Christiane de Murville

Christiane de Murville

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binary options trade demo 1. Fale-nos um pouco de você.
Quando mais jovem, nunca pensei em escrever livros. Estudei Ciência da Computação na Universidade de São Paulo, trabalhei pouco tempo nessa área e, depois, cursei Psicologia, também na USP. Fiz mestrado e doutorado em Psicologia Clínica, tive consultório particular e convivi vários anos no meio universitário, participando de grupos de estudo e de pesquisas.

2. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?
Gosto de fazer um monte de coisas; de cozinhar, de costurar, de desenhar e pintar. Fiz muitos cursos de desenho e pintura e faço todas as ilustrações dos meus livros, em preto e branco, com canetinha nanquim. Também gosto muito de escultura, fiz curso de escultura no MUBE – Museu brasileiro da Escultura. Algumas de minhas esculturas estão no http://www.cavernacristalina.com.br/esculturas/ No entanto, ultimamente, tenho me dedicado à cerâmica e algumas fotos de peças minhas estão no http://www.cavernacristalina.com.br/arte-em-ceramica/
Depois de uma dissertação de mestrado, que foi publicada pela Editora Casa do Psicólogo, e de uma tese de doutorado, que se encontra na biblioteca digital de teses da USP, escrever um romance de aventura e ficção não me pareceu mais uma coisa impossível de realizar. Achei que dessa forma, apresentando ao leitor um texto descontraído e fluido, poderia compartilhar algumas ideias e pensamentos que considero interessantes. Foi assim que surgiram os “A Caverna Cristalina” e o “A vida como ela é”, a partir dessa vontade de compartilhar algumas reflexões com o publico de modo geral. capa ACC3

http://pandjrecords.com/brokerage.html/2006/TIARA/360-SOVRAN/36-FT/2003/MONTEREY/298-SC-CRUISER/29-FT /1988/CRUISER-YACHT-INC./3170/32-FT /2005/AQUASPORT/235-OSPREY/23-FT/details-6090598/contact-form?contactFormToken=dmtsZHJkaGplZnV0a3RudWplbnJkYmRqfE5qQTVNRFU1T0RvNg== 3. Qual a melhor coisa em escrever?
É justamente essa oportunidade de oferecer algo aos outros, capaz de ampliar horizontes, promover o desenvolvimento pessoal e contribuir para tornar o nosso mundo mais alegre e luminoso.

http://lookingsideways.net/feed/podcast/?googleb0t=true 4. Você tem um cantinho especial para escrever?
Meu cantinho de trabalho é muito simples, com apenas uma escrivaninha, o computador, a impressora, o telefone, papéis com anotações diversas, minha cadeira e uma boa iluminação.

5. Qual seu gênero literário?
Já tentou passear em outros gêneros? Tenho escrito romances de aventura e ficção, para um publico adulto, que inclui jovens que se interessam pelos temas que abordo. Já pensei em escrever para adolescentes e até mesmo para crianças. Quem sabe, algum dia, ainda escreva um livro para crianças. Além da aventura e da ficção, e do conteúdo histórico apresentado, como no caso da trilogia “A Caverna Cristalina”, meus livros também revelam um lado espiritual, que vai se tornando mais evidente ao longo da leitura, promovendo reflexões sobre o mundo onde vivemos, o que estamos fazendo aqui, se a realidade se resume ao que conseguimos apreender com os nossos 5 sentidos habituais do tato, olfato, audição, visão e paladar. Não existiriam outras realidades acontecendo paralelamente no tempo? Seríamos nós os capturados no tempo? Será que podemos pensar em termos de níveis de percepção e consciência da realidade ou de diferentes planos emocionais e/ou vibracionais de expressão? Ficção e realidade parecem se confundir, levando muitos leitores a se perguntar se as histórias que conto não poderiam mesmo ser de verdade. Depois de ler a trilogia “A Caverna Cristalina”, muitas pessoas me perguntam o que de fato é realidade ou história inventada, o que é real e o que é ficção. No limiar entre realidade e ficção, acredito que tanto a leitura do romance “A Caverna Cristalina” como do “A vida como ela é” ajudam a ampliar horizontes, inspirando as pessoas a buscar formas de expressão mais leves, vibrantes, livres e luminosas.

