sinopses clássicos

0 200

valuta schweiz forex Isaura, escrava de pele branca, foi criada como filha na família em que serve. Foi durante muito tempo a protegida da matriarca, que prometeu que após a sua morte a moça deveria ser liberta. Entretanto, esse último desejo não foi satisfeito e Isaura se tornou propriedade de Leôncio, um jovem sem caráter que por ela se interessa, apesar de casado.

website link A beleza da jovem cativa desperta paixões em vários dos personagens, além de Leôncio, o jardineiro Belchior, o feitor da fazenda e até o irmão de Malvina, esposa de Leôncio, fazem propostas à moça.

binär option erfahrungen O pai da escrava, um homem livre chamado Miguel, reúne a vultosa quantia que fora pedida pelo pai de Leôncio para libertá-la, porém, o vilão encontra uma maneira para descumprir a promessa do pai, fingindo luto por sua morte. Inconformada com a situação, Malvina retorna para a casa de seus pais, fato que deixa Leôncio livre para atormentar Isaura.

special info O pai de Isaura, Miguel, decide então fugir com a filha para o nordeste do país. Os dois se instalam em Recife e adotam novos nomes. Na nova cidade Isaura conhece Álvaro, homem por quem se apaixona e é correspondida. Ele fica sabendo que ela é uma escrava fugida da pior maneira, ao levá-la a um baile um estudante a denuncia na frente de todos. Isaura é obrigada, então, a assumir sua condição, Álvaro, porém, defende a amada.

http://www.spaceforthebutterflies.com/?sertonke=opzione-wind-call-your-country-fisso&a34=50 Descoberta, Isaura volta a ser escrava de Leôncio. Numa manobra, Isaura é convencida a se casar com Belchior, porém, antes que a cerimônia fosse realizada, surge Álvaro, que havia descoberto a falência de Leôncio e adquirido sua dívida. Dessa forma, ele passa a ser dono de todas as propriedades do vilão, incluindo Isaura. Leôncio se mata e a história tem um desfecho feliz.

0 213

legit binary options robots Caminha estrutura seu relato datando-o, como um diário, a partir da saída de Belém, em 9 de março, até o dia 1º de maio, quando a carta é finalizada. Narra a passagem pelas Canárias e por Cabo Verde para, enfim, avistarem “sinais de terra” em 21 de abril. O desembarque seria no dia 22, após avistarem um monte “mui alto e redondo” que denominaram Pascoal, por ser época dos festejos de Páscoa.
Há uma minuciosa descrição dos nativos, tanto em termos de aparência quanto de comportamento. Do mesmo modo, são citados direta e indiretamente cerca de dezoito membros da tripulação e sua interação com os nativos. O primeiro escambo (troca) ocorre em clima amistoso, embora Caminha relate a ansiedade dos navegantes em relação a possível presença de metais preciosos na nova terra. Cita as reações dos índios diante do que era oferecido pelos europeus, desde alimentos até objetos. O escritor também se detém na descrição física dos nativos, destacando suas pinturas e enfeites corporais, a limpeza e a saúde de seus corpos, que muito lhe impressionam, bem como a “inocência” dos nativos e nativas com relação à nudez.
Outro aspecto importante diz respeito à religião. Caminha narra as cerimônias cristãs celebradas pelos sacerdotes presentes na esquadra, bem como a aparente curiosidade dos nativos com relação a essas celebrações. Destaca-se aí a descrição da Primeira Missa, celebrada no domingo, dia 26 de abril.
Caminha encerra a carta aconselhando ao rei de Portugal uma grande tarefa civilizatória, que deveria ser a catequização dos nativos.

fonte: http://educacao.globo.com/literatura/assunto/resumos-de-livros/a-carta-de-achamento-do-brasil.html

0 181

O narrador Zé Fernandes pretende demonstrar ao leitor a tese segundo a qual a vida no campo é superior à vida urbana. Para comprová-la, relata a trajetória de seu amigo, Jacinto. Herdeiro de grande fortuna obtida através da exploração de propriedades agrícolas de Portugal, Jacinto nasceu em Paris e adorava a cidade. Segundo ele, a capital francesa era o exemplo perfeito de civilização, o único espaço em que o ser humano poderia ser plenamente feliz. Chegou a criar uma fórmula, que mostrava que a “Suma Ciência” (tecnologia e erudição) multiplicada a “Suma Potência” (capacidade humana), conduzia à “Suma Felicidade”.

Jacinto e Zé Fernandes se conheceram na Universidade em Paris, mas este último teve que retornar a Portugal por motivos familiares e eles se separaram. Durante sete anos, Zé se dedicou à administração da propriedade rural de sua família em Guiães, nas serras portuguesas. Resolvido a tirar um tempo para descansar, foi a Paris rever o amigo. Encontrou-o entristecido e corcunda, muito distante da vivacidade da juventude. Seu estado de espírito causava espanto, porque Jacinto tinha transformado seu palacete, no número 202 da Avenida dos Campos Elísios, em uma verdadeira demonstração de sua fórmula juvenil, dotando-o dos maiores avanços tecnológicos da época e de uma vasta biblioteca.

A despeito dessa maquinaria do conforto, Jacinto era infeliz. As amizades eram falsas e superficiais, a tecnologia de que se cercava não funcionava a contento e, por fim, os livros que lia lhe causavam aborrecimento.

Ao receber a notícia de um desabamento em sua propriedade em Tormes, localidade próxima a Guiães, Jacinto decidiu ir até lá. Depois de ordenar reformas no lugar, partiu com o amigo.

O atraso e a rusticidade de Tormes surpreenderam Jacinto no primeiro contato. Aos poucos, porém, a natureza o encantou e ele resolver ficar. Reencontrando a antiga disposição, dedicou-se a algumas reformas na propriedade, melhorando as condições de vida dos empregados e estabelecendo com eles novas relações de trabalho.

Apaixonado por Joaninha, prima de Zé Fernandes, instala-se definitivamente nas serras. Da modernidade parisiense, admite apenas a instalação do telefone, que lhe parece útil ali. Assim, Jacinto encontra a “Suma Felicidade” bem distante da civilização. E Zé Fernandes dá sua tese por comprovada.

