Antonio H. Fernandes

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A aventura de um pai solteiro com sua filha adolescente

 

Sempre tive vontade de ser pai. E de uma menina. Nesse sentido fui abençoado duplamente. O que não esperava era me tornar um pai solteiro.

Existem pais que pagam somente a pensão, fazem visitas ocasionais, compram presentes e está tudo bem. Não está tudo bem.

Um pai tem que estar sempre presente, participar da educação dos filhos, perguntar e acompanhar o rendimento escolar e da saúde.

Quando a minha filha nasceu, sem medo de parecer clichê, foi um dos dias mais felizes da minha vida e sempre fiz questão de ajudar em tudo o que fosse necessário. Desde trocar a fralda ate fazer a mamadeira. Brincar com ela então, não era obrigação, era prazer.

Até por estar sempre presente, quando eu a mãe dela nos separamos foi um choque para todos, principalmente para nossa filha, que mesmo sendo madura para a idade dela ainda tinha que conviver com os pais longes um do outro.

Mesmo quando ela foi morar com a mãe no Recife, indo morar do outro lado do país, nunca fiquei distante. Estava sempre presente. Comprei um telefone e um chip para poder falar com minha filha a hora que eu quisesse.

E para minha alegria ela sempre manifestou o desejo de morar com o pai. Depois de quatro anos distante, eis que ela vem morar comigo. No início foi só festa, mas depois vieram as obrigações e aí a situação se tornou diferente. Ela entendeu, um pouco tarde, que tinha obrigações e que agora não eram só férias, onde vinha só para brincar. Claro que às vezes eu que ia visitá-la e assim pegava uma praia, porque ninguém é de ferro.

Não foi fácil a reintegração da família, mas depois nós nos adaptamos à situação e a relação começou a fluir mais naturalmente.

Até que ela manifestou o desejo de voltar a morar com a mãe. Não fiz nenhuma objeção, afinal era um direito dela, no entanto, assim que ela voltou a morar com a mãe, não passou um mês já quis voltar a morar com o pai novamente. Se eu fiquei feliz? Com certeza. Afinal, se tenho uma razão maior da minha vida, só pode ser minha filha.

Estamos morando só eu e ela, vivendo uma aventura a cada dia, descobrindo as necessidades, obrigações, os lados mais difíceis de cada um.

Minha filha está prestes a completar quatorze anos de idade. Já uma adolescente, uma mocinha.

Já tivemos muitas conversas sérias sobre o mundo. Fui uma das primeiras pessoas a conversar com ela sobre menstruação, e falamos sobre sexo sim, de uma maneira que ela possa entender dentro da idade dela, mas sem rodeios. Brigo com ela quando preciso, elogio (porque filho precisa também de elogio), tento, na maioria das vezes ensinar as coisas, mesmo que ela não tenha muita paciência (nisso ela puxou a mãe). Gostamos de muitas coisas em comum, e isso ajuda no relacionamento. Ajuda também conhecer os gostos da filha, sendo musicais, filmes, livros e revistas.

Temos um vídeo game em casa e quando lembramos, jogamos juntos, ela mais me ensinando do que eu a ela (eita geração porreta que sabe tudo de games kkkkk).

Mesmo adolescente (eu diria aborrecente mesmo) eu brinco muito com ela e a gente sempre faz planos. Não sabemos se iremos concluir esses planos, mas sonhar não custa nada.

O mundo é um perigo e sempre ensino a ela como deve agir para evitar alguma coisa ruim, como ser assaltada por causa de um celular. Cuido dela, mesmo que ela só vá ao shopping ver filme com amiguinhas dela (vou junto e verifico se são amiguinhas mesmo), tento conhecer, quem são os amigos ou amigas. Deixo na escola e vou pegar todos os dias.

Faço isso com o maior prazer, porque como eu disse antes, cada dia que passo com minha filha é uma aventura, pois nos dias de hoje, ser pai (ou mãe) é um desafio muito grande. Ensino o que é certo, o que é errado, o que pode e o que não pode fazer, já que muitos pais na atualidade não estão mais se dando a esse trabalho.

E cada dia que passa eu aprendo a ser mais pai. E me torno um ser humano melhor sendo pai. E dou uma dica para os homens: sejam pais, pode ter certeza que irão crescer muito mais. A gente só aprende o que é amor de pai e mãe, quando nos tornamos um.

Antonio Henrique Fernandes

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A vida e suas decepções

 

Quem nunca passou por uma decepção em sua vida? Acredito que seja quase impossível achar alguém que não tenha enfrentado uma. É quase um fato da vida.

Desde cedo somos apresentados ao que aprendemos ser uma lição que levaremos para o resto de nossas atividades mundanas. Quando criança nunca ganhamos aqueles brinquedos que realmente queríamos (ao menos aconteceu comigo), o que me forçou a quando trabalhando comprar com meu próprio dinheiro.

Na escola então, é onde temos uma carga muito grande de decepções. Nos esportes escolares (tem gente que realmente não nasceu para esportes, o que, felizmente não foi o meu caso), nas notas, esse a maioria conhece bem e nos primeiros namoros.

Minha primeira decepção amorosa aconteceu realmente na escola. Era muito tímido e por isso perdi muitas chances de ter uma namoradinha. Ainda bem que isso não fez eu desistir.

Quando se cresce essas decepções também crescem exponencialmente. É incrível como tudo aumenta de tamanho quando atingimos a idade adulta. Talvez porque o mundo agora se torne maior do que quando somos crianças. O primeiro vestibular, o primeiro concurso e muitas outras formas de se quebrar cara.

Também é preciso entender que isso acontece para nos fortalecer, para que no futuro o aprendizado de ser vítima de uma decepção nos leve a crer que uma forma diferente de abordar algo pode ser mais benéfico. Não lembro de alguém ter morrido por causa de uma decepção. Mesmo que tenha sido do tamanho de um King Kong.

Ainda assim, acredito que a pior decepção é quando deixamos de fazer alguma coisa para nossos filhos. Não existe nada pior que ver a carinha de minha filha triste por algo que não pude fazer por ela. Mesmo explicando o motivo de não ter feito, não ter conseguido, é triste e me derrota por dentro. Ela vai aprender, como eu aprendi que quando acontece isso é porque provavelmente não era para acontecer, não naquele momento, e será mais aproveitado quando, de fato, ocorrer.

Vivemos com e por causa de decepções. Elas nos orientam, nos fortalecem e nos ensinam por toda a nossa vida. Quebrar a cara, ter a porta fechada e levar um pé na bunda é trivial quando aprendemos a superar e continuar caminhando. É como diz uma certa música: “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”.

Antonio Henrique Fernandes

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Um jardim para ser belo e aprazível precisa ser cuidado. E nesse caso, o jardineiro tem a maior das responsabilidades. Deixar o local visualmente lindo e com flores de vários perfumes.

Todos os dias o jardineiro tem que cuidar da terra, jogar adubo, tirar o excesso e as ervas daninhas, que todo jardim tem.

É um trabalho que exige paciência, mas principalmente tem que gostar de mexer com terra e de plantas.