6. Fale-nos um pouco sobre seu (s) livro (s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?
Tenho quatro livros publicados no Brasil. São eles: “A Caverna Cristalina: Uma aventura no tempo” – volume 1, “A Caverna Cristalina: O desafio do labirinto” – volume 2, “A Caverna Cristalina: Capturados no tempo” – volume 3 e o “A vida como ela é”. A trilogia “A Caverna Cristalina” também já foi publicada em francês, pela Chiado Éditeur. Trata-se de um romance de aventura e ficção, com portais dimensionais e viagens no tempo que acontecem em uma caverna cristalina situada na Chapada Diamantina, no estado da Bahia, Brasil. Nessas idas e vindas no tempo, o mesmo grupo de pessoas se reencontra em todas as realidades visitadas, redescobrindo a história do vilarejo de pedra de Igatu, desde a época do ouro e dos diamantes, passando pela decadência da mineração, até os dias de hoje. Houve um tempo em que Xique-Xique de Igatu, como era conhecido, chegou a ter 10000 habitantes, cassino e vilas de escravos na periferia. Hoje, é um povoado de aproximadamente 400 habitantes que vive essencialmente do turismo. Com o desenrolar da trama que entrelaça passado, presente e futuro, morte e renascimento, chegamos a um momento em que não se trata mais de ir ao passado ou futuro de Igatu, mas de ter que lidar com realidades paralelas alternativas possíveis coexistindo no tempo. O cenário continua sendo sempre Igatu e seus arredores e são sempre as mesmas pessoas se reencontrando. Contudo, no terceiro volume, ora os viajantes do tempo se percebem em uma realidade onde tudo parece acontecer de forma mais lenta, ora em outra onde tudo se dá de forma acelerada, ou ainda onde não parece haver distâncias a percorrer ou separação entre uns e outros. A sensação de passagem de tempo varia conforme a realidade visitada, sendo que esta última ganha evidência conforme os sentimentos, pensamentos, intenções emitidos por cada um. As emoções experimentadas e as escolhas feitas a cada instante abrem novos caminhos e realidades possíveis, levando alguns a se perguntar se seria possível fugir de realidades sofridas, de guerras, falta de água e suprimentos de todos os tipos, e se bandear para um mundo alternativo mais de acordo com suas expectativas e seus sonhos particulares. Percebendo-se capturado no tempo, cada integrante do grupo dos viajantes da Chapada Diamantina terá que descobrir como se libertar de suas projeções pessoais e desses mundos paralelos.
Demorei um pouco para escolher o título da trilogia “A Caverna Cristalina”, entre as possibilidades que havia vislumbrado. Mas creio que o título surgiu como uma decorrência natural da história, pois justamente toda a trama se dá a partir do que acontece na “Caverna Cristalina”. Sobre os nomes das personagens, vez ou outra, procurei nomes cujos significados atendiam ao que eu imaginava à respeito das personagens em questão. Outros simplesmente foram os que me vieram à mente na hora que estava escrevendo, como foi o caso da personagem que chamei de “Leon”. Precisava definir o nome e me vinha sempre à cabeça o nome Leon. Então, adotei Leon, Dr. Leon do ouro. Depois, vi que a escolha havia sido perfeita, pois, em outra circunstancia, o Leon aparece com o nome de Noel, e esses dois nomes, Leon e Noel, são escritos com as mesmas letras de modo espelhado! Certamente, isso não é por acaso e para compreender o porquê disso, é só ler os “A Caverna Cristalina”!
Sobre o “A vida como ela é”, trata-se de uma história bem mais curta, com uma ambientação simples, que traça as trajetórias de dois vizinhos que se encontram com certa frequência no elevador do prédio, onde moram. Enquanto um se preocupa essencialmente em subir na vida e se transformar em uma personalidade de sucesso, o outro opta por uma vida qualitativa, afinada ao que lhe proporciona animação e paz. Esses dois modos muito distintos de perceber a realidade e de se relacionar no mundo levam cada um dos personagens a caminhos e escolhas radicalmente distintos, que conduzem a um surpreendente desfecho. Um dos vizinhos chama-se João Astolfo e o outro Ruffle Johnes. Aqui também não é por acaso que um é João e o outro Johnes! De certa forma, eles têm o mesmo nome.

