Antonio H. Fernandes

0 217

my latest blog post   metatrader demo O vídeo Game e as crianças

 

Quando eu era criança (not to long time ago) havia um jogo de vídeo game que era mais ou menos como ping pong, ou um jogo de futebol com uma bola sendo rebatida e tendo que marcar o gol ou ponto.  Cresci, trabalhei e comprei um Atari 2600. Era um sonho de consumo de 12 entre 10 crianças e adolescentes na época. Os jogos eram legais e mais simples, de aventura, baseado em filmes ou mesmo jogos educacionais.

origem_nomes_01

Na vida adulta comprei um SNES da Nintendo, um console melhor e com jogos muito mais avançados do que o do velho Atari. Lembro que eu era viciado no jogo Príncipe da Pérsia e suas 20 fases que tinha que terminar em somente duas horas. Tipo de jogo que eu gostava, pois apresentava vários desafios.

Atualmente eu tenho um XBOX ONE e os jogos são qualquer coisa de real. Os gráficos chegam à beira da perfeição. Arrisco a dizer que os jogos são mais para adultos do que para crianças ou adolescentes. Claro que há tipos para todas as classes e idades.

Gosto de jogos de tiro em primeira pessoa, cumprindo missões, mas nada tão complicado.

Há algo em favor dos jogos de vídeo games atuais, com seus roteiros mirabolantes e gráficos fantásticos? Sim, há. E vou explicar.

2011110907376

Como eu expliquei anteriormente, há vários tipos de jogos que atendem a classes e idades, mesmo que alguém ainda diga que os jogos são, em muitas vezes, violentos. Concordo, mas todos os brinquedos precisam da supervisão dos pais. Quando meu irmão era criança e jogava jogo um pouco mais violento que a idade exigia e do que seria permitido, eu explicava a ele que era apenas um jogo e que aquilo nunca seria real. Que ele podia morrer ou matar que nada iria afetar sua vida. É como uma criança que assiste a um filme de terror. E nisso dou o exemplo de minha filha, sempre que eu a ameaçava com a chegada do vampiro se ela não fosse dormir ela vinha com a pérola: “Pai, me poupe, vampiros não existem!” e fazia isso com cada monstro que eu usava para ameaçá-la.

Jogos precisam de supervisão. Controle. Explicação.

Mas jogos também podem ensinar muita coisa.

Podem ensinar respeito. Estratégia. Obediência. Disciplina. Tudo isso pode ser usado em favor dos jogos na educação de uma criança ou adolescente.

Do mesmo jeito que os adultos, quando estão revoltados, ou com muita raiva procuram descontar em sacos de areia, que tal fazer com que seu filho super agitado gaste suas energias jogando um bom jogo de vídeo game? E justamente os mais violentos. Ali ele pode até mesmo extravasar e ao invés de ser influenciado pelo jogo ele pode utilizar o jogo em seu benefício.

Tenho jogado um jogo entitulado RISE OF TOMB RAIDER, que narra as aventuras de Lara Croft, em busca de um artefato que, em tese, dá vida eterna e outros poderes. O jogo não é fácil, cheio de missões principais e missões paralelas (minha filha, claro, já jogou e zerou e ainda me ajuda de vez em quando). É o tipo de jogo que ajuda a qualquer pessoa a ter paciência (muita), disciplina (na resolução de várias missões pequenas) e coordenação motora (quem nunca jogou pode pensar que é fácil mexer com todos aqueles botões no joystick).

02152138984553

Enfim, os jogos de vídeo games atuais, além de serem entretenimento (muitas vezes são quase um filme contando uma história fantástica), podem ajudar na educação, discernimento e compreensão de mundo da criança e adolescente. Sem esquecer que tudo isso precisa da supervisão direta dos pais.

Os jogos evoluíram. Quem joga também.

Bom jogo.

forex öppettider göteborg nordstan Antonio Henrique Fernandes

Colunista

0 257

More hints O autor nacional e o mercado tupiniquim.

Você tem um sonho: escrever um livro. Tem até talento, escreve bem, começa com contos, aí vai enveredando por desafios maiores até escrever o seu primeiro livro de fato.

Bom, depois do livro pronto, começa um pequeno calvário. Cheio de vontade começa a procurar editoras que possam publicar seu livro. Começa a receber algumas portas na cara, seu nome não é conhecido no mercado nacional, mas de repente uma editora gosta do seu livro. Você vibra.

No entanto, recebe também junto com a boa notícia uma tabela de preços. Para publicar seu livro é preciso que pague uma certa quantia. Custos da publicação. Só que nem sempre vem incluso o preço de uma revisão, por exemplo. E para fazer uma tarde ou noite de autógrafos precisa também tirar do bolso para “comprar” seu próprio livro e revender. O custo de publicação não tem em seu pacote uma tiragem mínima, ao menos na maioria das vezes. Desta forma, precisa vender tudo o que “comprou” para ter, digamos assim, um retorno ao menos do que foi gasto para publicar seu livro.

E ainda tem as divulgações. Parcerias. Bienais. Ou seja, é uma verdadeira maratona para se lançar um livro no Brasil e conseguir vender.

Se não bastasse tudo isso, ainda tem a concorrência estrangeira. Muitas vezes o seu livro é até superior a um escritor de fora, no entanto, por ser mais conhecido e já ter ao menos um ou dois livros lançados em nossas terras, leva imensa vantagem.

Ter comentários de leitores criticando e dizendo que não gosta de autor nacional é apenas a cereja do bolo.

É preciso que haja um trabalho mais massivo das editoras (grandes, médias e pequenas) ressaltando a importância do autor tupiniquim. São muito poucos os autores que conseguem um relativo sucesso com vendas. Se a estratégia não for grande e bem criativa (vide garoto do Acre), não se consegue vender mais do que cem livros. E estou sendo otimista.

Como disse uma amiga minha autora, é um trabalho de garimpeiro. E cada pedacinho de ouro que se consegue é uma grande vitória, ou seja, cada divulgação que avança e cada livro vendido, com comentários e resenhas positivas é o verdadeiro prêmio para o nosso ditoso autor.

Claro que muitos autores não tem a qualidade suficiente para alcançar vendas altas, e isso em parte é culpa de algumas editoras. Veem apenas a questão do dinheiro que vai conseguir para publicar aquele livro e não se preocupa muito com a qualidade. É o famoso sonho sendo realizado. Como um show de talentos, acredito que os autores também devem ser podados, os que realmente têm talentos seguem, e os que não têm, deveriam ser alertados. Até para não terem gastos desnecessários.

Parece cruel? Pode parecer que sim, mas no mercado editorial, assim como em qualquer ramo de atividade comercial, deve se prevalecer a melhor qualidade.

E quando essa qualidade realmente for a busca das editoras, creio que os leitores não irão mais reclamar e poderemos bater de frente com os escritores estrangeiros.

http://climbshetland.co.uk/?belmondo=speed-dating-halle-m%C3%BCnsterland&491=3c Antonio Henrique Fernandes Neto

Colunista

 

3 293

http://steprightup.com.au/?penisko=legal-age-for-dating-a-minors-in-new-york Os Sete Pecados Capitais

Com certeza todo mundo conhece os famosos pecados capitais, e se não conhece ao menos já ouviu falar.

Esses pecados foram selecionados e classificados pela Igreja Católica e a partir do Século XIX se tornaram mais populares, misturando-se à cultura humana do mundo inteiro e eles são os seguintes:

  • Gula;
  • Avareza;
  • Luxúria;
  • Ira;
  • Inveja;
  • Preguiça;
  • Soberba.

Assim como as Sete Maravilhas do mundo antigo foram atualizadas em Sete Maravilhas do Mundo Moderno, tento aqui “imaginar” quais seriam os sete pecados capitais modernos. Não pretendo ser o dono da verdade, e o que coloco aqui seria mais ou menos o que nós vemos no nosso dia a dia.