As plantas, do mesmo modo que as pessoas e animais, reagem ao seu humor. Se estiver feliz, pode ter certeza que as plantas e as flores também estarão, pois pode observar que ficarão mais brilhantes e com cores mais vivas e altivas.

Mesmo as flores e plantas mais bonitas precisam ser podadas para que possam crescer e se tornar mais belas ainda.

A nossa vida pode ser comparada a um imenso jardim.

E nós somos esse jardineiro.

Cada planta e flor são os nossos parentes e amigos. Pode perceber. Mesmo que não queiramos, os inimigos ou aqueles que desejam o nosso mal, também estão lá. São como ervas daninhas que precisam ser extirpadas do jardim. Caso contrário vão ser proliferar e acabar com tudo. Ou seja, altamente nocivo.

Já os nossos amigos e aqueles a quem amamos temos que cuidar com carinho, adubar, ajudar a crescer, para que o brilho deles sempre ilumine o nosso caminho e a nossa Vida.

Também é preciso podar de vez em quando. Igual as plantas, há algumas coisas que em excesso pode prejudicar o crescimento, que no nosso caso seria o amoroso e intelectual.

Assim também é o jardim da minha vida. Com muitas flores e plantas que cultivo há tempos. Alguns mais, outros menos, mas sempre tomando conta, podando e cuidando para que ervas daninhas não danifiquem o meu jardim. Não tenho medo de me sujar na terra e procuro sempre ter um bom adubo. E também procuro diversificar bastante as flores do meu jardim.

O jardineiro também toma muito cuidado com quem entra e sai, para não ter que consertar tudo de novo depois.

E você? Está cuidando de seu jardim?

Antonio Henrique Fernandes

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O assunto do momento. O jogo Baleia Azul. Esse jogo apareceu pela primeira vez na Rússia, onde uma jovem de dezessete anos cometeu suicídio. Inclusive um suspeito de ser o primeiro curador foi preso.

No que consiste o jogo? Em linhas gerais existem 50 tarefas passadas por um indivíduo, identificado como curador, para que o participante do jogo o pratique. Uma tarefa por dia. E a última tarefa seria simplesmente se matar. Algumas dessas tarefas são:

 1 – Com uma navalha, escreva a sigla “F57″ na palma da mão e em seguida enviar uma foto para o curador.

         2 – Assista filmes de terror e psicodélicos às 4:20 da manhã, mas não pode ser qualquer filme, o curador indicará, lembrando que ele fará perguntas sobre as cenas, pois ele quer saber se você realmente assistiu.

         3 – Corte o seu braço com uma lâmina, “3 cortes grandes”, mas é preciso ser sobre as veias e o corte não precisa ser muito profundo, envie a foto para o curador, e seguirá para o próximo nível.

E vai ficando pior, até que se chega às ultimas tarefas:

29 – Fazer um voto de que você é realmente uma baleia azul.

          30 – 49 – Todos os dias você deve acordar às 4:20 da manhã, assistir a vídeos de terror, ouvir músicas que “eles” lhe enviam, fazer 1 corte em seu corpo por dia, falar “com uma baleia” durante o intervalo dos desafios entre o 30 e 49.

          50 – Tire sua própria vida.

 

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Percebe-se que todas essas tarefas têm o intuito de enfraquecer o jogador psicologicamente até que se atinja o último grau, que é fazer com que se mate.

Infelizmente, o jogo atingiu sucesso e fez várias vítimas, todas adolescentes ou jovens adultos, entre 15 e 24 anos de idade.

Recentemente tivemos casos de suicídios no nosso país já relacionados a esse jogo. E esse fato acendeu uma discussão enorme sobre o assunto. O que fazer? Como reagir? Mas, principalmente, como cuidar de nossos filhos adolescentes para que não caiam nesse precipício.

Não sou psicólogo, nem tenho alguma formação na área, mas sou pai de uma adolescente de 13 anos e o receio se instalou na minha residência, como deve ter acontecido com milhares de pais no Brasil e no mundo.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), já foram registrados mais de 800 mil suicídios no mundo inteiro sendo que o Brasil ocupa a 8ª posição no ranking, ultrapassando o número de 12 mil casos ao ano. E desse número já está preocupando o aumento de suicídios entre os jovens e adolescentes.

Uma das principais causas é a depressão que atinge vários níveis, inclusive entre os jovens, que na teoria não viveram o suficiente para ter esse distúrbio, como imaginam muitas pessoas. O problema é que depressão é uma doença que precisa de tratamento, e igualmente, precisa ser falada. Muitas pessoas que têm depressão não falam, mas dão pistas e as pessoas mais próximas precisam estar atentas a essas pistas. E quando surge um jogo como esse, quebra mais ainda a proteção psicológica do jovem.

Outra das causas seria o bullying, em casa, nas escolas ou qualquer outro tipo de atividade que envolva a criança ou adolescente.

Nem tudo é culpa dos pais, que nos últimos anos passaram a trabalhar mais para conseguir dar aos filhos uma estabilidade e um futuro melhor, ainda que isso acabe fazendo com que passem menos tempo em família. Evidente que há uma parcela de culpa aí, e os filhos, ausentes dos pais, acabam encontrando na internet um frágil substituto para essa ausência.

A internet, desde que virou mania, contribuiu muito para que os jovens (não só, mas principalmente) ficassem mais tempo em casa, jogando, assistindo a filmes e séries e tendo conversas intermináveis através das redes sociais e bate papos como o WhatsApp. São agora os chamados Filhos do Quarto. Nesse caso os pais precisam manter uma vigilância maior e mais acurada e manter também um diálogo aberto e sincero com os filhos. A rede mundial também virou porta de entrada para muita coisa ruim. A Baleia Azul é só mais uma e, pode ter certeza, ainda vão aparecer mais coisas.

Agora, é necessário quebrar com o tabu e jogar na cara da sociedade que algo precisa ser feito. As taxas de suicídio continuam aumentando. Precisamos cuidar de nossos filhos.

Às vezes algo dessa natureza precisa acontecer para que se faça alguma coisa. O jogo veio e escancarou uma fragilidade. Essa fragilidade deve ser discutida com urgência, por todos os envolvidos, ninguém deve fugir à responsabilidade, nem os pais e nem o Poder Público.

 

Antonio Henrique Fernandes

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Utopia.

 

Para quem não sabe, a palavra UTOPIA teve a sua origem devido a um livro escrito por Thomas Morus, em 1516, onde ele apresenta uma sociedade perfeita, no entanto, inexistente. E foi a partir daí que essa simples palavra passou a representar tudo o que é imaginado e sonhado como algo perfeito, ideal, enfim, utópico.

Vejam bem, foi escrito no século XVI e estamos  no século XXI, e por incrível que pareça, não parece estar tão distante assim. Para ilustrar esse fato é preciso entender que o livro tem duas partes, ou dois livros, sendo que no primeiro há uma crítica à Inglaterra da época e no segundo, uma sociedade que seria algo em contraponto à sociedade inglesa. Nele o personagem principal, Rafael Hitlodeu, narra a sua viagem à Utopia.

