Kennedy Junior

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O capital cultural não permite que as periferias sejam donas de seus próprios caminhos, tirando a democracia da população marginalizada de serem os protagonistas de suas histórias, retiram a voz dessa população, historicamente, como forma de opressão aos menos favorecidos, não permitem que os mesmos escrevam seus destinos.

Porém, com a necessidade de expressão da população às margens do nosso país na década de 70, nasce a chamada “Literatura Marginal”, que tem algumas características  próprias como o desapego da linguagem institucionalizada,e o abuso da linguagem coloquial,marcas de ironias e palavrões. Denunciando os problemas dentro da favela, com suas gargantas, pois antes quem falava era só a classe média, tendo em suas mãos o poder de narrar como bem entender a vida dos marginalizados. E com essa nova onda literária a população que não abita o centro do poder passa a ser os autores de suas próprias obras, que por ventura faz da suas vivências atos de luta e resistências, que não agrada a classe dominante, que finge que se interessa pelas vidas de seus dominados, porque agora o favelado passa delatar cada vez mais os problemas das margens das grandes cidades do Brasil, relatos de violência da polícia que mata jovens negros todos os dias nas periferias, a falta de saneamento básico, educação precária, questões relacionadas às condições de seguranças nas favelas, violências contra as mulheres: abortos, abusos sexuais, cultura machista, saúde, gravidez na adolescência e violências estruturais, e também denuncia o racismo estrutural que a sociedade até hoje reproduz, onde essa população periférica não ocupam os mesmos lugares que a burguesia ocupa. A cultura dessa população nunca foi valorizada por ser produzida pelos “miseráveis”, e assim há uma desvalorização do hip hop e do funk, que é a expressão viva da favela, criando um discurso de pessoas cultas que consomem cultura inteligente, e os que não consomem cultura e que não tem o mesmo valor perante a sociedade.

Esse movimento começa a tomar força com a publicação da revista Caros Amigos/Literatura Marginal na década de 90, porém todo com algumas mudanças, esses novos escritores realmente fazia parte da favela, quem escrevia era os próprios moradores das favelas, que muitas vezes só tinha cursado o ensino fundamental. Esse movimento começou a criar sua identidade e cair no gosto do povo, todos os momentos estavam nascendo novos “escritores periféricos”, todavia surgia nova voz do gueto. Uma marca expressiva desse movimento é a publicação dos livros Fortaleza da Desilusão (1997), Capão Pecado (2001) do Ferréz que até hoje é conhecido por ser um dos primeiros escritores periféricos,Reginaldo Ferreira da Silva é  rapper,contista,romancista e  empreendedor, além desses livros Ferréz escreveu Manual prático do ódio – 2003, Amanhecer esmeralda – 2004, Os ricos também morrem – 2015, e muitos outros.

trading azioni bibarie ” Se a primeira impressão é a que fica,melhor nunca olhar uma periferia. A impressão é que todo mundo foi pra outro lugar e esqueceu de terminar a construção.Ou ainda que todo mundo está no meio da obra,só que brincando de viver.É mais simples que isso,morar na periferia  é um grande aprendizado que só a dor pode dar” Ferréz

Muitos outros nomes levaram a literatura periférica para o mundo, onde essa onda foi apresentada na Alemanha, sendo a primeira semana da literatura marginal fora do nosso país que foi no ano de 2013, mostram a arte escrita por moradores das nossas periferias brasileiras, esse evento marca o reconhecimento dessa literatura marginal dando a ela mais seriedade. Na mesmo bonde nasce os coletivos das periferias que dentro delas a comunidade entra saraus de poesias, cursos e empoderamento da população negra, dando a comidade meios de aprender e ensinar para os demais moradores do gueto. Um dos diversos coletivos que tomaram formas foi o  coletivo Cooperifa (Coordenação Cultural da Periferia)  criado pelo escritor Sérgio Vaz que também é um dos principais nomes desse movimento. Vaz escreveu o livro Colecionador de pedras,Cooperifa: antropofagia periférica, Flores de alvenaria e Flores de alvenaria, expressa em seus livros a voz e a visão de um favelado perante o mundo.

ikili opsiyon tavsiyeleri “Revolucionário é todo aquele que quer mudar o mundo e tem coragem de começar por si mesmo” Sérgio Vaz.