No meu pensamento eis o que seriam os pecados atuais:

  • Preconceito.
  • Consumismo.
  • Corrupção.
  • Conformismo
  • Intolerância
  • Internet.
  • Valores familiares e sociais corrompidos.

Então, vamos analisar um por um.

trading binario iw bank 1 – PRECONCEITO

Em pleno Século XXI, em tempos moderníssimos, com vários avanços tecnológicos o ser humano ainda sofre com os preconceitos. Seja qual for o tipo de preconceito, é um estigma que mancha a Humanidade. Segundo a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, em seu Artigo 1º, todos os homens nascem e são livres e iguais em direito e as distinções sociais só podem fundamentar-se na utilidade comum. Tal direito é corroborado pelo nosso Artigo 5º da Constituição Federal do Brasil. E mesmo assim muita gente não acha que somos iguais. Acham-se no direito de relegar a cor da pele ou o gênero, aos quais não poderiam ganhar o mesmo salário ou ter as mesmas condições de oportunidades. O pobre eu também colocaria nesse patamar, as famosas desigualdades sociais. Sem contar que nos últimos anos há o crescente aumento de homofobia.

view it now 2 – CONSUMISMO.

Vivemos uma época voltada para o consumismo. Tudo que assistimos na televisão, cinema, ouvimos nas rádios e nos cadernos impressos, é um panteão de ofertas e propagandas. Nunca o ser humano foi tão bombardeado por objetos ou serviços a serem comprados. Tem programas na TV que a cada notícia que o apresentador dá em seguida passa a apresentar três ou mais merchandising. É impressionante. As pessoas são praticamente obrigadas a comprar, comprar e a comprar.

http://saturnsails.co.uk/wp-json/oembed/1.0/embed?url=http://saturnsails.co.uk/sails/coastal-cruising/ 3 – CORRUPÇÃO.

Talvez esse seja um pecado mais específico atualmente em nosso país. Não que ele seja o maior ou o único. Há países mais corruptos. Mas para um pais que sonha em se tornar de primeiro mundo, a corrupção não só deve ser combatida como banida definitivamente. É impressionante como a corrupção se tornou endêmica no Brasil, não se consegue mais confiar em políticos, que deveriam ser os representantes do povo, mas só conseguem ser os representantes de si mesmos. Necessário se faz a criação de leis que sejam duras para os corruptos, que façam devolver tudo o que pegaram e sonegaram para os cofres públicos, consequentemente devolvendo para o povo os seus impostos. Evitando que sejam aumentados ou criados cada vez mais impostos.

dan savage dating websites 4 – CONFORMISMO.

Este pecado está um pouco relacionado com o anterior, pois o povo, mesmo mais esclarecido com tanta fonte de notícias ainda prefere as coisas do jeito que estão. Não brigam, não vão atrás de acertas as coisas e melhorar o futuro de nossas crianças. Dizem que o povo tem o governo que merece e acredito que ultimamente faz todo sentido. O conformismo é aceitar o que é imposto e não brigar, não lutar por seus direitos e isso tem que ser feito de forma homogênea, não pode ser apenas focos em pequenas quantidades. Para as mudanças acontecerem todos têm que se mover. Não se conformar, como vimos atualmente.

http://thuiscursusboekhouden.nl/lhd/target= 5 – INTOLERÂNCIA.

Ligado ao pecado do Preconceito, mais precisamente ao fanatismo. Seja ele religioso, político, esportivo, ou social.

Durante séculos os povos fazem guerras por motivos diversos: egoísmo, vaidade, poder, e, infelizmente por causa da fé religiosa. A guerra atual é contra a intolerância religiosa. O fanatismo por conta da fé tem matado muitos irmãos e separado muitas famílias apenas por que um é de determinada crença e o outro não. A fé deixou de ser uma coisa pessoal para ser imposta por quem “acredita” febrilmente em sua Igreja (ou em quem comanda essas igrejas) e aqui não faço distinção de nenhuma. Todas estão na mesma condição. O respeito ao próximo está intrinsicamente ligado ao respeito religioso. Quando se diz que o meu Deus é melhor que o seu Deus, ou que minha Bíblia é melhor que a sua isso é intolerância, fanatismo, um desrespeito à escolha pessoal de uma pessoa. O meu direito termina onde começa o seu. Muita gente simplesmente esqueceu isso.

Sem contar o fanatismo esportivo. Como é possível conceber que uma pessoa vá a um estádio ou ginásio e perde a vida em uma briga por causa de um time ou agremiação? Mas é um fato recorrente e acontece com regularidade alarmante.

E como se não bastante, no nosso país ainda estão brigando por partidos, por políticos corruptos que não estão nem aí para o povo.

binära optioner utbildning 6 – INTERNET.

Sim. Internet. A rede que liga o mundo inteiro veio para ser uma coisa boa, e é, mas como tudo que é construído pelo homem, também é usado para o Mal (aqui com M maiúsculo mesmo). Já vi famílias encontrarem entes queridos que há anos não se viam. Ajuda na escola, com pesquisas, com entretenimentos e muitas outras coisas.

Mas também esconde muita crueldade. Ajuda a disseminar pedófilos, vender armas, contratar mercenários e assassinos (vide a Deep Web), bem como ajuda a mascarar coragens, a fazer com que pessoas que nunca falariam bobagens a ninguém o façam no respaldo de sua não identificação. As pessoas se escondem em perfis falsos em redes sociais para fomentar ideais, mentiras, enfim, o caos.

Notícias falsas são veiculadas com o sentido de espalhar confusão e desacreditar pessoas de bem. É uma guerra diária as chamadas Fake News. E não vejo isso ser reparado tão cedo.

http://hautplantade.com/?pemeb=strategia-2-minuti-opzioni-binarie&69c=ed 7 – VALORES FAMILIARES E SOCIAIS CORROMPIDOS.

Por fim, este pecado, também ligado ao anterior, é um dos que estão muito em voga. A base de toda a sociedade é a família, e se você quiser destruir ou corromper a sociedade terá que fazer na sua base. Quando se muda parâmetros de igualdade ou de convivência familiar o que acontece a seguir é muita confusão. Difícil aceitar mudanças de uma hora para outra. Mais ainda quando isso é profusamente difundido em redes sociais e mídia, todos os dias. Quero dizer que a sociedade é um pouco camaleão, vai mudando conforme o tempo, vai se atualizando, vai evoluindo, assim como Charles Darwin disse em seu livro A Evolução das Espécies. Nada pode ser imposto, pois gradativamente a sociedade aceita e encoraja essa mutação. A tendência é evoluir para melhorar, mas infelizmente algumas mudanças, devido a vários fatores, estão tentando cruzar a linha de chegada antes mesmo de dar o tiro de largada.

Dando exemplo de um valor social corrompido ou invertido é o nosso país (engraçado que no Brasil esses pecados capitais estão a todo vapor, por que será?), que prega em mídias a todo tempo que as forças policiais são corruptas enquanto que os criminosos são gente boa, vítimas da sociedade (claramente é o inverso, mas tem gente que acredita). Que o professor é obrigado a ser pai e mãe do aluno, educar em coisas que são tarefas dos pais, fora que ainda é vítima de violência, no entanto, nada pode fazer pois o adolescente aluno é intocável. Um adolescente pode ser escolher seus representantes políticos, até mesmo um presidente da república, entretanto, não pode ser penalmente punido.

Enfim, eu acredito que esses pecados modernos poderiam ser muito facilmente acrescidos aos demais pecados capitais classificados pela igreja. Qual é sua opinião, tiraria algum? Acrescentaria outro ou outros?

http://restauracefantasy.cz/?kljaksade=anyoption-finanztest Antonio Henrique Fernandes

Colunista

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2 277

O ato de perdoar.

