sinopses clássicos

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Köpa Kamagra NyKöping Nova edição de uma das obras mais populares do grande mestre do romance português Eça de Queirós.

opciones binarias bonus Primeiro grande êxito literário de Eça de Queirós, este romance é marcado por uma análise minuciosa da sociedade de seu tempo. O autor usou da ironia, da linguagem coloquial e direta e, principalmente, do olhar atento sobre o cotidiano para revelar a intimidade da vida burguesa. Luísa é casada com Jorge e leva uma vidinha tão segura quanto entediada. O sonho, o romantismo e o desejo são despertados pela chegada do primo Basílio a Lisboa. Ao optar pelo adultério como tema central, a intenção do autor era provocar a discussão. Eça é o grande mestre do romance português moderno e certamente o mais popular entre os escritores do século XIX em Portugal e no Brasil.

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http://onodenje.com/?strydor=kostenloses-demokonto-f%C3%BCr-bin%C3%A4re-optionen kostenloses demokonto für binäre optionen A narrativa do regresso de Ulisses a sua terra natal é uma obra de importância sem paralelos na tradição literária ocidental. Sua influência atravessa os séculos e se espalha por todas as formas de arte, dos primórdios do teatro e da ópera até a produção cinematográfica recente. Odisseia se tornou também um substantivo comum, que denomina jornadas marcadas por perigos e eventos inesperados, e Homero um adjetivo usado para relatar feitos grandiosos. Seus episódios e personagens – a esposa fiel Penélope, o filho virtuoso Telêmaco, a possessiva ninfa Calipso, as sedutoras e perigosas sereias – são parte integrante e indelével de nosso repertório cultural.
O enredo pode ser resumido em poucas palavras. Em seu tratado conhecido como Poética, Aristóteles escreve: “Um homem encontra-se no estrangeiro há muitos anos; está sozinho e o deus Posêidon o mantém sob vigilância hostil. Em casa, os pretendentes à mão de sua mulher estão esgotando seus recursos e conspirando para matar seu filho. Então, após enfrentar tempestades e sofrer um naufrágio, ele volta para casa, dá-se a conhecer e ataca os pretendentes: ele sobrevive e os pretendentes são exterminados”.
Esta edição de Odisseia traz uma excelente introdução de Bernard Knox, que enriquece o debate dos estudiosos mas principalmente serve de guia para estudantes e leitores, curiosos por conhecer o mais famoso épico de nossa literatura.

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candele giapponesi e optioni binarie Na Ilíada, Homero conta como a cidade de Tróia foi sitiada pelos aqueus, que desejavam recuperar Helena, esposa do rei espartano, Menelau, e raptada por Páris. No poema, Homero fornece várias pistas sobre a posição da planície de Tróia e no século I, o escritor grego Estrabão ampliou a descrição desta planície, que na época se chamava Nova Ilium. Esta obra é considerada a Bíblia da antiga Grécia, uma obra-prima. Os combates travados diante de Tróia, provocados pela ira de Aquiles por Agamenon, e as relações familiares atingidas pela guerra compõem um cenário vivo em cores e real nos sentimentos. O autor é representado pelos artistas gregos como um velho cego, que anda de cidade em cidade recitando seus versos.

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opcje binarne w zlotowkach A obra de Guimarães Rosa apresenta um regionalismo de novo significado: a fusão entre o real e o mágico, de forma a radicalizar os processos mentais e verbais inerentes ao contexto fornecedor de matéria-prima, traz à tona o caráter universal. O folclórico, o pitoresco e o documental cedem lugar a uma maneira nova de repensar as dimensões da cultura, flagrada em suas articulações no mundo da linguagem.

