Um sopro de vida – Por Leila Kruger

كيفية كسب المال من المال O mar dormita. As fracas ondas parecem bocejos. Mas na verdade são saudades. Lânguidas saudades de um tempo que foi embora; nem lágrimas nem gritos nem arrependimentos, nada o fará voltar. Nada o comoverá. O tempo não volta jamais. E você não aproveitou o tempo, não entendeu que nada era impossível quando tinha sonhos brilhantes no peito que às vezes até lhe roubavam o sono, mas não o sorriso. E agora, José? Você devia ter insistido um pouco mais.
Devia ter sido mais ousado. Ter abandonado aqueles velhos ditados, as vidas clichês que o espreitavam com promessas de segurança sem esperança. Você devia ter acreditado naquela conversa de transcender a vida. Devia não ter acreditado naquelas nuvens escuras que dizem sempre: “isso não vai dar certo”. E agora, José? João, Manuel, André? Maria, Juliana, Marta? Você, meu amigo, você minha amiga, devia ter largado as convenções sociais, ter pensado em algo mais. Não tanto nos outros, não tanto assim.
Você sabia que ninguém ia ser feliz por você, que ninguém ia sentir sua dor embora pudessem percebê-la. Você sabia que a vida era difícil, mas que coisas inacreditáveis aconteciam, e não precisava ser só com os outros. Um dia você sabia que teria que suar sangue para conseguir, mas que esse sangue valeria a pena. E agora? Você sabia que esse dia chegaria. No fundo você sabia. De olhar o mar com rugas nos olhos e ver apenas saudades e arrependimentos. Você não teve coragem. Você não desafiou a si mesmo. Você não tentou! E assim a vida passou calmamente por você, com aquela promessa de estabilidade que parecia suficiente. Felicidade verdadeira era arriscado. Sonhos, para desvairados. Ser quem se é? Você precisava, primeiro, sobreviver. Você sobreviveu muito bem. Nada lhe faltou, do básico que é necessário. Mas você não queria só isso. E sua alma precisava de mais, ela pedia todo dia e você fingia não ouvir, no trânsito ou preenchendo um relatório ou lendo um jornal. Entre calçadas, despertadores, despedidas e pequenos amores, você fingia não ouvir. Sua alma queria te ver feliz. Mas você não largou tudo e não tentou. E agora você é como o mar: bocejos e saudades. O tempo não volta. Finalmente você entendeu. O tempo é um trem bala, você percebeu. Você devia ter se escutado. Devia ter se acreditado. E não ter tido tanto medo. O medo é um monstro embaixo da cama, e você nunca o mandou embora.
O que lhe resta? Quem sabe inventar um sonho derradeiro. Agora que você sabe que não se pode perder tempo fazendo o que os outros fazem e sendo o que os outros são. A gente tem que ser como o mar: infinito, incompreensível, encantador! A gente tem que ser, no mar de si mesmo, pescador. Agora você sabe. Mas agora talvez seja tarde… Ou quem sabe ainda não! – brada seu coração. Seu coração envelheceu mais que seu rosto. Você acredita em sonhos, ainda? Você tem medo do medo? Finalmente você entendeu o segredo. O antigo segredo do mar, que ninguém, a não ser o tempo, pode contar.

