Michelle Louise Paranhos

Debates Literários

Eventos literários são excelentes oportunidades para divulgação e a grande maioria deles anseia pelo inicio de suas participações como autor.

 Houve um tempo, porém, em que participar de eventos era dispensioso, um tanto cansativo e que requeria um grande planejamento por parte de editoras ou então de autores independentes.

A internet surgiu para facilitar a vida nos mais variados segmentos e, é claro, o universo literário tem se valido desse recurso para tornar a literatura mais acessível para todos, solucionando questões de logística envolvidas nas realizações desses eventos tais como: proporcionar o acesso de um grande público independente de nacionalidade, minimizar dificuldades resultantes de fusos horários e, de quebra, ainda proporcionar maior interação do público com seu autor preferido em tempo real.

Nesses eventos há muitas brincadeiras que aliam diversão e conhecimento para o grande público, sorteios, lojas virtuais, além da cessão de espaço para o autor divulgar seus trabalhos, vender livros e expor suas opiniões acerca de variados assuntos através de debates e entrevistas contribuindo com o marketing pessoal e profissional do autor-tudo isso apenas ao acessar um link!

O FLAL surgiu como pioneiro em eventos online e desde a sua primeira edição cresce em números de participações, tanto de leitores quanto de autores.

Luiz Amato[1], além de excelente autor, é idealizador do Festival de Literatura e Artes Literárias – O FLAL- que agora, em Abril de 2017, iniciou a sua 4°Edição.

 O evento é totalmete gratuito e online, realizado na rede social Facebook e com divulgação em outras redes sociais, além de contar com parcerias de blogs e afins.

Acompanho o Festival de Literaturas e Artes Literárias desde sua primeira edição como autora e este ano, integro também a equipe do evento como mediadora.

As dez semanas do evento FLAL serão divididas por temas literários e por conta disso, o nome dessa edição é ARTE E ESTILO.

Segundo Nell Morato, do Almanaque literário e integrante da Equipe/Coordenação deste evento, o FLAL deste ano será um espaço: “… onde ofereceremos atividades interativas; dois concursos de textos que se transformarão em duas coletâneas; debates para discutirmos os rumos da literatura e do mercado no Brasil. Festival totalmente escrito online no Facebook, onde o público poderá acompanhar e participar, comodamente sentado em sua poltrona preferida”.

O FLAL – Festival de Literatura é conta com um total de onze voluntários na equipe: Luiz Amato, Ironi Jaeger, Nell Morato, Daniela Garcia, Nanci Penna, Elizabeth Machado, Rô Souza, Luana Karoliny, Lizi Reis, Natali Felix e Michelle Paranhos.

 No dia 5 de Abril deste ano abri a primeira semana do Festival, dedicada à literatura infantojuvenil.

 A minha entrevista previamente respondida foi publicada num horário estipulado pela organização do evento.

 Qual não foi minha grata surpresa em receber um feedback de meus leitores e fãs que leram a entrevista e interagiram com comentários e opiniões, em tempo real?

A entrevista assumiu outro caráter- o debate literário.

Debati meu livro Mulato Velho (romance de aventura/história), Coisas de Lorena (romance biográfico) e os contos no Wattpad “ Menina Tempestade” e “ Rose” dentre outros assuntos.

E deixo aqui algumas observações que fiz após minha participação.

Com certeza o debate literário requer tanto do autor quanto do leitor a observação de alguns princípios:

  1. Por parte do autor:
  • Estejam online durante o evento. E respondam a cada comentário assim que visualizarem ou o mais rápido possivel.
  • Sejam assertivos em suas colocações, sem ser por demais prolixos, usando vocabulário não usual ou expressões herméticas, por exemplo. Ou ao contrário, evite ser evasivo, a tal ponto que o leitor continue sem ter suas perguntas respondidas.
  • Respostas nunca devem ser apenas sim ou não. Explore a oportunidade de demonstrar seu conhecimento sobre o assunto debatido justificando sua opinião.

 Se não conhecer o assunto ou não tiver opinião formada, a honestidade e transparência é a melhor saída sempre. Diga que não tem esse conhecimento ou resposta naquele momento, mas que entrará em contato com o leitor para responder seu questionamento assim que possível.

Que isso não seja uma forma de encerrar o assunto, porém! Aproveite a facilidade da Web para entrar em contato com o leitor posteriormente esclarendo o assunto pendente. Isso demonstrará segurança pessoal e profissional ao respeitar o leitor. Ponto para você!

  • Seja pontual e observe o horário de início e do término de sua participação.
  • Se ainda houver perguntas a serem respondidas após o término do hrorário estipulado para você, deixe claro que responderá num momento oportuno para não atrapalhar a participação do próximo autor da Grade do Evento. E cumpra o prometido!
  • Evite armadilhas! O comportamento do Grande Público é imprevisível. Infelizmente algumas pessoas participam de eventos com único intuito de constranger outras, pelos mais variados motivos. Torna-se perceptível quando observações e críticas são realizadas com a intençãoexclusiva de constranger o autor. Se você autor, não conseguir sozinho resolver o assunto e estiver sentindo-se constrangido, peça ajuda à moderação. Essa é a função do moderador: ajudar para que o evento transcorra num nível de adequada civilidade. Atente-se para não ser vítima do assédio moral.

2- Por parte do Leitor:

  • Observe a pontualidade do evento.
  • Observe o link de acesso nas postagens de divulgação e confirme sempre clicando em comparecerei.
  • Procure elaborar perguntas dentro do prazo estipulado. De preferência pense com antecedência o que deseja perguntar.
  • Leia os comentários de outros participantes antes de fazer sua pergunta. Muitas vezes a mesma pergunta é repetida durante uma entrevista o que se torna desagradável para o autor e demais participantes.
  • Pesquise e leia sobre o autor, sua bibliografia ou sinopses de obras recentes publicadas. Ajuda a formular as perguntas mais facilmente.
  • Participe com mente e coração aberto. Pessoas que participam de tais eventos com intuito de constranger outras, pelos mais variados motivos acabam falando mais sobre si mesmos e suas personalidades do que de sobre seu desafeto. Evite assédio moral. Assédio moral é crime. Cuidado com suas palavras. Em redes virtuais nada desaparece e tudo permanece registrado, sendo facilmente descoberto por órgãos competentes. Uma vez escrito ou dito de forma pública, suas palavras (escritas ou faladas) tornam-se sua assinatura virtual.