Köp Generic Atarax utan recept Entre as experiências vividas pelo autor estão as viagens pelo sertão brasileiro, principalmente o mineiro, acompanhadas pelos famosos caderninhos de anotações. Neles, Guimarães Rosa registrava palavras e expressões do povo brasileiro que, mais tarde, transformaria em metáforas poéticas.

tastylia tadalafil 20 mg Voltada para as forças virtuais da linguagem, a escritura de Guimarães Rosa procede abolindo intencionalmente as barreiras entre narrativa e lírica, revitalizando recursos da expressão poética: células rítmicas, aliterações, onomatopeias, rimas internas, elipses, cortes e deslocamentos sintáticos, vocabulário insólito, com arcaísmos e neologismos, associações raras, metáforas, anáforas, metonímias, fusão de estilos.

Köp Viagra 200 mg visum Imerso na musicalidade da fala sertaneja, o autor procurou fixá-la na melopeia de um fraseio no qual soam cadências populares e medievais.

أفضل الخيارات الثنائية استعراض منصة O trabalho com o mito poético é outra característica da obra rosiana. Segundo o crítico e ensaísta Alfredo Bosi, a “saída” proposta por Guimarães Rosa para esconjurar o pitoresco e o exótico do regionalismo deu-se com a entrega amorosa à paisagem e ao mito, reencontrados na materialidade da linguagem.

Tastylia Strips 20mg Tadalafil Ghevarsha International Legal Supplier Guimarães Rosa tinha plena consciência das dificuldades que seus textos apresentam para o leitor:

binaire opties radar “Como escritor, não posso seguir a receita de Hollywood, segundo a qual é preciso sempre orientar-se pelo limite mais baixo do entendimento. Portanto, torno a repetir: não do ponto de vista filológico e sim do metafísico, no sertão fala-se a língua de Goethe, Dostoievski e Flaubert, porque o sertão é o terreno da eternidade, da solidão (…). No sertão, o homem é o eu que ainda não encontrou um tu; por ali os anjos e o diabo ainda manuseiam a língua”.

الأصول أو لا شيء ثنائي سبيل المثال الخيار Portanto, não se deixe abater, aceite o desafio e lembre-se de que toda essa inventividade e esse repensar a cultura e a linguagem exigem a colaboração ativa do leitor; no caso, a sua colaboração.

binäre optionen 60 sekunden software Fonte: http://vestibular.uol.com.br/ultnot/livrosresumos/ult2755u21.jhtm

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Agustina Bessa-Luís é considerada uma das maiores revelações da literatura moderna e contemporânea de Portugal. A Sibila, romance de 1954, recebido com entusiasmo pela crítica, torna-se o ponto de partida para uma vasta obra voltada para temas universais que, ao mesmo tempo, inserem-se nas vertentes do nacionalismo português, bem como do regionalismo.

Em A Sibila, a autora casa perfeitamente os tempos passado e presente, colocando as dúvidas, as angústias e os problemas mais substanciais que determinam a rigidez de personagens que afloram em um espaço agrícola tipicamente regional.

No plano da intriga, trata-se da reconstrução da trajetória da família Teixeira e de sua casa secular que caminha da decadência/ruína ao ressurgimento grandioso/triunfal. Situada no norte de Portugal, a casa de Vessada é o motivo primeiro para o registro de situações que ocorrem tanto entre as paredes, quanto nas redondezas da casa.

As situações vividas e descritas revelam gradativamente o sistema de valores que rege um universo fechado. Ao mesmo tempo deixam entrever a visão de mundo dos homens e mulheres que povoam esse universo, notadamente a partir de uma força que emana do lado feminino: sob a gestão de mulheres fortes e destemidas, capazes de lutar para o reerguimento de seu patrimônio. O poder de mando da mulher vai se revelando e se efetivando após um incêndio da casa. Quina (Joaquina Augusta) é o destaque do clã feminino, Germa (Germana), sua herdeira que serve de ponte para o futuro.

Ao morrer, Quina lega a Germa sua continuidade (herança) porque em ambas existe a coincidência do estado de equilíbrio. São uma espécie de sibila, detentoras de secretas potências, “alguma coisa que ultrapassa o humano”.

Fonte: http://vestibular.uol.com.br/resumos-de-livros/a-sibila.htm

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Cinquenta e cinco poemas compõem a obra “A Rosa do Povo”, que foi escrita por Carlos Drummond de Andrade entre os anos de 1943 e 1945. É o mais longo de seus livros de poemas.