O autor escreve no primeiro livro que os camponeses estão sendo expulsos do campo e migrando para as cidades (alguém lembra dos êxodos nacionais exatamente iguais?). Assim, descreve que: 1) há bandos de ladrões, 2) a justiça é cega e cruel, 3) a realeza é ávida por riquezas, 4) há perseguições religiosas, 5) um povo oprimido pelo trabalho para manter quem está no poder, 6) a sede de riqueza por parte de quem está no poder é tanta a ponto de causar miséria do povo com aumentos de impostos, além de cavar um abismo entre as classes sociais.

Não sei se mais alguém percebeu, mas eu notei que há uma semelhança muito grande com a nossa atual realidade.

A crítica de Thomas Morus, em seu livro Utopia, serve muito bem para nosso país, e até mesmo para o mundo. Mas convenhamos que a nossa sociedade, principalmente aqueles que estão no poder, se parece demais com a realeza da Inglaterra do Século 16. A Inglaterra continua sendo monarquia, mas algumas coisas mudaram por lá. Não é um país perfeito, mas muitas mudanças foram feitas e o povo parece algo que satisfeito.

Aqui, no entanto, parece caminhar para um abismo sem volta. O povo ainda não compreendeu que é preciso mudanças, algumas até mesmo radicais, para que nos tornemos mais parecida com a sociedade utópica descrita no livro de Morus.

Aquela sociedade alternativa não tinha problemas, pois lá não se podia prejudicar ninguém em favor de uma religião, a intolerância e o fanatismos eram punidos com exílio e servidão (claro que isso teria que ser modificado, por exemplo, por leis mais severas do que temos atualmente), o povo podia escolher  suas crenças e cultos, podendo coexistir em harmonia ecumênica, além de desfrutar de paz (as guerras que vivemos em nosso país contra o crime e os traficantes se equivales às guerras que o Rei Henrique VIII travava em sua época. E o mais importante, o parlamento zelava pelo bem do povo.

Alguém acredita que os nossos políticos e representantes do povo pensam realmente no bem de quem vota neles?

Precisamos de uma nova república, mas essa mudança tem que partir do povo, pois somos um país democrático, que talvez ainda não tenha aprendido o quanto é poderoso um voto.

Se a Inglaterra de Thomas Morus se aproximou bastante do seu sonho utópico relatado em um livro, por que não podemos sonhar com a nossa utopia brasileira?

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As mentiras da Internet

Em semana do dia da mentira, 1º de abril, você provavelmente já leu na Internet que dá para ver mais visitou o seu Facebook (na realidade, sua Timeline). Infelizmente digo que isso não é verdade. A maior característica do extinto Orkut não ocorre no Facebook.

Muita coisa é disseminada na Internet, mais precisamente nas redes sociais, como sendo verdade, no entanto, não tem base e nem fonte segura.

Pesquisas científicas, como a que diz que a Nutella faz mal à saúde e dá câncer e que a cura da AIDS foi descoberta e não liberam, não têm fundamento, ainda assim muita gente acredita. Ao compartilhar esse tipo de notícia corre-se riscos de causar alguns problemas com pessoas que levam à sério.

Notícias envolvendo celebridades (estão sempre matando alguém) e sobre políticos (vide algumas denúncias ou enlameando algum político que é favor de alguma coisa boa ou mesmo um político já com os pés na lama) são constantemente anunciadas nas redes.

É preciso filtrar o que se lê nas redes sociais e certos sites. Buscar fontes seguras, coisa que uma pesquisa rápida no Google evita passar vergonha antes de repassar a notícia.

Há alguns sites ou páginas que são puramente de humor, como o Sensacionalista e o Joselito Muller. Não tem como confiar, e, no entanto, muita gente acaba acreditando nas notícias ali divulgadas.

Outros sites foram criados para serem disseminadores de mentiras, e o pior, ainda ganham com isso. O site Departed.co, nos Estados Unidos é um desses e pode ganhar até cerca de 40 mil dólares por ano, por causa dos banners publicitários das páginas que recebem milhares de visualizações. Quanto mais uma mentira é compartilhada, mais se ganha. No Brasil há o site Folha Política, que de tantas notícias falsas chega a ganhar 100 mil dólares por ano.

Mentir, aparentemente, é um ótimo negócio.

Há de se desconfiar, pois diferente do que muita gente fala, que se está na Internet é verdade, muita coisa é bem ao contrário.

O que fazer? Simples, ter mais cuidado ao repassar, ao compartilhar informações. Pesquise antes, procure em sites de busca. Não caia nessa tentação!

www 24option com отзывы Fonte: Reportagem de capa da Revista Superinteressante, edição 372, março de 2017.

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opciones binarias opiniones 2014 Sorria!

 

Sorria, ou ria, ou melhor ainda, gargalhe.

Quando dizem a você que rir é o melhor remédio, isso não é conversa de botequim. Muitos dizem ainda que rir desopila o fígado, mas existem pesquisas médicas que orientam que rir realmente é muito bom para a saúde.

Uma pessoa que não ri sofre. Sofre de muitos males. Ninguém gosta de quem não sorri. Claro que você não precisa sorrir o tempo inteiro… há o tempo de chorar (que também faz bem à saúde e principalmente acalma) e há o tempo de ficar sério.

Mas convenhamos, o sujeito chega a uma loja, departamento, farmácia, supermercado, ou qualquer outro lugar e é atendido por uma pessoa má humorada. O que vai acontecer? Não vai gostar do atendimento e é muito provável que vá embora sem comprar o que tinha intenção de comprar. No entanto, se é atendido por um grande, imenso sorriso isso muda tudo. Mesmo que a pessoa que vá comprar diga apenas “estou só olhando”.  (Eu vi você sorrindo, ou vai dizer que nunca falou isso em uma loja?)

Falando sério agora (um pouquinho), as pesquisas científicas descobriram que:

1 – Rir libera endorfina, ou seja, alivia as dores, pois esse hormônio é ótimo aliado no combate a depressão, ansiedade e estresse.

2 – Rir combate rugas: já disseram que exercícios fazem a nossa pele ficar menos flácida e isso acontece com o nosso rosto, que tem dezenas de músculos. Não acredita? Quando uma pessoa sorri ela movimenta cerca de 12 músculos faciais, ao gargalhar, movimenta 24 músculos e quando faz as duas coisas, movimenta 84 músculos. Um exercício e tanto não é mesmo?

3 – Rir melhora a sua digestão: dizem que rir muito faz doer a barriga, exatamente porque os músculos do local são estimulados quando se gargalha, o que acarreta uma massagem no sistema gastrointestinal, auxiliando assim a digestão.

Procure rir ou sorrir mais no seu dia a dia. Isso com certeza vai melhorar o seu humor e o de quem o rodeia. No mínimo. Conte piadas. Ria das piadas. Tente ver sempre o lado bom das coisas. Estamos vivendo tempos estranhos onde até fazer uma piada está virando uma coisa de outro mundo.