 

Muitas pessoas falam que perdoar é divino. Acredito que Deus, em sua infinita bondade, sempre vai perdoar nossos deslizes, nossas fraquezas, afinal, somos humanos, estamos aqui para aprender.

Meu entendimento sobre binära optioner risker perdoar é divino é que na realidade quando uma pessoa fala essa frase, está apenas repassando uma responsabilidade, algo do tipo: “não sou eu, é você”. No caso, ela se exime do perdão.

Quem pede perdão, do fundo do coração, quer que a pessoa ofendida a perdoe, não quer o perdão divino. Isso já seria outra questão, íntima de cada um, dentro de sua fé.

Guardada as devidas proporções, é como atribuir todos os seus erros, maldades e falhas ao diabo. “não foi eu, foi o diabo!”.

É muito fácil fugir da responsabilidade.

Voltando ao tema do perdão, alguém já disse que esse ato é completamente libertário, e deve ser mesmo, porque alivia a sua alma, independente do que a outra pessoa fez. Mas o perdão tem que ser verdadeiro, não da boca para fora, apenas por dizer.

O símbolo bíblico para isso é dar a outra face. Sempre uma segunda chance. Temos que lembrar que não somos santos, somos pessoas em aprendizado neste mundo e erros são comuns.

Difícil? Sim. Concordo que é muito difícil perdoar, porque às vezes o erro foi grave, as conseqüências foram dolorosas, mas quando perdoamos, o nosso espírito fica mais leve, as mágoas e feridas tendem a cicatrizar mais rápido.

Vamos treinar com as pessoas mais íntimas de nossas vidas, pais, irmãos, filhos, até porque com eles é mais fácil (ou mais difícil dependendo do ponto de vista) perdoar alguma falha. Quando conseguimos perdoar, de verdade, aí conseguiremos fazê-lo com qualquer pessoa.

Há outro ponto que seria o fato de nunca pensarmos que algo muito ruim possa acontecer conosco, ou com a nossa família. E na maioria das vezes não nos colocamos no lugar de quem já passou por situação que necessite de um perdão, como por exemplo, a mãe ou pai que perdoa o assassino de seu filho, ou filha.

Perdoar nos dá outra dimensão sobre como o ser humano pode ser gentil, bondoso, generoso e, principalmente, sentir amor ao próximo, mesmo que ele tenha feito uma coisa muito ruim e que nos tenha prejudicado em algo.

Também acredito que o Perdão é um dos atos que mais nos aproxima de Deus.

Perdoar é pura demonstração de amor.

browse around these guys Antonio Henrique Fernandes

Colunista

2 404

köp Viagra 150 mg på nätet Magia

 

Vou te dizer uma coisa. Existe mágica no mundo. De verdade. Não acredita? Observe mais atentamente o que ocorre ao seu redor. Ainda não conseguiu ver? Não se preocupe, vou explicar.

Antigamente as pessoas menos esclarecidas (e até as mais esclarecidas) quando não entendiam o funcionamento de alguma coisa diziam que era bruxaria. Bom, entende-se que somente os bruxos podiam fazer magia (ou feitiços). Mais ou menos como eu aparecesse agora no século 18 usando um IPOD, um notebook, ou simplesmente um aparelho celular. Com certeza diriam que se tratava de magia.

Então. O ser humano tem essa capacidade de dizer que o que não consegue entender, de certa forma pode ser chamado de magia. Quer um exemplo? A magia do amor. Seja qual a forma do amor a ser exercida, isso muda as pessoas. Passam a fazer coisas boas só para agradar a quem ama. Ou se doa de uma forma tão decisiva que só pode ser considerado magia. Uma magia boa.

E a Magia da Vida? Como explicar que apenas de uma semente que sai do homem e encontra fertilidade na mulher gera-se uma vida, que cresce a partir da mulher e depois vem ao mundo para viver.

Se você nunca foi a uma rezadeira com certeza conhece alguém que já foi. Eu mesmo, quando tive meu problema na infância, fui levado a uma rezadeira. Com seus chás e rezas, algumas vezes consegue que a pessoa consiga ficar boa. Nem sempre acontece, do mesmo jeito que a medicina nem sempre consegue a cura para determinado mal.

A chuva que cai do céu, depois que as nuvens se encontram e se condensam, é algo que a ciência só conseguiu explicar há algum tempo. A neve que cai, com seus flocos individuais (não existe um floco de neve igual ao outro, igual as nossas digitais), não seria pura magia? E o vento? Você o sente, vê objetos se moverem por causa dele, mas nunca o viu.

o Homem aprendeu a usar o fogo há aproximadamente 400 milhões de anos, mas alguém consegue explicar a forma de combustão? Sim a ciência já explicou, mas não é mágico quando se acende um fogo, seja no fogão ou em uma fogueira? E usando apenas pedaços de pau com sílex?

Claro que alguns vão falar que isso não é magia. Que é explicável pela ciência. Ok, mas tem algo que a ciência nunca conseguiu e nem vai conseguir explicar…

A maior magia entre todas:  A FÉ.

Acreditamos em uma força superior, que move, que cria, que cuida e que pode até fazer milagres acontecerem.

Há algum tempo eu escrevi um texto, aqui mesmo, perguntando O QUE TE MOVE E O QUE TE COMOVE. Bem, eu poderia acrescentar que as duas coisas podem ser alcançadas pela Fé.

Para acreditar que as coisas podem ser feitas, mesmo dentro de impossibilidades, é preciso ter fé. Crer em uma força superior.

Então vamos acreditar na magia, na magia do bem, pois a vida é mágica.

Antonio Henrique Fernandes

Colunista

 

10 634

A aventura de um pai solteiro com sua filha adolescente

 

Sempre tive vontade de ser pai. E de uma menina. Nesse sentido fui abençoado duplamente. O que não esperava era me tornar um pai solteiro.

Existem pais que pagam somente a pensão, fazem visitas ocasionais, compram presentes e está tudo bem. Não está tudo bem.

Um pai tem que estar sempre presente, participar da educação dos filhos, perguntar e acompanhar o rendimento escolar e da saúde.

Quando a minha filha nasceu, sem medo de parecer clichê, foi um dos dias mais felizes da minha vida e sempre fiz questão de ajudar em tudo o que fosse necessário. Desde trocar a fralda ate fazer a mamadeira. Brincar com ela então, não era obrigação, era prazer.

Até por estar sempre presente, quando eu a mãe dela nos separamos foi um choque para todos, principalmente para nossa filha, que mesmo sendo madura para a idade dela ainda tinha que conviver com os pais longes um do outro.

Mesmo quando ela foi morar com a mãe no Recife, indo morar do outro lado do país, nunca fiquei distante. Estava sempre presente. Comprei um telefone e um chip para poder falar com minha filha a hora que eu quisesse.

E para minha alegria ela sempre manifestou o desejo de morar com o pai. Depois de quatro anos distante, eis que ela vem morar comigo. No início foi só festa, mas depois vieram as obrigações e aí a situação se tornou diferente. Ela entendeu, um pouco tarde, que tinha obrigações e que agora não eram só férias, onde vinha só para brincar. Claro que às vezes eu que ia visitá-la e assim pegava uma praia, porque ninguém é de ferro.

Não foi fácil a reintegração da família, mas depois nós nos adaptamos à situação e a relação começou a fluir mais naturalmente.

Até que ela manifestou o desejo de voltar a morar com a mãe. Não fiz nenhuma objeção, afinal era um direito dela, no entanto, assim que ela voltou a morar com a mãe, não passou um mês já quis voltar a morar com o pai novamente. Se eu fiquei feliz? Com certeza. Afinal, se tenho uma razão maior da minha vida, só pode ser minha filha.

Estamos morando só eu e ela, vivendo uma aventura a cada dia, descobrindo as necessidades, obrigações, os lados mais difíceis de cada um.

Minha filha está prestes a completar quatorze anos de idade. Já uma adolescente, uma mocinha.

Já tivemos muitas conversas sérias sobre o mundo. Fui uma das primeiras pessoas a conversar com ela sobre menstruação, e falamos sobre sexo sim, de uma maneira que ela possa entender dentro da idade dela, mas sem rodeios. Brigo com ela quando preciso, elogio (porque filho precisa também de elogio), tento, na maioria das vezes ensinar as coisas, mesmo que ela não tenha muita paciência (nisso ela puxou a mãe). Gostamos de muitas coisas em comum, e isso ajuda no relacionamento. Ajuda também conhecer os gostos da filha, sendo musicais, filmes, livros e revistas.

Temos um vídeo game em casa e quando lembramos, jogamos juntos, ela mais me ensinando do que eu a ela (eita geração porreta que sabe tudo de games kkkkk).

Mesmo adolescente (eu diria aborrecente mesmo) eu brinco muito com ela e a gente sempre faz planos. Não sabemos se iremos concluir esses planos, mas sonhar não custa nada.

O mundo é um perigo e sempre ensino a ela como deve agir para evitar alguma coisa ruim, como ser assaltada por causa de um celular. Cuido dela, mesmo que ela só vá ao shopping ver filme com amiguinhas dela (vou junto e verifico se são amiguinhas mesmo), tento conhecer, quem são os amigos ou amigas. Deixo na escola e vou pegar todos os dias.

Faço isso com o maior prazer, porque como eu disse antes, cada dia que passo com minha filha é uma aventura, pois nos dias de hoje, ser pai (ou mãe) é um desafio muito grande. Ensino o que é certo, o que é errado, o que pode e o que não pode fazer, já que muitos pais na atualidade não estão mais se dando a esse trabalho.

E cada dia que passa eu aprendo a ser mais pai. E me torno um ser humano melhor sendo pai. E dou uma dica para os homens: sejam pais, pode ter certeza que irão crescer muito mais. A gente só aprende o que é amor de pai e mãe, quando nos tornamos um.

Antonio Henrique Fernandes

Colunista

6 450

A vida e suas decepções

 

Quem nunca passou por uma decepção em sua vida? Acredito que seja quase impossível achar alguém que não tenha enfrentado uma. É quase um fato da vida.

Desde cedo somos apresentados ao que aprendemos ser uma lição que levaremos para o resto de nossas atividades mundanas. Quando criança nunca ganhamos aqueles brinquedos que realmente queríamos (ao menos aconteceu comigo), o que me forçou a quando trabalhando comprar com meu próprio dinheiro.

Na escola então, é onde temos uma carga muito grande de decepções. Nos esportes escolares (tem gente que realmente não nasceu para esportes, o que, felizmente não foi o meu caso), nas notas, esse a maioria conhece bem e nos primeiros namoros.

Minha primeira decepção amorosa aconteceu realmente na escola. Era muito tímido e por isso perdi muitas chances de ter uma namoradinha. Ainda bem que isso não fez eu desistir.

Quando se cresce essas decepções também crescem exponencialmente. É incrível como tudo aumenta de tamanho quando atingimos a idade adulta. Talvez porque o mundo agora se torne maior do que quando somos crianças. O primeiro vestibular, o primeiro concurso e muitas outras formas de se quebrar cara.

Também é preciso entender que isso acontece para nos fortalecer, para que no futuro o aprendizado de ser vítima de uma decepção nos leve a crer que uma forma diferente de abordar algo pode ser mais benéfico. Não lembro de alguém ter morrido por causa de uma decepção. Mesmo que tenha sido do tamanho de um King Kong.

Ainda assim, acredito que a pior decepção é quando deixamos de fazer alguma coisa para nossos filhos. Não existe nada pior que ver a carinha de minha filha triste por algo que não pude fazer por ela. Mesmo explicando o motivo de não ter feito, não ter conseguido, é triste e me derrota por dentro. Ela vai aprender, como eu aprendi que quando acontece isso é porque provavelmente não era para acontecer, não naquele momento, e será mais aproveitado quando, de fato, ocorrer.

Vivemos com e por causa de decepções. Elas nos orientam, nos fortalecem e nos ensinam por toda a nossa vida. Quebrar a cara, ter a porta fechada e levar um pé na bunda é trivial quando aprendemos a superar e continuar caminhando. É como diz uma certa música: “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”.

Antonio Henrique Fernandes

Colunista

Um jardim para ser belo e aprazível precisa ser cuidado. E nesse caso, o jardineiro tem a maior das responsabilidades. Deixar o local visualmente lindo e com flores de vários perfumes.

Todos os dias o jardineiro tem que cuidar da terra, jogar adubo, tirar o excesso e as ervas daninhas, que todo jardim tem.

É um trabalho que exige paciência, mas principalmente tem que gostar de mexer com terra e de plantas.

As plantas, do mesmo modo que as pessoas e animais, reagem ao seu humor. Se estiver feliz, pode ter certeza que as plantas e as flores também estarão, pois pode observar que ficarão mais brilhantes e com cores mais vivas e altivas.

Mesmo as flores e plantas mais bonitas precisam ser podadas para que possam crescer e se tornar mais belas ainda.

A nossa vida pode ser comparada a um imenso jardim.

E nós somos esse jardineiro.

Cada planta e flor são os nossos parentes e amigos. Pode perceber. Mesmo que não queiramos, os inimigos ou aqueles que desejam o nosso mal, também estão lá. São como ervas daninhas que precisam ser extirpadas do jardim. Caso contrário vão ser proliferar e acabar com tudo. Ou seja, altamente nocivo.

Já os nossos amigos e aqueles a quem amamos temos que cuidar com carinho, adubar, ajudar a crescer, para que o brilho deles sempre ilumine o nosso caminho e a nossa Vida.

Também é preciso podar de vez em quando. Igual as plantas, há algumas coisas que em excesso pode prejudicar o crescimento, que no nosso caso seria o amoroso e intelectual.

Assim também é o jardim da minha vida. Com muitas flores e plantas que cultivo há tempos. Alguns mais, outros menos, mas sempre tomando conta, podando e cuidando para que ervas daninhas não danifiquem o meu jardim. Não tenho medo de me sujar na terra e procuro sempre ter um bom adubo. E também procuro diversificar bastante as flores do meu jardim.

O jardineiro também toma muito cuidado com quem entra e sai, para não ter que consertar tudo de novo depois.

E você? Está cuidando de seu jardim?

Antonio Henrique Fernandes

Colunista

6 648

O assunto do momento. O jogo Baleia Azul. Esse jogo apareceu pela primeira vez na Rússia, onde uma jovem de dezessete anos cometeu suicídio. Inclusive um suspeito de ser o primeiro curador foi preso.

No que consiste o jogo? Em linhas gerais existem 50 tarefas passadas por um indivíduo, identificado como curador, para que o participante do jogo o pratique. Uma tarefa por dia. E a última tarefa seria simplesmente se matar. Algumas dessas tarefas são:

 1 – Com uma navalha, escreva a sigla “F57″ na palma da mão e em seguida enviar uma foto para o curador.

         2 – Assista filmes de terror e psicodélicos às 4:20 da manhã, mas não pode ser qualquer filme, o curador indicará, lembrando que ele fará perguntas sobre as cenas, pois ele quer saber se você realmente assistiu.

         3 – Corte o seu braço com uma lâmina, “3 cortes grandes”, mas é preciso ser sobre as veias e o corte não precisa ser muito profundo, envie a foto para o curador, e seguirá para o próximo nível.

E vai ficando pior, até que se chega às ultimas tarefas:

29 – Fazer um voto de que você é realmente uma baleia azul.

          30 – 49 – Todos os dias você deve acordar às 4:20 da manhã, assistir a vídeos de terror, ouvir músicas que “eles” lhe enviam, fazer 1 corte em seu corpo por dia, falar “com uma baleia” durante o intervalo dos desafios entre o 30 e 49.

          50 – Tire sua própria vida.

 

o-jogo-mortal-tem-assustado-pais-em-todo-o-mundo_1249803

 

Percebe-se que todas essas tarefas têm o intuito de enfraquecer o jogador psicologicamente até que se atinja o último grau, que é fazer com que se mate.

Infelizmente, o jogo atingiu sucesso e fez várias vítimas, todas adolescentes ou jovens adultos, entre 15 e 24 anos de idade.

Recentemente tivemos casos de suicídios no nosso país já relacionados a esse jogo. E esse fato acendeu uma discussão enorme sobre o assunto. O que fazer? Como reagir? Mas, principalmente, como cuidar de nossos filhos adolescentes para que não caiam nesse precipício.

Não sou psicólogo, nem tenho alguma formação na área, mas sou pai de uma adolescente de 13 anos e o receio se instalou na minha residência, como deve ter acontecido com milhares de pais no Brasil e no mundo.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), já foram registrados mais de 800 mil suicídios no mundo inteiro sendo que o Brasil ocupa a 8ª posição no ranking, ultrapassando o número de 12 mil casos ao ano. E desse número já está preocupando o aumento de suicídios entre os jovens e adolescentes.

Uma das principais causas é a depressão que atinge vários níveis, inclusive entre os jovens, que na teoria não viveram o suficiente para ter esse distúrbio, como imaginam muitas pessoas. O problema é que depressão é uma doença que precisa de tratamento, e igualmente, precisa ser falada. Muitas pessoas que têm depressão não falam, mas dão pistas e as pessoas mais próximas precisam estar atentas a essas pistas. E quando surge um jogo como esse, quebra mais ainda a proteção psicológica do jovem.

Outra das causas seria o bullying, em casa, nas escolas ou qualquer outro tipo de atividade que envolva a criança ou adolescente.

Nem tudo é culpa dos pais, que nos últimos anos passaram a trabalhar mais para conseguir dar aos filhos uma estabilidade e um futuro melhor, ainda que isso acabe fazendo com que passem menos tempo em família. Evidente que há uma parcela de culpa aí, e os filhos, ausentes dos pais, acabam encontrando na internet um frágil substituto para essa ausência.

A internet, desde que virou mania, contribuiu muito para que os jovens (não só, mas principalmente) ficassem mais tempo em casa, jogando, assistindo a filmes e séries e tendo conversas intermináveis através das redes sociais e bate papos como o WhatsApp. São agora os chamados Filhos do Quarto. Nesse caso os pais precisam manter uma vigilância maior e mais acurada e manter também um diálogo aberto e sincero com os filhos. A rede mundial também virou porta de entrada para muita coisa ruim. A Baleia Azul é só mais uma e, pode ter certeza, ainda vão aparecer mais coisas.

Agora, é necessário quebrar com o tabu e jogar na cara da sociedade que algo precisa ser feito. As taxas de suicídio continuam aumentando. Precisamos cuidar de nossos filhos.

Às vezes algo dessa natureza precisa acontecer para que se faça alguma coisa. O jogo veio e escancarou uma fragilidade. Essa fragilidade deve ser discutida com urgência, por todos os envolvidos, ninguém deve fugir à responsabilidade, nem os pais e nem o Poder Público.

 

Antonio Henrique Fernandes

Colunista

 

 

0 316

Utopia.

 

Para quem não sabe, a palavra UTOPIA teve a sua origem devido a um livro escrito por Thomas Morus, em 1516, onde ele apresenta uma sociedade perfeita, no entanto, inexistente. E foi a partir daí que essa simples palavra passou a representar tudo o que é imaginado e sonhado como algo perfeito, ideal, enfim, utópico.

Vejam bem, foi escrito no século XVI e estamos  no século XXI, e por incrível que pareça, não parece estar tão distante assim. Para ilustrar esse fato é preciso entender que o livro tem duas partes, ou dois livros, sendo que no primeiro há uma crítica à Inglaterra da época e no segundo, uma sociedade que seria algo em contraponto à sociedade inglesa. Nele o personagem principal, Rafael Hitlodeu, narra a sua viagem à Utopia.

O autor escreve no primeiro livro que os camponeses estão sendo expulsos do campo e migrando para as cidades (alguém lembra dos êxodos nacionais exatamente iguais?). Assim, descreve que: 1) há bandos de ladrões, 2) a justiça é cega e cruel, 3) a realeza é ávida por riquezas, 4) há perseguições religiosas, 5) um povo oprimido pelo trabalho para manter quem está no poder, 6) a sede de riqueza por parte de quem está no poder é tanta a ponto de causar miséria do povo com aumentos de impostos, além de cavar um abismo entre as classes sociais.

Não sei se mais alguém percebeu, mas eu notei que há uma semelhança muito grande com a nossa atual realidade.

A crítica de Thomas Morus, em seu livro Utopia, serve muito bem para nosso país, e até mesmo para o mundo. Mas convenhamos que a nossa sociedade, principalmente aqueles que estão no poder, se parece demais com a realeza da Inglaterra do Século 16. A Inglaterra continua sendo monarquia, mas algumas coisas mudaram por lá. Não é um país perfeito, mas muitas mudanças foram feitas e o povo parece algo que satisfeito.

Aqui, no entanto, parece caminhar para um abismo sem volta. O povo ainda não compreendeu que é preciso mudanças, algumas até mesmo radicais, para que nos tornemos mais parecida com a sociedade utópica descrita no livro de Morus.

Aquela sociedade alternativa não tinha problemas, pois lá não se podia prejudicar ninguém em favor de uma religião, a intolerância e o fanatismos eram punidos com exílio e servidão (claro que isso teria que ser modificado, por exemplo, por leis mais severas do que temos atualmente), o povo podia escolher  suas crenças e cultos, podendo coexistir em harmonia ecumênica, além de desfrutar de paz (as guerras que vivemos em nosso país contra o crime e os traficantes se equivales às guerras que o Rei Henrique VIII travava em sua época. E o mais importante, o parlamento zelava pelo bem do povo.

Alguém acredita que os nossos políticos e representantes do povo pensam realmente no bem de quem vota neles?

Precisamos de uma nova república, mas essa mudança tem que partir do povo, pois somos um país democrático, que talvez ainda não tenha aprendido o quanto é poderoso um voto.

Se a Inglaterra de Thomas Morus se aproximou bastante do seu sonho utópico relatado em um livro, por que não podemos sonhar com a nossa utopia brasileira?

Antonio Henrique Fernandes

Colunista

 

 

 

 

2 455

As mentiras da Internet

Em semana do dia da mentira, 1º de abril, você provavelmente já leu na Internet que dá para ver mais visitou o seu Facebook (na realidade, sua Timeline). Infelizmente digo que isso não é verdade. A maior característica do extinto Orkut não ocorre no Facebook.

Muita coisa é disseminada na Internet, mais precisamente nas redes sociais, como sendo verdade, no entanto, não tem base e nem fonte segura.

Pesquisas científicas, como a que diz que a Nutella faz mal à saúde e dá câncer e que a cura da AIDS foi descoberta e não liberam, não têm fundamento, ainda assim muita gente acredita. Ao compartilhar esse tipo de notícia corre-se riscos de causar alguns problemas com pessoas que levam à sério.

Notícias envolvendo celebridades (estão sempre matando alguém) e sobre políticos (vide algumas denúncias ou enlameando algum político que é favor de alguma coisa boa ou mesmo um político já com os pés na lama) são constantemente anunciadas nas redes.

É preciso filtrar o que se lê nas redes sociais e certos sites. Buscar fontes seguras, coisa que uma pesquisa rápida no Google evita passar vergonha antes de repassar a notícia.

Há alguns sites ou páginas que são puramente de humor, como o Sensacionalista e o Joselito Muller. Não tem como confiar, e, no entanto, muita gente acaba acreditando nas notícias ali divulgadas.

Outros sites foram criados para serem disseminadores de mentiras, e o pior, ainda ganham com isso. O site Departed.co, nos Estados Unidos é um desses e pode ganhar até cerca de 40 mil dólares por ano, por causa dos banners publicitários das páginas que recebem milhares de visualizações. Quanto mais uma mentira é compartilhada, mais se ganha. No Brasil há o site Folha Política, que de tantas notícias falsas chega a ganhar 100 mil dólares por ano.

Mentir, aparentemente, é um ótimo negócio.

Há de se desconfiar, pois diferente do que muita gente fala, que se está na Internet é verdade, muita coisa é bem ao contrário.

O que fazer? Simples, ter mais cuidado ao repassar, ao compartilhar informações. Pesquise antes, procure em sites de busca. Não caia nessa tentação!

Fonte: Reportagem de capa da Revista Superinteressante, edição 372, março de 2017.

Antonio Henrique Fernandes

Colunista

 

 

0 369

Sorria!

 

Sorria, ou ria, ou melhor ainda, gargalhe.

Quando dizem a você que rir é o melhor remédio, isso não é conversa de botequim. Muitos dizem ainda que rir desopila o fígado, mas existem pesquisas médicas que orientam que rir realmente é muito bom para a saúde.

Uma pessoa que não ri sofre. Sofre de muitos males. Ninguém gosta de quem não sorri. Claro que você não precisa sorrir o tempo inteiro… há o tempo de chorar (que também faz bem à saúde e principalmente acalma) e há o tempo de ficar sério.

Mas convenhamos, o sujeito chega a uma loja, departamento, farmácia, supermercado, ou qualquer outro lugar e é atendido por uma pessoa má humorada. O que vai acontecer? Não vai gostar do atendimento e é muito provável que vá embora sem comprar o que tinha intenção de comprar. No entanto, se é atendido por um grande, imenso sorriso isso muda tudo. Mesmo que a pessoa que vá comprar diga apenas “estou só olhando”.  (Eu vi você sorrindo, ou vai dizer que nunca falou isso em uma loja?)

Falando sério agora (um pouquinho), as pesquisas científicas descobriram que:

1 – Rir libera endorfina, ou seja, alivia as dores, pois esse hormônio é ótimo aliado no combate a depressão, ansiedade e estresse.

2 – Rir combate rugas: já disseram que exercícios fazem a nossa pele ficar menos flácida e isso acontece com o nosso rosto, que tem dezenas de músculos. Não acredita? Quando uma pessoa sorri ela movimenta cerca de 12 músculos faciais, ao gargalhar, movimenta 24 músculos e quando faz as duas coisas, movimenta 84 músculos. Um exercício e tanto não é mesmo?

3 – Rir melhora a sua digestão: dizem que rir muito faz doer a barriga, exatamente porque os músculos do local são estimulados quando se gargalha, o que acarreta uma massagem no sistema gastrointestinal, auxiliando assim a digestão.

Procure rir ou sorrir mais no seu dia a dia. Isso com certeza vai melhorar o seu humor e o de quem o rodeia. No mínimo. Conte piadas. Ria das piadas. Tente ver sempre o lado bom das coisas. Estamos vivendo tempos estranhos onde até fazer uma piada está virando uma coisa de outro mundo.

Sorria se o sol aparece quando você acorda. Mais um dia pleno de energia para trabalhar ou fazer qualquer tipo de atividade. Sorria mesmo que amanheça chovendo. Ótima oportunidade para escrever, ler um livro, tomar um café quente.

Sorria para seu vizinho, seu marido, sua esposa, seus filhos, amigos, no trabalho, na praça, na academia. Eu já disse que rir é bom?

Então vamos rir, sorrir e gargalhar.

Uma piadinha para melhorar o dia:

Verbo Empurrar – conjugação

Eu Empurro

Tu empurras

Ele cai

Nóis ri

Ele levanta

Nóis corre.

 

 

Antonio Henrique Fernandes

Colunista

 

 

O ocaso do Romantismo.

 

O Romantismo já era. Será?

Em algum momento nos últimos 20 anos o mundo entrou em uma curva onde as coisas boas passaram a ser coisas raras. Principalmente no Brasil. Uma dessas coisas boas que aparentemente ficou para trás seria o romance. De propósito? Não creio. Mas fico pensando o que nós ganhamos com o desaparecimento do Romantismo (com “R” mesmo).

Quando eu era adolescente e tímido a única maneira de chegar a alguma menina que eu gostava era através de cartas, ou bilhetinhos, e para falar a verdade, nunca deu certo. Mas graças a Deus havia outras maneiras, como os bailes. Nessas festas tocava-se principalmente músicas lentas, românticas e essa era a deixa para eu conseguir me aproximar de alguma garota: convidando-a para dançar. E eu era até bom nisso.

Também dei flores. Muitas.

Meu último texto na coluna foi sobre a corte. E o galanteio tem muito a ver com o Romantismo. Não se faz uma conquista se não tiver romance. E aí é onde entram as flores, os poemas (escritos ou declamados), filmes melosos para se assistir agarradinhos (ou não) no cinema, e bailes.

O Romantismo também está em ser cavalheiro. Aquele príncipe encantado que toda moça espera em seu corcel branco. Abrir uma porta para ela entrar, afastar a cadeira para ela se sentar. Abrir uma garrafa ou lata no lugar dela, para não se machucar (é claro, ou acham que seria porque o homem tem mais força?). Ir a um encontro levando um buquê de flores, ou apenas uma rosa. São esses detalhes que fazem o Romantismo.

Muita coisa realmente mudou nesses últimos vinte anos. Não ouvimos mais músicas belas com mais frequência, não há mais bailes para namorados, passeios no parque estão rareando, claro que a violência no país contribui muito, no entanto, ainda assim não há mais festas, se resumindo apenas a um dia no ano. O Dia dos Namorados. É pouco.

O Eu te Amo virou banalidade. Qualquer um diz, a qualquer momento. Eu gosto de ser cavalheiro. Eu gosto de ser romântico. De ter um jantar a dois. De ter uma preparação para aquela noite inesquecível. As mulheres também mudaram. Muitas não fazem mais questão de um homem romântico. Ou melhor, dizem que querem, mas na realidade, na hora do romance, escolhem o cara que é cafajeste. Já vi muitas assim. Se você não se encaixa nesse perfil, meus parabéns, ainda é uma romântica de verdade. Os príncipes viraram ogros. E não é nem o Schrek. Ele é um cara legal.

Digo por experiência própria. Eu mesmo era um cara que mandava flores, fazia bilhetes apaixonados, dedicava músicas e gostava de dançar agarradinho. Levava café na cama. E hoje estou solteiro. E escaldado.

Eu ainda ouço as mesmas músicas que ouvia 20, 30 anos atrás. Porque não há atualmente música com a mesma qualidade. Há músicas românticas ainda? Sim, claro, mas fala a verdade, quando se liga a rádio, espera ouvir alguma? Nos programas só tocam músicas com a qualidade lamentável. Músicas completamente descartáveis. O que resta são os programas com Flashback

É pouco.

Filmes românticos diminuíram, músicas românticas diminuíram, falar sobre amor virou coisa do século passado.

Os homens mudaram também. Estão ficando mais arredios. Sabem que não adianta mais ser românticos. Foram superados pelos “ogros”. E por isso muitos dos casamentos acabaram virando descartáveis. Não há amor, não há romantismo, não há cumplicidade.

Estarei exagerando? Talvez.

Acho que ainda existe o Romantismo, o verdadeiro. Mas é preciso que se traga à superfície novamente. Que veja o sol.

E, mulheres, sejam românticas. Escolham o romântico. E pode ter certeza que seus relacionamentos irão modificar, arrisco a dizer, para melhor.

Não deixem o Romantismo virar uma página amarela do tempo, virada no livro da vida.

Antonio Henrique Fernandes

Colunista.

2 427

Ela: a mulher!

E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.

… Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar;

E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão.
E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada.

 ===========================================================================================

Este fragmento de texto foi tirado da Bíblia, mais exatamente do Livro Genesis. Percebe-se que há uma diferença entre a criação do Homem e a da Mulher.

O Homem veio do barro, mas a mulher, veio da costela, parte do homem, e foi feita carne. Só isso já a torna especial. E sendo carne, a ela foi dada a capacidade de suportar dor maior que o homem. Mas o mais importante, foi-lhe dada a concepção.

Sendo filhos de Deus, criados em sua semelhança, a concepção é o mais próximo que podemos chegar do milagre da vida, perpetrado por Ele. É neste simples ato, onde parte do homem e parte da mulher se unem para gerar uma vida, é que se completam.

O papel da Mulher neste mundo é grande, pois se ao Homem foi dada força, a ela foi dada doçura, paciência e uma capacidade infinita de sorrir, mesmo quando em momentos ruins de sua vida.

Na História tivemos Homens importantes que desempenharam bem sua liderança, mas também é verdade que tivemos Mulheres excepcionais, em vários campos. Política, ciências, esporte, jornalismo, entretenimento e muitos outros.

Em cada uma dessas áreas você encontrará uma mulher de fibra, de coragem e determinação, com inteligência, prudência, mas, sobretudo, conhecimento.

Já perceberam onde quero chegar? Ainda não? Bem, veja que as mulheres além de fazer tudo isso que já mencionei, ainda são mães, donas de casa, irmãs, filhas e esposas. Não é sensacional?

E só o que elas querem é igualdade! Não querem ser melhores. Querem os mesmos direitos. Apenas!

É preciso que o Homem abra o olho e perceba, antes que seja tarde demais, que tudo o que ele precisa para suportar qualquer obstáculo e qualquer adversidade, é ter uma mulher AO SEU LADO. E vice-versa.

À mulher, meu mais atencioso MUITO OBRIGADO! Que bom que vocês existem.

Parabéns pelo seu dia!

Antonio Henrique Fernandes

Colunista

 

 

4 421

O Orvalho da Corte.

 

Fosse eu menestrel das cortes antigas faria uma linda canção para demonstrar como se conquista uma mulher. Com floreios e palavras difíceis cantaria que a mulher (toda mulher) não só merece mais do que o mundo. Merece sua atenção. Merece mais do que uma flor, enfim um jardim inteiro. Merece mais do que as gotas do orvalho que abraçam com serenidade o amanhecer de cada dia.

Não sou poeta, nunca fui, mas tenho que concordar que os poetas enchem de palavras bonitas quando tratam sobre o galanteio e conquista de uma mulher.

Muitos homens procuram justamente poesia, palavras bonitas ou rosas (em detrimento de outras flores tão bonitas e perfumadas quanto). A Corte, como dita antigamente, sempre foi um jogo mais intrincado do que xadrez, em que rolam alguns interesses. Sim, é claro que há interesses. De ambas as partes. Ninguém pode negar isso. Mesmo que o interesse seja apenas o de amar.

No mundo moderno, o galanteio, ou corte, baixou muito de nível, sendo considerado em muitas vezes cantadas baratas. E disso as mulheres estão cheias e cansadas de ouvir. Elas, inclusive, agora também partem para o galanteio, não sendo mais uma coisa totalmente masculina.

Mas, o que pretendo aqui expor é que muitas vezes o galanteio tem um alvo definido e uma meta mais definida ainda. Tal embate pode durar uma eternidade, ao mesmo tempo em que pode durar apenas alguns segundos. Isso varia da tática usada (ou ousada) de quem a pratica. E há um erro que muitos cometem após conseguir o que quer com sua corte.

Qual o erro, podem me perguntar?

Simples. Depois que conseguem o que querem esquecem de continuar fazendo a corte.

Se consideram uma mulher como uma flor ou um jardim inteiro, não percebem que tanto o jardim quanto a mais pura flor dependem de cuidados. Diários.

Ao se conquistar uma mulher, que em um primeiro momento, se quer ter a companhia para sempre, é preciso cultivar, aquecer, regar, e cuidar com todo carinho e amor, para que, como uma flor, ela dure, formosa e linda e que esse amor dure na mesma medida.

Não, não é só em dias especiais que a mulher deve ser lembrada. Dia da Mulher, Dia das Mães, Dia da Avó, Dia dos Namorados e outras datas comemorativas. Para a mulher que foi tão amplamente cantada e glorificada em poemas, bombos e buquês, esse reconhecimento tem que ser diário. Se não diário, mas com uma frequência maior que datas. Para que não reclame depois que a mulher esteja “gorda”, “desajeitada”, “feia”. A mesma mulher que fez você se sentir o homem mais feliz do mundo precisa do mesmo carinho e atenção de quando estava sendo feita a corte.

Não é porque já a conquistou que não deva mais agradá-la. O amor não é amplamente pleno se não a tratar bem a todo o instante. Não é porque agora ela é mãe que virou uma santa a ser posta em um altar. Ela continua sendo uma mulher e, como tal, tem os mesmos desejos de antes da gravidez, talvez até mais.

Claro que tem mulheres que, igual homens têm uns ogros, são um verdadeiro cacto, mais espinhos que flores. Aí cabe ao homem ter a inteligência de lidar.

E à mulher, o conselho é o mesmo, afinal estamos vivendo a modernidade, onde os direitos são iguais e a mulher também luta por aquilo que quer.

Antonio Henrique Fernandes

Colunista

 

2 514

O que te move? Ou te comove?

 

O que nos faz acordar todos os dias pela manhã, levantar, tomar café e ir, ou ao trabalho, ou à escola?

Mesmo sabendo que o fim de todos é o mesmo: a morte?

Creio que, além de nossa mente estar preparada para isso, há uma coisa chamada VIVER A VIDA. E isso em toda a sua plenitude. Com erros e acertos.

Ninguém diz a você que será fácil, que a caminhada será só descida… não! Tem descidas, tem pedras, muros e diversos outros tipos de obstáculo que a vida nos encaminha.

Entretanto, ao caminhar a vida, vamos encontrando e conhecendo pessoas que fazem valer à pena esse andar. Pessoas que preenchem cada vazio de nossa existência. Claro que é preciso lapidar essas pessoas como se fosse uma pedra preciosa, o que na verdade são. E cada pessoa que passa em nossa vida nos deixa um pouco de ensinamento, sabedoria. Basta que saibamos agir como um apanhador de sonhos, pegando e filtrando aquilo que é bom.

Conhecer o que é ruim também é importante. Muitas vezes precisamos estar do outro lado da moeda para dar valor à própria vida, sem criticar aos outros.

Os sábios dizem que para que se tenha uma vida plena e que uma vida seja realmente chamada de VIDA, é preciso fazer uma coisa: AMAR. É o Amor que tem por objetivo ser o Norte de nossas existências. Aquela coisinha que aprendemos dentro de nossas casas e que, por obrigação, podemos e devemos estender a quem não faz parte de nosso círculo familiar.

Isso é o que nos move. Ou devia mover.

Agora, quando alcançamos o Amor, chegamos ao que nos comove.

Se alguém se comove com outra pessoa, ou com algum tipo de situação delicada, mesmo envolvendo o seu animal de estimação (selvagem também vale), é porque até aqui o Amor esteve presente. O contrário não existe. Ninguém que não tenha experimentado o amor consegue se comover.

Particularmente nunca vi quem não tenha amado nesta vida se comover com um simples gesto. Mas posso atestar que se uma pessoa que nunca amou na vida, por algum motivo, comoveu-se com uma situação, a partir daí ela pode dizer que alcançou o amor.

Se comover não é só se debulhar em lágrimas. Não! É deixar que o seu coração seja tocado de maneira delicada por sentimentos bons, que preenchem e te envolvem.

E quando nos comovemos atingimos um dos grandes objetivos da vida.

Tudo é um círculo. Amar é se comover.. Comover-se é Amar. Não há como fugir disso. Na realidade, não devemos fugir desse círculo.

Antonio Henrique Fernandes

Colunista

 

4 482

O Patinho Feio

 

Acredito que todos nós já fomos como o patinho feio dos contos de fada. Há mais de cem anos ouvimos essa história contada por nossos pais e através de livros.

O patinho que foi largado pela sua família porque era diferente, e só foi feliz quando descobriu os seus iguais. Alguém já ouviu uma história parecida? Não é tão diferente de tantas histórias que acontecem pelo mundo.

O conto de fadas tem a moral final de que todo patinho feio se transforma um dia em um lindo cisne, pois afinal, não era pato.

Ser diferente não é ruim. Não acredito que tenhamos tantos seres humanos iguais. Se assim fosse seríamos uma unidade, o que, na verdade nunca fomos. As pessoas não percebem que a questão de ser igual é muito mais relativa do que pensa… todos somos iguais na medida que somos seres humanos racionais. Todos somos iguais na medida em que temos cabeça, corpo e membros. Mas, ainda assim temos nossas diferenças, e algumas delas são genéticas.

Somos únicos justamente porque somos diferentes. O meu pensamento é diferente.

Mas o que verdadeiramente nos torna diferentes são as nossas impressões digitais. Não há uma, entre mais de 7 bilhões de pessoas, que seja igual à outra.

E ainda assim não toleramos a diferença.

Somos humanos, mas a cor da pele nos faz diferentes. Claro que é diferente; quando estudei na escola aprendi que os seres humanos se adaptam em qualquer tipo de lugar, até mesmo aos mais inóspitos. Evidente que, para aguentar o calor do sol e seus raios solares em um lugar mais deserto, a pele tinha que ser mais escura, pois tudo depende da melanina. O que acontece ao contrário em regiões onde se tem pouca presença do sol. A pele se torna branca.

Geneticamente somos todos iguais. Mas o que comemos, o tempo que passamos ao sol, e outros fatores podem nos tornar diferentes. E isso não nos faz melhor do que qualquer um. Apenas mais preparados, talvez.

Como o Patinho Feio, temos a capacidade de ficar melhor junto aos iguais, e de mesmo modo, nos sentimos desconfortáveis entre aqueles que não são parecidos. O importante é não nos sentirmos melhor ou atacar quem não é parecido. E isso vale para ideias, cores, religião e outros fatores.

Temos que aceitar que não somos iguais. Somos um tipo de ser e cada um tem a sua individualidade.

Acima de tudo, somos seres humanos e todos nós somos como o patinho feio. E também somos o cisne da história.

Antonio Henrique Fernandes

colunista

8 598

A Arte de Inspirar.

 

Nos dias atuais é muito complicado encontrar algo ou alguém que possa nos inspirar a fazer alguma coisa grande, alguma coisa que faça quebrar paradigmas dentro de nossa própria existência.

Ao mesmo tempo em que esperamos muito das pessoas, pretendendo nos sentirmos inspirados, acontece exatamente o contrário: acabamos nos decepcionando. Infelizmente com uma certa frequência.

É certo que os ídolos atuais não inspiram muitas coisas boas às pessoas que os seguem. Muitos são péssimos exemplos. E nem vou muito longe. Antigamente tínhamos essa inspiração para coisas grandes e belas dentro de nossas próprias casas. Vivemos tempo em que os pais não são mais inspiração para ninguém. Nem para os próprios filhos.

O que é inspirar? É fazer com que outras pessoas vejam, através de exemplos (bons exemplos), e façam o mesmo. Um dos exemplos: Quando Gustavo Kuerten ganhou em Roland Garros, na França, ele inspirou várias crianças a praticarem o esporte, o tênis.

O esporte ainda é uma das poucas coisas que realmente inspiram crianças e jovens.

Mas e aos adultos, no que eles se inspiram?

Em bons exemplos, de caráter, de honestidade, de integridade.

Coisas que estão se rareando ultimamente. Não vemos mais atos de bondade com tanta frequência. Não tanto quanto gostaríamos. Exemplos a serem seguidos estão diminuindo. Todos nós gostamos de nos inspirar, mesmo no menor dos gestos, como ver uma pessoa ajudando uma pessoa com dificuldades a atravessar a rua.

Um senhor desempregado que acha uma carteira cheia de dinheiro e, mesmo necessitando muito, a devolve para o seu legítimo dono. Isso é inspirador. Nos inspira a ser honestos e acreditar na honestidade. Na educação que recebemos em casa.

No mundo de hoje, precisamos de mais pessoas que nos inspirem a sermos grandes. E bons.

Lendo um livro sobre uma moça que, aos 16 anos, conseguiu dar a volta ao mundo em um barco. Ela mesma inspirada por outros navegantes, tão jovens quanto elas e com certeza será inspiração para outros que virão. Pode soar um pouco maluco o que ela fez? Sim, mas quando temos um sonho, o que precisamos não é de pessoas que nos prenda, e sim de pessoas que inspirem a acreditar que o nosso sonho é possível.

Inspirar é isso.

 

Antonio Henrique Fernandes

Colunista

 

8 689

A vida é sempre um eterno recomeço. Há fases em nossas vidas que permitem esses recomeços. Muita gente acha que a vida começa quando nascemos, mas vou um pouco além e aqui me permito divagar, não tornando essa conversa em algo mais etéreo ou de fundo religioso, afinal, falo de recomeços.

A forma como nós conhecemos, de viver a vida, nos dá essa certeza que podemos mudar quando quisermos aquilo que não gostamos. Muitas vezes não temos esse controle total, mas temos ainda assim a liberdade de escolher o caminho pelo qual iremos andar por algum tempo. Por que digo algum tempo? Porque nem todo caminho é perene. Nem reto. Há muitas curvas e encruzilhadas.

É nessas encruzilhadas que temos que tomar decisões. Essas decisões espelham uma nova vida.

Quando saímos da nossa tenra infância, onde o que se pode e deve é apenas brincar, entramos na vida escolar. Não porque queremos, mas porque é uma necessidade intrínseca do ser humano. Quanto mais aprendemos, mais temos condições de tratar bem o ser humano (aqui divaguei, pois nem sempre isso acontece). E aí saímos do ensino fundamental para o ensino médio.

Nessa etapa da vida escolhemos até mesmo se queremos namorar. Se bem que não é uma questão de querer. Muitos querem, mas botar isso em prática é diferente de pessoa para pessoa (eu mesmo, enquanto aluno, nunca namorei, apesar de ter minhas paixões juvenis).

Mas é na fase adulta que podemos dizer que é o grande recomeço de uma vida. Onde suas escolhas determinarão o seu futuro.

Um casal se conhece, namora, casa, tem filhos, constitui um lar… e depois se separa. Fim? Não! Para mim só existe um fim. A morte. Mesmo separado há um recomeço e para isso basta fazer o que tenho dito nesse texto: escolher.

Do mesmo modo quando perdemos um emprego. Podemos recomeçar em outro emprego, estudar e fazer um concurso.

Simplificando tudo, o que quero dizer é que para haver recomeços, é necessário que se faça algumas escolhas. Uma coisa depende muito da outra.

E nunca é tarde demais para se fazer uma escolha e recomeçar, mesmo que do zero, uma nova vida.

Pense, reflita e, finalmente, escolha!

Antonio Henrique Fernandes

Colunista

 

Copy Protected by Chetan's WP-Copyprotect.
%d blogueiros gostam disto: