Crimes do Tarô – Leonardo Nóbrega

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A resenha de hoje é sobre uma história que se passa nos anos de 1930. Trama policial que envolve um elemento inusitado: cartas de tarô. Outros elementos vão compor o enredo da trama: um roubo bem sucedido, um assassinato sem explicações, um determinado grupo que exerce influência sobre o povo e alguém que anseia fazer a sua própria justiça.

Crimes do Tarô é uma obra publicada no ano de 2014 pela Premius Editora. São 333 páginas distribuídas nos 86 capítulos que compõem o livro. Escrito por Leonardo Nóbrega.

Primeiro, o assalto ao banco. A loira assaltante consegue fugir levando uma boa quantidade de grana. Conseguir deixar um guarda totalmente sem ação e provoca a morte de uma pessoa. Como possível pista, deixa duas cartas de tarô nas gavetas onde o segredo do cofre ficava guardado. O inspetor Tomás, responsável pelo caso indaga: de quem foi a ideia inteligente de deixar guardado o segredo do cofre exatamente próximo de onde ele fica?

Sem qualquer tipo de pista concreta e quase nenhuma informação prática que pudesse dar um norte para a solução do caso e localização da infratora, o inspetor apela para o único objeto que parece ser o caminho a seguir: as cartas. Dirige-se ao acampamento cigano, localizado na outra parte da cidade. Lá ele aprenderá que cada carta tem determinado significado, e é preciso saber interpretar. Tomás se vê num jogo complexo, pois outros crimes acontecem por toda a cidade, e novas cartas são deixadas nos locais, indicando que a autoria dos delitos é responsabilidade da mesma pessoa.

A loira misteriosa parece ter um padrão. Tomás chega a essa conclusão, que o induzirá a encontrar certas respostas: O que os crimes possuem em comum? Por que exatamente estas pessoas foram as vítimas? O que exatamente a ladra consegue ao praticar tais crimes?

A partir daí outras descobertas são sendo feitas. O que leva ao inspetor chegar a outra conclusão: nem tudo é o que parece e ninguém, absolutamente ninguém pode ser tomado como inocente.

O inspetor passará a contar com ajuda importante de mais duas pessoas: Carlos, outro inspetor que será incorporado na investigação após um misterioso incêndio, e Edith, funcionária do banco. Ela tem conhecimento de determinadas falcatruas que envolvem o seu chefe e pessoas poderosas da cidade.

É possível que o leitor ou leitora acostumado(a) com detetives estilo Sherlock Holmes e Hercule Poirot consiga decifrar a xarada antes de ser revelado o seu final. Basta prestar atenção minuciosa em que cada detalhe que aparece ao decorrer de toda a trama.

Como toda boa história policial deve ser, essa é envolvente, nos causa expectativa em saber do desenrolar dos fatos e do desfecho final. A leitura transcorre fluidamente. Não falta claro, um pouco de complexidade, elemento comum nesse tipo de gênero. Mas não deixa o(a) leitor(a) com parafusos a menos, na tentativa de compreender o que está se passando.

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Um comentário

  1. Que resenha massa! Eu conheci o autor na bienal de Fortaleza, e comprei este livro dele. Uma curiosidade sobre esta obra é que o Leonardo pagou uma cartomante para ajudá-lo em alguns pontos da história – como consultoria. Ele está na minha fila extensa de leitura que só vai voltar em ativa no final de novembro. Parabéns pela resenha!

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