Cerberus 2 – O Diabo pede Carona

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Estamos de volta a Cerberus e o clima não está nada bom, padre Izidro está desaparecido e o terrível padre Francisco está na direção da escola. Os castigos tomaram proporções assustadoras e o que antes já era difícil ficou ainda pior. Em Cerberus – O Diabo pede Carona Leonardo Monte nos traz um clima ainda mais tenso e violento, com cenas de estupros, pedofilia e vários outros crimes chocantes, vale lembrar que estamos em um futuro sem energia elétrica, internet ou qualquer conhecimento que temos hoje, na verdade voltamos para uma Idade Média recheada de seres diabólicos e cruéis, e não falo apenas dos extraplanares.

Como se não bastasse enfrentar os demônios que habitam o mundo Renan e seus amigos passam a enfrentar seus demônios internos. O último ano chegou para os Águias sem Medo, o bando formado por Renan, Caio, Mônica, Sebastian, João Pequeno e o mordecai do bem Ilian. Para encontrar padre Izidro eles se valem da Prova de Ferro, uma missão de vida ou morte, se a missão dê errado eles estão literalmente mortos. Apesar da dificuldade para esconder e abandonar seu filho Mônica e Caio encaram a longa jornada ao lado dos amigos de bando.

O caminho até o Grito da Viúva é longo e cheio de perigos, enquanto lutam com calabans e mordecais os Águias sem Medo vão aprendendo que um bando só funciona se estiver unido pelos laços de confiança, amizade e respeito. Para a missão ter sucesso os Águias precisam aprender a confiar um nos outros, principalmente na artilheira Mônica, que mesmo sendo mulher é tão importante quanto todos os outros.

Considero esse segundo livro melhor que o primeiro (um milagre) os personagens estão visivelmente mais maduros e o autor soube trabalhar muito bem com cada um deles. Depois de uma temporada no Vaticano Sabastian volta como sendo um dos padres com a fé mais forte, afinal todo bando precisa de um padre em mundo aparentemente esquecido por Deus.

Novos personagens surgem para deixar a trama ainda melhor, somos apresentado a Resistência, com seu enorme líder Pedro. E ao maligno mordecai Ruvlav, sob uma máscara de bondade e pai de todos, o vampiro fornece a um grupo de humanos algumas regalias como energia, água alimento e segurança, mas no fundo ele cobre um preço muito caro por isso. Responsável por uma das piores cenas do livro ele passa a fazer parte do roll de vilões detestáveis.

O autor volta com uma escrita empolgante e convidativa. A leitura flui de forma mecânica com os rápidos acontecimentos. Alguns detalhes que não foram explicados no primeiro livro são melhor detalhados e passamos a ter uma melhor visão do futurístico Brasil de Leonardo Monte. O final não foi nada clichê, com um desfecho de tirar o fôlego e surpreendente ficamos com a sensação de quero mais, mesmo que algumas coisas não tenham terminado exatamente como eu queria, se prepare para um livro fantástico em todos os sentidos… E lembre-se o autor não tem pena dos nossos corações leitores para fazer a história ter vida. Livro lido e resenhado em parceria com o Arca Literária.

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