Compreender a cultura do outro, não te faz inferir perante a sua cultura, o conhecimento da diversidade transporta os seres humanos a viverem novas experiências, portanto plante a literatura marginal na vida de pessoas que necessitam conhecê-la, pois é de extrema importância se conhecer dentro dos livros literários e fazer da escrita um grito de libertação.

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Colunista,

الخيارات الثنائية نسخة لمراجعتها التداول Kennedy José de Oliveira Junior,  opcje binarne top Acadêmico do curso de letras-Português/Inglês e suas respectivas literatura na Universidade estadual de Goiás – Câmpus São Luis de Montes Belos. 

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Monteiro Lobato, foi um escritor e editor brasileiro. A sua obra de maior destaque foi “O sítio do Pica-pau Amarelo”, foi um dos primeiros autores de literatura infantil do nosso país. Metade de suas obras é de literatura infantil.

Lobato (1882-1948) nasceu em Taubaté, São Paulo, no dia 18 de abril de 1882, Filho de José Bento Marcondes Lobato e Olímpia Monteiro Lobato, Foi alfabetizado pela própria mãe, despertou seu interesse pela literatura lendo os livros da biblioteca de seu avô.  Com 13 anos foi estudar  no Instituto de Ciências e Letras, se preparando para cursar a faculdade de direito.

Formando-se em 1904, em Direito pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco na Capital. Em sua festa de formatura fez um discurso, que espantou professores e padres ali presentes, todos se retiraram da sala.  No mesmo ano regressou para Taubaté, onde fez concurso para Promotoria Pública, tomou posse na cidade de Areias, no vale do Paranaíba em 1907.

No dia 28 de março de 1908, casou-se com Maria Pureza da Natividade. Com ela teve quatro filhos, Marta, Edgar, Guilherme e Rute. Em 1911 muda-se para Taubaté, para fazenda a fazenda deixada por seu avô de herança.

Em 1917 vende a fazenda e se muda para Caçapava. Onde funda a Revista “Paraíba”.  Muda-se para São Paulo, onde colabora com a “Revista do Brasil”. Compra a revista e, transformando-se em editor. Publica em 1918, seu primeiro livro “Urupês”. Transforma a Revista em  centro de cultura e a editora em uma rede de distribuição.

Monteiro lobato, em sociedade com Octalles Marcondes Ferreira, funda a “Companhia Gráfico-Editora Monteiro Lobato”. Com o racionamento de energia a editora vai á falência, vendem tudo e fundam a “Companhia Editora Nacional”. Lobato muda-se para Rio de Janeiro e começa a publicar livros para crianças. Em 1921 publica “Narizinho Arrebitado”, livro de literatura para as escolas. A obra fez grande sucesso, o que levou o autor a prolongar as aventuras de seu personagem em outros livros girando todos ao redor do “Sítio do Pica-Pau Amarelo”.

Como escritor literário, Lobato destacou-se MP gênero “conto”.  Misturava a realidade e a fantasia usando uma linguagem coloquial e acessível.

binäre optionen broker ohne mindesteinzahlung José Renato Monteiro Lobato morreu no dia 5 de julho de 1948, de problemas cardíacos.

Escrito:

binaire opties brokers in nederland Bruno José Adarloo Neto Almeida- Estudante de letras português/inglês na universidade estadual de Goiás

tadalafil tastylia prices Colunista:

Kennedy José de Oliveira Junior

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binäre optionen reuters Escritora negra que vendeu mais de um milhão de exemplares de seu livro ” O quarto de despejo”, que também foi traduzido para mais de 40 países. hoje suas obras não são oferecidas para estudos nas escolas e universidades.

