Cíntia Nogueira

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Nasci em novembro de 84. Adoro filmes, séries, livros, quadrinhos. Sou apaixonada por certos personagens como o Batman, ou Scarlett O’Hara de E o vento levou. Tenho um gosto eclético para histórias. Diria que sou nerd. E possua fases de assuntos que consumo, nos últimos tempos tenho visto bastante livros, filmes, séries e até novelas de época.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Eu sou analista de sistemas ( me formei em Ciência da computação). Escrevo desde a adolescência, e  já usei como inspiração, livros, séries, filmes,  novelas  ou até mesmo coisas da vida pessoal como algo que me aconteceu, que alguém disse, algum anseio que tenho.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Eu gosto de escrever com sentimentos. Asssim, a melhor coisa para mim é colocar o sentimento no papel, as vezes, posso estar “incorporando” alguém que não sou eu, mas os sentimentos tem que ser palpáveis.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

Não diria que tenho, já escrevi em muitos lugares, atualmente tenho escrito mais no meu quarto.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Atualmente tenho escrito um romance de época. Mas já escrevi muita coisa desde artigos, críticas, poesia, fanfics.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

                A minha principal obra atual é “O preço de um olhar”, ele começar em 1896 no Brasil. Há algumas passagens de tempo. E ele acompanha um casal Laura e Fernando. Os dois são bem jovens e querem outras coisas, mas por causa de alguns acontecimentos acabam noivando. É uma história de amor construído.

O título eu decidi numa livraria, estava tentando encontrá-lo, aí vi um livro com a palavra preço e outro com a palavra olhar. Como na minha história , os personagens possuem certa conexão e as vezes agem impulsivamente quando se olham causando algumas consequências,  pensei em“O preço de um olhar”, achei bonito e coerente.

Os nomes dos personagens, eu precisei  pensar em  nomes que exisitiriam na época e no Brasil. Laura escolhi pois é um nome que eu gosto, e eu precisava de um nome que fosse comum e que tivesse uma versão masculina também comum. Fernando também é um nome que eu gosto, e foi meio que uma homenagem ao autor Fernando Pessoa que eu gosto muito.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

     Eu preciso pesquisar direto. Principalmente a questão sobre costumes, roupas, lei, e a história da época Li sobre o início da república no Brasil, sobre o império brasileiro, sobre a guerra de canudos, dentre outras coisas. Também faço muita pesquisa para saber que objetos ou livros exisitiam na época, pois personagens são leitores assíduos, e  muitas vezes comento o que ele liam.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Minha inspiração maior não foi  muito livros ou autores. Mas pode dizer que tento pensar um pouco em Fernando Pessoa na parte lírica do livro. E também leio muito romances de  época de autoras contemporâneas como Julia Quinn ou Mary Balogh.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Eu só publiquei contos na Amazon até hoje. “O preço de um olhar” não foi publicado, mas eu estou no esforço para publicá-lo independente, já que não encontrei nenhuma editora que o publicasse sem pedir um valor em troca.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

É complicado, e se você não estiver disposto a pagar editoras, fica bem difícil publicar por editoras. Também vejo que muitos leitores brasileiros tem aversão a livros nacionais. Mas por outro lado, acho que o número de gente publicando é maior, pois não precisa do aval de uma editora famosa para publicar.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Acho que tem espaço para tudo. Se a pessoa quer realizar o sonho de publicar e o faz sem a devida supervisão ,originalidade e qualidade, ao menos ela tá realizando o sonho.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Como tem muito autor independente que lança poucos exemplares é compreensível, tem também essas editoras que fazem livros por encomenda e acaba encarecendo o preço final.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Não sei. Tenho muitos problemas em escolher um só 😉

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Os meus personagens tem uma música que podemos dizer que é a música deles, Nocturne op.9 No.2 de Chopin.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Não, não consigo escolher.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Atualmente estou escrevendo a continuação de “O preço de um olhar”, “O preço da separação. Já escrevi 20 capítulos dele.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Eu leio algumas sim. E acho muito bom, muitas vezes serve para orientar leitores e autores.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Julia Quinn.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

No meu caso é terminar o livro, e ver um comentário de alguém daqueles que me fazem ver que ele gostou tanto e levou algo para a vida dele.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

O mais difícil ao escrever um livro para mim sempre foi terminar. Mas vale muito a pena. Quando você estiver fraquejando, pense que vai ter recompensas, pense que quanto mais difícil, maior é o sentimento de satifação ao conseguir.

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