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auto trading opzioni binarie e falso A gente envelhece.
E descobre que viver de um jeito simples e cândido não é mais permitido, e acreditar em grandes sonhos é pueril.
E envelhecemos, muito mais do que o espelho nos mostra.
Os olhos, sim, eles denunciam o cansaço.
Sorrir, abraçar, brincar, como no começo da nossa vida, como quando nossos dentes ainda cresciam com nosso sorriso. Vai esmaecendo.
Esse negócio de adulto estraga algumas coisas na gente. Vestimos a pesada e antiga e enferrujada armadura das “pessoas que sabem viver”. Que sabem falar as coisas que devem ser faladas, que sabem fazer o que delas se espera e que, talvez principalmente, sabem fingir.
Sim, fingir é crucial!
Crescemos por fora, diminuímos por dentro.
Essa armadura deixa vazios, procuro preenchê-los de formas estranhas e inúteis. Creio que um dia eu não fosse coberta de aço, era mais fácil erguer os braços e pular, subir nas árvores e nas cercas. Mais fácil tocar, e ser tocada, e ser um pássaro.
Tudo isso pode ser só saudade. Ou então a mais pura verdade. Daquelas que nos encontram em um lento e solitário entardecer, e seu rosto é tão triste que dói, e de repente é o nosso rosto.
Tenho procurado nas janelas minha imagem de antes. Nas portas, nos armários, nas paredes que, como eu, sujaram-se e descascaram-se.
Acho que é assim o nosso coração: vai perdendo a pintura, o viço, o brilho. E quem consegue consertá-lo? Pinta outra vez, descasca mais forte. Pinta, descasca, pinta, descasca até que apenas descasque…
Mas, por trás das paredes, há uma essência. Sempre houve. E essa essência sou eu – quem um dia tive a liberdade de ser.
Eu sou livre. Você também, todos nós. Apenas desaprendemos, sutilmente, a ser e a deixar os outros serem.
Nós envelhecemos. Aconteceu.
Nossa alma ganhou cabelos brancos, ganhou manias de não ser feliz.
Mas nós não temos que ficar tão velhos. Nem tão rápido.
Não pode ser assim, ou então não teria sentido.
Não tem que deixar a alma criar rugas. Perder a fé. Perder-se.
Quero uma alma renovada que resgate meu corpo. Meus sonhos. Minha capacidade de amar e permitir ser amada.
Quero ser como o sol, que renasce sempre.
Ele agora vai embora, mas sei que volta. E mais brilhante do que tudo o que se possa imaginar.
Pra que tantas armaduras… Armas. Duras.
Eu quero é amar, crua.
Atirar sementes nas nuvens, colher girassóis, dançar na chuva.
Um dia eu fiz. Plantei o amor, sem medo.
Um dia eu farei:
Quando eu for, outra vez, quem eu na verdade sou.

Humildade

Opzioni binarie strategia di ema A humildade é uma qualidade humana muito admirada. Apreciamo-la mais ainda naqueles que têm muito mais do que nós, ou até mais do que a grande maioria: as pessoas famosas, proeminentes, que se destacam, ricas, bonitas, eficientes no que fazem. Elas têm tudo para não ser humildes, mas são.

http://customer.goldenappleweddings.com/wp-json/oembed/1.0//"http:////customer.goldenappleweddings.com//2016//02//02//hello-world///" www iqoptions com login O dicionário Michaelis define assim a humildade:

opzioni binarie quando investire 1 Virtude com que manifestamos o sentimento de nossa fraqueza.

http://feltonveterinaryhospital.com/?olja=broker-opzioni-bknarie-italia&292=fb broker opzioni bknarie italia 2 Qualidade de humilde.

http://studioleedsweb.co.uk/?italybinar=trading-online-demo-opzioni-binarie&5dc=aa trading online demo opzioni binarie 3 Condição de quem é pobre.

http://www.selectservices.co.uk/?propeler=free-ea-3&5b3=1d free ea 3 4 Demonstração de respeito, de submissão aos superiores.

ازاى اكتب على الصور 5 Sentimento de inferioridade.

http://avlo.be/index.php?option=com_mailto auto opzioni binarie blog Não concordo com “sentimento de inferioridade”. Não acho que humildade seja isso – está mais para modéstia. A humildade é uma das Sete Virtudes da Igreja Cristã – assim como temos os Sete Pecados. As Sete Virtudes vêm do poema épico Psychomachia, de Prudêncio, na Idade Média. Cada virtude opõe-se a um pecado. A humildade confronta a vaidade; segundo os conselhos de Eclesiastes, na Bíblia, “é tudo vaidade, e o homem não passa de vaidade”.

http://sebastien-poitevin.com/?semka=trading-opzioni-binarie-cos////\\\\\\'è trading opzioni binarie cos////\\\\\\'è Então humildade, ao menos do ponto de vista cristão, que prevalece em nossa sociedade ocidental, é o que mais devemos buscar. Já que “tudo é vaidade”. E é algo que naturalmente chama a atenção. Poucas pessoas gostam de alguém vaidoso e arrogante – talvez apenas as que sejam como ele. Humildade é a característica mais marcante de Jesus Cristo em sua caminhada na terra: ele, o Filho de Deus, se fez carpinteiro, pobre e foi pregado na cruz. Ele levou isso aos seus discípulos, como um dos valores básicos que agradam ao Pai dos Céus. Do lado oriental, o islamismo original defende a ajuda aos pobres e aos necessitados, e a submissão diligente e absoluta diante de Alá, o grande e único deus, como reles homens; as religiões do norte do Oriente, mais voltadas ao misticismo, falam em autoconhecimento, harmonia, união e paz. São formas de humildade. Não querer ser mais do que os outros, não se preocupar em suplantá-los, ser bom para si mesmo e, assim, para os demais. Resignar-se.