O assunto é extenso e essas são algumas observações sobre o tema que aprendi participando de eventos. O que vocês acham dessas dicas?

Tem alguma dica não citada aqui para compartilhar conosco?  Comente!

Convido a todos a estarem no meu bate-papo no dia 9 de Junho às 14h50min, na semana do Romance/Drama, onde falarei sobre meus romances Ponto de Ressonância e “Tsara: Ir até o fim do mundo e depois voltar” dentre outros assuntos opcje binarne plus500 .

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Fonte: http://www.portalliterario.com/categoria-educacao/244-em-abril-4-flal-festival-de-literatura-e-artes-literarias

Evento FLAL: https://www.facebook.com/events/1882855601936542/

Michelle Louise Paranhos

 

 

[1] Luiz Amato- autor de “A Lenda” a ser publicado em breve pelaa Editora Uirapuru e idealizador do Festival FLAL.

 

Eventos literários são excelentes oportunidades para divulgação e a grande maioria deles anseia pelo inicio de suas participações como autor.

Houve um tempo, porém, em que participar de eventos era dispensioso, um tanto cansativo e que requeria um grande planejamento por parte de editoras ou então de autores independentes.

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O FLAL surgiu como pioneiro em eventos online e desde a sua primeira edição cresce em números de participações, tanto de leitores quanto de autores.

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No dia 5 de Abril deste ano abri a primeira semana do Festival, dedicada à literatura infantojuvenil.

A minha entrevista previamente respondida foi publicada num horário estipulado pela organização do evento.

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Se não conhecer o assunto ou não tiver opinião formada, a honestidade e transparência é a melhor saída sempre. Diga que não tem esse conhecimento ou resposta naquele momento, mas que entrará em contato com o leitor para responder seu questionamento assim que possível.

Que isso não seja uma forma de encerrar o assunto, porém! Aproveite a facilidade da Web para entrar em contato com o leitor posteriormente esclarendo o assunto pendente. Isso demonstrará segurança pessoal e profissional ao respeitar o leitor. Ponto para você!

  • Seja pontual e observe o horário de início e do término de sua participação.
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Evento FLAL: https://www.facebook.com/events/1882855601936542/

 

Michelle Louise Paranhos

[1] Luiz Amato- autor de “A Lenda” a ser publicado em breve pelaa Editora Uirapuru e idealizador do Festival FLAL.

Há duas semanas eu visualizei essa ilustração na rede social e a imensa repercussão que se seguiu.

E por isso mesmo, não pude deixar de fazer um texto. E novos comentários surgiram em resposta à minha observação, uns contra e outros a favor.

Porque uma ilustração como essa mexeu com tanta gente?

 Porque trouxe uma mensagem polêmica e essa mensagem foi interpretada por diferentes que es invertir en opciones binarias Pontos de Vista.

Para começar, vamos esclarecer algumas coisas:

 Isso não é uma ilustração.

Não? Não!

 Isso é uma http://www.selectservices.co.uk/?propeler=opzioni-binarie-telecomandate&da3=4d opzioni binarie telecomandate Charge!

E o que vem a ser uma charge?

Vejamos, então, a definição:

forex turtle trading rules Charge

Substantivo feminino. Desenho humorístico, com ou sem legenda ou balão, ger. Veiculado pela imprensa e tendo por tema algum acontecimento atual, que comporta crítica e focaliza, por meio de caricatura, uma ou mais personagens envolvidas; caricatura, cartum.

No caso do cartoon ou charge acima, a ilustração exigiu de cada Leitor a compreensão do texto implícito.

O cartunista desenvolveu uma idéia central e com poucos elementos em cena, trouxe para o debate dois preceitos (mensagem):

  • A leitura como forma de modificação do indivíduo. Ela saiu de um perfil x e passou para um perfil Y.
  • A questão do perfil preconceituoso de “Loura burra”, que faz parte do senso comum e até já serviu de inspiração para música com propostas reflexivas, como a música “Lôrabúrra!” (do Gabriel, o Pensador, segue um trecho abaixo). Ela deixou de ser loura ao ler. Por quê? Porque ao ler passou a abster-se de usar silicone e pintar os cabelos, deixando de ser loura artificial. Além disso, aquele perfil físico inicial é resultado da valorização da cultura ao corpo. O segundo corpo (o da morena) está no perfil de pessoas que valorizam a cultura. Atente-se que a construção do Perfil é baseada em modelos, resultados de estatísticas e como tal, traça um padrão. Representa a todos os individuos e não fala em individualidade ou exceções. Há exceções? Sem dúvida… Por isso mesmo são exceções.

Para quem não conhece a letra da música que mencionei, segue um trecho:

Lôrabúrra! (Letra de Gabriel O Pensador)

“(.) Eu não sou agressivo/Contundente talvez/O Pensador dá valor às mulheres/.

Mas não vocês/Vocês são o mais puro retrato da falsidade/

Desculpa amor/Mas eu prefiro mulher de verdade/

Lôrabúrra!

É o problema não tá no cabelo/Tá na cabeca/

Não se esqueça/Nem todas são sócias da farmácia (Lorácia) /

Tem muita Lôrabúrra de cabelo preto e castanho por aí/

É… Lôrabúrra morena, ruiva, preta…/Lôrabúrra careca/.

E tem a Lôrabúrra natural também (Loraça belzebúrra) /

Cada Lôrabúrra é de um jeito, mas todas são iguais.

Cê tá me entendendo?”“.

Ler, no caso da charge, é sair da valorização exclusiva do corpo para valorização da mente.

Mudar a cor do cabelo e tamanho dos seios foi contingência.

A mulher loura com silicone e burra para Mulher natural e culta.

A charge é um texto sem palavras com a proposta de trazer para o leitor uma mensagem através de certo Ponto de Vista.

Mas afinal, como entender esse Ponto de Vista? Quais fatores interferem no Ponto de vista? Uma mesma pessoa pode ter Pontos de Vista diferentes?

Ponto de vista é influenciado diretamente pela Perspectiva sobre determinado assunto, tanto daquele que escreveu o texto (emissor da mensagem) quanto daquele que o leu (receptor da mensagem).

A perspectiva, por sua vez, é influenciada diretamente pelo conhecimento prévio do leitor a respeito daquele assunto. No exemplo acima, muitos leitores e colegas de escrita não conhecem a referência usada pelo chargista (o senso comum de “Loura burra”) para provocar uma reflexão sobre o poder da leitura na transformação das pessoas. Assim, o fato de não possuírem todos os dados provoucou um ruído na comunicação. Alguns acharam que ele estava sendo preconceituoso, dizendo que a morena não poderia ser bonita de corpo, por exemplo. Outros sequer entenderam a crítica implicita,

Atente-se de que ele estava falando de mulheres, mas mesmo isso era uma contingência. A mensagem principal era a valorização da cultura na modificação do indivíduo e não apenas mulheres enquanto sexo feminino. A mulher na ilustração serviu ao proposito de revelar um senso comum.

Quando a mensagem não é bem compreendida pelo leitor dizemos que houve um Ruído na Comunicação.

A função principal da literatura, seja ela realizada com ou sempalavras, é levar uma mensagem para o leitor. E cabe ao autor a tentar especificar ao máximo a mensagem transmitida, para evitar que a falta de clareza provoque ruídos na comunicação.

Por outro lado, a falta de vivência e bagagem lite´rária do leitor pode gerar esse mesmo ruído. Além disso, a imaturidade do leitor pode não compreender um texto e anos depois, um mesmo livro venha a provocar reflexões no mesmo leitor, isso é mais comum do que se pensa. Um mesmo livro pode ser lido por diferentes Pontos de Vista não apenas entre individuos diferentes, mas entre mesmas pessoas com faixa etária diferente. A mensagem continua a mesma, quem mudou foi o receptor.

Ainda sobre esse assunto de perspectiva e ponto de vista, surgiu uma situação muito engraçada no BBB17.

Confesso que não assisto ao programa, mas passou a propaganda com trechos do episódio.

A cena, reumida era a seguinte: A troca entre um participante de uma casa do BBB da Espanha pelo participante do Brasil.

Bem, a integrante da casa que veio para cá, era uma italiana (falando espanhol) que por algum motivo que eu não sei dizer qual seria, entrou na versão espanhola do programa.

Pela postura dela ao chegar à casa do BBB 17 – Programa de televisão Big Brother Brasil em sua 17° edição- foi possível traçar um perfil da integrante temporária:

Perfil físico: Cabelos escuros, olhos azuis muito claros, corpo escultural e voluptuoso. Perfil psicológico: Consciente de sua beleza, impulsiva, dançarina de “pole dance”, sensualidade à flor da pele.

Logo na chegada, um dos homens e namorado de uma das participantes da versão brasileira, ficou embevecido por ela. Outro homem, participante da Casa do BBB, percebeu a situação e comentou:

-Isso vai dar “treta forte”.

Então ela perguntou:

-Isso vai dar teta de fora?

A gargalhada foi geral.

Agora vamos tentar entender o que aconteceu? Ela entendeu teta e não treta. Treta é gíria utilizada para dizer briga confusão.

Teta é o mesmo que seio. Usado para referirem-se as mamas dos mamíferos em geral… Inclusive mulheres… Ou seja, os seios.

Além disso, “Fuerte” (forte em espanhol) e “fora”, sonoramente falando, são vocábulos parecidos.

Mas… Isso não é tudo.

Para uma mulher com perfil sensual e interessada em corresponder aos olhares, o ruído na comunicação a fez entender uma mensagem não sexual – vai dar treta forte, ou seja, vai dar confusão- com essa conotação sexual – as tetas de fora.

Conotação é o nome que designa uma série de atributos implícitos em seu significado, para além do vínculo direto e imediato que mantém com os objetos da realidade modificando essencialmente a mensagem recebida.

Lembre-se disso quando for ler ou escrever seu texto! Beijos e até a próxima semana!

 

 

 

 

                “Por os pingos nos Is: O Contexto”

Já ouviu a expressão popular: “por os pingos nos is”?

Certamente que sim. Muitos inclusive, assim como eu, a empregam largamente.

  • Por os pingos nos Is é resolver uma situação, esclarecer algo.

Saberia afirmar, porém, em que contexto essa expressão foi elevada ao grau de ditado popular?

Pois bem: eu também não sabia então fui pesquisar!

Sou das antigas, da época de se frequentar bibliotecas físicas- um hábito que jamais deveria ser suprimido-e consultar enciclopédias como Barsa e a Larrousse. Dessa vez, porém, parti em busca do caminho mais fácil: pesquisar a origem do significado e descobri num site de buscas essa definição:

“A adição do ponto sobre a letra “i” data do século XVI. Quando os caracteres góticos foram adaptados, dois “is” juntos (ii) eram confundidos com a letra “u”. Para acabarem com o problema, as pessoas passaram a acrescentar o acento gráfico til (~), o apóstrofo e outros sinais, até que esses acentos se transformaram em pontos simples a partir do começo do século XVI. A prática não foi muito bem aceita por alguns copistas da época, por isso a expressão “colocar o pingo no i” significa resolver alguma coisa.”. (a fonte constará ao final da coluna).

Esclarecido isso, eu escrevi uma palavra lá em cima um tanto diferente… Percebeu? Contexto. O contexto é a origem ou situação específica em que algo foi dito pela primeira vez. A expressão “por os pingos nos is”, por exemplo, tem um contexto bem longinquo, no século XVI.

  • Contexto é a relação entre o texto e a situação em que ele ocorre dentro do texto. É o conjunto de circunstâncias em que se produz a mensagem que se deseja emitir- lugar e tempo, cultura do emissor e do receptor, etc. – e que permitem sua correta compreensão. Também corresponde onde é escrita a palavra, isto é, a oração onde ela se encontra.

Quando eu escrevi a frase na imagem acima “A finalidade da literatura é elevar a cultura e não tornar alguém popular” foi um mero desabafo a uma situação singular, ou melhor, dizendo esse era o contexto: a cobrança que as redes sociais imputam ao autor em estar sempre em evidência, comentando ,polemizando e/ou divulgando sua imagem.

Vivemos um contexto social em que o foco é o cultuar a própria imagem e com o autor não tem sido diferente.