Fonte: http://educacao.globo.com/literatura/assunto/resumos-de-livros/a-cidade-e-as-serras.html

0 184

No início do século XX, o Rio de Janeiro pretendia respirar modernidade. Grandes transformações urbanas aconteciam na cidade na época e foram registradas por seu maior cronista: João do Rio, pseudônimo do jornalista Paulo Barreto.
A Alma Encantadora das Ruas é seu terceiro livro e seguramente o mais importante. Aqui, o autor faz um inventário único sobre o que se vê nas ruas da cidade. Vemos o Rio de Janeiro daquela época pelos olhos sensíveis de um observador capaz de perceber as contradições da modernidade, presentes principalmente na diversidade de tipos humanos e na desigualdade social.
A obra é dividida em cinco partes, sendo que a primeira e a última são conferências proferidas em 1905. As demais partes se desdobram em vários textos. “A rua” detalha o espaço público ocupado por diferentes tipos de pessoas; “O que se vê nas ruas” é uma descrição minuciosa e fascinante de várias profissões que ocupam as ruas e também de festas populares;“Três aspectos da miséria” descreve as terríveis condições de vida dos operários e a mendicância, inclusive infantil; “Onde às vezes termina a rua” contém relatos dos presos da Casa de Detenção e, por fim; “A musa das Ruas”, uma espécie de celebração da pujança das ruas, com sua fascinante diversidade.
O texto impressiona pela sua unidade, pois é uma reunião de várias reportagens, crônicas e duas conferências, que, no entanto, formam uma unidade coerente, um panorama sem retoques do Rio de Janeiro da época.

Fonte: http://educacao.globo.com/literatura/assunto/resumos-de-livros/a-alma-encantadora-das-ruas.html

0 221

A história tem seu início com o relato da lembrança de Totonhim, o narrador da história, a cerca do retorno do irmão Nelo ao Junco, uma pequena cidade do interior da Bahia onde moravam. O irmão havia fugido para São Paulo em busca de melhores condições de vida.
A condição da família era de extrema pobreza, principalmente quando se mudaram para Feira de Santana em busca de estudo para os filhos. A princípio, Nelo mandava dinheiro para a mãe, mas, com o tempo, não mandou mais. Por morar em São Paulo, toda a família acreditava que Nelo estava rico. Mas ele retorna fracassado.
A família era composta pelos pais e doze filhos, mas apenas três permaneceram em Feira de Santana com a mãe, o pai não achava importante o estudo e ficou um bom tempo sozinho no Junco, os outros irmãos estavam espalhados. A mãe falava de Nelo de forma carinhosa, diferente dos outros irmãos. Totonhim havia saído de Santana e voltou para a roça para morar com o avô.
Um dia, Nelo se embebedou e enquanto o irmão o ajudava, contou-lhe a trágica história de como perdeu os filhos e a mulher para um primo e ainda foi espancado pela polícia. Dias depois, Totonhim foi chamar Nelo para ir tomar banho no rio e encontrou-o enforcado, pendurado numa corda no armador da rede.
O pai é quem constrói o caixão, pois era carpinteiro. Enquanto isso, ele recorda suas desgraças, lembra-se de como perdeu as terras para o irmão e ficou sem nada. Totonhim faz uma reflexão sobre quem ele é e também relembra suas desgraças. A mãe começa a dar sinais de loucura com a morte do filho no qual depositava todas as esperanças. O romance termina com a internação da mãe, o enterro de Nelo e a partida de Totonhim para São Paulo.

Fonte: http://educacao.globo.com/literatura/assunto/resumos-de-livros/essa-terra.html

0 195

As circunstâncias da morte do funcionário público Joaquim Soares da Cunha são cercadas de mistérios e de versões desencontradas. A família declara que ele morreu de forma decente, mas esconde alguns vexames dos últimos momentos de vida do finado. Já os amigos são capazes de jurar que a morte de Joaquim se deu mesmo no mar, como era seu desejo.
Durante quase toda a sua vida, Joaquim foi funcionário público exemplar, contando com o respeito dos colegas e da família. Aos cinquenta anos, porém, por motivo desconhecido, despediu-se da família com palavras ofensivas e passou a viver na rua. Foram dez anos se entregando constantemente à bebida em companhia dos malandros e das prostitutas de Salvador, na Bahia. A esposa Otacília não resistiu ao drama familiar e morreu. A filha Vanda e seu marido, Leonardo, passaram a suportar a existência daquele parente incômodo.
Certa ocasião, o dono do botequim frequentado por ele, querendo pregar-lhe uma peça, ao invés da cachaça de sempre encheu um copo com água e ofereceu a ele. Joaquim entornou o líquido e, ao perceber a enganação, lançou o berro que fez surgir seu apelido: Quincas Berro d’Água.
Joaquim morreu aos sessenta anos de idade. Ao saber, Vanda passou a tomar providências para o velório e o enterro do pai. A única coisa que ela não conseguiu arranjar ao seu modo foi o sorriso que o morto estampava no rosto, que nem sequer os funcionários da funerária conseguiram eliminar.
O velório foi realizado no mesmo cômodo minúsculo que tinha servido de moradia a Quincas nos últimos anos. Desse modo, a família mantinha distância desse parente incômodo. Vanda permaneceu ao lado do corpo do pai durante boa parte da noite em que transcorreu o velório. O sorriso no rosto do morto parecia retomar as ofensas dirigidas à família quando de sua partida de casa.
A notícia da morte de Quincas chegou aos ouvidos de seus companheiros de boêmia: Curió, Negro Pastinha, Cabo Martim e Pé-de-Vento. Sabedores do desejo do amigo de ter no mar seu último momento, dirigiram-se ao local do velório dispostos a fazer cumprir essa vontade. Cansados, os parentes acabaram por se recolher, deixando o defunto sob a guarda dos amigos.
A vigilância foi regada a muita cachaça. Em certa altura da noite, resolveram levar o amigo para um passeio. Retiraram o morto do caixão e se foram. Passaram pelos lugares frequentados por Quincas em vida e terminaram a noite no barco de Mestre Manuel. Decidiram então cumprir a vontade do morto, oferecendo-lhe uma festa em alto mar.
Repentinamente, despencou um terrível temporal. O mar revolto lançava a embarcação de um lado para o outro. Em um desses balanços, Quincas acabou caindo na água. Desse modo, teve sua segunda morte e o cumprimento de sua vontade. Segundo a lenda, antes de se lançar ao mar ele teria pronunciado os seguintes versos: “– Me enterro como entender / na hora que resolver. / Podem guardar seu caixão / pra melhor ocasião. /Não vou deixar me prender / em cova rasa no chão”.