http://brickwickprojects.co.uk/yohimbine-buy-uk.pdf trading binario forum A humildade pode ser negativa? Não deve ser confundida com baixa autoestima ou modéstia. A modéstia é ausência de vaidade, mas também sobriedade e moderação. É algo aquém da humildade, muitas vezes prejudicial, é como não dar valor. Temos que ter algum orgulho próprio, alguma vaidade para termos confiança em nós mesmos e nos amarmos. Isso não significará que não seremos humildes. Ah, é tão complicado! Até porque uns podem achar alguém humilde, e outros não. Eu, ou você, podemos nos achar humildes e a maioria não pensar assim.

binära optioner demo konto Mas a humildade é uma qualidade realmente admirável, do ponto de vista da imensa maioria das pessoas. E é algo que pode ser criado, na busca por nos tornarmos pessoas melhores.

Confesse: não é muito fácil achar por aí pessoas realmente humildes. Nossos políticos, as pessoas à nossa volta que querem “puxar nosso tapete”, os invejosos, os prepotentes, avarentos, rancorosos e mentirosos. Tudo o que, provavelmente, todos nós somos, ao menos um pouco. Ser humilde não é ser perfeito, mas a humildade tem que prevalecer ao que a destrói.

Humildade sempre é necessária em algumas circunstâncias, como trabalho, família e diante de Deus (ou do seu deus). Ela nos dá a consciência de nossas limitações e impede que sejamos inconsequentes e maus. Coloca-nos no nosso devido lugar. Instiga a bondade, a cooperação, a igualdade, a justiça, a compaixão. O amor também é humilde.

Para descobrirmos como ser humildes, precisamos nos espelhar naqueles que consideramos assim. Ou que outras pessoas considerem.

É importante ter humildade, mas não ser idiota. Não se deixar pisar – só às vezes isso pode ser indispensável. Humildade é simplicidade. Não precisa ser como Francisco de Assis, que andava mendigando nas ruas, mas ter essa virtude no coração, com tudo o que temos e sonhamos. Reconhecer nossos erros e tentar mudar; ajudar ao próximo, mesmo sem receber nada em troca; não desprezar as pessoas, até porque um dia poderemos precisar delas; não contar vantagem; não ser tão exigente e requintado; não ser ganancioso a ponto de ficar cego e subjugar o que é certo.

Todo mundo gosta de pessoas humildes. Exceto os que não são nada humildes – e, desses, não precisamos.

É difícil descrever o que é humildade, mas a gente sabe reconhecer. E é lindo. É memorável. É afável.

Só os humildes são realmente grandes.

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Hoje acordei triste, após uma noite maldormida. Os tempos têm sido difíceis, especialmente no Brasil – mas fora também, atentados, refugiados, guerras, fome, fundamentalismo religioso, incompreensão, falta de amor…

Mas tenho percebido uma coisa: se houver Esperança, sempre haverá uma saída. Um motivo para manter um sorriso, mesmo que leve no rosto. Um motivo para acreditar que vale a pena continuar tentando, levantar-se mais uma vez, fazer uma oração – Deus ouve -, amar a si mesmo, recomeçar.