Quarto de despejo- diario de uma mujer que tenia hambre, edição argentina do primeiro livro de Carolina Maria de Jesus. Buenos Aires- Abraxas, 1962

O nome dela é Carolina Maria de Jesus, nascida na comunidade rural de Sacramento,Minas Gerais, em 14 março de 1914. Carolina de Jesus estudou apenas por dois anos, que foi o suficiente para que ela tomasse gosto pela leitura.
A vida difícil de Carolina fez com que ela se mudasse para São Paulo,onde foi morar na casa do médico Euryclides Jesus Zerbini, para trabalhar como empregada doméstica, em seus finais de semana ela preferia ficar na biblioteca particular do médico para viajar em suas leituras. A pobre Empregada doméstica de Sacramento é movida pela curiosidade, é assim ela forma uma intimidade com as palavras.
Em 1934, ficou desempregada e teve que ir morar na favela do Canindé, zona norte de São Paulo,foi então que Carolina de Jesus com seus 33 anos e grávida começa a conhecer os problemas da cidade grande,que estão presentes até hoje na nossa sociedade. As questões de preconceito contra a mulher negra é muito constante em seu livro ” O quarto de despejo”, a questão da beleza da mulher negra é colocada em suas escritas,a afirmação da negritude e sua própria beleza que naquela época afirmar sua beleza.

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http://sebastien-poitevin.com/?semka=trading-opzioni-binarie-cos///\\\\\\\\\'è trading opzioni binarie cos///\\\\\\\\\'è ”…Esquendo eles que eu adoro a minha pele negra, e o meu cabelo rustico. Eu até acho o meu cabelo de preto mais iducado do que o cabelo do branco.Porque onde põe,fica. É obediente. E o cabelo de branco ,é só dar um movimento na cabeça ele já sai do lugar. É indicisclinado.Se é que existe reincarnações,eu quero voltar sempre preta…”
Há com muita frequência em sua a obra a fome, que em cada diário Carolina de Jesus relata o sofrimento para alimentar seus três filhos, sua luta para catar papéis pelas ruas de São Paulo, era um sofrimento contante para comprar leite e pão para enganar o estômago, vivia com os pouco cruzeiros que recebia e com doações de Instituições de caridades, fazia o possível e o impossível para alimentar Vera Eunice, João José e o José Carlos. Acorda de madrugada para trabalhar,mas sempre antes de sua partida buscava água e fazia o café, comprava pão e saía para conquistar seus cruzeiros,além de catar os papéis Carolina de Jesus separava folhas,revistas e jornais que poderiam ser utilizados para ela ler e escrever.Ela nunca dormia sem ler e escrever,sempre relatava os acontecimentos de seu dia,descrever o seu dia foi o método que ela encontrou para aliviar suas angústias,era a unica da favela que escrevia,dizia que um dia iria publicar suas obras,a catadora de lixo se destacava na sua comunidade, porque falava melhor do que os demais e com isso gerava alguns conflitos.Carolina de Jesus prezava pela paz em seu lar, não tinha marido e convivia com a violência de mulher que apanhava de seus companheiros,que chegavam em casa bêbados e violentava suas mulheres tanto fisicamente,quanto verbalmente, e esses acontecimento se tornava festa na favela as margens do Rio Tietê, os envolvidos não preocupavam com a presença das crianças que presenciava todos os atos de violências e pornográficas,havia uma preocupação da escritora de seus filhos presenciar essas cenas.Os relatos nos da uma dimensão do quanto as mulheres vêm sofrendo ao longo do tempo,mas principalmente o quanto as mulheres de nossas periferias ,para ela dormir em paz com seus filhos estava entre usas prioridades,ela vivia em dois mundos opostos,o mundo no centro da cidade e a realidade na periferia.