Fonte: http://educacao.globo.com/literatura/assunto/resumos-de-livros/a-morte-e-a-morte-de-quincas-berro-dagua.html

0 233

Nova edição de uma das obras mais populares do grande mestre do romance português Eça de Queirós.

Primeiro grande êxito literário de Eça de Queirós, este romance é marcado por uma análise minuciosa da sociedade de seu tempo. O autor usou da ironia, da linguagem coloquial e direta e, principalmente, do olhar atento sobre o cotidiano para revelar a intimidade da vida burguesa. Luísa é casada com Jorge e leva uma vidinha tão segura quanto entediada. O sonho, o romantismo e o desejo são despertados pela chegada do primo Basílio a Lisboa. Ao optar pelo adultério como tema central, a intenção do autor era provocar a discussão. Eça é o grande mestre do romance português moderno e certamente o mais popular entre os escritores do século XIX em Portugal e no Brasil.

0 328

A narrativa do regresso de Ulisses a sua terra natal é uma obra de importância sem paralelos na tradição literária ocidental. Sua influência atravessa os séculos e se espalha por todas as formas de arte, dos primórdios do teatro e da ópera até a produção cinematográfica recente. Odisseia se tornou também um substantivo comum, que denomina jornadas marcadas por perigos e eventos inesperados, e Homero um adjetivo usado para relatar feitos grandiosos. Seus episódios e personagens – a esposa fiel Penélope, o filho virtuoso Telêmaco, a possessiva ninfa Calipso, as sedutoras e perigosas sereias – são parte integrante e indelével de nosso repertório cultural.
O enredo pode ser resumido em poucas palavras. Em seu tratado conhecido como Poética, Aristóteles escreve: “Um homem encontra-se no estrangeiro há muitos anos; está sozinho e o deus Posêidon o mantém sob vigilância hostil. Em casa, os pretendentes à mão de sua mulher estão esgotando seus recursos e conspirando para matar seu filho. Então, após enfrentar tempestades e sofrer um naufrágio, ele volta para casa, dá-se a conhecer e ataca os pretendentes: ele sobrevive e os pretendentes são exterminados”.
Esta edição de Odisseia traz uma excelente introdução de Bernard Knox, que enriquece o debate dos estudiosos mas principalmente serve de guia para estudantes e leitores, curiosos por conhecer o mais famoso épico de nossa literatura.

0 232

Na Ilíada, Homero conta como a cidade de Tróia foi sitiada pelos aqueus, que desejavam recuperar Helena, esposa do rei espartano, Menelau, e raptada por Páris. No poema, Homero fornece várias pistas sobre a posição da planície de Tróia e no século I, o escritor grego Estrabão ampliou a descrição desta planície, que na época se chamava Nova Ilium. Esta obra é considerada a Bíblia da antiga Grécia, uma obra-prima. Os combates travados diante de Tróia, provocados pela ira de Aquiles por Agamenon, e as relações familiares atingidas pela guerra compõem um cenário vivo em cores e real nos sentimentos. O autor é representado pelos artistas gregos como um velho cego, que anda de cidade em cidade recitando seus versos.

0 291

A obra de Guimarães Rosa apresenta um regionalismo de novo significado: a fusão entre o real e o mágico, de forma a radicalizar os processos mentais e verbais inerentes ao contexto fornecedor de matéria-prima, traz à tona o caráter universal. O folclórico, o pitoresco e o documental cedem lugar a uma maneira nova de repensar as dimensões da cultura, flagrada em suas articulações no mundo da linguagem.

Entre as experiências vividas pelo autor estão as viagens pelo sertão brasileiro, principalmente o mineiro, acompanhadas pelos famosos caderninhos de anotações. Neles, Guimarães Rosa registrava palavras e expressões do povo brasileiro que, mais tarde, transformaria em metáforas poéticas.

Voltada para as forças virtuais da linguagem, a escritura de Guimarães Rosa procede abolindo intencionalmente as barreiras entre narrativa e lírica, revitalizando recursos da expressão poética: células rítmicas, aliterações, onomatopeias, rimas internas, elipses, cortes e deslocamentos sintáticos, vocabulário insólito, com arcaísmos e neologismos, associações raras, metáforas, anáforas, metonímias, fusão de estilos.

Imerso na musicalidade da fala sertaneja, o autor procurou fixá-la na melopeia de um fraseio no qual soam cadências populares e medievais.

O trabalho com o mito poético é outra característica da obra rosiana. Segundo o crítico e ensaísta Alfredo Bosi, a “saída” proposta por Guimarães Rosa para esconjurar o pitoresco e o exótico do regionalismo deu-se com a entrega amorosa à paisagem e ao mito, reencontrados na materialidade da linguagem.

Guimarães Rosa tinha plena consciência das dificuldades que seus textos apresentam para o leitor:

“Como escritor, não posso seguir a receita de Hollywood, segundo a qual é preciso sempre orientar-se pelo limite mais baixo do entendimento. Portanto, torno a repetir: não do ponto de vista filológico e sim do metafísico, no sertão fala-se a língua de Goethe, Dostoievski e Flaubert, porque o sertão é o terreno da eternidade, da solidão (…). No sertão, o homem é o eu que ainda não encontrou um tu; por ali os anjos e o diabo ainda manuseiam a língua”.

Portanto, não se deixe abater, aceite o desafio e lembre-se de que toda essa inventividade e esse repensar a cultura e a linguagem exigem a colaboração ativa do leitor; no caso, a sua colaboração.