O próprio título do poema já traz uma simbologia: uma rosa nasce para o povo, será a poesia para o coletivo? Para tentar saber, vale a pena ler o poema “A flor e a náusea”.

Nessa época, o mundo vivia os horrores da Segunda Guerra Mundial, e Drummond, que nunca fora alheio a questões ideológicas ou humanas, aos sofrimentos ou à dor na cidade ou no campo, escreveu nesse livro (ao lado de outros diversos temas) sua indignação e tristeza melancólica com o mundo, com a violência e com a necessidade de se ter uma ideologia.

anyoption app Política e poesia
Por isso, os estudiosos dizem que este talvez seja o livro mais “politizado” do poema mineiro. Essa obra, na verdade, funde as ideias sociais que estão em outros dois livros (“José” e “Sentimento do Mundo”). Drummond acrescenta ao tema social seu desencanto, seu pessimismo. Sabia da Guerra; morava no Rio e via como o Brasil ansiava por sair do Estado Novo – e queria um regime democrático.

Todas essas questões, é claro, intervieram nas criações. E, em muitos de seus poemas deste livro, Drummond confessa a impotência da poesia só para criar beleza. Havia um inconformismo dos artistas com a crueldade que se via no mundo em geral, e uma pergunta que o mineiro Drummond nunca deixou de se fazer: para que serve a poesia?

No poema “Carta a Stalingrado”, (cidade em que os soviéticos vencem os alemães) diz Drummond que a poesia foi parar nos jornais:

Stalingrado…

Depois de Madri e de Londres, ainda há grandes cidades!

O mundo não acabou, pois que entre as ruínas

Outros homens surgem, a face negra de pó e de pólvora

E o hálito selvagem da liberdade dilata seus peitos(…)

A poesia fugiu dos livros, agora está nos jornais.

Os telegramas de Moscou repetem Homero.&?8221;

binäre optionen profi A palavra poética
Telegramas são notícias da guerra. Homero é o autor das epopeias “Ilíada” e “Odisseia”, poemas épicos e heróicos por excelência. Drummond nos diz de forma tão simples quanto o mundo mudou. A temática engajada, política e socialmente, está sempre presente no livro. Mas há outra, muito forte: usemos a palavra poética; é claro que, apesar de tudo, devemos fazer poesia, pensa o poeta.

E essa poesia urbana, de um poeta “antenado” deve sair modernista, ou seja, sem que nenhuma tradição a atrapalhe, sem rimas, sem estrofes, sem o cheiro do que é antigo. A força da “palavra poética” (apesar da dúvida sobre sua utilidade) é um dos temas mais caros ao poeta. No primeiro (e mais famoso) poema do livro, “Consideração do poema”, o poeta diz:

Não rimarei a palavra sono

Com a incorrespondente palavra outono.

Rimarei com a palavra carne

Ou qualquer outra, que todas me convêm.

As palavras não nascem amarradas,

Elas saltam, se beijam, se dissolvem,

No céu livre por vezes um desenho,

São puras, largas, autênticas, indevassáveis.
Uma pedra no meio do caminho

Ou apenas um rastro, não importa.

(…)

pro binary Participação e desencanto
Predomina no conjunto dos poemas uma dualidade: de um lado devemos participar politicamente da vida; de outro, só é possível ter uma visão triste e desencantada da vida. Seria a esperança contra o pessimismo? As duas coisas, provavelmente, dizem os leitores do poeta. O fato é que, diferentemente do humor de outros livros, nestes poemas CDA tem um tom solene, grave e triste. Vejamos um trecho de outro famoso poema, “Procura da poesia”:

Não faça versos sobre acontecimentos.

Não há criação nem morte perante a poesia.

Diante dela, a vida é um sol estático,

Não aquece nem ilumina.

As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não
contam. (…)

Ou então, vejamos como o poeta vê a si mesmo no cotidiano da cidade, em outro famoso poema: “A flor e a náusea”:

Preso
à minha classe e a algumas roupas,

vou de branco pela rua cinzenta.