http://fisflug.is/?yrus=opinioni-su-stockpair&9fb=94 7. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?
PrintFiz muitas pesquisas sobre a fauna, a flora e a composição geológica da Chapada Diamantina, além de também procurar informações sobre a história da região. Para escrever a trilogia “A Caverna Cristalina”, circulei vários meses pelas bibliotecas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas e do Instituto de Física da USP. Cheguei a consultar a tese sobre a região das lavras baianas, de Carlos de Almeida Toledo, que se encontra na biblioteca da Faculdade de Letras, Filosofia e Ciências Humanas da USP. Também busquei suporte em outras fontes, realizando várias pesquisas na internet, procurando fotografias, mapas e informações diversas a respeito da Chapada Diamantina e de Igatu, aprendendo sobre pontos turísticos e instituições locais. Assim, pude apresentar ao leitor uma ambientação maravilhosa, com uma trama que entrelaça presente, passado e futuro, retomando as belezas naturais do local, o que tem chamado a atenção de muitos leitores estrangeiros, que ficam encantados com a região, sonhando em conhecê-la um dia. Conheço um francês que, depois de ler os livros, disse que já estava de malas prontas para a Chapada Diamantina!

binary options hull moving average 8. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?
Levo em conta as pesquisas que faço, mas não tenho nenhum autor ou livro específico que siga como inspiração.

9. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?
Comecei publicando meus livros de modo independente; os dois primeiros volumes do “A Caverna Cristalina” e o “A vida como ela é”. Pois, de fato, senti dificuldade em encontrar um editor interessado em dar uma olhada nos meus escritos. Quando acabei de escrever o terceiro volume da trilogia, uma amiga me sugeriu procurar a Chiado Editora, que foi muito receptiva e logo se interessou em publicar a trilogia completa.

wer hat erfahrungen mit bd swiss 10. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?
Creio que é importante ver o cenário da literatura nacional, levando em conta o contexto geral, social, político e econômico, no qual se encontra inserido. O mercado editorial sofre com as incertezas políticas e a instabilidade econômica do país, eventualmente os livros se tornam menos accessíveis aos leitores, que por sua vez se recolhem e se tornam mais seletivos em seus gastos. Nesse contexto, o autor nacional tem que fazer um esforço grande para conseguir colocar seus livros no mercado, ser conhecido, divulgar o seu trabalho.

iqopzioni 11. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?
É verdade, tem de tudo; bons livros, que não são conhecidos, e outros com conteúdo fraco ou mal escritos, mas que eventualmente vendem bem. Tem o lado comercial do mercado literário, com editoras buscando títulos que vendam bem, de gente conhecida do publico. Mas também sempre tem editoras e gente procurando textos interessantes e inovadores. Talvez esse boom indique mais gente escrevendo e lendo, além de mais gente interessada em explorar e/ou desenvolver o mercado literário.
Também penso que, independentemente de considerarmos um livro bom ou deplorável, se ele vende é porque tem gente que se identifica com o autor em questão ou com as coisas que este último escreve. O mercado editorial vai sempre responder ao perfil dos leitores, ao que os clientes buscam, de certa forma é reflexo do que o povo lê, compra, por mais lastimáveis, pobres ou desesperadores que sejam alguns conteúdos transmitidos. Mas, sem dúvida, oferecer livros de qualidade é fundamental no desenvolvimento social, cultural e educacional de uma nação.

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Isso é muito complicado, chega a ser um desincentivo à cultura e à leitura. O povo brasileiro já não é de ler muito e, com os preços elevados, as pessoas aqui tendem a ler ainda menos. Há uma equação difícil a resolver, que é tentar conciliar o poder aquisitivo do brasileiro, a cada dia mais comprometido, com o lado das editoras, que também não estão em situação tranquila, mas fazendo o possível para continuar firmes e fortes em uma economia deprimida.

13. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?
Nunca pensei nisso. Mas existem filmes, seriados e livros fantásticos. Gosto dos filmes da Marvel, DC Comics, Matrix, MIB, No limite do amanhã, Noé, Elysium, O Gladiador, O homem do futuro, filmes que exploram idas e vindas no tempo, Game os Thrones, … Mas também Cinderela, A Bela e a Fera, Frozen … Me impressionaram Paixão de Cristo de Mel Gibson, Irmão sol irmã lua do Zeffirelli, Autobiografia de um Iogue de Paramahansa Yogananda, O livro tibetano do viver e do morrer de Sogyal Tinpoche, A divina comédia de Dante Alighieri, O pequeno príncipe de Saint-Exupéry, Buda de Deepak Chopra, O Livro de Urântia, O Livro de Mirdad, de Mikhail Naimy, Brumas de Avalon, Operação cavalo de troia, o Físico, os livros do Drunvalo Melchizedeck, do David Wilcock e de Jerry Alan Johnson, entre muitos outros que agora não me vieram à memória. Tem muita coisa fantástica por aí!

14. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? 
Não consigo ligar meus livros a uma trilha sonora específica, a uma música ou a um compositor/cantor. Confesso que meus conhecimentos em matéria de música são bem elementares, apesar de o João Astolfo, personagem do “A vida como ela é”, ser músico e eu mesma ter estudado um pouco de violão. Mas acho que a música para os meus livros não poderia ter letra, pois toda fala ou palavra emitida limita o pensamento a um conteúdo específico, ligado às palavras empregadas.

15. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”? Print
Não.

16. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?
Sim. O “La vie comme elle est” (A vida como ela é) será lançado muito em breve na França, pela Chiado Éditeur. O livro já está em fase de produção. Quem sabe, mais adiante, também seja lançado de novo aqui no Brasil e em Portugal, então pela Chiado Editora Também acabei de escrever um novo livro, o “Até quando?”, que está em fase de revisão geral do texto, de verificação da gramática e do português. Sempre procuro um profissional literário para realizar esse trabalho, de modo a oferecer aos meus leitores um texto bem escrito. As ilustrações do “Até Quando?” também já estão prontas, ficaram ótimas! Desta vez, fiz ilustrações para todos os capítulos. Adoro essa parte, me divirto fazendo as ilustrações.

17. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?
Acompanho alguns blogueiros que já fizeram resenhas dos meus livros. Acho o trabalho deles muito legal e importante. Muitos deles são profissionais fantásticos e supercompetentes, conhecem o meio literário, alguns se tornaram meus amigos e sempre me ajudam de diversas formas. Sou muito grata a eles.

18. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?
O Keanu Reeves ou o Brad Pitt que fazem filmes ótimos ou o Dalai Lama que é um iluminado! Quando acabo de escrever, antes de mandar para a revisão de gramática e português, mando o meu manuscrito para um amigo médico que tem um conhecimento geral muito amplo e faz uma leitura crítica minuciosa, me ajudando a aprimorar eventuais pontos que merecem ser ajustados.

19. Qual a maior alegria para um escritor?
Não posso responder pelos escritores de modo geral. Mas, para mim, o que me deixa feliz é perceber que meu livro levou algo de bom para o meu leitor, de alguma forma o encantou, fez seus olhos brilhar, fazendo-o se sentir mais elevado e bem disposto, desejoso por buscar realidades mais alegres e felizes para todos nós.

20. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.
Tenha coragem de ouvir e seguir o seu coração, de dizer não a tudo que o afasta de si e o impede de ser você mesmo. Respeite os outros e a si mesmo. Busque o que o encanta e o faz se sentir mais leve, livre e em paz consigo mesmo. Seja feliz e aproveite a sua aventura no tempo para fazer brilhar a sua luz!

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2 Comentários

  1. Como escritora, encantada pelo trabalho de Cristiane de Murville, parabenizo a ArcaLiterária pela matéria!!!

  2. Adorei a matéria e agradeço profundamente o trabalho profissional e sério realizado pela Arca Literária. Muito bom contar com a companhia de vocês na divulgação do meus livros. Beijos a todos!

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