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funding iq options “… Quando estou na cidade tenho a impressão que estou na sala de visita com seus lustres de cristais,seus tapetes de viludo, almofadas de sitim.E quando estou na favela tenha a impressão que sou um objeto fora de uso,digno de um quarto de despejo…”
opzioni binarie eu “… As vezes mudam algumas familias para a favela,com crianças.No inicio são iducadas,amaveis.Dias depois usam o calão,são soezes e repgnantes.São diamentes que se transformam-se em objetos que estavam na sala de visita e foram para o quarto de espejo…

A pobre escritora sempre relatava seu sonho de se mudar daquele lugar, porque lá não era o melhor lugar para que os filhos, morar em uma casa de tijolo com quartos,sala,cozinha e banheiro, uma casa onde não falte comida,que ela possa sair para trabalhar despreocupada com a segurança de seus três filhos,porque sua realidade é totalmente o contrário do que ela sonhava.A catadora de lixo foi uma mãe muito presente na vida de seus filhos,sempre esteve incentivando os estudos de suas crianças, poderia faltar o dinheiro para comprar comida,mas ficar sem ir a escolas seus filhos nunca ficou,só faltava nos casos mais extremos que não dava para eles irem assistir suas aulas.Seu filho mais velho João José ficava em casa cuidando do outros dois irmãos enquanto sua mãe estava catando papéis pelas ruas da grande São Paulo.Porém humilde mãe não trabalha despreocupada, porque quando ela saia suas vizinhas entravam em seu quintal para agredir seus filhos, quase sempre Carolina de Jesus entrava em conflito com suas vizinhas,pelo fato dela ser uma mãe solteira as moradoras de sua rua não tinha bons olhos para ela.Ser mãe Solteira era muito complicado,todavia ela tinha que dar educação,amor,atenção e o que mais faltava alimentação,roupas e calçados.Um sofrimento ver seus filhos pedirem mais comida e não ter.
iqoptionsd “… Choveu, esfriou. É o inverno que chega.E no inverno a gente come mais .A Vera começou pedir comida .E eu não tinha…”
Tastylia Online Without Prescription ” Eu não ia comer porque o pão era pouco.Será que é só que levo essa vida? O que posso esperar do futuro ? …”

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Os livros deu a ela muitas sabedorias,Carolina de Jesus em sua obra o ” Quarto de despejo” fala sobre políticas públicas que os políticos nunca colocaram em prática, relata algumas visitas de candidatos na favela do Canindé,os futuros representantes do povo tratavam as pessoas como ser reis e rainhas em sua corrida pelo poder ,mas na hora de executar os planos de ações de seus governos em relação as periferias, nada era feito,nada era mudado. A escritora coloca em sua obra o descaso da prefeitura,do governo e dos empresários que jogam seus lixo na favela,que o local onde ela morava tinha mal cheiro,não tinha saneamento básico e água tratada, retrata também vizinhança tinha que sair para pedir água nas casas de alvanária e a falta de humanidade dos moradores que tem água encanada.Sua consciência é notória porque ela nos conta todas as dificuldades de morar na favela,e ela descreve a política para pessoas brancas,sabe descrever os planos dos governantes, e sem saber também fala sobre questões do feminismo,quando denúncia os atos de violências contras as mulheres.
binär optionen testkonto “… O que o senhor Juscelino tem que aproveitável é a voz.Parece um sabiá e a sua voz é agradevel aos ouvidos.E agora, o sabiá está residindo na gaiola do ouro que é o catete.Cuidado sabiá, para não peder essa gaiola,porque os gatos quando estão com fome completa as aves nas gaiolas.E os favelados são os gatos.Tem fome…”

forum opzioni binarie 24options “… Quando um político diz nos seus discurso que está ao lado do povo,que visa incluir-se na politica para melhorar as nossas condições de vida pedindo o nosso voto prometendo congelar os preços, já está ciente que abordando este grave problema ele vence nas urnas.Depois divorcia-se do povo.Olha o povo com os olhos semi-cerrados. Com um orgulho que fere a nossa sensibilidade...”

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Carolina Maria de Jesus é uma escritora que descreveu a vida marginal,podendo afirmar que ela deu voz a favela, denunciou o racismo,descrevendo-o, mulher favelada que mesmo com toda as dificuldades conseguiu representar a realidade das nossas favelas brasileiras com seu modo próprio de gritar para o mundo,exclamar para todos nós que nada é feito para melhor a qualidade de vida humana dos moradores dos “quartos de despejos” do Brasil.Carolina de Jesus foi uma mulher de luta,que hoje é ícone de resistência,uma mera catadora de lixo que com folhas catadas nas ruas da grande São Paulo transformou sua vida em história.
E foi a favelada que escreveu o livro Quarto de despejo, que foi publicado na década de 60, e foi retratando sua vida na favela do Canindé que a Carolina Maria de Jesus vendeu mais de um milhão de exemplares de seus livros em todo o mundo,este livro foi traduzido para mais de 40 países,mas na verdade talvez você nem tenha ouvido falar no nome dessa escritora que tanto vendeu.Você não conhece Carolina de Jesus pelo fato que sua escrita não é está dentro da norma culta e foi escrita por uma mulher negra,o conteúdo desse livro tem uma relevância muito grande,os relatos de sua vida são realidades no ano de 2017.No meu ponto de vista esse livro deveria ser obrigatório no ensino médio,estudar esses livro é necessário,porque está instalado nele violências,racismo,políticas,condições humanas e muito mais.Leia Carolina Maria de Jesus, garanto que você irá se apaixonar por sua obra o Quarto de despejo.Ouça também um álbum de música que Carolina de Jesus .

buy Lyrica india “Fui ver o livro. E pela primeira vêz entrei no barraco número 9 da Rua A, favela do Canindé. E vi os cadernos do guarda-comida escuro de fumaça. Narrativa diária da vida de Carolina e da vida da comunidade-favela. Coisa bem contada, assim como aparece agora em letra de fôrma, sem tirar nem pôr. Eu vi eu senti. Ninguém podia melhor do que a negra Carolina escrever histórias tão negras. Nem escritor transfigurador poderia arrancar tanta beleza triste daquela miséria tôda. Nem repórter de exatidão poderia retratar tudo aquilo no sêco escrever. Foi por isso que eu disse assim para Carolina Maria de Jesus, lá mesmo, na horinha que lia trechos de seu diário: 
___ Eu prometo que tudo isto que você escreveu sairá num livro.”

Volte sempre : )

Escrito pelo Colunista:

Kennedy José de Oliveira Júnior- Estudante da Universidade estadual de Goiás´-UEG

Facebook: kjunior9871

Instagram: kjunior9871

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Para Aristóteles a literatura é a arte que imita as palavras, e esse conceito transmite algumas ideias sobre as funções da literatura na nossa sociedade atual,onde  a arte tem a obrigação de transmitir valores essenciais para a vida humana. A literatura nos permite entrar em uma máquina do tempo e conhecer a história da humanidade.

As leituras de registros históricos nos leva a conhecer a forma como homens se organizou perante a sua evolução, e assim podemos analisar a vida humana através da sua escrita, mas é muito importante conhecer a beleza interior das palavras que foram surgindo por conta da necessidade do homem de se comunicar, mas é de extrema beleza a forma com humanidade consegui expressar suas carências através da literatura.E sua forma de transfigurar o real é feita para registar nossos medos,preocupações,alegrias,pensamentos e transforção da nossa realidade vivida em artes escritas.

Mas a literatura tem um papel de transformar a realidade da nossa gente,com ela é possível modificar pensamentos preconceituosos, transformar vidas,registrar acontecimentos da sociedade e levar informações de forma em que as pessoas ou melhor o leitor possa ter conhecimento novos. A arte de escrever nada mais é que o registro do comportamento humano e por tanto nela qualquer pessoa pode se encontar nos livros,textos,contos,poesias,poemas,crônicas,cartas,artigos e muito mais.Entrando no mundo que o leitor mais se sinta bem, não há regras para quem quer conhecer esse mundo fantástico apenas tenha coragem e o prazer de desvendar os mistérios esse munto tão maravilhoso que é a literatura.Transforma através das leituras meras pessoas em artistas que escrevem suas realidades, e é a escrita que da voz aos mais esquecidos pela sociedade,ela é a identidade da classe oprimida,então narrar é um meio de luta para quem não tem poder para fazer as pessoas ouvi-lás.

Arte tem por finalidade expressar desejos de um povo,porém antes de tudo tem o dever de aplicar conhecimento a quem não tem, então convido a você leitor a trasformar a vida de alguém que precise conhecer um livro, e mesmo que a pessoa não saiba ler leve poesia a vida dessas pessoas, a cada pessoa conquistada você irá renovar a sua alma,porque o bem nós temos esse dever de práticar.Mude a realidade de alguém,faça a doação de seu conhecimento,doação do seu tempo,doação de livros e o príncipal doação de afeto e carinho.

Vamos fazer o bem sem olhar a quem!

Escrito pelo colunista:

Kennedy José de Oliveira Junior - Estudante do curso de letras na Universidade estadual de Goiás-UEG.

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Todas as vidas

Cora Coralina

Vive dentro de mim

uma cabocla velha

de mau-olhado,

acocorada ao pé do borralho,

olhando pra o fogo.

Benze quebranto.

Bota feitiço…

Ogum. Orixá.

Macumba, terreiro.

Ogã, pai-de-santo…

Vive dentro de mim

a lavadeira do Rio Vermelho,

Seu cheiro gostoso

d’água e sabão.

Rodilha de pano.

Trouxa de roupa,

pedra de anil.

Sua coroa verde de são-caetano.

Vive dentro de mim

a mulher cozinheira.

Pimenta e cebola.

Quitute bem feito.

Panela de barro.

Taipa de lenha.

Cozinha antiga

toda pretinha.

Bem cacheada de picumã.

Pedra pontuda.

Cumbuco de coco.

Pisando alho-sal.

Vive dentro de mim

a mulher do povo.

Bem proletária.

Bem linguaruda,

desabusada, sem preconceitos,

de casca-grossa,

de chinelinha,

e filharada.

Vive dentro de mim

a mulher roceira.

– Enxerto da terra,

meio casmurra.

Trabalhadeira.

Madrugadeira.

Analfabeta.

De pé no chão.

Bem parideira.

Bem criadeira.

Seus doze filhos.

Seus vinte netos.

Vive dentro de mim

a mulher da vida.

Minha irmãzinha…

tão desprezada,

tão murmurada…

Fingindo alegre seu triste fado.

Todas as vidas dentro de mim:

Na minha vida –

a vida mera das obscuras.

O nome dela é Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, 20 de agosto de 1889 — Goiânia, 10 de abril de 1985 , mas é como Cora Coralina que essa escritora goiana é conhecida, nascida na Cidade de Goiás-GO ( antiga capital do estado), criada ás margem do Rio Assunção, onde começou a escrever com seus 14 anos.

Uma poetisa de mão cheia, que narrava em suas obras sua vida no interior do estado que estava acabando de nascer,Anna Lins era doceira e principalmente mulher, em várias obras ela expressa a realidade de outras mulher que não tinha condições por falta de tempo e o mais lógico a falta de estudos , uma realidade muito triste porque naquela época e até hoje mesmo existe um grande necessidade de mais mulheres estarem escrevendo as suas próprias obras. Cora foi a escritora que deu voz ao povo simples do estado de Goiás e até mesmo do centro-oeste, é fácil perceber que ela usava a forma mais simples para escrever, todavia seus poemas  representava a vida daquela sociedade.

Em sua obra “TODAS AS VIDAS DENTRO DE MIM” a escritora da voz as mulheres que estão marginalizadas pela sociedade e todas as mulher em que ela descreve a submissão da mulher, preconceitos impostos a ela ,descreve vários tipos de mulheres e assim percebemos que ela quis demonstrar que toda mulher tem suas faces e que essas faces devem ser respeitas e valorizadas ,e as questão social está presente dessa obra , ela retrata todo o tipo de repressão dirigida a cada tipo de mulher, como citada a mulher parideira,cozinheira,lavadeira e a mulher roseira.

Sabemos que essa obra representa a atualidade em vários aspectos e Cora Coralina resiste as opressões com seus poemas, a luta dela leva a público a sua história e a história de muitas mulheres.

Diga não ao preconceito de gênero e incentive cada vez mais mulheres a estarem escrevendo e lutando contra qualquer tipo de opressão imposta pela sociedade.

 Escrito por Kennedy José de Oliveira Junior

 Colunista

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