Fui criada de uma forma a pensar que tudo tinha que ser certo e retilíneo na vida: você escolhe a profissão certa, se forma, encontra a pessoa certa para casar, têm filhos, e no meio disso encontra o trabalho certo, e assim você está dentro da vontade de Deus, seguindo o caminho reto. Mas nem sempre é assim. Às vezes precisamos dar voltas até chegar ao ponto certo. A vida é uma sucessão de cair e se levantar. Nós não sabemos sempre o que fazer, não vamos sempre tomar as melhores decisões, vamos descumprir nossas promessas, recair em nossos vícios e defeitos, termos noites agitadas pensando na falta de dinheiro, em nosso futuro, em Deus, em nossos amados…

Não há, eu creio, UMA MISSÃO para cada um: há várias missões dadas a nós por Deus, e as mais bonitas e necessárias estão relacionadas a nos aproximar dele, e também as outras pessoas, principalmente nossos amados. O resto é resto…

Mas eu falava em ESPERANÇA. É algo a ser treinado por nós, por que não? A cada dia abrir os olhos e tentar ver as coisas boas da sua vida, tanto do passado como do presente. Sempre há dois lados para cada situação. Esperança vem de Esperar. E Esperar está ligado a fé: “A firme certeza das coisas que se esperam”.

Não vamos exigir demais uns dos outros – mas nos abraçarmos e multiplicarmos a Esperança um do outro. Essa palavra tem sido escassa no mundo – Esperança. Você pode ajudar a levá-la a si mesmo – ninguém dá o que não tem – e aos outros. Você pode encontrá-la em Deus, das maneiras mais simples, do canto de um pássaro ao sol que sai de trás das nuvens, a um incentivo de um amigo.

Vamos ter Esperança. Vamos criar motivos para tê-la, todo dia. Ela mora dentro de nós, só precisamos encontrá-la, e esse encontro é um encontro com nossa própria felicidade e com nosso Criador.

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SEM TÍTULO, APENAS UM SUSPIRO

Talvez eu nunca mais diga
E também você nunca entenda
E ninguém escute
E nem acredite
E nem as estrelas festejem
E o inverno continue
E tudo o mais pare…

Talvez eu não saiba
Dizer as coisas que se dizem nesses casos
Raros
De saudade crônica, silêncio
Mas deixa eu te cutucar de novo
Aflita, com as pontas dos dedos
Te contar este improvável segredo:
Sempre te amei…

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Mentira. Não vou postar ficção, como eu havia dito. Eu vou é continuar filosofando – como se entendesse minha própria filosofia – e supondo e divagando.

E agora eu ando pensando sobre como nós simplesmente não enxergamos, às vezes, os erros que cometemos. Preferindo colocar toda a culpa no outro, na vida, em Deus e até no acaso. Às vezes a bigorna da culpa não é nossa mesmo, ou não em sua maior parte; mas quase sempre nossa parcela de culpa é maior do que imaginamos, nós, cegos submersos em nosso ego superficial.

E aí a necessidade de refletir, de tempos em tempos, sobre nossos relacionamentos e nossos comportamentos. Nada dramático, melancólico, exaustivo. Apenas considerar, da forma mais prática possível, alguns pontos. Tentar se colocar no lugar do outro. Coisa que não é nada fácil. Ser capaz de reconhecer que o outro nos oprime, porque esse é um direito nosso. E ser capaz, ainda mais capaz de reconhecer que oprimimos alguém. Alguém a quem talvez estejamos tão acostumados a repreender, como se a culpa fosse inteiramente dele.

Só acho que, no fim, tudo é com a gente. Não importam as pessoas, os fatos, as probabilidades, nem mesmo o que você fala; importa é o que você faz. E mais: o que decide fazer. Porque viver, viver só pode ser decisões!

E assim eu termino esse breve hiato existencialista.

Com a gente tentando não culpar o mundo, e também não se culpar por tudo. Equilibrar na balança. E que se dane a balança, também. É a gente fazer o que dá, e principalmente o que é necessário. Olhar as coisas direito. Admitir o quanto nossa vida depende de nossos atos, de quem nós escolhemos ser. É nossa responsabilidade! Somos nós que precisamos enxergar, e escolher, e fazer, e mudar!

E é isso.

Pare de culpar os outros. Pare de se culpar demais. Faça alguma coisa! De preferência, todas as que forem possíveis e impossíveis!

 

Fonte da imagem: We Heart It.

Escrevendo

Hey.