Sorria se o sol aparece quando você acorda. Mais um dia pleno de energia para trabalhar ou fazer qualquer tipo de atividade. Sorria mesmo que amanheça chovendo. Ótima oportunidade para escrever, ler um livro, tomar um café quente.

Sorria para seu vizinho, seu marido, sua esposa, seus filhos, amigos, no trabalho, na praça, na academia. Eu já disse que rir é bom?

Então vamos rir, sorrir e gargalhar.

Uma piadinha para melhorar o dia:

Verbo Empurrar – conjugação

Eu Empurro

Tu empurras

Ele cai

Nóis ri

Ele levanta

Nóis corre.

 

 

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  • خطة عمل  O ocaso do Romantismo.

     

    O Romantismo já era. Será?

    Em algum momento nos últimos 20 anos o mundo entrou em uma curva onde as coisas boas passaram a ser coisas raras. Principalmente no Brasil. Uma dessas coisas boas que aparentemente ficou para trás seria o romance. De propósito? Não creio. Mas fico pensando o que nós ganhamos com o desaparecimento do Romantismo (com “R” mesmo).

    Quando eu era adolescente e tímido a única maneira de chegar a alguma menina que eu gostava era através de cartas, ou bilhetinhos, e para falar a verdade, nunca deu certo. Mas graças a Deus havia outras maneiras, como os bailes. Nessas festas tocava-se principalmente músicas lentas, românticas e essa era a deixa para eu conseguir me aproximar de alguma garota: convidando-a para dançar. E eu era até bom nisso.

    Também dei flores. Muitas.

    Meu último texto na coluna foi sobre a corte. E o galanteio tem muito a ver com o Romantismo. Não se faz uma conquista se não tiver romance. E aí é onde entram as flores, os poemas (escritos ou declamados), filmes melosos para se assistir agarradinhos (ou não) no cinema, e bailes.

    O Romantismo também está em ser cavalheiro. Aquele príncipe encantado que toda moça espera em seu corcel branco. Abrir uma porta para ela entrar, afastar a cadeira para ela se sentar. Abrir uma garrafa ou lata no lugar dela, para não se machucar (é claro, ou acham que seria porque o homem tem mais força?). Ir a um encontro levando um buquê de flores, ou apenas uma rosa. São esses detalhes que fazem o Romantismo.

    Muita coisa realmente mudou nesses últimos vinte anos. Não ouvimos mais músicas belas com mais frequência, não há mais bailes para namorados, passeios no parque estão rareando, claro que a violência no país contribui muito, no entanto, ainda assim não há mais festas, se resumindo apenas a um dia no ano. O Dia dos Namorados. É pouco.

    O Eu te Amo virou banalidade. Qualquer um diz, a qualquer momento. Eu gosto de ser cavalheiro. Eu gosto de ser romântico. De ter um jantar a dois. De ter uma preparação para aquela noite inesquecível. As mulheres também mudaram. Muitas não fazem mais questão de um homem romântico. Ou melhor, dizem que querem, mas na realidade, na hora do romance, escolhem o cara que é cafajeste. Já vi muitas assim. Se você não se encaixa nesse perfil, meus parabéns, ainda é uma romântica de verdade. Os príncipes viraram ogros. E não é nem o Schrek. Ele é um cara legal.

    Digo por experiência própria. Eu mesmo era um cara que mandava flores, fazia bilhetes apaixonados, dedicava músicas e gostava de dançar agarradinho. Levava café na cama. E hoje estou solteiro. E escaldado.

    Eu ainda ouço as mesmas músicas que ouvia 20, 30 anos atrás. Porque não há atualmente música com a mesma qualidade. Há músicas românticas ainda? Sim, claro, mas fala a verdade, quando se liga a rádio, espera ouvir alguma? Nos programas só tocam músicas com a qualidade lamentável. Músicas completamente descartáveis. O que resta são os programas com Flashback

    É pouco.

    Filmes românticos diminuíram, músicas românticas diminuíram, falar sobre amor virou coisa do século passado.

    Os homens mudaram também. Estão ficando mais arredios. Sabem que não adianta mais ser românticos. Foram superados pelos “ogros”. E por isso muitos dos casamentos acabaram virando descartáveis. Não há amor, não há romantismo, não há cumplicidade.

    Estarei exagerando? Talvez.

    Acho que ainda existe o Romantismo, o verdadeiro. Mas é preciso que se traga à superfície novamente. Que veja o sol.

    E, mulheres, sejam românticas. Escolham o romântico. E pode ter certeza que seus relacionamentos irão modificar, arrisco a dizer, para melhor.

    Não deixem o Romantismo virar uma página amarela do tempo, virada no livro da vida.

    imparare trading opzioni binarie Antonio Henrique Fernandes

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    buy generic Seroquel Ela: a mulher!

    E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.

    … Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar;

    E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão.
    E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada.

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    Este fragmento de texto foi tirado da Bíblia, mais exatamente do Livro Genesis. Percebe-se que há uma diferença entre a criação do Homem e a da Mulher.

    O Homem veio do barro, mas a mulher, veio da costela, parte do homem, e foi feita carne. Só isso já a torna especial. E sendo carne, a ela foi dada a capacidade de suportar dor maior que o homem. Mas o mais importante, foi-lhe dada a concepção.

    Sendo filhos de Deus, criados em sua semelhança, a concepção é o mais próximo que podemos chegar do milagre da vida, perpetrado por Ele. É neste simples ato, onde parte do homem e parte da mulher se unem para gerar uma vida, é que se completam.

    O papel da Mulher neste mundo é grande, pois se ao Homem foi dada força, a ela foi dada doçura, paciência e uma capacidade infinita de sorrir, mesmo quando em momentos ruins de sua vida.

    Na História tivemos Homens importantes que desempenharam bem sua liderança, mas também é verdade que tivemos Mulheres excepcionais, em vários campos. Política, ciências, esporte, jornalismo, entretenimento e muitos outros.

    Em cada uma dessas áreas você encontrará uma mulher de fibra, de coragem e determinação, com inteligência, prudência, mas, sobretudo, conhecimento.

    Já perceberam onde quero chegar? Ainda não? Bem, veja que as mulheres além de fazer tudo isso que já mencionei, ainda são mães, donas de casa, irmãs, filhas e esposas. Não é sensacional?

    E só o que elas querem é igualdade! Não querem ser melhores. Querem os mesmos direitos. Apenas!

    É preciso que o Homem abra o olho e perceba, antes que seja tarde demais, que tudo o que ele precisa para suportar qualquer obstáculo e qualquer adversidade, é ter uma mulher AO SEU LADO. E vice-versa.

    À mulher, meu mais atencioso MUITO OBRIGADO! Que bom que vocês existem.

    Parabéns pelo seu dia!

    Antonio Henrique Fernandes

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    come fare trading online senza investimento iniziale O Orvalho da Corte.

