados, palestras etc. E o nome Contato OVNI também será o título principal de uma trilogia que escrevo atualmente. Minha inspiração pela escrita vem da infância, onde eu reunia bonequinhos de plástico em cima de minha cama e ali eu imaginava filmes, com inicio meio e fim. Falas, movimentos, muita ação… Isso aguçou muito minha criatividade e potencializou a imaginação. Somando isso com o viciante habito pela leitura… Acho que veio daí.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Transferir um universo invisível que existe dentro de você para algo visível e ao alcance de quem quiser desfrutar deste novo mundo.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

  2. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Romance de ficção baseado em pesquisas de fatos reais. Sociedades Secretas, Conspirações, Ufologia, Suspense, Mistério. Sempre com uma pitada de sobrenatural.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

O primeiro, Os Sacerdotes do Infinito, foi à necessidade de por todo conhecimento acumulado para fora. Tanto que misturo uma série de ingredientes, tais como ocultismo, magia, terror, ufologia, parapsicologia e sempre com muita ação e aventura. Os personagens ganharam nomes de amigos e alguns não sei ao certo, me veio na hora. Já o Sopro do Apocalipse, considero mais centrado e contido na temática das Conspirações, sociedades secretas, mas com o aspecto misterioso que envolve o santo graal. Como sempre entra um toque de sobrenatural, tem o xamanismo envolvendo a trama com seu teor mágico. Nomes também de amigos e outros que me são “soprados” do mundo invisível. O Contos de Mistério surgiu também de uma necessidade. Havia um acúmulo de pesquisas do sobrenatural que eu não queria mesclar na trama do Sopro, tão pouco queria me desfazer, então, no extinto Orkut eu participava de uma comunidade de escritores, o qual todo mês nós postávamos um conto inédito pra serem avaliados uns pelos outros. Então aproveitei e reuni 7 contos com diferentes vertentes do sobrenatural e fiz o livro. Todos os meus títulos são inspirados na ideia central da história em si e também analisando a força que ele carrega, para atingir o público da melhor e mais certeira forma possível.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Pesquisa de campo, ou seja, busco ir ao local que servirá como cenário da obra. Busco conversar com pessoas que integram esse lugar, sua cultura, sua atmosfera em determinado tempo que se dá a história, em fim, sua realidade total. Depois busco conhecer a vida real de pessoas das quais os personagens do livro viverão. E por fim, toda temática que será abordada será pesquisada em livros, documentos, até pergaminhos – se possível e necessário for – e claro, a internet também ajuda em alguns casos.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Claro que sim! Acho que é totalmente saudável um autor se inspirar em algum outro, independente de nacionalidade ou fama. Admirar a obra de um bom escritor ajuda e muito a clarear as ideias e ativar sua inspiração. Não confundir com plágio, ou copiar a ideia de outro Autor.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Todo Autor nacional sem um padrinho, patrocínio ou uma quantia boa em dinheiro terá dificuldade em publicar seu livro. Digo publicar de verdade, não o que as pequenas “pseudo-editoras”, ditas como editoras por demanda fazem. Dificilmente uma Editora grande publica um Autor desconhecido. E a auto publicação depende totalmente de dinheiro grande em mãos.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Acho que não há um cenário digno. Não há projetos da secretaria de cultura em promover a nova literatura nacional. Não há espaço para os autores mostrarem suas obras. Aqui no RJ ficamos reféns das bienais que na maioria das vezes se torna inviável. Nesta última o aluguel de um pequeno estande estava em 2.500 reais. Levando em conta o que o autor que fez sua auto publicação gastou, imagine a quantidade de livros que este teria que vender para ficar, ao menos, no zero a zero? Se o governo oferecesse uma pequena vitrine para que pudéssemos mostrar nossas obras e o público leitor fosse amplamente informado sobre isso, acho que aí sim teríamos um cenário onde o bom escritor teria oportunidade de ser reconhecido.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Isso acontece justamente porque as pseudo editoras, que mencionei antes, proporcionam esta facilidade – entre aspas – para ganhar dinheiro em cima destes autores. Seu foco é vender para os autores, não buscar leitores para seus contratados. Então, realmente, vemos todo tipo de obras, mas se tivéssemos uma vitrine, a qual também mencionei acima, viveria da literatura aquele autor que realmente fosse bom, pois o público leitor o conheceria.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Geralmente estes preços são impostos pelas pseudo editoras. Eles terceirizam todo trabalho gráfico e precisam lucrar também. Então o preço de capa acaba ficando nas alturas. Fazendo uma auto publicação, o autor buscará uma boa gráfica que faça um trabalho de qualidade e tenha um preço razoável. Assim ele poderá calcular quanto ficará o preço final para comercializar.  Já se ele for editado por uma Editora grande, o preço será o de mercado.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Não há. Acho que tenho boas ideias, o que acontece, quando leio um bom livro, é pensar: “Nossa que ideia boa deste autor”. E talvez aquela ideia possa me inspirar em algo, possivelmente somando com alguma ideia que eu já tenha…

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Apocalipse Revelação – Composição minha com Duck Strada. Ele é o cantor.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Acho que não… Muitos livros eu poderia destacar e mesmo assim depois eu me lembraria de um que acabei esquecendo de mencionar… Mas para não ficar em branco, vou destacar o livro que li quando era criança e que talvez tenha sido o responsável por eu me tornar um ávido leitor e acabar por ficar viciado e me tornado um escritor. Este é o livro “A Ilha Perdida” de Maria José Duprè, da série vaga lume.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Sempre terei projetos. Como disse antes, tenho muitas ideias, mas gosto de dar um passo de cada vez. Meu projeto atual é terminar o primeiro livro de uma trilogia que estou escrevendo. Esta será uma trilogia totalmente sobre ufologia. Paralelamente, estou terminando duas apostilas, uma sobre as sociedades secretas do santo graal e outra, sobre ufologia, temas dos quais dou palestras. Tem também algumas pesquisas de campo como ufólogo.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Acho que toda crítica deve ser construtiva. Independentemente de religião, sou praticante da filosofia universal que diz que você colhe tudo aquilo que plantar. Tudo que você faz volta pra você. Quando você faz uma crítica para denegrir ou humilhar alguém, você emana uma energia muito pesada e maléfica, mas quando sua crítica é em prol de ajudar alguém a melhorar, evoluir, então a energia é leve, boa, certamente você ganhará essa energia de volta.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Gostaria que o J.J Benítez lesse meus livros.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Ficar com a mão doendo de tanto autografar em sua noite de lançamento. Mas, claro, ver sua obra decolar, saber que as pessoas estão gostando daquilo que ele fez com tanto amor.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Leitores da Arca Literária, obrigado por dedicarem seu tempo em ler esta entrevista. Qualquer informação que queiram saber sobre minhas obras, estou totalmente disponível para responder. Aos iniciantes do mundo da literatura, saibam que estão adentrando em um universo desafiador ao extremo. Cuidado com as pseudo editoras, elas querem sugar o seu sangue. Busquem sempre o conhecimento, sempre haverá algo a aprender. E se seu sonho é ser um grande escritor, não desanime com os “nãos” das grandes editoras, isso é normal. Confie no seu talento, seja perseverante e siga em frente!

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