Pareço empolgada? Hm, presumo que não…

Faz certo tempo que não escrevo nada na Arca (e nem em lugar algum). E, pensando no que já escrevi aqui, bom, parece que quase sempre foram textos filosóficos: “como se tornar melhor”, ou talvez “como ser mais feliz”, ou ainda: “a vida como ela é”, e “o que é o amor”, ah, claro… Essas coisas, que até fazem bem para quem escreve e para quem lê. Só que ando, digamos, precisando fugir um pouco da reflexão, dos porquês, dos comos, dos quandos e de outros pronomes e advérbios. Meu coração pede pela velha e boa ficção. Mais especificamente, crônicas de ficção e contos. E é isso o que pretendo postar aqui na Arca nos próximos tempos. Contos e crônicas (não de autoajuda) também podem ser um belo tipo de reflexão, ainda que simbólica. E nos ajudar – autores e leitores – a compreender o mundo e a nós mesmos. Ou a dar um descanso de ambos, seja como for.

Só para lembrar: eu tenho um livro de crônicas, “Coração em Chamas”, lançado em 2014. Você pode encontrá-lo na Amazon em ebook. Na Livraria Cultura infelizmente o livro impresso está em falta, assim como na Livraria da Travessa (tenho só 1 exemplar guardado, esse é meu!). São histórias polêmicas de amor vividas por diferentes personagens em diferentes contextos: tem padre, garota de programa, gay, machista ao extremo, atriz famosa, amor virtual etc. Lema do livro: “Que minha loucura seja perdoada, porque metade de mim é amor, e a outra metade também” – Oswaldo Montenegro sempre sabe tudo quanto canta. Quando ama, já não sei…

E falando em contos, eu gostaria de sugerir, para finalizar essa pseudocoluna de hoje, o livro “Clarice Lispector Todos os Contos”, da Rocco, 656 páginas da mais pura magia da nossa grande diva imortal. Tá em #PROMO na Saraiva ;)

Então é isso. Daqui a poucos dias venho postar uma crônica, de preferência inédita, aqui no Arca. [Por hora, vou tentar, mais uma vez, desesperadamente estancar essa tal de Tensão Pré-Menstrual, que, como quase todas as mulheres sabem, pode ser mortal – principalmente para os outros. Como na melhor frase que eu li hoje, não sei de quem: “A TPM é como se, uma vez por mês, o corpo da mulher acidentalmente apertasse o botão CAPS LOOK para suas emoções”. E aí, como desliga? ? Dizem que na menopausa piora…]

Então até mais, leitores!

Ah! Não deixem – quem quiser, é claro – de me seguir nas redes, tô tentando sempre atualizá-las: em breve, mas em breve mesmo, vou fazer sorteios de livros “Reencontro” com brindes por lá! (Obs.: tem o link do primeiro capítulo na página do livro Reencontro no Facebook)

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Às vezes, é necessário banir de nós mesmos os intermináveis barulhos cortantes que a vida, as outras pessoas e inclusive nós mesmos nos proporcionamos.

Não falo apenas de meditação, de fugir para as montanhas, para a praia, fugir da civilização, embora isso possa ser útil. Eu me refiro, principalmente, a um tempo de recolhimento, um silêncio necessário que às vezes precisamos dar ao mundo, entre os urros do caos. Tempo de se sentar na estrada, de refletir, de não fazer nada, mesmo que haja mil vontades irreconciliáveis na cabeça, mil impulsos inadiáveis, mil saudades. Tempo de se pertencer apenas a si mesmo, ao etéreo, ao que não pode ser dito. Tempo de, quiçá, renovar-se, engendrar novos rumos, novos “eus” que ainda continuem sendo “eu”.

Abster-se. Ponderar. Resolver. Ou apenas descansar, deixar tudo fluir para algum lugar. Esse tempo que nós às vezes precisamos dar a nós mesmos, à nossa sanidade mental, à nossa força que não cessa. Não quer dizer parar com tudo. Muito menos deixar de lado aqueles a quem mais amamos. Bem, talvez um pouco. Às vezes isso é também necessário. O tempo de simplesmente dar um tempo.

Uma indispensável distância de tudo o que nos cerca. Um silêncio nosso.

E então contemplar a si mesmo. Sem atitudes, expressões, decisões. Silenciar o lado de fora, ouvir o lado de dentro e compreendê-lo. Buscar a paz com si mesmo através do silêncio necessário.

Fechada para balanço, queira não perturbar, aprenda também a silenciar e a não desmerecer o silêncio, o recolhimento, a peregrinação interna de alguém.

E assim a gente pode escutar os recônditos sussurros das nossas próprias verdades. Elas falam no silêncio.

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