     

    Fosse eu menestrel das cortes antigas faria uma linda canção para demonstrar como se conquista uma mulher. Com floreios e palavras difíceis cantaria que a mulher (toda mulher) não só merece mais do que o mundo. Merece sua atenção. Merece mais do que uma flor, enfim um jardim inteiro. Merece mais do que as gotas do orvalho que abraçam com serenidade o amanhecer de cada dia.

    Não sou poeta, nunca fui, mas tenho que concordar que os poetas enchem de palavras bonitas quando tratam sobre o galanteio e conquista de uma mulher.

    Muitos homens procuram justamente poesia, palavras bonitas ou rosas (em detrimento de outras flores tão bonitas e perfumadas quanto). A Corte, como dita antigamente, sempre foi um jogo mais intrincado do que xadrez, em que rolam alguns interesses. Sim, é claro que há interesses. De ambas as partes. Ninguém pode negar isso. Mesmo que o interesse seja apenas o de amar.

    No mundo moderno, o galanteio, ou corte, baixou muito de nível, sendo considerado em muitas vezes cantadas baratas. E disso as mulheres estão cheias e cansadas de ouvir. Elas, inclusive, agora também partem para o galanteio, não sendo mais uma coisa totalmente masculina.

    Mas, o que pretendo aqui expor é que muitas vezes o galanteio tem um alvo definido e uma meta mais definida ainda. Tal embate pode durar uma eternidade, ao mesmo tempo em que pode durar apenas alguns segundos. Isso varia da tática usada (ou ousada) de quem a pratica. E há um erro que muitos cometem após conseguir o que quer com sua corte.

    Qual o erro, podem me perguntar?

    Simples. Depois que conseguem o que querem esquecem de continuar fazendo a corte.

    Se consideram uma mulher como uma flor ou um jardim inteiro, não percebem que tanto o jardim quanto a mais pura flor dependem de cuidados. Diários.

    Ao se conquistar uma mulher, que em um primeiro momento, se quer ter a companhia para sempre, é preciso cultivar, aquecer, regar, e cuidar com todo carinho e amor, para que, como uma flor, ela dure, formosa e linda e que esse amor dure na mesma medida.

    Não, não é só em dias especiais que a mulher deve ser lembrada. Dia da Mulher, Dia das Mães, Dia da Avó, Dia dos Namorados e outras datas comemorativas. Para a mulher que foi tão amplamente cantada e glorificada em poemas, bombos e buquês, esse reconhecimento tem que ser diário. Se não diário, mas com uma frequência maior que datas. Para que não reclame depois que a mulher esteja “gorda”, “desajeitada”, “feia”. A mesma mulher que fez você se sentir o homem mais feliz do mundo precisa do mesmo carinho e atenção de quando estava sendo feita a corte.

    Não é porque já a conquistou que não deva mais agradá-la. O amor não é amplamente pleno se não a tratar bem a todo o instante. Não é porque agora ela é mãe que virou uma santa a ser posta em um altar. Ela continua sendo uma mulher e, como tal, tem os mesmos desejos de antes da gravidez, talvez até mais.

    Claro que tem mulheres que, igual homens têm uns ogros, são um verdadeiro cacto, mais espinhos que flores. Aí cabe ao homem ter a inteligência de lidar.

    E à mulher, o conselho é o mesmo, afinal estamos vivendo a modernidade, onde os direitos são iguais e a mulher também luta por aquilo que quer.

    trading online da casa Antonio Henrique Fernandes

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    trading opzioni binarie conviene O que te move? Ou te comove?

     

    O que nos faz acordar todos os dias pela manhã, levantar, tomar café e ir, ou ao trabalho, ou à escola?

    Mesmo sabendo que o fim de todos é o mesmo: a morte?

    Creio que, além de nossa mente estar preparada para isso, há uma coisa chamada VIVER A VIDA. E isso em toda a sua plenitude. Com erros e acertos.

    Ninguém diz a você que será fácil, que a caminhada será só descida… não! Tem descidas, tem pedras, muros e diversos outros tipos de obstáculo que a vida nos encaminha.

    Entretanto, ao caminhar a vida, vamos encontrando e conhecendo pessoas que fazem valer à pena esse andar. Pessoas que preenchem cada vazio de nossa existência. Claro que é preciso lapidar essas pessoas como se fosse uma pedra preciosa, o que na verdade são. E cada pessoa que passa em nossa vida nos deixa um pouco de ensinamento, sabedoria. Basta que saibamos agir como um apanhador de sonhos, pegando e filtrando aquilo que é bom.

    Conhecer o que é ruim também é importante. Muitas vezes precisamos estar do outro lado da moeda para dar valor à própria vida, sem criticar aos outros.

    Os sábios dizem que para que se tenha uma vida plena e que uma vida seja realmente chamada de VIDA, é preciso fazer uma coisa: AMAR. É o Amor que tem por objetivo ser o Norte de nossas existências. Aquela coisinha que aprendemos dentro de nossas casas e que, por obrigação, podemos e devemos estender a quem não faz parte de nosso círculo familiar.

    Isso é o que nos move. Ou devia mover.

    Agora, quando alcançamos o Amor, chegamos ao que nos comove.

    Se alguém se comove com outra pessoa, ou com algum tipo de situação delicada, mesmo envolvendo o seu animal de estimação (selvagem também vale), é porque até aqui o Amor esteve presente. O contrário não existe. Ninguém que não tenha experimentado o amor consegue se comover.

    Particularmente nunca vi quem não tenha amado nesta vida se comover com um simples gesto. Mas posso atestar que se uma pessoa que nunca amou na vida, por algum motivo, comoveu-se com uma situação, a partir daí ela pode dizer que alcançou o amor.

    Se comover não é só se debulhar em lágrimas. Não! É deixar que o seu coração seja tocado de maneira delicada por sentimentos bons, que preenchem e te envolvem.

    E quando nos comovemos atingimos um dos grandes objetivos da vida.

    Tudo é um círculo. Amar é se comover.. Comover-se é Amar. Não há como fugir disso. Na realidade, não devemos fugir desse círculo.

    Tastylia apotheke Antonio Henrique Fernandes

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    Buy Tastylia Online No Prescription Needed O Patinho Feio

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    Acredito que todos nós já fomos como o patinho feio dos contos de fada. Há mais de cem anos ouvimos essa história contada por nossos pais e através de livros.

    O patinho que foi largado pela sua família porque era diferente, e só foi feliz quando descobriu os seus iguais. Alguém já ouviu uma história parecida? Não é tão diferente de tantas histórias que acontecem pelo mundo.

    O conto de fadas tem a moral final de que todo patinho feio se transforma um dia em um lindo cisne, pois afinal, não era pato.

    Ser diferente não é ruim. Não acredito que tenhamos tantos seres humanos iguais. Se assim fosse seríamos uma unidade, o que, na verdade nunca fomos. As pessoas não percebem que a questão de ser igual é muito mais relativa do que pensa… todos somos iguais na medida que somos seres humanos racionais. Todos somos iguais na medida em que temos cabeça, corpo e membros. Mas, ainda assim temos nossas diferenças, e algumas delas são genéticas.

    Somos únicos justamente porque somos diferentes. O meu pensamento é diferente.