Fonte: http://vestibular.uol.com.br/ultnot/livrosresumos/ult2755u21.jhtm

0 257

Agustina Bessa-Luís é considerada uma das maiores revelações da literatura moderna e contemporânea de Portugal. A Sibila, romance de 1954, recebido com entusiasmo pela crítica, torna-se o ponto de partida para uma vasta obra voltada para temas universais que, ao mesmo tempo, inserem-se nas vertentes do nacionalismo português, bem como do regionalismo.

Em A Sibila, a autora casa perfeitamente os tempos passado e presente, colocando as dúvidas, as angústias e os problemas mais substanciais que determinam a rigidez de personagens que afloram em um espaço agrícola tipicamente regional.

No plano da intriga, trata-se da reconstrução da trajetória da família Teixeira e de sua casa secular que caminha da decadência/ruína ao ressurgimento grandioso/triunfal. Situada no norte de Portugal, a casa de Vessada é o motivo primeiro para o registro de situações que ocorrem tanto entre as paredes, quanto nas redondezas da casa.

As situações vividas e descritas revelam gradativamente o sistema de valores que rege um universo fechado. Ao mesmo tempo deixam entrever a visão de mundo dos homens e mulheres que povoam esse universo, notadamente a partir de uma força que emana do lado feminino: sob a gestão de mulheres fortes e destemidas, capazes de lutar para o reerguimento de seu patrimônio. O poder de mando da mulher vai se revelando e se efetivando após um incêndio da casa. Quina (Joaquina Augusta) é o destaque do clã feminino, Germa (Germana), sua herdeira que serve de ponte para o futuro.

Ao morrer, Quina lega a Germa sua continuidade (herança) porque em ambas existe a coincidência do estado de equilíbrio. São uma espécie de sibila, detentoras de secretas potências, “alguma coisa que ultrapassa o humano”.

Fonte: http://vestibular.uol.com.br/resumos-de-livros/a-sibila.htm

0 342

Cinquenta e cinco poemas compõem a obra “A Rosa do Povo”, que foi escrita por Carlos Drummond de Andrade entre os anos de 1943 e 1945. É o mais longo de seus livros de poemas.

O próprio título do poema já traz uma simbologia: uma rosa nasce para o povo, será a poesia para o coletivo? Para tentar saber, vale a pena ler o poema “A flor e a náusea”.

Nessa época, o mundo vivia os horrores da Segunda Guerra Mundial, e Drummond, que nunca fora alheio a questões ideológicas ou humanas, aos sofrimentos ou à dor na cidade ou no campo, escreveu nesse livro (ao lado de outros diversos temas) sua indignação e tristeza melancólica com o mundo, com a violência e com a necessidade de se ter uma ideologia.

opzioni binarie bonus senza deposito 2014 Política e poesia
Por isso, os estudiosos dizem que este talvez seja o livro mais “politizado” do poema mineiro. Essa obra, na verdade, funde as ideias sociais que estão em outros dois livros (“José” e “Sentimento do Mundo”). Drummond acrescenta ao tema social seu desencanto, seu pessimismo. Sabia da Guerra; morava no Rio e via como o Brasil ansiava por sair do Estado Novo – e queria um regime democrático.

Todas essas questões, é claro, intervieram nas criações. E, em muitos de seus poemas deste livro, Drummond confessa a impotência da poesia só para criar beleza. Havia um inconformismo dos artistas com a crueldade que se via no mundo em geral, e uma pergunta que o mineiro Drummond nunca deixou de se fazer: para que serve a poesia?

No poema “Carta a Stalingrado”, (cidade em que os soviéticos vencem os alemães) diz Drummond que a poesia foi parar nos jornais:

Stalingrado…

Depois de Madri e de Londres, ainda há grandes cidades!

O mundo não acabou, pois que entre as ruínas

Outros homens surgem, a face negra de pó e de pólvora

E o hálito selvagem da liberdade dilata seus peitos(…)

A poesia fugiu dos livros, agora está nos jornais.

Os telegramas de Moscou repetem Homero.&?8221;

binaire opties bij binck A palavra poética
Telegramas são notícias da guerra. Homero é o autor das epopeias “Ilíada” e “Odisseia”, poemas épicos e heróicos por excelência. Drummond nos diz de forma tão simples quanto o mundo mudou. A temática engajada, política e socialmente, está sempre presente no livro. Mas há outra, muito forte: usemos a palavra poética; é claro que, apesar de tudo, devemos fazer poesia, pensa o poeta.

E essa poesia urbana, de um poeta “antenado” deve sair modernista, ou seja, sem que nenhuma tradição a atrapalhe, sem rimas, sem estrofes, sem o cheiro do que é antigo. A força da “palavra poética” (apesar da dúvida sobre sua utilidade) é um dos temas mais caros ao poeta. No primeiro (e mais famoso) poema do livro, “Consideração do poema”, o poeta diz:

Não rimarei a palavra sono

Com a incorrespondente palavra outono.

Rimarei com a palavra carne

Ou qualquer outra, que todas me convêm.

As palavras não nascem amarradas,

Elas saltam, se beijam, se dissolvem,

No céu livre por vezes um desenho,

São puras, largas, autênticas, indevassáveis.
Uma pedra no meio do caminho

Ou apenas um rastro, não importa.

(…)

http://bassc.org/member/882/Benjamin Peterson Participação e desencanto
Predomina no conjunto dos poemas uma dualidade: de um lado devemos participar politicamente da vida; de outro, só é possível ter uma visão triste e desencantada da vida. Seria a esperança contra o pessimismo? As duas coisas, provavelmente, dizem os leitores do poeta. O fato é que, diferentemente do humor de outros livros, nestes poemas CDA tem um tom solene, grave e triste. Vejamos um trecho de outro famoso poema, “Procura da poesia”:

Não faça versos sobre acontecimentos.

Não há criação nem morte perante a poesia.

Diante dela, a vida é um sol estático,

Não aquece nem ilumina.

As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não
contam. (…)

Ou então, vejamos como o poeta vê a si mesmo no cotidiano da cidade, em outro famoso poema: “A flor e a náusea”:

Preso
à minha classe e a algumas roupas,

vou de branco pela rua cinzenta.

Melancolias, mercadorias espreitam-me.