 São inúmeras redes sociais, perfis variados, canais literários. Inclusive autores hoje escrevem 50% do tempo e outro 50% do tempo usam para se autopromover. E isso independe de ser autor independente ou por editora. No último caso, é a editora que se encarrega de promover o autor. Logicamente quem ter maior trabalho para divulgar a si mesmo é o autor independente.

O autor, antigamente, possúia um perfil próprio daquela época: era um ser excessivamente observador das relações humanas, detalhidas, algo apático e calado- como falar com alguém e ainda poder ouvir sua mente fervilhando em ideias?

Atualmente, porém, esse perfil do escritor tornou-se tão obsoleto quanto procurar verbete numa enciclopédia física.

Entretanto, na era da comunicação e num contexto que permeia a busca por liberdade das minorias, é interessante observar que aquele que possua um perfil diferente do que a maioria julgue correta sofre a mesma discriminação a que dizem combater.

Isso sim é uma Ironia Machadiana, não?

Fico imaginando se o jeito taciturno do autor Machado de Assis hoje teria vez e se alguém teria ao menos lido um único livro desse autor.

Uma das suas características em seus livros-a ironia- só é bem compreendida a quem se ater ao contexto da época:

“Os críticos notam que a ironia é uma das características mais atraentes e refinadas na obra machadiana. Em certas situações, sua ironia alcança o humor, mas na maioria das vezes, por ser intelectual, só é percebida a leitores que sabem sobre alguns temas com que ele faz intertextualidade. Sua ironia é a arma mais corrosiva da crítica dos comportamentos, dos costumes e das estruturas sociais (https://pt.wikipedia.org/wiki/Estilo_de_Machado_de_Assis).

Ao escrever a frase de minha autoria eu estava questionando o fato da literatura estar sendo utilizada como um meio para atingir a um fim: divulgar o autor.

A literatura é hoje um subproduto da imagem do autor, que vende a si próprio em primeiro lugar.

 Pouco se questiona a mensagem que a obra deseja transmitir para o leitor. Ainda que esteja em busca de entretenimento apenas, o leitor deseja encontrar num livro é algo que possa apreender enquanto informação e que possa vir a ser útil para ele algum dia, tornando assim  a leitura seja memorável.

 Pode ser algo bem simples como uma frase de um personagem que se utilize de ironia machadiana para destilar uma critica social, por exemplo. OU uma relação entre ETS e seres humanos que traga ao leitor algum questionamento interno sobre o que esperar do futuro.

 A literatura não pode perder esse caráter social e transformador e não ficar relegado ao plano de produto do meio.

Numa conversa numa rede social um autor disse para mim que “Livro não precisa ter mensagem-o que deve ter mensagem é livro didático”.

E fiquei tão sensibilizada com tal afirmação que escrevi a frase:

  • “A finalidade da literatura é elevar a cultura e não tornar alguém popular”.

Ironia à parte, eu busquei justamente uma rede social para colocar esse desabafo.

Para chamar ainda mais atenção eu usei do meu smatphone (tecnologia mais uma vez a serviço da literatura) e um recurso virtual para escolher um fundo roxo para a frase.

E a publiquei em meu perfil pessoal.

Detalhe: não pus em meu perfil escritor, mais frequentado pelos colegas das letras. Não! Coloquei no perfil pessoal, ao lado de fotos de gatinhos fofos e vídeos engraçados.

Nunca recebi tantos comentários em respostas!

 Comentários de (apenas) leitores, escritores, pessoas comuns que não tem o hábito de ler e também não são leitores e até de ex-leitores… Aqueles que revoltados com o rumo que a literatura atual vem assumindo com os tempos, tanto internacional quanto nacional, preferiu deixar de ler porque só encontra entretenimento e como tal, existem outras formas menos dispendiosas-comprar livros ainda é muito caro nesse país-ou rápidas de obter entretenimento que parar por algumas horas diante de um livro digital ou físico.

Com essa frase simples que mexeu com a rede social, eu consegui discutir literatura, sem ficar fazendo propaganda de livro, sem falar de modismos, sem me colocar como alvo de propaganda!

E falando de literatura, alcancei leitores fiéis que chegaram ao final desse texto querendo saber como é “Por os pingos nos is”:

Afinal, para quê fazer literatura hoje?

Deixe seu cometário e entre você também nessa discussão!

Até a próxima coluna!

Fonte: Qual a origem da expressão” Por os pingos nos is:

https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070403072131AA3gIuZ

 

 

 

 

 

 

Bem vindos à coluna dessa semana.

Antes de tudo, preciso esclarecer: entendam-se Autores Independentes aqueles autores que não tenham sido publicados em Editoras quer sejam por demanda ou editoras tradicionais.

Todo autor é um escritor. Certo? Bem, senão vejamos:

Autor (do latim auctor, derivado do verbo augeo, ‘aumentar’) é aquele que cria, causa ou dá origem a alguma coisa, especialmente obra literária, artística ou científica. É diferente de narrador.

E o que seria escritor então?

A diferença entre um e outro é que o escritor escreve textos em vários estilos e utiliza-se de vários meios para isso. É usado como sinônimo de autor, porém o primeiro termo tem um significado mais próximo ao da responsabilidade legal de escrever.

 Quando escreve algo de sua autoria- e não da autoria de outrem como, por exemplo, um “Ghost writer”- O escritor e autor se confundem na mesma pessoa.

Entretanto existe outra forma de entendimento dos termos autor e escritor coexistindo dentro do universo literário:

  • Autor é aquele que publica um livro, usando meio digital ou físico para isso.
  • .. É quem apenas escreve, sem ter publicado ainda, em qualquer meio de publicação, seja digital ou físico.

Pode acontecer que o escritor ainda esteja ansioso à procura de plataformas para publicar seu livro online ou esperando a oportunidade de publicar em editoras que não cobrem pela editoração do livro-ou seja, publiquem sem cobrar do autor pelo processo editorial do livro.

Mas… Existe oportunidade de fazer sucesso sem que o Escritor precise de uma Editora?

 Sim! É possivel!

 Esses autores que se autopublicam sem uma editora recebem o nome de Autores Independentes.