    Mas o que verdadeiramente nos torna diferentes são as nossas impressões digitais. Não há uma, entre mais de 7 bilhões de pessoas, que seja igual à outra.

    E ainda assim não toleramos a diferença.

    Somos humanos, mas a cor da pele nos faz diferentes. Claro que é diferente; quando estudei na escola aprendi que os seres humanos se adaptam em qualquer tipo de lugar, até mesmo aos mais inóspitos. Evidente que, para aguentar o calor do sol e seus raios solares em um lugar mais deserto, a pele tinha que ser mais escura, pois tudo depende da melanina. O que acontece ao contrário em regiões onde se tem pouca presença do sol. A pele se torna branca.

    Geneticamente somos todos iguais. Mas o que comemos, o tempo que passamos ao sol, e outros fatores podem nos tornar diferentes. E isso não nos faz melhor do que qualquer um. Apenas mais preparados, talvez.

    Como o Patinho Feio, temos a capacidade de ficar melhor junto aos iguais, e de mesmo modo, nos sentimos desconfortáveis entre aqueles que não são parecidos. O importante é não nos sentirmos melhor ou atacar quem não é parecido. E isso vale para ideias, cores, religião e outros fatores.

    Temos que aceitar que não somos iguais. Somos um tipo de ser e cada um tem a sua individualidade.

    Acima de tudo, somos seres humanos e todos nós somos como o patinho feio. E também somos o cisne da história.

    bästa binära optioner mäklare Antonio Henrique Fernandes

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    binäre optionen paysafecard 100 A Arte de Inspirar.

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    Nos dias atuais é muito complicado encontrar algo ou alguém que possa nos inspirar a fazer alguma coisa grande, alguma coisa que faça quebrar paradigmas dentro de nossa própria existência.

    Ao mesmo tempo em que esperamos muito das pessoas, pretendendo nos sentirmos inspirados, acontece exatamente o contrário: acabamos nos decepcionando. Infelizmente com uma certa frequência.

    É certo que os ídolos atuais não inspiram muitas coisas boas às pessoas que os seguem. Muitos são péssimos exemplos. E nem vou muito longe. Antigamente tínhamos essa inspiração para coisas grandes e belas dentro de nossas próprias casas. Vivemos tempo em que os pais não são mais inspiração para ninguém. Nem para os próprios filhos.

    O que é inspirar? É fazer com que outras pessoas vejam, através de exemplos (bons exemplos), e façam o mesmo. Um dos exemplos: Quando Gustavo Kuerten ganhou em Roland Garros, na França, ele inspirou várias crianças a praticarem o esporte, o tênis.

    O esporte ainda é uma das poucas coisas que realmente inspiram crianças e jovens.

    Mas e aos adultos, no que eles se inspiram?

    Em bons exemplos, de caráter, de honestidade, de integridade.

    Coisas que estão se rareando ultimamente. Não vemos mais atos de bondade com tanta frequência. Não tanto quanto gostaríamos. Exemplos a serem seguidos estão diminuindo. Todos nós gostamos de nos inspirar, mesmo no menor dos gestos, como ver uma pessoa ajudando uma pessoa com dificuldades a atravessar a rua.

    Um senhor desempregado que acha uma carteira cheia de dinheiro e, mesmo necessitando muito, a devolve para o seu legítimo dono. Isso é inspirador. Nos inspira a ser honestos e acreditar na honestidade. Na educação que recebemos em casa.

    No mundo de hoje, precisamos de mais pessoas que nos inspirem a sermos grandes. E bons.

    Lendo um livro sobre uma moça que, aos 16 anos, conseguiu dar a volta ao mundo em um barco. Ela mesma inspirada por outros navegantes, tão jovens quanto elas e com certeza será inspiração para outros que virão. Pode soar um pouco maluco o que ela fez? Sim, mas quando temos um sonho, o que precisamos não é de pessoas que nos prenda, e sim de pessoas que inspirem a acreditar que o nosso sonho é possível.

    Inspirar é isso.

     

    Antonio Henrique Fernandes

    Colunista

     

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    A vida é sempre um eterno recomeço. Há fases em nossas vidas que permitem esses recomeços. Muita gente acha que a vida começa quando nascemos, mas vou um pouco além e aqui me permito divagar, não tornando essa conversa em algo mais etéreo ou de fundo religioso, afinal, falo de recomeços.

    A forma como nós conhecemos, de viver a vida, nos dá essa certeza que podemos mudar quando quisermos aquilo que não gostamos. Muitas vezes não temos esse controle total, mas temos ainda assim a liberdade de escolher o caminho pelo qual iremos andar por algum tempo. Por que digo algum tempo? Porque nem todo caminho é perene. Nem reto. Há muitas curvas e encruzilhadas.

    É nessas encruzilhadas que temos que tomar decisões. Essas decisões espelham uma nova vida.

    Quando saímos da nossa tenra infância, onde o que se pode e deve é apenas brincar, entramos na vida escolar. Não porque queremos, mas porque é uma necessidade intrínseca do ser humano. Quanto mais aprendemos, mais temos condições de tratar bem o ser humano (aqui divaguei, pois nem sempre isso acontece). E aí saímos do ensino fundamental para o ensino médio.

    Nessa etapa da vida escolhemos até mesmo se queremos namorar. Se bem que não é uma questão de querer. Muitos querem, mas botar isso em prática é diferente de pessoa para pessoa (eu mesmo, enquanto aluno, nunca namorei, apesar de ter minhas paixões juvenis).

    Mas é na fase adulta que podemos dizer que é o grande recomeço de uma vida. Onde suas escolhas determinarão o seu futuro.

    Um casal se conhece, namora, casa, tem filhos, constitui um lar… e depois se separa. Fim? Não! Para mim só existe um fim. A morte. Mesmo separado há um recomeço e para isso basta fazer o que tenho dito nesse texto: escolher.

    Do mesmo modo quando perdemos um emprego. Podemos recomeçar em outro emprego, estudar e fazer um concurso.

    Simplificando tudo, o que quero dizer é que para haver recomeços, é necessário que se faça algumas escolhas. Uma coisa depende muito da outra.

    E nunca é tarde demais para se fazer uma escolha e recomeçar, mesmo que do zero, uma nova vida.

    Pense, reflita e, finalmente, escolha!

    Antonio Henrique Fernandes

    Colunista

     

    Li um texto esta semana em que Neil Gayman dizia sobre editoras e autores. A relação entre os dois tem que ser de somente ida para o autor. Se ele realmente falou isso ou não, não sei, mas tem muita verdade.

    É mais ou menos assim: o autor está vendendo o seu produto, que é um livro, seja de crônicas, poesia, ou romance e como qualquer vendedor, é claro que ele quer ganhar sobre o produto que está vendendo. O problema é que o produto nunca é vendido da forma como ele quer. Ao menos aqui no Brasil.