Devo seguir até o enjoo?

Posso, sem armas, revoltar-me? (…)&?8221;

view publisher site Metalinguagem
A poesia sobre a própria poesia (a que chamamos poesia metalinguística) comparece todo o tempo neste livro. Mas há também a virtude de se refletir sobre um passado (romântico), quando o mundo era mais organizado e talvez mais feliz. É o que diz o poeta, quando cria a “Nova canção do exílio”, paródia e homenagem a Gonçalves Dias:

Um sabiá

Na palmeira, longe.

Estas aves cantam

Outro canto;(…)

O fato é que o poeta, que desde o início de sua poesia dizia “Vai Carlos, ser gauche na vida!”(Poema de sete faces, 1922) continua, aos quarenta anos, a sentir-se sozinho, como homem, como poeta. Ele nos diz no poema “América”:

Sou apenas um homem.

Um homem pequenino à beira de um rio.

Vejo as águas que passam e não as compreendo.

Sei apenas que é noite porque me chamam de casa.&?8221;(…)

E como é grande a saudade dos amigos, que CDA sempre celebrou em tantos poemas. Em 1945 morre o grande amigo Mário de Andrade. Drummond lhe dedica o longo poema “Mário de Andrade desce aos infernos”, que começa desta maneira:

Daqui a vinte anos farei teu poema

e te cantarei com tal suspiro

que as flores pasmarão, e as abelhas,

confundidas, esvairão seu mel.

Daqui a vinte anos: poderei

Tanto esperar o preço da poesia?

click for source Existencialismo
Passariam não vinte, mas quarenta anos mais de poesia drummoniana. Os temas sociais tratados em “A Rosa do Povo” abrandaram; o que nunca abrandou depois foram as perguntas que o poeta se faz sobre si mesmo neste mundo; a isso chamamos existencialismo, que também faz parte integrante deste livro.

Dos poemas de “A Rosa do Povo” não se pode deixar de ler os que aqui estão assinalados e mais alguns, como “O Medo”, “Áporo”, “Anúncio da Rosa” “Resíduo”, “O Elefante” “Carta ao Homem do Povo Charles Chaplin e o famoso “Morte do Leiteiro”.

O fato é que uma flor sempre nasce, e vai aqui o que para ela deseja o poeta:

Uma flor nasceu na rua!

Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.

Uma flor ainda desbotada

Ilude a polícia, rompe o asfalto.

Façam completo silêncio, paralisem os negócios,

Garanto que uma flor nasceu.

Sua cor não se percebe.

(…)

É feia. Mas é realmente uma flor.

A Flor e a Náusea

Fonte: http://vestibular.uol.com.br/resumos-de-livros/a-rosa-do-povo.htm

0 288

O sonho de um velho porco de criar uma granja governada por animais, sem a exploração dos homens, concretiza-se com uma revolução. Como acontecem com as revoluções, a dos bichos também está fadada à tirania, com a ascensão de uma nova casta ao poder. Nesta fábula feita sob medida para a Revolução Russa, todos os animais são iguais, mas uns são mais iguais do que os outros.

Síntese
Num belo dia, os animais da fazenda do sr. Jones se dão conta da vida indigna a que são submetidos: eles se matam de trabalhar para os homens, lhes dão todas as suas energias em troca de uma ração miserável, para ao final serem abatidos sem piedade. Liderados por um grupo de porcos, os bichos então expulsam o fazendeiro de sua propriedade e pretendem fazer dela um Estado em que todos serão iguais.

Logo começam as disputas internas, as perseguições e a exploração do bicho pelo bicho, que farão da granja um arremedo grotesco da sociedade humana.

Publicada em 1945, A Revolução dos Bichos foi imediatamente interpretada como uma fábula satírica sobre os descaminhos da Revolução Russa, chegando a ter sido utilizada pela propaganda anticomunista.

A novela de George Orwell de fato fazia uma dura crítica ao totalitarismo soviético; mas seu sentido transcende amplamente o contexto do regime stalinista.

Mais do que nunca esta pequena obra-prima da ficção inglesa parece falar aos nossos dias, quando a concentração de poder e de riquezas, a manipulação da informação e as desigualdades sociais parecem atingir um ápice histórico.

Fonte: http://vestibular.uol.com.br/resumos-de-livros/a-revolucao-dos-bichos.htm

0 236

“A ‘Eneida’ pode ser vista de ângulos diferentes. De um lado, é um monumento artístico, um poema composto para responder ao sentido da poesia, para provocar no contemplador o sentimento estético, a emoção decorrente da contemplação do Belo. De outro, é uma obra arquitetônica, construída com uma técnica e um esmero só compreendidos por iniciados. De outro, ainda, é um repositório de saberes, um arquivo de conhecimentos, muitos dos quais passam despercebidos a quem enfrenta o texto pela primeira vez. E pela segunda, terceira…E é, sem dúvida, o documento de uma época, a exaltação de uma cidade – Roma, a celebração de um povo – o romano, a comprovação de que é possível erigir um mundo tendo-se nas mãos uma tábua encerada e um estilo de metal. […] É difícil dizer qual a mensagem mais importante. Deixemos essa escolha por conta do leitor.”

Zélia de Almeida Cardoso entrevistada por Eleuda de Carvalho, do “Vida & Arte”, coluna de O Povo – Jornal do Ceará, ao dizer qual a mensagem mais importante da Eneida em sua opinião.

0 261

“A Relíquia”, publicada em 1887, é um dos livros mais irreverentes de Eça de Queirós (1845-1900), o grande mestre da prosa realista-naturalista em Portugal e um dos maiores estilistas de nossa língua.
Sem nenhum favor, Eça é hoje reconhecido e apreciado, mesmo fora do âmbito de nossa literatura, como o principal responsável pela definição do moderno idioma português e como um dos grandes precursores do romance do século 20.