Existem varias plataformas que oferecem ao escritor a oportunidade de publicar de forma independente e ainda obter (e sentir) a opinião de seus leitores durante a escrita do livro, antesmesmo de colocar o ponto final, como o wattpad.

Uma das vantagens do Wattpad é o livro ser construindo com os feedbacks recebidos, criando rede de fãs e servindo de tranpolim para futuras publicações.

 Um grande número de seguidores chama a atenção das grandes editoras para os autores dessas obras através de “olheiros literários” e agentes literários, que visitam a plataforma em busca de apostas comerciais.

Outra opção é optar por plataformas como PerSe e clube dos Autores ,que oferecem autopublicação,onde o autor faz o upload do arquivo pronto para publicação e define quanto deseja ganhar de Direito Autoral (DA) e ainda pode imprimir e vender os seus livros pelo valor que desejar.O autor não gasta para se autopublicar e há a impressão de cada livro comforme o leitor encomendar.Porém,o custo é absorvido pelas impressões,ou seja, o leitor paga um pouco mais caro por livros adquiridos nessas plataformas do que comprados em outros lugares. Existe, porém, a oportunidade do próprio autor comprar uma tiragem com desconto e revender os livros.

Entretanto, pela facilidade de acesso e baixo custo, ou mesmo gratuidade, alguns autores-não todos, vale a ressalva-escrevem sem fazer as devidas correções (revisões gramaticais e textuais), publicam livros com diagramação inexistente e existe ainda um comercio paralelo de pagamento pelo número de visualizações. Eu sei por que recebi propostas em chats de rede social, assim que meus livros na plataforma-publicados em versão degustação-atingiram um número minimo de visualizações. A proposta era pagar um valor x para atingir um número de Ks (likes ou curtidas) que eu desejasse. Não achei ético e não aceitei a proposta.

Assim muitos autores de watpad tem muma média alta de páginas lidas sem manter a qualidade dos textos- e sem que haja realmente uma quantidade grande de leitores.  E fazem sucesso mesmo assim, embora agentes de editores façam ressalva quanto ao padrão de qualidade dos textos.

Veja o que a editora Alessandra Gelman Ruiz[1] da Editora Guttremberg afirma sobre qualidades de novos autores:

“O texto precisa ter uma qualidade intrínseca. Alguns autores escrevem muito, trabalham sua escrita, fazem cursos. A Paula Pimenta (autiora da editora em questão), por exemplo, estudou roteirização e sabe manejar o suspense, deixa ganchos no final de cada capítulo para que a leitura fique interessante. Dá para perceber quando o autor trabalhou um pouco a técnica, quando presta atenção no que escreve.

O autor precisa ter repertório, ter lido muito, saber o que outros já escreveram. Tem gente que manda um texto achando que aquilo é uma grande descoberta e, no entanto há vários livros já publicados com o mesmo tema. É preciso originalidade.

E tenho visto autoras fazerem sucesso porque falam de uma realidade que os leitores entendem, se identificam. Falam da escola aqui no Brasil, não de highschools. Falam de andar no shopping, dar festa de quinze anos como é aqui, em Belo Horizonte, em São Paulo.”

 Curioso (a)? Acesse O link da entrevista completa ao final da coluna.

O que você autor entende por sucesso literário?  Obter um grande número de visualizações e seguidores? Ganhar muito dinheiro com a literatura? Ou ter um livro reconhecido por manter a qualidade de sua obra literária?Quem sabe, sucesso para você seja a opotunidade de ser contratado por uma editora Tradicional?

Todo sucesso requer um tempo para acontecer e exige empenho e dedicação para entregar uma obra de qualidade para os leitores.

Não importa qual plataforma você escolha, coragem e dedicação certamente levarão você ao sucesso!

Fonte: http://escrevaseulivro.com.br/o-sucesso-de-autores-estreantes/

[1] Alessandra Gelman Ruiz é editora da Gutemberg, selo editorial do grupo mineiro Autêntica, que publica em áreas variadas – de acadêmicos a quadrinhos – e investe de maneira consistente em autores nacionais). O link da entrevista completa está ao final da coluna. (N.A)

Aprecio muito participar de grupos literários em redes sociais. Nesses grupos é bastante comum aparecer, vez ou outra, temas que geram importantes discussões.

Esta semana eu me preparei para escrever sobre outro assunto: o sucesso de escritores antes mesmo da publicação em uma editora, através de plataformas de autopublicação e/ou redes sociais.

Recorri aos meus colegas de profissão sobre a opinião deles, no intuito de fundamentar os argumentos através do resultado de uma pesquisa mais aprofundada para fornecer credibilidade à coluna da semana.

Expus a questão e surgiu uma enxurrada de comentários.

 Porém, um dentre todos se destacou:

“-O que faz de um escritor realmente um escritor? Afinal, em tese ao menos, todos nós após sermos alfabetizados nos tornamos escritores. Não? – ele argumentou. E concluiu: -Será mesmo que ser escritor é uma profissão?”

Ao perceber a profundidade do questionamento, percebi que ali estava realmente a questão chave; e era mais complexa que falar de sucesso para esta profissão.

Primeiro, precisamos definir claramente o que faz do escritor, um escritor de fato!

O que será?

Eu respondi a esse questionamente através dessa prosa poética escrita ano passado (2016) em comemoração ao dia do escritor, no dia 25 de Julho-um presente especial meu aos meus colegas de profissão.

Uma das categorias profissionais a qual me incluo, além de ser professora.

 Ser escritor é profissão? Mas qual é ,afinal, o trabalho de um escritor?

Trago o poema e deixo para vocês a decisão pela resposta.

           SER ESCRITOR

“Uma curiosidade recorrente entre muitos leitores.

Quanto tempo leva para concluir um livro?

A minha resposta, clara e objetiva.

Há pouco tempo eu diria, sem nenhuma sombra de dúvida.

Três meses.

Hoje, sorrio diante daquela certeza.

Eu já não possuo resposta pronta.

Não sei, simplesmente não sei.

Nem romântica- sequer digna de um escritor, é verdade.

Mas é a única resposta verdadeira.

Mesmo agora, me apego olhando cada palavra.

Um filho que vejo crescer, tomar forma e ocupar seu espaço no mundo.

São aliterações, elipses,

Cacofonias.

Não, não, preciso corrigir esse defeito.

Diálogo é sempre bom.

Com o filho e igualmente com o texto.

Ouça o que eles têm a dizer.

Pulso firme! Não o deixe se perder por uma palavra mal dita.

Maldita!

Metáforas e símiles que enlouqueço!

Sabe que eu mesma, após a tantos ensinar, me rendo?

Figuras de linguagem.

Descubro que não sabia como empregar.

Qual a diferença entre Símile e metáfora?

Sim, eu sei que você sabe.

Ou acha que sabe.

Aquela.

Que talvez eu mesma o tenha ensinado um dia, ainda pequeno.

Símile. Compara, aproxima.

Metáfora toma-lhe o sentido por inteiro.

Simples. Nem tanto.

Corta,corta,corta…

Acrescenta e exclui.

Vocativo e aposto.

Ah! Onomatopéia não.

Mostre, não conte.

Tantos detalhes.

Como mostrar aquilo que vai à alma dos personagens sem contar?

Desafios.

E a pergunta.

Que pergunta?

Quantos meses para escrever um romance?

Ah! Sim, essa pergunta.

Não sei…

Quando terminar…

Conto.”

E Vocês? O que responderiam?

Diga para nós o que significa ser um escritor!

Ah! Quanto ao tema: “sucesso de escritores antes da publicação”, deixo para semana que vem certo?Vemos-nos na próxima semana!

Michelle Louise Paranhos

É impróprio afirmar que os tempos são três: pretérito, presente e futuro. Talvez seja correto dizer que os tempos são assim classificados: presente das coisas passadas, presente das presentes e presente das futuras”. (Santo Agostinho)

Como definimos o Tempo numa narrativa? E em que momento o Tempo de Narrativa pode influenciar no ritmo que pretendemos imprimir ao enredo?

O tempo é um dos elementos essenciais da narrativa, ao lado de Espaço, Personagem e o Foco Narrativo.

Pode ser definido das seguintes formas:

  • Tempo cronológico ou sequência dos acontecimentos narrados na ordem em que se sucederam.
  • Tempo Histórico: referindo-se ao contexto histórico da história a ser narrada.
  • Tempo psicológico: é algo subjetivo e sua ´rincipal função éinterferir na construção do Através das sequências dos acontecimentos- em formato linear ou não-o tempo revela-se essencial para que as reflexões que esses acontecimentos trazem, provoquem o amadurecimento do personagem ao longo da Trama.

O personagem X que iniciou a trama com um determinado perfil nunca será o mesmo após percorrer uma Jornada, por mais curta que seja.

Essa é uma das funções pouco comentadas e ainda assim, essencial do Tempo: permitir a transformação do personagem ao longo da narrativa.

  • Tempo do discurso: a forma com a qual o autor conta a história.

 Pode ser apresentado de forma linear, de acordo com a sucessão dos fatos ou conter variações:

-Flashbacks: quando o trecho remete à história há um tempo anterior, geralmente utilizado para explicar algum fato marcante na história pregressa do personagem e que o leitor desconhece.

-Flashforword: interrupção de uma narrativa seguindo o tempo cronológico para falar de um tempo futuro, algo que ainda vai ocorrer. Usado geralmente em prólogos, o acontecimento narrado revela um fato que ainda será explicado no futuro. A principal finalidade é instigar curiosidade no leitor, que tentará saber o que motivou aquele momento, geralmente importante para a trama.

E como O Tempo de Narrativa interfere nos textos?

O Conto é um texto curto, geralmente de tempo definido-quase sempre linear- e comumente centrado na ação dos acontecimentos que se passam no presente ou passado recente.

A Novela-ao contrario do que muita gente entende- é um texto maior que um conto e ainda assim, menor que um romance. Mas a principal diferença está no ritmo das ações dos acontecimentos, que são mais rápidas sem maior aprofundamento do perfil psicológico dos personagens. A Ação geralmente é o centro da narrativa e a quantidade de personagens é menor, quase sempre abordando fatos com um ou dois protagonistas.

 Porém, não é incomum a presença de breves flashbacks aparecerem ao longo da narrativa, para contar em poucas linhas algum dado do passado do personagem. A novela que assistimos na TV, com várias tramas e personagens, é na verdade o gênero Romace-entenda-se que o que digo é sobre gênero enquanto forma de narrativa, isto é, podem ser um romance policial, de aventura, trama politica, etc.

O Romance é a trama mais ampla, onde o autor pode trabalhar com várias tramas paralelas e aprofundar perfis. Além disso, a contrução de cenário é fundamental para a ambientação e provoca uma imersão do leitor na história.

O tempo, porém, é largamente usado como recurso por autores, especialmente em novelas de TV.

 É, eu sei! Não há como contrariar a forma comum de referir-se à essa obra de ficcção! Romance de Tv soa de forma estranha… Não? Então, ficamos com o termo “Novelas de TV”, certo?

Recentemente, em Dezembro do ano passado, um site noticiou que os autores da novela  A Lei do amor estavam preocupados por estarem recebendo os capítulos na véspera de gravação. Isto porque enquanto algumas tramas não estavam atraindo telespectadores, outras precisavam ser alteradas. Saiba mais aqui: (http://www.purepeople.com.br/noticia/-a-lei-do-amor-tem-capitulos-reescritos-por-falta-de-gancho-e-atrasa-gravacoes_a149312/1

Qual a motivação por trás dessa alteração? E principalmente, por quê?

Porque a trama da novela pata televisão segue uma linguagem mais dinãmica,própria para TV.O ritmo impresso na novela,seriados ou minissérios são diferentes dos permitidos na televisão. Além disso, a novela na Televisão é uma obra aberta, isto é, escrita durante o periodo de exibição.

 Geralmente existem alguns capítulos previamente gravados, bem antes do inicio de exibição da novela, ainda na fase em que ocorrem chamadas e anúncios para atrair o público.

 Depois, a novela se constroi à medida que ocorre a recepção do Público-alvo.

Em Dezembro a novela A lei do amor sofreu uma grande passagem de tempo e encurtou o desenrolar de acontecimentos. Agora, já neste ano de 2017, houve uma nova passagem de tempo, alterando o ritmo da narrativa e certas cenas ficaram um tanto desconexas no meu entendimento. Casamentos foram marcados e aconteceram poucos capítulos depois… O que só é permitido Graças ao roteiro da TV.