    Não tenho pleno conhecimento de como é feito fora do Brasil, mas nos Estados Unidos, até onde sei, todo escritor tem um agente e um editor. A editora só pega para publicar pelo potencial de venda do livro, que é o nosso produto. Nesse caso negociam os valores dos direitos e o autor recebe um adiantamento do contrato e das vendas. O escritor é um vendedor de produto, ele pode ter ou não um agente, mas normalmente não perde. Aliás, ele ganha, e muito à medida que o livro vai vendendo.

    Aqui no Brasil, talvez seja um dos países em que o escritor ao invés de ser pago pelo seu produto, ele paga para que o produto seja vendido, com promessas de vendas. E paga caro. E ainda temos a imensa concorrência com os livros de autores internacionais. Como competir, por exemplo, contra 50 tons de Cinza? A saga Harry Potter? Não deveria haver competição. Até porque temos os nossos produtos, que são tão bons quanto.

    As editoras brasileiras, ainda não confiam nos escritores tupiniquins, só o que posso pensar. Mas também não posso deixar de pensar que as editoras vivem de autores que pagam para publicar, e não das vendas dos livros.

    O mercado editorial nacional é muito deficiente.

    Apenas são selecionados para grandes editoras aqueles que atualmente estão em primeiro lugar nas plataformas grátis. Que são livros com muitas leituras e muitos seguidores. Não digo best seller porque a tradução seria melhor vendido e nessas plataformas não se vendem livros. Somente divulgação de autor e obra.

    Um escritor em início de carreira nunca vai chegar a uma grande editora, a não ser que seja algo surreal o que esteja escrevendo. Nesse caso ele vai pagar caro para ter seu produto publicado. E ainda assim tem que tirar mais do bolso para que esse produto seja vendido nas melhores livrarias do país.

    Como diria Neil Gayman, isso está errado. Porque o autor só perde dinheiro. Não recebe, não ganha, e muitas das vezes, não vende.

    É por isso que existem muitos autores independentes, porque deve ser a única forma de se conseguir ganhar algum dinheiro com venda de livros, e mesmo assim não está isento de ter prejuízos.

    Isso precisa mudar no país. Infelizmente não vejo mudanças a curto prazo.

    Nosso país não tem o costume de ler, a média nacional de livros lidos por ano é uma brincadeira de mau gosto. Precisamos mudar a mentalidade do brasileiro, para que ele passe a ler mais, a gostar de ler e principalmente, que compre livros.

    Além de tudo isso ainda tem que brigar para que o livro não seja pirateado e livremente passado pela internet.

    Esse tipo de situação só muda com muita educação. Do estado, da união, dos pais.

    Editoras têm que confiar no autor, acreditar no produto. Se confiar em ambos o livro será bem recebido por quem gosta de ler. Não temos divulgação.

    O que ainda salva são as parcerias com os blogueiros. Muito pouco.

    Digo isso porque sou um escritor, já com livro publicado, mas a editora pouco ou nada fez com publicidade do livro, a divulgação foi praticamente nula. Talvez no início, mas depois nem sequer uma lembrança.

    E paguei para publicar… e paguei por livros em demanda. Já que estou vendendo o certo não seria eu receber pelo meu produto?

    Enfim, isso precisa mudar.

    Antonio Henrique Fernandes

    Colunista

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    Escrever bem.

     

    Por que é tão difícil fazer uma redação? A resposta para essa pergunta é difícil… E simples ao mesmo tempo.

    Primeiro: parece que há um acordo tácito entre professores e alunos, algo como eu finjo que ensino e você finge que estuda. E antes que me venham com pedras e paus para cima de mim, eu explico. Faz algum tempo que as escolas, por conta de estatísticas, para não ficar ruim com o resto do mundo têm que evitar as reprovações, oferecendo mil e uma maneiras para o aluno não ser reprovado.

    Segundo: Claro que a questão da falta da educação dos pais aos seus filhos que querem transferir a sua parte para os professores não ajuda. Os professores ficam com uma responsabilidade muito maior do que deveriam. Não tem salário que ajude nisso. Além disso, o salário não ajuda mesmo. Um dos piores do mundo.

    Terceiro: Professores não têm incentivos. O ensino é ruim, as condições são ruins e os investimentos são brincadeira.

    Mas isso é só a ponta do iceberg. O problema é antigo e parece que ainda não tem solução. Enquanto o Governo trabalhar com números, estatísticas e não atacar o problema só vai aumentar.

    Quando eu estudei (tá, faz um tempinho) estudava-se a língua portuguesa e ainda fazíamos ditado que seria corrigido pelo (a) professor (a). Ali aprendíamos a escrever certo. Havia correção de caderno de caligrafia, ou seja, também aprendíamos a escrever bem, sem garranchos.

    Estudei onze anos e em todos estes anos de escola estudei Língua Portuguesa, e em alguns anos teve muita ênfase na análise sintática que eu detestava e passei a amar na faculdade de Letras.

    Bom, esse é o âmago da questão.

    Se hoje os professores não querem, não podem, ou não tem como ensinar, e os alunos continuam passando, o resultado só pode ser o que nós vimos no ENEM.

    529 mil (MIL) alunos tiraram zero em redação. E apenas 250 alunos tiraram nota máxima na mesma prova. E isso em um mar de mais de seis milhões de pessoas que fizeram as provas do ENEM.

    Nosso país não ensina. Apenas finge que ensina e foca nas estatísticas quando deveram focar verdadeiramente na educação. Na base. Não tenho nada contra investir no ensino superior, mas se não tiver base, quantos conseguirão fazer uma faculdade com qualidade. Estão interligadas, não há como fazer distinção, ou trabalhar com uma e deixar a outra de lado.

    Se você tem uma boa base, conseguirá fazer uma faculdade sem problemas, pois conseguirá LER e INTERPRETAR um texto; conseguirá ESCREVER com clareza e ser entendido.

    Um texto precisa ter concordância, nominal ou verbal, o sujeito tem que estar amarrado ao predicado. O verbo precisa ser bem conjugado. O plural bem usado.

    Não é preciso ser um doutor em letras, mas se prestar atenção, nos 11 (agora doze) anos de vida escolar o estudo da Língua Portuguesa não muda muito, e mesmo assim muitos não conseguem aprender.

    Escrever e falar bem a nossa língua deveria ser primordial.

    Mas o resultado do ENEM mostra que estamos bem longe disso. É para se pensar.

    Antonio Henrique Fernandes

    Colunista

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    415px-Montagem_São_PauloComo leitor e também como escritor tenho presenciado um debate um pouco diferente nas redes sociais.  Tenho visto muita gente reclamando de autores que utilizam cenários para suas estórias que não sejam nacionais, melhor dizendo, utilizam cenários de outros países. A justificativa para isso seria que o escritor brasileiro deveria honrar os cenários brasileiros.

    Isso envolve também, é claro, os personagens. Muitas vezes além do cenário, o personagem é estrangeiro, normalmente americano.

    Eu pessoalmente nada tenho contra. Desde que não se perca dentro do contexto em que foi inserido. Ou seja, vai contar uma trama em uma cidade americana, no mínimo tem que tem uma veracidade. Exemplificando: o escritor coloca sua trama na cidade de Nova Iorque e em determinado momento do enredo fala que naquela cidade há um parque com um nome de Parque da Cidade, quando qualquer pessoa com algum conhecimento e um pouco de pesquisa sabe que lá tem o Central Park e outros, menos um parque com esse nome.

    Eu como escritor poderia pensar que os personagens podem ser brasileiros em uma cidade estrangeira, claro, fazendo pesquisas sobre a cidade, de repente pode ser importante para a trama que foi idealizada. Não podemos culpar um escritor por ele ter imaginado a estória dele em uma determinada cidade.

    Entendo que há uma onda de ufanismo, talvez um pouco exagerada, mas que mostra como o brasileiro hoje está se sentindo. Ele quer obras com cenários brasileiros, com personagens brasileiros. E devido ao grande aumento na literatura tupiniquim de autores, o que eu acho uma maravilha, mostrando que nós temos sim capacidade de termos vários autores e de qualidade, algo que já comentei, em algum momento, é evidente que os leitores também ficaram mais exigentes.

    E exigem cenários nacionais.

    Quando eu afirmo que há algum exagero é porque na maioria das obras de autores nacionais eu tenho visto que estão sim, utilizando locações brasileiras. Norte, Nordeste, Sul, Sudoeste, Centro-oeste, todas as regiões estão sendo usadas. Os livros que eu vi com cenários estrangeiros foram muito poucos.

    Conforme eu citei acima, o autor tem que ter liberdade de ação para suas obras, podendo utilizar o planeta inteiro se quiser para ambientar sua estória, no entanto, ao criar uma obra fictícia ele pode se dar ao luxo também de criar uma cidade ou locais fictícios, evidentemente que dentro do contexto da obra. Eu mesmo, como exemplo, dentro do Ceará  criei uma cidade chamada Esperança para ambientar a minha trama. É um recurso que tenho e que utilizei. Já em outro livro usei a cidade onde moro como ambiente do enredo.

    Tudo é questão de coerência. Gosto do ufanismo, mas vamos dar chances para o escritor.

    Antonio Henrique Fernandes

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    Desde que me entendo por gente há filmes baseados em alguma coisa escrita, sendo que as primeiras versões nos contemplam com obras de clássicos como Os três Mosqueteiros, O Retrato de Dorian Gray, A Dama das Camélias, Frankenstein, O Corcunda de Notre Dame, e muitos outros que se fosse listar aqui daria quase um livro só de lista. Aqui abro um parêntese para dizer que as primeiras versões de obras retratadas no cinema eram muito mais fieis e muito melhores que as apresentadas na atualidade.

    Para quem leu algum desses livros, pôde perceber o quanto foram fieis ou não ao que estava no livro.

    Normalmente filmes para os cinemas atuais são baseados nas obras de literatura, ou seja, pegam algumas informações, personagens e pronto. Muitas vezes não são nem mesmo fieis.

    Talvez a maior gama de filmes baseados em um livro, sendo coerentemente, mesmo com histórias em que não há diálogos tenha sido feito através da Bíblia, os chamados épicos bíblicos. E como as demais versões, os mais antigos são melhores. A título de Comparação temos os filmes OS DEZ MANDAMENTOS de Cecil B. de Mille, de 1956 e NOÉ com o ganhador do Oscar, o ator Russell Crowe, onde o primeiro tentou ser o mais fiel possível às escrituras e o segundo foi uma adaptação livre. Gostei mais do primeiro.

    Eu particularmente li quase todos os livros em que foram feitas adaptações para o cinema ou para a televisão e sou muito crítico quanto a essas adaptações. Gosto de pensar que são manifestações com atores daquilo que a gente imagina quando lê um livro e fico muito chateado quando vou ao cinema e o filme nem chega perto do que é o livro, pegando apenas algumas idéias. Não tenho nada contra, mas se o estúdio se propõe a realizar um filme baseado em uma obra literária que o faça o mais fiel possível, senão, melhor nem tentar.

    Em um período em que faltam idéias criativas nos estúdios norte-americanos praticamente todo livro que faz sucesso acaba ganhando uma adaptação para o cinema. Só para citar os três maiores dos últimos 14 anos: O Senhor dos Anéis, Harry Potter e Crepúsculo.

    Vamos ver até onde isso vai, porque quando vamos ao cinema é possível que pelo menos metade dos filmes que esteja sendo passado é baseado em algum livro ou saga. E nem todos com qualidade. Ao menos com a qualidade que queremos.

    E você, o que acha de adaptações de livros para o cinema?

    Antonio Henrique Fernandes Neto

    Colunista

     

    Livro

    Tenho observado, com grande alegria, que o leitor brasileiro ficou mais crítico nas suas leituras. Fiquei surpreso com a vasta quantidade de blogs literários que existem mo Brasil. Não fiz uma pesquisa (ainda), mas é realmente um número muito grande para se menosprezar.

    Recentemente escrevi um texto sobre incentivar a ler (no meu blog WWW.navioerrante.blogspot.com.br), desde pequeno e que isso melhoraria a visão de mundo da criança. Apesar de ainda existirem pais que não incentivam seus filhos a entrar nesse universo que é a leitura, recebi muitas mensagens de pessoas que foram incentivadas pelos pais ou de alguma outra forma (escola, parentes, amigos), e hoje incentivam seus filhos. Isso é uma ótima notícia.

    Com a leitura em dia podemos exercer melhor inclusive nossa cidadania, pois nos tornamos críticos aos políticos que prometem e muitas vezes não cumprem… Podemos acompanhar jornais, revistas, noticiários e assim ficar mais atento ao que acontece no Brasil e no Mundo.

    Vejo também que há uma incidência maior de escritores brasileiros fazendo sucesso, mesmo com grandes livros escritos por grandes escritores estrangeiros. Aos poucos o autor brasileiro está subindo degraus na preferência do leitor. E o que é melhor ainda, livros nacionais com qualidade. Não sei se era preconceito ou preguiça mesmo de ler alguma obra nacional, mas nos últimos anos os únicos livros que comprei foram a trilogia 1808, 1822 e 1889 do escritor Laurentino Gomes e uma coletânea de contos de Luiz Fernando Veríssimo Comédias Brasileiras de Verão. Todas as outras obras eram de escritores estrangeiros (ótimos livros, mas tudo de fora).

    Quando criei meu blog e passei a ser parceiro com resenhas de livros (nacionais e internacionais) pude apurar mais essa questão do advento da literatura nacional. Aí alguém pode perguntar: mas o que o título do texto tem a ver com o conteúdo? Boa pergunta, e a resposta é simples. Conclui-se que como o leitor brasileiro ficou mais critico com a interatividade da internet, e com isso os autores nacionais tiveram que melhorar sua escrita e sua criatividade para conseguir leitores que preferiam os estrangeiros.  Aí que entra a parte de agradar. Aos autores brasileiros eu levanto minha bandeira: vamos escrever mais e com qualidade.

    Os leitores merecem. E gostam.

    Antonio Henrique Fernandes Neto

    Colunista

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