O realismo de Eça, porém, precisa ser bem caracterizado, pois é mais complexo do que sugerem as definições habituais desse estilo.
Eça sabe ver o mundo de modo rigoroso, com um olhar frio e de desencanto. Mas, a exemplo de seu mestre, Flaubert, também sabe usar e abusar do humor, da ironia e da fantasia, não como atitudes opostas à de um espírito objetivo, mas como outras formas de apreensão da realidade.
O realismo de Eça não exclui o quimérico e o sarcástico, como bem notou o escritor argentino Jorge Luis Borges, grande admirador de Eça e, ele mesmo, um dos principais autores do que, em nossos dias, se vulgarizou sob o rótulo de “realismo mágico”.

Essa observação vale especialmente para “A Relíquia”. O livro, por um lado, se inclui entre os grandes romances da segunda fase do escritor, a que vai de “O Crime do Padre Amaro” (1875) a “Os Maias” (1888).

Nesse período, Eça procurou fazer um “inquérito à vida portuguesa”, uma séria crítica das instituições que julgava responsáveis pela decadência e estagnação de Portugal: a Monarquia, a Igreja e a Burguesia.

Por outro lado, “A Relíquia” pode ser considerada, junto à fábula “O Mandarim”, a obra mais fantasista de Eça.

Sua leveza antecipa o abandono do esquema naturalista e a identifica com as obras da terceira e última fase do autor, a dos romances como “A Ilustre Casa de Ramires” e “A Cidade e as Serras”, em que o realismo se une ao lirismo.

“A Relíquia” faz uma grande crítica e uma sátira hilariante do catolicismo em Portugal, por meio das memórias do narrador Teodorico Raposo, o “Raposão” (como as mulheres o chamam).

Raposo é um jovem bacharel que, órfão, vive sob as ordens de Maria do Patrocínio, sua tia terrível e avara, casta e beatíssima, que controla a fortuna que o sobrinho espera herdar, em breve, com a morte da “Titi”.
Raposo, sabendo que “há razões de família como há razões de Estado”, finge grande devoção e cumpre o desejo da tia carola, que, preocupada com a saúde incerta, o envia como seu representante na missão religiosa de percorrer a Terra Santa.

Na companhia de Topsius, um caricaturesco arqueólogo alemão que vem a conhecer, Raposo vive grandes peripécias no Egito e na Palestina.
A maior delas é uma enigmática viagem ao passado, à antiga Jerusalém, que ocupa o centro do livro. Nessa viagem-sonho, Raposo assiste aos bastidores do martírio de Cristo e descobre “a lenda inicial do cristianismo”: a ressurreição não ocorreu.

O livro se encerra com outro desmascaramento, o do próprio Raposo pela “Titi”. Enganando-se no momento de entregar à tia a preciosa relíquia que trouxera (a coroa de espinhos de Cristo, que forjara com Topsius), Raposo lhe entrega outra “relíquia”, um embrulho com a camisola de Miss Mary, uma prostituta que conhecera em Alexandria.

Ao final do livro, Raposo conclui que perdera a herança da tia por não ter tido a coragem de afirmar: “Eis aí a relíquia! É a camisa de Maria Madalena!” (aludindo às iniciais “M.M.” que, num bilhete, a acompanhavam).

Como é comum em Eça, há no romance cenas simbólicas, cuja função é a de explicitar as teses do autor. Eça não aceitava o cristianismo como afirmação do sobrenatural, isto é, “a ideia de um deus transcendente que criou o universo” (Antônio José Saraiva).

Em “A Relíquia”, é o próprio Cristo quem afirma a Raposo, ao final do livro: “Eu não sou Jesus de Nazaré, nem outro Deus criado pelos homens (…). Sou anterior aos deuses transitórios: eles dentro em mim nascem, dentro em mim duram; dentro em mim se transformam (…). Chamo-me a Consciência”.

Fonte: http://vestibular.uol.com.br/resumos-de-livros/a-reliquia.htm

1 285

Filósofa, mulher de Jean-Paul Sartre e a mais famosa escritora feminista, Simone reuniu nesse livro três novelas de mulheres de meia idade que, repentinamente, enfrentam crise, solidão e fracasso. Na novela que dá título ao livro, uma esposa abandona a serenidade ao descobrir que o marido tem um caso. Em “O Monólogo”, ao passar o Ano Novo sozinha, uma mulher remói as frustrações que acumulou na vida.

Síntese
Simone de Beauvoir foi uma das vozes mais atuantes e autorizadas do feminismo no século 20, quase um emblema. Casada com o filósofo Jean-Paul Sartre, autora do polêmico ensaio “O Segundo Sexo” (1949), Beauvoir lançou em 1967, pouco antes de completar 60 anos de idade, sua melhor obra literária: “A Mulher Desiludida”.

O livro reúne três narrativas sobre uma questão central, que poderia ser definida como “a condição feminina”, numa sociedade ainda dominada pelos homens.

A essa altura o leitor pode estar achando que tem nas mãos uma tese sociológica disfarçada de ficção. Nada disso. O grande mérito de “A Mulher Desiludida” é conseguir superar os pressupostos ideológicos da escritora e criar, a partir daí, grande literatura.

Na primeira narrativa, a mais autobiográfica, vemos um casal de intelectuais maduros, ambos de esquerda, em conflito com as posições cada vez mais conservadoras do filho, Philippe. O conto prenuncia não só as reflexões posteriores de Beauvoir sobre a velhice, mas também o confronto de gerações que explodiu em maio de 68.

O segundo quadro deste tríptico é o monólogo angustiado de Murielle, que, depois de dois casamentos fracassados e do suicídio da filha, rumina em solidão o seu ódio pelo mundo e por um Deus que talvez não exista.

Na última história, a mais longa, acompanhamos o irreversível desabamento da vida familiar de Monique, uma típica dona de casa que de repente se vê abandonada pelo marido e desprezada pelas filhas.

Fonte: http://vestibular.uol.com.br/resumos-de-livros/a-mulher-desiludida.htm

                   Iracema uma bela índia que pertence à tribo Tabajara, além de ser uma brava guerreira, filha do pajé e feiticeiro Araquém, ela tem a função religiosa e ritual de sua tribo que é guardar o Segredo de Jurema que é uma planta alucinógena, sendo essa a maior arma da sua tribo ela não pode relacionar-se com nenhum homem; mantendo-se assim virgem. Martin é um guerreiro branco, amigo dos potiguaras que é a tribo adversária a tribo de Iracema. O guerreiro Martin se perde durante uma caça na mata com seu amigo Poti, e acaba entrando na tribo rival Tabajara. Martin apaixona-se à primeira vista pela índia no momento em que ele avista Iracema banhando-se no rio, Iracema se assusta ao avistar o guerreiro branco e para se defender dispara uma flecha que atinge o guerreiro Martin.