Melancolias, mercadorias espreitam-me.

Devo seguir até o enjoo?

Posso, sem armas, revoltar-me? (…)&?8221;

binäre optionen handelszeit Metalinguagem
A poesia sobre a própria poesia (a que chamamos poesia metalinguística) comparece todo o tempo neste livro. Mas há também a virtude de se refletir sobre um passado (romântico), quando o mundo era mais organizado e talvez mais feliz. É o que diz o poeta, quando cria a “Nova canção do exílio”, paródia e homenagem a Gonçalves Dias:

Um sabiá

Na palmeira, longe.

Estas aves cantam

Outro canto;(…)

O fato é que o poeta, que desde o início de sua poesia dizia “Vai Carlos, ser gauche na vida!”(Poema de sete faces, 1922) continua, aos quarenta anos, a sentir-se sozinho, como homem, como poeta. Ele nos diz no poema “América”:

Sou apenas um homem.

Um homem pequenino à beira de um rio.

Vejo as águas que passam e não as compreendo.

Sei apenas que é noite porque me chamam de casa.&?8221;(…)

E como é grande a saudade dos amigos, que CDA sempre celebrou em tantos poemas. Em 1945 morre o grande amigo Mário de Andrade. Drummond lhe dedica o longo poema “Mário de Andrade desce aos infernos”, que começa desta maneira:

Daqui a vinte anos farei teu poema

e te cantarei com tal suspiro

que as flores pasmarão, e as abelhas,

confundidas, esvairão seu mel.

Daqui a vinte anos: poderei

Tanto esperar o preço da poesia?

binära optioner kurs Existencialismo
Passariam não vinte, mas quarenta anos mais de poesia drummoniana. Os temas sociais tratados em “A Rosa do Povo” abrandaram; o que nunca abrandou depois foram as perguntas que o poeta se faz sobre si mesmo neste mundo; a isso chamamos existencialismo, que também faz parte integrante deste livro.

Dos poemas de “A Rosa do Povo” não se pode deixar de ler os que aqui estão assinalados e mais alguns, como “O Medo”, “Áporo”, “Anúncio da Rosa” “Resíduo”, “O Elefante” “Carta ao Homem do Povo Charles Chaplin e o famoso “Morte do Leiteiro”.

O fato é que uma flor sempre nasce, e vai aqui o que para ela deseja o poeta:

Uma flor nasceu na rua!

Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.

Uma flor ainda desbotada

Ilude a polícia, rompe o asfalto.

Façam completo silêncio, paralisem os negócios,

Garanto que uma flor nasceu.

Sua cor não se percebe.

(…)

É feia. Mas é realmente uma flor.

A Flor e a Náusea

Fonte: http://vestibular.uol.com.br/resumos-de-livros/a-rosa-do-povo.htm

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O sonho de um velho porco de criar uma granja governada por animais, sem a exploração dos homens, concretiza-se com uma revolução. Como acontecem com as revoluções, a dos bichos também está fadada à tirania, com a ascensão de uma nova casta ao poder. Nesta fábula feita sob medida para a Revolução Russa, todos os animais são iguais, mas uns são mais iguais do que os outros.

Síntese
Num belo dia, os animais da fazenda do sr. Jones se dão conta da vida indigna a que são submetidos: eles se matam de trabalhar para os homens, lhes dão todas as suas energias em troca de uma ração miserável, para ao final serem abatidos sem piedade. Liderados por um grupo de porcos, os bichos então expulsam o fazendeiro de sua propriedade e pretendem fazer dela um Estado em que todos serão iguais.

Logo começam as disputas internas, as perseguições e a exploração do bicho pelo bicho, que farão da granja um arremedo grotesco da sociedade humana.

Publicada em 1945, A Revolução dos Bichos foi imediatamente interpretada como uma fábula satírica sobre os descaminhos da Revolução Russa, chegando a ter sido utilizada pela propaganda anticomunista.

A novela de George Orwell de fato fazia uma dura crítica ao totalitarismo soviético; mas seu sentido transcende amplamente o contexto do regime stalinista.

Mais do que nunca esta pequena obra-prima da ficção inglesa parece falar aos nossos dias, quando a concentração de poder e de riquezas, a manipulação da informação e as desigualdades sociais parecem atingir um ápice histórico.

Fonte: http://vestibular.uol.com.br/resumos-de-livros/a-revolucao-dos-bichos.htm

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“A ‘Eneida’ pode ser vista de ângulos diferentes. De um lado, é um monumento artístico, um poema composto para responder ao sentido da poesia, para provocar no contemplador o sentimento estético, a emoção decorrente da contemplação do Belo. De outro, é uma obra arquitetônica, construída com uma técnica e um esmero só compreendidos por iniciados. De outro, ainda, é um repositório de saberes, um arquivo de conhecimentos, muitos dos quais passam despercebidos a quem enfrenta o texto pela primeira vez. E pela segunda, terceira…E é, sem dúvida, o documento de uma época, a exaltação de uma cidade – Roma, a celebração de um povo – o romano, a comprovação de que é possível erigir um mundo tendo-se nas mãos uma tábua encerada e um estilo de metal. […] É difícil dizer qual a mensagem mais importante. Deixemos essa escolha por conta do leitor.”

Zélia de Almeida Cardoso entrevistada por Eleuda de Carvalho, do “Vida & Arte”, coluna de O Povo – Jornal do Ceará, ao dizer qual a mensagem mais importante da Eneida em sua opinião.

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“A Relíquia”, publicada em 1887, é um dos livros mais irreverentes de Eça de Queirós (1845-1900), o grande mestre da prosa realista-naturalista em Portugal e um dos maiores estilistas de nossa língua.
Sem nenhum favor, Eça é hoje reconhecido e apreciado, mesmo fora do âmbito de nossa literatura, como o principal responsável pela definição do moderno idioma português e como um dos grandes precursores do romance do século 20.

O realismo de Eça, porém, precisa ser bem caracterizado, pois é mais complexo do que sugerem as definições habituais desse estilo.
Eça sabe ver o mundo de modo rigoroso, com um olhar frio e de desencanto. Mas, a exemplo de seu mestre, Flaubert, também sabe usar e abusar do humor, da ironia e da fantasia, não como atitudes opostas à de um espírito objetivo, mas como outras formas de apreensão da realidade.
O realismo de Eça não exclui o quimérico e o sarcástico, como bem notou o escritor argentino Jorge Luis Borges, grande admirador de Eça e, ele mesmo, um dos principais autores do que, em nossos dias, se vulgarizou sob o rótulo de “realismo mágico”.

Essa observação vale especialmente para “A Relíquia”. O livro, por um lado, se inclui entre os grandes romances da segunda fase do escritor, a que vai de “O Crime do Padre Amaro” (1875) a “Os Maias” (1888).

Nesse período, Eça procurou fazer um “inquérito à vida portuguesa”, uma séria crítica das instituições que julgava responsáveis pela decadência e estagnação de Portugal: a Monarquia, a Igreja e a Burguesia.

Por outro lado, “A Relíquia” pode ser considerada, junto à fábula “O Mandarim”, a obra mais fantasista de Eça.

Sua leveza antecipa o abandono do esquema naturalista e a identifica com as obras da terceira e última fase do autor, a dos romances como “A Ilustre Casa de Ramires” e “A Cidade e as Serras”, em que o realismo se une ao lirismo.

“A Relíquia” faz uma grande crítica e uma sátira hilariante do catolicismo em Portugal, por meio das memórias do narrador Teodorico Raposo, o “Raposão” (como as mulheres o chamam).

Raposo é um jovem bacharel que, órfão, vive sob as ordens de Maria do Patrocínio, sua tia terrível e avara, casta e beatíssima, que controla a fortuna que o sobrinho espera herdar, em breve, com a morte da “Titi”.
Raposo, sabendo que “há razões de família como há razões de Estado”, finge grande devoção e cumpre o desejo da tia carola, que, preocupada com a saúde incerta, o envia como seu representante na missão religiosa de percorrer a Terra Santa.

Na companhia de Topsius, um caricaturesco arqueólogo alemão que vem a conhecer, Raposo vive grandes peripécias no Egito e na Palestina.
A maior delas é uma enigmática viagem ao passado, à antiga Jerusalém, que ocupa o centro do livro. Nessa viagem-sonho, Raposo assiste aos bastidores do martírio de Cristo e descobre “a lenda inicial do cristianismo”: a ressurreição não ocorreu.

O livro se encerra com outro desmascaramento, o do próprio Raposo pela “Titi”. Enganando-se no momento de entregar à tia a preciosa relíquia que trouxera (a coroa de espinhos de Cristo, que forjara com Topsius), Raposo lhe entrega outra “relíquia”, um embrulho com a camisola de Miss Mary, uma prostituta que conhecera em Alexandria.

Ao final do livro, Raposo conclui que perdera a herança da tia por não ter tido a coragem de afirmar: “Eis aí a relíquia! É a camisa de Maria Madalena!” (aludindo às iniciais “M.M.” que, num bilhete, a acompanhavam).

Como é comum em Eça, há no romance cenas simbólicas, cuja função é a de explicitar as teses do autor. Eça não aceitava o cristianismo como afirmação do sobrenatural, isto é, “a ideia de um deus transcendente que criou o universo” (Antônio José Saraiva).

Em “A Relíquia”, é o próprio Cristo quem afirma a Raposo, ao final do livro: “Eu não sou Jesus de Nazaré, nem outro Deus criado pelos homens (…). Sou anterior aos deuses transitórios: eles dentro em mim nascem, dentro em mim duram; dentro em mim se transformam (…). Chamo-me a Consciência”.

Fonte: http://vestibular.uol.com.br/resumos-de-livros/a-reliquia.htm

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Filósofa, mulher de Jean-Paul Sartre e a mais famosa escritora feminista, Simone reuniu nesse livro três novelas de mulheres de meia idade que, repentinamente, enfrentam crise, solidão e fracasso. Na novela que dá título ao livro, uma esposa abandona a serenidade ao descobrir que o marido tem um caso. Em “O Monólogo”, ao passar o Ano Novo sozinha, uma mulher remói as frustrações que acumulou na vida.

Síntese
Simone de Beauvoir foi uma das vozes mais atuantes e autorizadas do feminismo no século 20, quase um emblema. Casada com o filósofo Jean-Paul Sartre, autora do polêmico ensaio “O Segundo Sexo” (1949), Beauvoir lançou em 1967, pouco antes de completar 60 anos de idade, sua melhor obra literária: “A Mulher Desiludida”.

O livro reúne três narrativas sobre uma questão central, que poderia ser definida como “a condição feminina”, numa sociedade ainda dominada pelos homens.

A essa altura o leitor pode estar achando que tem nas mãos uma tese sociológica disfarçada de ficção. Nada disso. O grande mérito de “A Mulher Desiludida” é conseguir superar os pressupostos ideológicos da escritora e criar, a partir daí, grande literatura.

Na primeira narrativa, a mais autobiográfica, vemos um casal de intelectuais maduros, ambos de esquerda, em conflito com as posições cada vez mais conservadoras do filho, Philippe. O conto prenuncia não só as reflexões posteriores de Beauvoir sobre a velhice, mas também o confronto de gerações que explodiu em maio de 68.

O segundo quadro deste tríptico é o monólogo angustiado de Murielle, que, depois de dois casamentos fracassados e do suicídio da filha, rumina em solidão o seu ódio pelo mundo e por um Deus que talvez não exista.

Na última história, a mais longa, acompanhamos o irreversível desabamento da vida familiar de Monique, uma típica dona de casa que de repente se vê abandonada pelo marido e desprezada pelas filhas.

Fonte: http://vestibular.uol.com.br/resumos-de-livros/a-mulher-desiludida.htm

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