Isso pode interferir no cadenciamento dos acontecimentos, prejudicando a coesão e até mesmo a coerência do enredo.

A roteirista iniciante, Maria Camargo, apoiada pelo diretor Luis Fernando carvalho, levaram para a TV a adaptação do livro Dois Irmãos, de Milton Hatoum. A roteirista precisou fazer malabarismos para narrar os acontecimentos na forma televisiva de forma que não prejudicasse o entendimento do leitor. Isto porque a trama é pautada no ponto de vista do narrador-personagem Nael (ele tanto é narrador como testemunha dos acontecimentos narrados) e narrada em formato não linear. http://revistacult.uol.com.br/home/2017/01/adaptacao-de-dois-irmaos-de-milton-hatoum-estreia-apos-14-anos-no-papel-2/

E porque estou mencionando isso?

Alguns autores escrevem obras abertas em plataformas de publicação e muitas vezes podem encontrar dificuldade em determinar o ritmo da narrativa, especialmente quando recebe comentários elogiando determinada cena ou personagem dos leitores Beta-correndo o risco de focar tempo em demasia num determinado perosnagem em detrimento de outros- ou mudar o foco e o tempo da narrativa, por consequência, podendo perfer o ritmo pretendido para a trama.

Atente-se à importância do tema e defina um Tempo de Narrativa para sua obra e procure-se manter fiel a ele!

Gostou do texto? Comente!

Até a proxima semana!

Texto de Michelle Louise Paranhos

É sobre isso que iremos conversar:

  • Estilo é uma forma peculiar que o autor tem de usar os mais variados recursos e técnicas linguísticas para escrever o seu texto.

Descrições mais longas e detalhadas, ou ao contrário: marcada pela objetividade e frases curtas; O uso de uma determinada figura de linguagem com frequência; vocabulário mais simples ou mais rebuscado ou ainda uma ambientação com ênfase em detalhes que para muitos outros autores seriam desnecessários- todas essas características podem ser percebidas não só pela critica especializada como pelos leitores e fãs desse autor.

É comum alguém se referir ao “Estilo de Machado de Assis” Ou mesmo “Estilo Tolkien” para explicar um texto.

Em Relação à obra de Machado de Assis pode-se destacar a ironia na chamada fase de realismo (ou que os críticos consideram “madura”) ou ainda o Romantismo, em que os críticos identificam com sua fase inicial.

Já Tolkien- J R R Tolkien, autor de “Senhor dos Anéis”-era um hábil criador de cenários, a descrição minuciosa e a morte de seus personagens- mortes reais ou falsas, aumentando o impacto em um mundo fantástico e verossímil.

G R R Martin inspirou-se em Tolkien e em seu estilo narrativo para criar a aventura “Crônicas de Gelo e Fogo”, que faz sucesso inclusive na versão seriada do canal por assinatura HBO como “Guerra dos Tronos”.

Leia o que GRR Martin tem a dizer sobre o estilo de Tolkien:

 “Eu era um estudante universitário quando Tolkien conseguiu seu primeiro grande sucesso comercial. Naquela época, universitários começavam a ler O Senhor dos Anéis e eles logo usavam broches com as palavras “Frodo lives”. Nós também tínhamos pôster no dormitório. O que me impressionava, porém, eram os pôsteres que não eram sobre as capas dos livros ou sobre a imagem de qualquer um dos personagens. Eles eram sobre os mapas da Terra Média, que foi o primeiro ícone de O Senhor dos Anéis, e que mostra a importância do cenário. O Cenário torna-se um personagem na fantasia.”

E ainda:

“Tolkien foi meu grande modelo em muito disso. Embora eu difira de Tolkien em importantes formas, eu não sou segundo para ninguém com o meu respeito por ele. Se você olhar em O Senhor dos anéis, começa com um foco apertado e todos os personagens estão juntos. Então, ao final do primeiro livro da sociedade [do anel] se divide e eles têm aventuras diferentes. Eu fiz a mesma coisa. Todo mundo está em Winterfell no início, exceto a Dany, então eles se separaram em grupos e, finalmente, aqueles que se separaram também. A intenção era aventura para fora, em seguida, curvar e voltar juntos. Encontrar o ponto em que começa a virada tem sido um dos assuntos com que eu tenho lutado”.

Tomando como base esses dois autores, então surge outra pergunta:

Será que esse jeito de narrar seriam características próprias do autor ou seriam manifestações do estilo de época?

  • Estilo de época ou Escolas literárias: As manifestações artísticas demarcadas nos estilos de época foram produto de um contexto histórico-social dominante.

Assim, o Romantismo (inclusive o período romântico de Machado de Assis) originou-se no contexto político-social da Revolução Francesa.

Não vou me alongar no aspecto didático das Escolas Literárias. Porém, só a título de curiosidade ou lembrança dos estudos de Literatura do Ensino Médio, os principais estilos literários no Brasil foram:

  • Romantismo, realismo/naturalismo, Simbolismo e Modernismo.

Enquanto alguns críticos consideram que o modernismo iniciou-se em 1922 com a semana de Arte Moderna e permanece até os dias atuais, muitos críticos consideram que vivemos uma fase chamada Tendências Contemporâneas ou Literaturas contemporâneas:

São essas as principais características da Literatura Contemporânea:

Mistura de tendências estéticas (ecletismo)/União da arte erudita e da arte popular/Prosa histórica, social e urbana/Poesia intimista, visual e marginal/Temas cotidianos e regionalistas/Engajamento social e literatura marginal/Experimentalismo formal/Técnicas inovadoras (recursos gráficos, montagens, colagens, etc.)/Formas reduzidas (minicontos, minicrônicas, etc.)/Intertextualidade e metalinguagem.

Todo autor é um bom leitor e, certamente, possui um vasto repertório literário que, não raro, constitui-se de obras de seus autores preferidos-aqueles autores que se adéquam ao perfil de cada um e possui pontos de vista semelhantes, perante seu contexto político-social.

Ainda que essa identificação passe despercebida, ela existe e é fundamental na formação do novo autor.

Assim,quando um antigo  professor de literatura identificou em meus exercícios literários o estilo de Luis Fernando Veríssimo, ele estava identificado em mim traços de “(…)  Um tom coloquial e elegante. Luís Fernando coloca em suas crônicas personagens que representam a realidade brasileira, usando essas criações como forma de ironizar questões sociais e políticas. Dessa maneira, faz uma crítica velada e carregada de humor”.

Entretanto, há uma diferença crucial entre estilo inspirador e plágio.

Além de o plágio ser a usurpação do direito autoral, ainda constitui crime.

Textos inspirados, porém, podem denunciar o autor que serviu de inspiração, contudo, evidencia também um traço marcante do autor em questão, e que fazem com que o autor tenha aquilo que determinamos como “Um estilo próprio”.

Determinadas características atuais em livros de fantasia, por exemplo, buscam o estilo fantástico de Tolkien influenciado não pela obra literária e sim pela versão cinematográfica da obra. Por serem linguagens diferentes e terem ritmos contrários, muitas vezes um mero detalhe que no filme possa ter passado em poucos segundos de exibição, numa Cena de Ação da Obra Literária original será amplamente explicado e definido, rendendo inúmeros parágrafos ou até capítulos inteiros!

Muitas obras hoje foram contaminadas por uma visão roteirizada do cinema, empobrecendo a descrição de cenários, pecando pela falta de detalhamento de perfis de personagens e mesmo insistindo em certa “objetividade” típica de seriados de televisão que não constituem um estilo literário, porém.

O que essa tendência irá ocasionar na literatura, os críticos de amanhã serão capazes de dizer.

Espero, contudo, que a literatura – especialmente o gênero narrativo Romance-não perca sua essencial característica de transformar a sociedade através da reflexão do leitor e torne-se mais um produto do meio e que, muito menos, venha a se traduzir em nova escola literária.

 Fonte:

http://educacao.globo.com/literatura/assunto/autores/luis-fernando-verissimo.html

http://brasilescola.uol.com.br/literatura/estilos-epoca.htm

https://pt.wikipedia.org/wiki/Estilo_de_Machado_de_Assis

http://tolkienbrasil.com/noticias/diversas/george-r-r-martin-meu-final-refletira-o-senhor-dos-aneis-por-shaun-gunner/

Olá, sejam todos bem vindos à coluna!

Vamos conversar neste espaço sobre assuntos pertinentes à literatura no decorrer dos próximos meses.

Porém, hoje eu quero me apresentar a vocês e explicar o nome do texto de hoje, certo?

O Título Tramas do Enredo surgiu por um motivo simples:

- Adoro Romance!

 O que seria de um romance sem um bom enredo, não é? E o que seria de um enredo sem uma boa trama?

Quase posso ver gente torcendo o nariz, afinal, o termo romance foi quase tão banalizado quanto o amor e o complexo verbo “amar”-quem foi que disse que amar era verbo intransitivo[1] nem desconfia o quanto isso pode ser verdadeiro!- Enfim, o verbo amar hoje pode ser usado igualmente para “eu amo você” ou “Eu amo brigadeiro”!

Assim, quando se fala de Romance logo se pensa em histórias açucaradas com um glacê de “felizes para sempre” certo?

Então: já entrei numa conversa sobre romance e sequer me apresentei ainda,desculpa,sou assim.

Meu nome é Michelle Louise Bezerra da Rocha Paranhos e olha: nem acrescentei meu nome de casada ao meu nome “original de fábrica”!

 Como não lembrar a angustia que foi ensinar aos meus três filhos a escrever o sobrenome  deles?Agora imagina ter de usar esse nome comprido assim num livro?

 E apesar de JRR Tolkien, GRR Martin e várias outras abreviaturas famosas, eu gosto mesmo do meu nome.

Nome próprio é um presente, não acham?

Quando cada filho meu nasceu, além de nome, ofereci a cada um deles, uma música.

 Meu filho mais velho ganhou “Aquarela, de Toquinho”. O filho do meio, ganhou “Depende de nós” de Ivan Lins, e  a caçula -minha  pequena -não poderia ser outra música: “ Você é Linda” de Caetano Veloso.

Por motivos – creio que agora óbvios para todos – preferi não ter que escrever um romance cada vez que eu assino meu próprio nome!

 É! Eu sei…  Já falei de romance de novo… Contei que Romance é meu gênero preferido?

Bom, voltando a mim- para variar. Estou sempre indo e retornando, vezes sem fim, desenrolando a trama desse novelo… Ou melhor: desse enredo!

Gosto muito de escrever crônicas também, entremeando nas linhas de meus textos uma opinião meio ácida, meio açucarada- como meus romances.

Escrevo Romance  nos subgêneros drama,aventura ,psicológico e…tudo isso junto e misturado.Romance romântico mesmo,ainda não escrevi nenhum;Porém, não fujo de desafios- Quem sabe não escrevo ainda aquela história coberta de” glacê real cor –de- rosa”?

Minhas crônicas preferidas são Crônicas de Costumes: histórias do dia a dia. Foi exatamente  assim,aliás, que de repente eu criei uma coluna na minha página Entrelinhas: Arte, Opinião & Poesia na rede social Facebook e nela reservei uma dia para uma coluna em que eu narrava o dia a dia de minha casa, e entre cenas reflexivas e na tragicomédia dos meus pensamentos, a coluna  virou meu terceiro livro: Coisas de Lorena!

Coisas de Lorena é um romance biográfico inspirado em minha filha!

Sintam-se à vontade para conhecer este livro cujas histórias infantis revelam-se bem diferentes ao olhar adulto, descortinando as metáforas do entendimento sobre o universo, na perspectiva de uma criança muito especial.

Enfim… É isso.

 Sou Michelle mesmo, um ser que divaga sobre muitas coisas e tenha certeza… Muito teremos para conversar.

 Todo assunto sempre virá com um toque de ironia (socrática), reflexões sobre livros, resenhas e tudo mais relacionada à literatura!

Como não me apresentei?

Claro que me apresentei!

Releia e procure espalhado nas entrelinhas e você achará respostas:

Sou casada, tenho Três filhos, adoro ler e escrever e estou publicando agora em Junho de 2016 meu terceiro livro.

Quer saber um pouco mais?

 Então, até mês que vem!

[1] Livro  Amar, Verbo Intransitivo é um livro de autoria de Mário de Andrade. Foi publicado em 1927

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