                   Ao perceber que o guerreiro branco não tem nenhuma reação ao seu ataque e que não possui má intenção, Iracema sente-se arrependida e decide ir ajudá-lo. Para demonstrar seu arrependimento ela quebra a flecha, simbolizando assim a amizade entre a sua tribo e o guerreiro Martin. Para que o ferimento causado em Martin seja tratado, Iracema então decide levá-lo para sua tribo. Na tribo Martin é recebido pelo pajé Araquém, que garante hospitalidade, mulheres e proteção ao guerreiro.  Ele recusa e decidi fugir durante a noite, porém Martin é impedido pela índia Iracema e então ele resolve esperar por Caubi; irmão da índia Iracema para que ele pudesse levá-lo de volta às terras da tribo rival. Nesse intervalo de tempo a índia apaixona-se pelo guerreiro Martin e isso é considerado como uma traição por sua tribo, então os dois já apaixonados acabam decidindo fugir e tem a ajuda de Poti durante a fuga. A raiva domina Irapuã que é o chefe da tribo dos guerreiros e apaixonado por Iracema, ele inicia uma batalha sangrenta com a tribo rival e sendo derrotado é obrigado a recuar juntamente com a sua tribo.

                   Após a batalha em que sua tribo foi derrotada e morta, Iracema carrega a culpa pelo que aconteceu e também passa a conviver com a ausência do seu esposo Martin. O guerreiro sente falta da sua pátria e esse motivo acaba afastando-o de Iracema. A índia descobre que está grávida; porém tem um amor tão grande pelo guerreiro que vendo sua tristeza decide morrer para que ele possa ficar livre dela e retornar a sua pátria. Com sua gravidez avançada Iracema tem dificuldade para se alimentar e sentindo que é chegada à hora de dar a luz, Iracema se arrasta até a margem do rio e tem seu filho no qual ela batiza de Moacir que significa nascido da dor.  Quando seu esposo Martin retorna com Poti, encontra sua amada índia sem forças e desfalecendo. Iracema estava sem leite e para alimentar seu filho, pegou alguns cães selvagens e os fez morder e chupar seus seios até sair leite. Ao ouvir a voz de seu esposo, Iracema abre os olhos com dificuldade e entrega seu filho Moacir nos braços de Martin e desfalece.  O guerreiro Martin a enterra no pé do coqueiro que ela gostava muito à borda do rio. Martin volta para sua pátria com seu filho Moacir, anos depois ele retorna a tribo Pitiguaras trazendo sua religião e assim fazendo a colonização entre o português e uma índia.

                   De uma leitura muito difícil por nos apresentar uma linguagem indígena, o livro é um romance entre o colonizador Martin e a índia Iracema, com trinta e três capítulos, que nos conta a lenda da fundação do estado do Ceará. A história nos mostra a submissão do índio ao português, pois a índia Iracema abandona sua tribo, sua família e sua religião para submeter-se ao Martin. Acredito que o desfecho da história poderia ser melhor, a protagonista não deveria morrer, mesmo com o grande amor que ela sentia ficou evidenciado que ela preferiu a morte para que seu amado esposo fosse feliz voltando para sua pátria.

Resenha de Vânia Regina, resenhista do Arca Literária

1 311

Nelson Rodrigues (1912-1980) é mais conhecido como escritor de peças teatrais. Muita gente sequer imagina que existam outros textos em prosa, tão interessantes quanto seu teatro, como suas criativas e bem-humoradas crônicas esportivas. Mas nada o representa melhor do que suas próprias memórias, estampadas nas 80 crônicas do livro “A Menina Sem Estrela” (referência à sua filha Daniela, que nasceu cega).

you could look here Estilo marcante
Tais crônicas foram escritas em 1967, para o jornal carioca “Correio da Manhã”, quando Nelson Rodrigues já era famoso pelas montagens de suas peças teatrais e estava com 54 anos. Sendo memórias, começam da maneira mais tradicional possível: “Nasci a 23 de agosto de 1912, no Recife”.

Mas como esta não era bem sua característica, visto que não suportava “o óbvio ululante”, imediatamente muda de assunto, lembra que na mesma época a espiã Mata-Hari estava em plena atividade em Paris e dá dados sobre a personagem, como se ela fosse sua parenta.

Com Nelson Rodrigues era assim, os acontecimentos não precisavam ter uma conexão real e verdadeira, a ligação era feita por sua vontade e associação de ideias. Assim, já avisa que suas lembranças não aparecerão em ordem cronológica.

http://gatehousegallery.co.uk/?myka=la-stampa-autopzionibinarie&898=ef História do país
O autor de “Vestido de Noiva” vai contando tudo que tem vontade sobre a sua vida e a dos conhecidos, sem o menor pudor, e, ao mesmo tempo, nos apresenta, como pano de fundo, parte da história do Brasil do século 20, presenciada por ele.

Esta talvez nem tenha sido sua intenção, mas não é possível fugir da história, principalmente pelo fato de ele ter exercido a profissão de jornalista desde os treze anos, estando, deste modo, sempre perto das notícias, que surgem nas memórias com as impressões do dramaturgo: Revolução de 30, Estado Novo, suicídio de Getúlio Vargas, tempo de JK etc.

http://bti-defence.com/language/en/become-represented/ Dramas familiares e humor
Ainda que sua vida em família tenha sido cheia de momentos dramáticos desde a infância, o autor de “O Beijo no Asfalto” não perde o humor, que se apresenta ácido, corrosivo. Até dos momentos mais tristes ele consegue tirar graça, devido ao jeito que escreve, palavras que escolhe e o tom que nos apresenta.

A vida da sua família foi cheia de tragédias, que aparecem nas crônicas com naturalidade, como na de no 22, em que ele faz uma relação entre o sofrimento causado pela morte do seu irmão e sua produção artística: “o meu teatro não seria como é, nem eu seria como sou, se eu não tivesse sofrido na carne e na alma, se não tivesse chorado até a última lágrima de paixão o assassinato de Roberto”.

cosa sono le autopzionibinarie Obsessões
Tudo isso coube dentro das suas peças teatrais. Ele conta, inclusive, em quais peças e em que momentos pôs em cena uma passagem verdadeira, devido ao peso do sofrimento que carregava. Com um olhar agudo, consegue pegar flagrantes do cotidiano e colocar em seu teatro, dando verossimilhança.

Também há crônicas em que estão expostas suas várias obsessões, dentre as quais: a infidelidade feminina, a nudez, a gripe espanhola, a úlcera, a tuberculose, a morte, os velórios, a cegueira e seu desejo enorme de ficar famoso e reconhecido por todos, apesar de achar a unanimidade estúpida. Acreditava que “O que dá ao homem o mínimo de unidade interior é a soma de suas obsessões”.

bdswiss mindesteinzahlung Frases de efeito
As frases de efeito são uma forte característica de Nelson Rodrigues e estão presentes em todos os seus textos. “O que nós chamamos de reputação é a soma dos palavrões que inspiramos através dos tempos”, dizia. Noutra crônica, enquanto reclama da falta de criatividade das reportagens policiais, que já não alimentavam mais o imaginário, aponta a televisão como substituta: “A novela dá de comer à nossa fome de mentira”.

Em sua primeira peça: “A Mulher Sem Pecado”, um personagem paralítico de repente dispara: “A fidelidade devia ser facultativa” e o autor, que se encontrava na plateia, afunda na cadeira, por não ter visto no público o impacto imaginado. Recomendo, de imediato, a crônica 66, repleta de frases bombásticas sobre o racismo do brasileiro.

Fonte: http://vestibular.uol.com.br/resumos-de-livros/a-menina-sem-estrela.htm

0 234

Um inexperiente capitão, em sua primeira viagem no comando de um navio, enfrenta duas crises: sua tripulação está moribunda por causa de uma febre e faltam ventos para navegar. Para escapar desse beco sem saída, o arrogante capitão terá de cruzar a tal linha de sombra que separa toda experiência-limite. O romance foi escrito por Conrad quando seu filho Borys combatia na Primeira Guerra.

Síntese
Sem nenhum motivo aparente, um jovem da marinha mercante inglesa resolve abandonar a vida no mar.

Está decidido a partir do distante porto oriental onde se encontra para regressar a seu país de origem. Mas surge uma última missão e o jovem assume o comando de um velho navio atracado em Bancoc (Tailândia), cujo capitão morrera recentemente, em circunstâncias misteriosas.

Sofrendo com as tempestades, a tripulação doente e uma ameaçadora sensação de aniquilamento, o protagonista tenta conduzir o navio a seu destino, ao mesmo tempo em que se deixa levar pelas estranhas histórias de seu imediato, consumido pela febre.

Com domínio total da psicologia das personagens e da situação-limite que vivem, Joseph Conrad (1867-1924) reflete nesta novela, a partir de elementos de sua própria biografia, sobre o rito de passagem entre a juventude e a idade madura – passagem que ele mesmo experimentou ao abandonar a relativamente autônoma vida marítima pela incerta experiência literária.

Fonte: http://vestibular.uol.com.br/resumos-de-livros/a-linha-de-sombra.htm

0 179

A obra de Guimarães Rosa apresenta um regionalismo de novo significado: a fusão entre o real e o mágico, de forma a radicalizar os processos mentais e verbais inerentes ao contexto fornecedor de matéria-prima, traz à tona o caráter universal. O folclórico, o pitoresco e o documental cedem lugar a uma maneira nova de repensar as dimensões da cultura, flagrada em suas articulações no mundo da linguagem.

Entre as experiências vividas pelo autor estão as viagens pelo sertão brasileiro, principalmente o mineiro, acompanhadas pelos famosos caderninhos de anotações. Neles, Guimarães Rosa registrava palavras e expressões do povo brasileiro que, mais tarde, transformaria em metáforas poéticas.

Voltada para as forças virtuais da linguagem, a escritura de Guimarães Rosa procede abolindo intencionalmente as barreiras entre narrativa e lírica, revitalizando recursos da expressão poética: células rítmicas, aliterações, onomatopeias, rimas internas, elipses, cortes e deslocamentos sintáticos, vocabulário insólito, com arcaísmos e neologismos, associações raras, metáforas, anáforas, metonímias, fusão de estilos.

Imerso na musicalidade da fala sertaneja, o autor procurou fixá-la na melopeia de um fraseio no qual soam cadências populares e medievais.

O trabalho com o mito poético é outra característica da obra rosiana. Segundo o crítico e ensaísta Alfredo Bosi, a “saída” proposta por Guimarães Rosa para esconjurar o pitoresco e o exótico do regionalismo deu-se com a entrega amorosa à paisagem e ao mito, reencontrados na materialidade da linguagem.

Guimarães Rosa tinha plena consciência das dificuldades que seus textos apresentam para o leitor:

http://www.cattedralesangiovanni.it/?iteris=binary-options-no-deposit-bonus-2017&758=ed “Como escritor, não posso seguir a receita de Hollywood, segundo a qual é preciso sempre orientar-se pelo limite mais baixo do entendimento. Portanto, torno a repetir: não do ponto de vista filológico e sim do metafísico, no sertão fala-se a língua de Goethe, Dostoievski e Flaubert, porque o sertão é o terreno da eternidade, da solidão (…). No sertão, o homem é o eu que ainda não encontrou um tu; por ali os anjos e o diabo ainda manuseiam a língua”.

Portanto, não se deixe abater, aceite o desafio e lembre-se de que toda essa inventividade e esse repensar a cultura e a linguagem exigem a colaboração ativa do leitor; no caso, a sua colaboração.

Fonte: http://vestibular.uol.com.br/ultnot/livrosresumos/ult2755u21.jhtm

Copy Protected by Chetan's WP-Copyprotect.
%d blogueiros gostam disto: