Biografias

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67948592c17c48ae072148b1834c5052 Graciliano Ramos (1892-1953) foi um escritor brasileiro. O romance “Vidas Secas” foi sua obra de maior destaque. É considerado o melhor ficcionista do Modernismo e o prosador mais importante da Segunda Fase do Modernismo. Suas obras embora tratem de problemas sociais do Nordeste brasileiro, apresentam uma visão crítica das relações humanas, que as tornam de interesse universal. Seus livros foram traduzidos para vários países. Seus trabalhos “Vidas Secas”, “São Bernardo” e “Memórias do Cárcere”, foram levados para o cinema. Recebeu o Prêmio da Fundação William Faulkner, dos Estados Unidos, pela obra “Vidas Secas”.
Graciliano Ramos (1892-1953) nasceu na cidade de Quebrângulo, Alagoas, no dia 27 de outubro de 1892. Era o primogênito de quinze filhos, de uma família de classe média do Sertão nordestino. Passou parte de sua infância na cidade de Buíque, em Pernambuco, e parte em Viçosa, Alagoas. Fez seus estudos secundários em Maceió. Não cursou nenhuma faculdade.
Em 1910 foi com a família morar em Palmeira dos Índios, Alagoas, onde seu pai abriu um pequeno comércio. Em 1914 foi para o Rio de Janeiro trabalhar como revisor dos jornais Correio da Manhã e A Tarde. Voltou para a cidade de Palmeira dos Índios onde trabalhou com o pai, no comércio. Em 1927 foi eleito prefeito da cidade, assumindo o cargo em 1928. Mudou-se para Maceió, em 1930, onde assumiu a direção da Imprensa Oficial e da Instrução Pública do Estado.
Graciliano Ramos estreou na literatura em 1933 com o romance “Caetés”. Nessa época mantinha contato com José Lins do Rego, Raquel de Queiroz e Jorge Amado. Em 1934 publicou o romance “São Bernardo” e em 1936 publicou “Angústia”. Nesse mesmo ano, ainda no cargo de Diretor da Imprensa Oficial e da Instrução Pública do Estado, foi preso sob acusação de participar do movimento de esquerda. Após sofrer humilhações e percorrer vários presídios, foi libertado em janeiro de 1937. Essas experiências pessoais e dolorosas de sua vida, foram retratadas no livro “Memórias do Cárcere”, publicado após sua morte. O romance “Vidas secas”, escrito em 1938 é a sua obra mais importante.
Graciliano Ramos seguiu para o Rio de Janeiro, onde fixou residência e foi trabalhar como Inspetor Federal de Ensino. Em 1945 ingressou no Partido Comunista brasileiro. Em 1951 foi eleito presidente da Associação Brasileira de Escritores. Em 1952 viajou para os países socialistas do Leste Europeu, experiência descrita na obra “Viagem”, publicada em 1954, após sua morte.
Graciliano Ramos faleceu no Rio de Janeiro, no dia 20 de março de 1953.
Obras de Graciliano Ramos

köpa Viagra i butik stockholm Caetés, romance, 1933
São Bernardo, romance, 1934
Angústia, romance, 1936
Vidas Secas, romance, 1938
A Terra dos Meninos Pelados, literatura juvenil, 1942
História de Alexandre, literatura juvenil, 1944
Dois Dedos, literatura infantil, 1945
Infância, memórias, 1945
Histórias Incompletas, literatura infantil, 1946
Insônia, contos, 1947
Memórias do Cárcere, memórias, 1953
Viagem, memórias, 1954
Linhas Tortas, crônicas, 1962
Viventes das Alagoas, costumes do Nordeste, 1962

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visit this site right here Ariano Suassuna (1927 – 2014) foi um escritor brasileiro. “O Auto da Compadecida”, sua obra-prima, foi adaptada para a televisão e para o cinema. Sua obra reúne, além da capacidade imaginativa, seus conhecimentos sobre o folclore nordestino. Foi poeta, romancista, ensaísta, dramaturgo, professor e advogado. Em 1989, foi eleito para a cadeira nº 32 da Academia Brasileira de Letras. Em 1993, foi eleito para a cadeira nº 18 da Academia Pernambucana de Letra e em 2000, ocupou a cadeira nº 35 da Academia Paraibana de Letras.

Continue Reading Ariano Vilar Suassuna (1927-2014) nasceu na cidade de Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa, capital da Paraíba, em 16 de junho de 1927. Filho de João Suassuna, ex-governador da Paraíba, e Rita de Cássia Villar passou os primeiros anos de sua infância na fazenda Acauham, no sertão do Estado. Durante a Revolução de 1930, por motivos políticos, seu pai foi assassinado. A família mudou-se para Taperoá, interior do estado, onde morou entre 1933 e 1937 e lá iniciou seus estudos. Teve os primeiros contatos com a cultura regional assistindo uma apresentação de mamulengos e um desafio de viola.

http://www.bdsak.com/?lifter=best-pin-bar-strategy&d64=36 Em 1938, a família muda-se para a cidade do Recife, Pernambuco, onde Ariano entra para o Colégio Americano Batista. Em seguida estuda no Colégio Oswaldo Cruz e depois no Ginásio Pernambucano, importante colégio do Recife. Em 1946 ingressou na Faculdade de Direito, onde fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1947, escreve sua primeira peça “Uma Mulher Vestida de Sol”. No ano seguinte escreve “Cantam as Harpas de Sião”.

opzioni binarie nuove strategie Em 1950, conclui o curso de Direito. Dedicou-se à advocacia e ao teatro. Em 1955, escreveu a peça “O Auto da Compadecida”. A partir de 1956, passou a dar aulas de Estética na Universidade Federal de Pernambuco. Em 1970 cria e dirige o Movimento Armorial, com o objetivo de valorizar os vários aspectos da cultura do Nordeste brasileiro, como a literatura de cordel, a música, a dança, teatro, entre outros.

http://saturnsails.co.uk/racing_2009.shtml Ariano Suassuna iniciou em 1971, sua trilogia com o “Romance d’a Pedra do Reino” e o “Príncipe do Sangue que Vai-e-Volta”, tendo por subtítulo “Romance Armorial – Popular Brasileiro”, que teria sequência em 1976, com a “História d’o Rei Degolado nas Caatingas do Sertão: ao Sol da Onça Caetana”. Em 1994, se aposenta pela Universidade Federal de Pernambuco. Foi Secretário de Cultura (PE) no governo de Eduardo Campos.

image source Se sua poesia teve modesta repercussão, o teatro, com a força do humor, o consagrou. Ariano recebia inúmeros convites para realizar “aulas-espetáculos” em várias partes do país onde, com seu estilo próprio e seus “causos” imaginativos, deixava o público encantado.

trading opzioni binarie cos///\\\\'è Ariano Suassuna faleceu no Recife, no dia 23 de julho de 2014, decorrente das complicações de um AVC hemorrágico.

Obras de Ariano Suassuna

bdswiss taktik Uma Mulher Vestida de Sol, 1947
Cantam as Harpas de Sião (ou o Despertar da Princesa), 1948
Os Homens de Barro, 1949
Auto de João da Cruz, 1950 (Prêmio Martins Pena)
Torturas de um Coração, 1951
O Arco Desolado, 1952
O Castigo da Soberana, 1953
O Rico Avarento, 1954
Ode, 1955 (poesia)
O Auto da Compadecida, 1955
O Casamento Suspeito, 1956
Fernando e Isaura, 1956
O Santo e a Porca, 1958
O Homem da Vaca e o Poder da Fortuna, 1958
A Pena e a Lei, 1959
A Farsa da Boa Preguiça, 1960
A Caseira e a Catarina, 1962
O Pasto Incendiado, 1970 (poesia)
Romance d’a Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai e Volta, 1971 (partes da trilogia)
Iniciação à Estética, 1975
A Onça Castanha e a Ilha Brasil, 1976 (Tese de Livre Docência)
História d’o Rei Degolado nas Caatingas do Sertão: ao Sol da Onça Caetana, 1976 (parte da trilogia)
Sonetos Com Mote Alheio, 1980 (poesia)
Poemas, 1990 (Antologia)
Almanaque Armorial, 2008

trading212 (fonte: https://www.ebiografia.com/ariano_suassuna/)

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http://corkcity1916.ie/?kalcerko=forex-tsd-elite-indicators-download&5e9=1c Monteiro Lobato (1882-1948) foi um escritor e editor brasileiro. “O Sítio do Pica-pau Amarelo” é sua obra de maior destaque na literatura infantil. Criou a “Editora Monteiro Lobato” e mais tarde a “Companhia Editora Nacional”. Foi um dos primeiros autores de literatura infantil de nosso país e de toda América Latina. Metade de suas obras é formada de literatura infantil. Destaca-se pelo caráter nacionalista e social. O universo retratado em suas obras são os vilarejos decadentes e a população do Vale do Paraíba, quando da crise do café. Situa-se entre os autores do Pré-Modernismo, período que precedeu a Semana de Arte Moderna.
Monteiro Lobato (1882-1948) nasceu em Taubaté, São Paulo, no dia 18 de abril de 1882. Era filho de José Bento Marcondes Lobato e Olímpia Monteiro Lobato. Alfabetizado pela mãe, logo despertou o gosto pela leitura, lendo todos os livros infantis da biblioteca de seu avô o Visconde de Tremembé. Desde menino já mostrava seu temperamento irrequieto, escandalizou a sociedade quando se recusou fazer a primeira comunhão. Fez o curso secundário em Taubaté. Com 13 anos foi estudar em São Paulo, no Instituto de Ciências e Letras, se preparando para a faculdade de Direito.
Registrado com o nome de José Renato Monteiro Lobato, resolve mudar de nome, pois queria usar uma bengala, que era de seu pai, que havia falecido no dia 13 de junho de 1898. A bengala tinha as iniciais J.B.M.L gravadas no topo do castão, então mudou de nome, passou a se chamar José Bento, assim as suas iniciais ficavam iguais às do pai.
Ingressou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco na capital, formando-se em 1904. Na festa de formatura fez um discurso tão agressivo que vários professores, padres e bispos se retiraram da sala. Nesse mesmo ano voltou para Taubaté. Prestou concurso para a Promotoria Pública, assumindo o cargo na cidade de Areias, no Vale do Parnaíba, no ano de 1907.
Monteiro Lobato casou-se com Maria Pureza da Natividade, em 28 de março de 1908. Com ela teve quatro filhos, Marta (1909), Edgar (1910), Guilherme (1912) e Rute (1916). Paralelamente ao cargo de Promotor, escrevia para vários jornais e revistas, fazia desenhos e caricaturas. Ficou em Areias até 1911, quando muda-se para Taubaté, para a fazenda Buquira, deixada como herança pelo seu avô.
No dia 12 de novembro de 1912, o jornal O Estado de São Paulo publicou uma carta sua enviada à redação, intitulada “Velha Praga”, onde destaca a ignorância do caboclo, criticando as queimadas e que a miséria tornava incapaz o desenvolvimento da agricultura na região. Sua carta foi publicada e causou grande polêmica. Mais tarde, publica novo artigo “Urupês”, onde aparece pela primeira vez o personagem “Jeca Tatu”.
Em 1917 vende a fazenda e vai morar em Caçapava, onde funda a revista “Paraíba”. Nos 12 números publicados, teve como colaboradores Coelho Neto, Olavo Bilac, Cassiano Ricardo entre outras importantes figuras da literatura. Muda-se para São Paulo, onde colabora para a “Revista do Brasil”. Entusiasmado compra a revista e, transformando-se em editor. Publica em 1918, seu primeiro livro “Urupês”, que esgota sucessivas tiragens. Transforma a Revista em centro de cultura e a editora numa rede de distribuição com mais de mil representantes.
No dia 20 de dezembro de 1917, publica no jornal O Estado de São Paulo, um artigo intitulado “Paranoia ou Mistificação?”, onde critica a exposição de Anita Malfatti, pintora paulista recém chegada da Europa. Estava criada uma polêmica, que acabou se transformando em estopim do movimento modernista.
Monteiro Lobato, em sociedade com Octalles Marcondes Ferreira, funda a “Companhia Gráfico-Editora Monteiro Lobato”. Com o racionamento de energia, a editora vai à falência. Vendem tudo e fundam a “Companhia Editora Nacional”. Lobato muda-se para o Rio de Janeiro e começa a publicar livros para crianças. Em 1921 publica “Narizinho Arrebitado”, livro de leitura para as escolas. A obra fez grande sucesso, o que levou o autor a prolongar as aventuras de seu personagem em outros livros girando todos ao redor do “Sítio do Pica-pau Amarelo”. Em 1927 é nomeado, por Washington Luís, adido comercial nos Estados Unidos, onde permanece até 1931.
Como escritor literário, Lobato destacou-se no gênero “conto”. O universo retratado, em geral são os vilarejos decadentes e as populações do Vale do Parnaíba, quando da crise do plantio do café. Em seu livro “Urupês”, que foi sua estreia na literatura, Lobato criou a figura do “Jeca Tatu”, símbolo do caipira brasileiro. As histórias do “Sítio do Picapau Amarelo”, e seus habitantes, Emília, Dona Benta, Pedrinho, Tia Anastácia, Narizinho, Rabicó e tantos outros, misturam a realidade e a fantasia usando uma linguagem coloquial e acessível.
O livro “Caçadas de Pedrinho”, publicado em 1933, que faz parte do Programa Nacional Biblioteca na Escola, do Ministério da Educação, está sendo questionado pelo movimento negro, por conter “elementos racistas”. O livro relata a caçada a uma onça que está rondando o sítio. “É guerra e das boas, não vai escapar ninguém, nem tia Anastácia, que tem cara preta”.
José Renato Monteiro Lobato morreu no dia 5 de julho de 1948, de problemas cardíacos.
Obras de Monteiro Lobato

more helpful hints Idéias de Jeca Tatu, conto, 1918
Urupês, conto, 1918
Cidades Mortas, conto, 1920
Negrinha, conto, 1920
O Saci, literatura infantil, 1921
Fábulas de Narizinho, literatura infantil, 1921
Narizinho Arrebitado, literatura infantil, 1921
O Marquês de Rabicó, literatura infantil, 1922
O Macaco que se fez Homem, romance, 1923
Mundo da Lua, romance, 1923
Caçadas de Hans Staden, literatura infantil, 1927
Peter Pan, literatura infantil, 1930
Reinações de Narizinho, literatura infantil, 1931
Viagem ao Céu, literatura infantil, 1931
Caçadas de Pedrinho, 1933
Emília no País da Gramática, literatura infantil, 1934
História das Invenções, literatura infantil, 1935
Memórias da Emília, literatura infantil, 1936
Histórias de Tia Nastacia, literatura infantil, 1937
Serões de Dona Benta, literatura infantil, 1937
O Pica-pau Amarelo, literatura infantil, 1939
Fábulas de Monteiro Lobato

advice O Cavalo e o Burro
A Coruja e a Águia
O Lobo e o Cordeiro
O Corvo e o Pavão
A Formiga Má
A Garça Velha
As Duas Cachorras
O Jaboti e a Peúva
O Macaco e o Coelho
O Rabo do Macaco
Os Dois Burrinhos
Os Dois Ladrões
A caçada da Onça

http://www.amplit.fi/?sepifa=bin%C3%A4ra-optioner-svenska-m%C3%A4klare&57f=f9 (fonte: https://www.ebiografia.com/monteiro_lobato/)

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%2520style=%5C' Luis Fernando Verissimo (Porto Alegre, 26 de setembro de 1936) é um escritor brasileiro. Mais conhecido por suas crônicas e textos de humor, publicados diariamente em vários jornais brasileiros, Verissimo é também cartunista e tradutor, além de roteirista de televisão, autor de teatro e romancista bissexto. Já foi publicitário e copy desk de jornal. É ainda músico, tendo tocado saxofone em alguns conjuntos. Com mais de 60 títulos publicados, é um dos mais populares escritores brasileiros contemporâneos. É filho do também escritor Érico Veríssimo.

fonte: Skoob

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27 anos. Casado. Cearense. Budista. Torcedor da seleção argentina. Estudante de Psicologia e de religiões. Leitor compulsivo. Escritor de sonhos. Nem Freud, nem deus. Viciado em Cafeína (café, coca cola e neosaldina). Jogador de Wii, ps2, Snes e 3DS. Tatuado. Míope. AH. F41.2. Alérgico. Preguiçoso. Mal-humorado. Bruto. Má companhia. Silente. Apaixonado. Fugindo do ideal de perfeição, mesmo parecendo um sujeito estereotipados. Procurando ser paciente. Em processo de melhoramento. Buscando ler mais. Ter mais tempo livre. Ser um companheiro melhor. Um dono melhor. Devorando e sendo devorado. Mas no fim só eu restarei e tudo perecerá a minha volta!

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Amy Waldman é escritora e ex-jornalista do New York Times. Por três anos, participou da chefia da sucursal desse jornal em Nova Déli. Também foi correspondente da revista The Atlantic. Além dos prêmios e indicações para A submissão, recebeu em 2010 o Berlin Prize, prêmio concedido pela American Academy de Berlim. Ela mora com a família no Brooklin, em Nova York.

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Ana Carolina da Silva Coutinho (1986) é professora de história e psicanalista.

Filha de Sérgio Roberto Coutinho e Ana Maria da Silva Coutinho, nasceu em Vitória/ES, onde reside até os dias atuais. É casada e está esperando um lindo bebê que será um menino e ainda não tem nome definido.

Começou a estudar Artes Visuais na Universidade Federal do Espírito Santo, mas como amante da leitura trocou para o curso de História. Mais tarde fez uma pós graduação em psicanálise clínica para se conhecer melhor.Ana Carolina passou a trabalhar como professora em colégios e se dedicou a escrever alguns contos.Ana vem do hebraico: Hannah(a cheia de graça) e Carolina é a forma diminutiva e feminina de Carlos.

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Patricia Meio e roteirista, dramaturga e escritora. Publicou Acqua toffana (1994), Elogio da mentira (1998) e Inferno (2000). Em 1999, a Time Magazine incluiu-a entre os cinq?enta “Latin-American Leaders for the New Millennium”. O matador (premios Deux Oceans e Deutsch Krimi; indicado para o Prix Femina de romance estrangeiro) e Elogio da mentira tiveram os direitos vendidos para a Inglaterra, Alemanha, Franca, Italia, Espanha e Holanda, entre outros paises.

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Uma biografia de Fernando Pessoa seria na verdade uma coleção de biografias. Uma dele próprio; outras tantas para seus heterônimos. Alberto Caeiro, Álvaro de Campo, Ricardo Reis, Bernardo Soares, só para falar em alguns destes heterônimos, que não são pseudônimos com alguns pensam, mas escritores com personalidades e estilos próprios, com vida e história independentes dos demais. A genialidade de Pessoa era tamanha que não cabia em um só homem; eram necessários vários homens, várias cabeças para dar vazão a tanta criatividade, ao transbordamento de idéias que o acometia. Grande conhecedor da língua portuguesa, ela própria brincou com seu sobrenome: Pessoa. Talvez Pessoas fosse mais adequado, para um poeta que era habitado por tantos outros.
Fernando Antônio Nogueira Pessoa, nasce em 13 de junho de 1888 na cidade de Lisboa, Portugal. Segundo ele próprio nos conta, no ano seguinte nasceu Alberto Caeiro, o poeta do campo e da natureza e também Álvaro de Campos, o engenheiro. Quando tinha cerca de 5 anos, seu pai morre com apenas 43 anos. Em 1894, então com 6 anos de idade, cria seu primeiro heterônimo: Chevalier de Pas. Em 1896, parte com sua família para Durban, África do Sul. Vão morar com o novo marido de sua mãe, o comandante João Miguel Rosa, cônsul interino de Portugal naquele país. Lá Fernando Pessoa vai aprender inglês e francês, línguas em que escreverá alguns poemas e grandes trabalhos de tradução. Com 14 anos de idade, em 1902, escreve o poema “Quando ela passa”, presente em nossa seleção de poemas.
Em 1905, parte sozinho para Lisboa onde pretende se inscrever no Curso Superior de Letras. Embora tenha ingressado no curso, jamais o terminou. A partir de 1912 (ano em que nasce Ricardo Reis em sua cabeça), Pessoa entra numa fase bastante produtiva colaborando com a revista Águia, onde publica uma série de artigos e poemas. Sua obra e sua vida foram permeados por ligações com as chamadas ciências ocultas, o que pode ser percebido em muitos de seus poemas. Em 1930 inicia uma troca de correspondência com o “mago” inglês Aleister Crowley que neste mesmo ano vai à Lisboa visitar Fernando Pessoa. Vinte e três dias depois de sua chegada, Crowley desaparece misteriosamente. Em homenagem ao inglês, Pessoa traduz e publica o poema “Hino a Pã” escrito por Crowley.
Pessoa nunca se casou. Teve por algum tempo um namora com Ophélia, mas acabou por desistir do namoro para casar-se com a literatura. Embora tenha escrito e publicado dezenas de artigos, ensaios e poemas em seus anos de vida, por incrível que pareça, ele que é um dos maiores poetas da língua portuguesa, publicou apenas um livro em vida, o “Mensagens” em 1934. Com este livro participou de um concurso literário chamado “Antero de Quental” e ganhou o segundo premio (“segunda categoria”), cabendo o primeiro premio ao livro “Romaria” de Vasco Reis. Em janeiro de 1935 pensa em mudar-se para as cercanias de Lisboa para compor seu primeiro grande livro a ser publicado, o que não aconteceria. Em 29 de novembro deste ano, Fernando Pessoa é hospitalizado com uma cólica hepática. No dia seguinte, 30 de novembro de 1935, com apenas 47 anos de vida, falece Fernando Pessoa.

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O Senhor dos Anéis – Biografia e Bibliografia do Autor

(1892-1973)

Nasceu na cidade de Bloemfontein, África do Sul, em 03 de janeiro de 1892.

Mudou-se para a Inglaterra aos três anos de idade com sua mãe, Mabel Tolkien, e seu irmão Hilary, devido uma doença que ele e seu irmão haviam contraído.

Seu pai, o banqueiro Arthur Tolkien, que tinha ficado na África do Sul por mais alguns dias, contraiu uma grave moléstia e, antes que pudesse se reunir à família, veio a falecer em fevereiro de 1896.

Oito anos mais tarde, sua mãe, Mabel Tolkien (34), também falece, após apresentar a seus filhos os contos de fadas e educá-los em línguas como Latim e Grego.

No ano seguinte ele vai morar com sua tia Beatrice, onde demonstra facilidade e interesse pelo estudo das línguas, especialmente as línguas do norte da Europa, onde tomava como fonte de pesquisa a mitologia antiga e livros épicos.

Em 1908 conhece Edith Bratt no colégio Birmingham onde estudava, que, em 1916, viria a ser sua esposa e, juntos, teriam quatro filhos: John, Michael, Christopher e Priscilla.

Em 1910, Tolkien ganha uma bolsa de estudos para a Exeter College de Oxford, onde passou a estudar as Línguas Inglesas, se formando em 1915, com honras, em Língua Inglesa e Literatura.

Tolkien se alista e em 1916, alguns meses após se casa e embarca rumo a França onde serve como Segundo Tenente de Batalhão junto ao rio Somme. Contudo, o exército inglês não estava preparado para a Batalha do Somme.

Embora tenha sobrevivido, contrai a “febre das trincheiras” (tifo) e recebe baixa do serviço militar durante a guerra, sendo enviado para um hospital, onde começa a trabalhar no “Livro dos Contos Perdidos”, que mais tarde se converteria no “Silmarillion”. Em 1919 deu baixa no serviço militar e retornou a Oxford.Durante os anos seguintes, dedicou-se ao professorado. Ao longo dessa década, Tolkien se tornou um proeminente filólogo (pessoa que estuda línguas). Suas posições acadêmicas foram:
– Membro da Diretoria do New English Dictionary (1918-1920)
– Professor de Língua Inglesa na Universidade de Leeds, Rawlinson e Bosworth (1920-1925)
– Professor de Anglo-Saxão Oxford (1925-1945)
– Professor de Língua e Literatura Inglesa em Merton (1945-1945).

A idéia para “O Hobbit” surgiu em 1928, enquanto Tolkien examinava documentos de alunos que queriam ingressar na Universidade. De acordo com o próprio Tolkien “um dos alunos deixou uma das páginas em branco – possivelmente a melhor coisa que poderia ocorrer a um examinador – e eu escrevi nela: ‘Em um buraco no chão vivia um hobbit’. Nomes sempre criam uma história na minha cabeça, e achei que deveria eventualmente definir o que era um hobbit.” Em 1930 J. R. R. Tolkien começa a escrever “O Hobbit”, mas o abandona antes de terminar. Susan Dagnall, de Allen&Unwin (uma editora), lê o manuscrito de “O Hobbit” em 1936 e implora a Tolkien que termine o livro. Ele o faz e, em 1937, a primeira publicação de “O Hobbit” é lançada. No mesmo ano Tolkien começa a escrever uma continuação de “O Hobbit”, que viria a se tornar o mais clássico de seus livros; “O Senhor dos Anéis”.

Existem referências de que os primeiros manuscritos de O Senhor dos Anéis foram escritos por Tolkien ainda em 1937. Nos 14 anos seguintes, ele leria trechos do livro a seus amigos e filhos, o que teria o encorajado a continuar. Sua prioridade, como já dito anteriormente, era com o professorado, o que explica em parte o tempo que levou para terminar o texto. Somente em 1949 “O Senhor dos Anéis” é terminado e passado à sua editora. A princípio o texto foi recusado, mas a decisão foi reconsiderada após Tolkien incorporar partes do “Silmarillion” e tornar o texto mais “legível”, e sua primeira publicação só é feita em 1954 (dois primeiros volumes) e 1955 (último volume). A idéia original era o lançamento em um só volume, mas, para baratear os custos, o original foi dividido em três partes: “A Sociedade do Anel”, “As Duas Torres” e “O Retorno do Rei”. O projeto teria funcionado bem, não fosse a inesperada demanda pelos dois livros seguintes após a publicação do primeiro. O livro desencadeou uma espécie de culto nas Faculdades e Universidades da época. Até hoje esse livro tem uma espantosa aceitação na Inglaterra, chegando a dividir as pessoas entre aqueles que já leram e aqueles que ainda vão ler “O Senhor dos Anéis”.

Após lançar outros títulos com “As aventuras de Tom Bombadil” (1962), “O Guerreiro de Wooton Maior”(1967) e “Árbol e Hoja”(1964), Tolkien aposenta-se devido a sua idade já avançada e, junto com sua esposa, muda-se para Bournemouth, onde, em 1971, Edith Tolkien contraiu uma grave doença que a impediu de receber visitas, mesmo de seus filhos e netos, e faleceu.

Devido à morte de sua esposa, Tolkien volta para um apartamento na Universidade de Oxford para escapar da solidão (seus filhos haviam se espalhado pela Inglaterra com suas famílias) onde, em 1972, recebe o título de “Doutorado Honorário em Letras da Universidade de Oxford”. Lá ele viveu seus últimos dias, e foi lá que recebeu seu último e mais importante título: recebeu da Rainha Elizabeth a “Ordem do Império Britânico”, uma da maiores honras inglesas.

Aos 81 anos de idade, nas primeiras horas da manhã de Domingo, 02 de setembro de 1973, John Ronald Reuel Tolkien falece em uma clínica, onde estava internado devido a uma grave doença, deixando seu grande trabalho mitológico, “O Silmarillion”, para ser editado e publicado por seu filho Christopher.

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(Psiquiatra suíço, fundador da psicologia analítica)
“Minha vida foi singularmente pobre em acontecimentos exteriores. Sobre estes não posso dizer muito, pois se me afiguram ocos e desprovidos de consistência. Eu só me posso compreender à luz dos acontecimentos interiores. São estes que constituem a peculiaridade de minha vida e é deles que trata minha autobiografia.”

Carl Gustav Jung foi um dos maiores estudiosos da vida interior do homem e tomou a si mesmo como matéria prima de suas descobertas – suas experiências e suas emoções estão descritas no livro “C. G. Jung – Memórias, Sonhos e Pensamentos”.

Filho de um pastor protestante, Carl Gustav Jung, ainda pequeno, mudou-se para a cidade da Basiléia, na época um dos maiores centros de cultura da Europa. Lá realizou seus primeiros estudos. Formou-se em medicina pela Universidade da Basiléia, no ano de 1900, iniciando a seguir sua vida profissional no hospital psiquiátrico Burgholzi, em Zurique. Dois anos depois casou-se com Emma Rauschenbach, com quem teria cinco filhos.

Em 1903 publicou sua primeira obra, “Psicologia e Patologia dos Fenômenos ditos Ocultos”, fruto de sua tese de doutoramento. Publicou nos anos seguintes mais três trabalhos, relacionadas à descoberta dos complexos afetivos e das significações nos sintomas das psicoses. Em 1905 tornou-se livre docente na Universidade de Zurique.

Em 1907 Jung visitou Sigmund Freud, o criador da psicanálise, em Viena, iniciando uma estreita colaboração com o mestre, que se mostrou impressionado com o talento do jovem discípulo. Os dois viajaram juntos aos Estados Unidos em 1909, proferindo palestras num centro de pesquisas. Em 1910 foi fundada a “Associação Psicanalítica Internacional”, da qual Jung foi eleito presidente.
No entanto, em 1912, as primeiras divergências entre Jung e Freud começaram a aparecer, logo se tornando inconciliáveis. A partir do rompimento com Freud, o analista suíço vivenciou um período de depressão e introversão, que o levou a trilhar seu próprio caminho no campo da psicologia.

Em 1917, Jung publicou seus estudos sobre o inconsciente coletivo no livro “A Psicologia do Inconsciente” e, em 1920, apresentou os conceitos de introversão e extroversão na obra “Tipos Psicológicos”. A partir daí, Jung construiu as bases da psicologia analítica, desenvolvendo a teoria dos arquétipos e incorporando conhecimentos das religiões orientais, da alquimia e da mitologia.

Sua produtiva carreira se materializou na publicação de dezenas de estudos, trabalhos, seminários e outras obras. Já octogenário, reuniu em livro as memórias de toda a sua vida. Carl Gustav Jung morreu aos 85 anos, como um dos mais influentes pensadores do século 20.

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Dante Alighieripor Sandro BotticelliDante Alighieri (Florença, Maio ou Junho de 1265 — Ravena, 13 ou 14 de Setembro de 1321) foi um escritor, poeta e político italiano. É considerado o primeiro e maior poeta da língua italiana, definido il sommo poeta (“o sumo poeta”).

Foi muito mais do que apenas um literato: numa época onde apenas os escritos em latim eram valorizados, redigiu um poema, de viés épico e teológico, La Divina Commedia (A Divina Comédia), que se tornou a base da língua italiana moderna e culmina a afirmação do modo medieval de entender o mundo. Nasceu em Florença, onde viveu a primeira parte da sua vida até ser injustamente exilado. O exílio foi ainda maior do que uma simples separação física de sua terra natal: foi abandonado por seus pares. Apesar dessa condição, seu amor incondicional e capacidade visionária o transformaram no mais importante pensador de sua época.

Afresco transferido da madeira, por Andrea del Castagno.

Primeiros anos de vida e família

Não há registro oficial da data de nascimento de Dante. Ele informa ter nascido sob o signo de Gêmeos, entre fim de Maio e meados de Junho. A referência mais confiável é a data de 29 de maio de 1265. Dante, na verdade, é uma abreviação de seu real nome, Durante. Nasceu numa importante família florentina (cujo apelido era, na realidade, Alaghieri) comprometida politicamente com o partido dos Guelfos, uma aliança política envolvida em lutas com outra facção de florentinos: os Gibelinos. Os Guelfos estavam ainda divididos em “Guelfos Brancos” e “Guelfos Negros”. Dante, no Inferno (XV, 76), pretende dizer que a sua família tem raízes na Roma Antiga, ainda que o familiar mais antigo que se lhe conhece (citado pelo próprio Dante, no livro Paraíso, (XV, 135), seja Cacciaguida do Eliseu, que terá vivido, quando muito, à volta do ano 1100 (o que, relativamente ao próprio Dante, não é muito antigo).

O seu pai, Alighiero di Bellincione, foi um “Guelfo Branco’. Não sofreu, porém, qualquer represália após a vitória do partido Gibelino na Batalha da Montaperti. Essa consideração por parte dos próprios inimigos denota, com alguma segurança, o prestígio da família.

A mãe de Dante chamava-se Dona Bella degli Abati, nome algo comentado por significar “a bela dos abades”, ainda que Bella seja uma contracção de Gabriella. Morre quando Dante conta apenas com 5 ou 6 anos de idade. Alighiero rapidamente se casa com Lapa di Chiarissimo Cialuffi. (Há alguma controvérsia quanto a esse casamento, propondo alguns autores que os dois se tenham unido sem contrair matrimónio, graças a dificuldades levantadas, na época, ao casamento de viúvos). Dela nasceram o irmão de Dante, Francesco, e Tana (Gaetana), sua irmã.

Com a idade de 12 anos, em 1277, sua família impôs o casamento com Gemma, filha de Messe Manetto Donati, prática comum — tanto no arranjo quanto na idade — na época. Era dada uma importância excepcional à cerimónia que decorria num ambiente muito formal, com a presença de um notário. Dante teve vários filhos de Gemma. Como acontece, geralmente, com pessoas famosas, apareceram muitos supostos filhos do poeta. É provável, no entanto, que Jacopo, Pietro e Antonia fossem, realmente, seus filhos. Antonia tomou o hábito de freira, com o nome de Irmã Beatriz. Um outro homem, chamado Giovanni, reclamou também a filiação mas, apesar de ter estado com Dante no exílio, restam algumas dúvidas quanto à pretensão.

Educação e Poesia

Pouco se sabe sobre a educação de Dante, presumindo-se que tivesse estudado em casa, de forma autodidata. Sabe-se que estudou a poesia toscana, talvez com a ajuda de Brunetto Latini (numa idade posterior, como se dirá de seguida). A poesia toscana centrava-se na “Scuola poetica siciliana”, um grupo cultural da Sicília que se dava a conhecer, na altura, na Toscânia. Esse interesse depressa se alargou a outros autores, dos quais se destacam os menestréis e poetas provençais, além dos autores da Antiguidade Clássica latina (de entre os quais elegia, preferencialmente, Virgílio, ainda que também tivesse conhecimento da obra de Horácio, Ovídio, Cícero e, de forma mais superficial, Tito Lívio, Séneca, Plínio e outros de que encontramos bastantes referências na Divina Comédia.

É importante referir que durante estes séculos escuros (em italiano “Secoli Bui”, expressão usada por alguns para referir-se à Idade Média, designando-a como “Idade das trevas” – noção que hoje em dia é rebatida por muitos historiadores que demonstram que essa época foi muito mais rica culturalmente do que aquilo que a tradição pretende demonstrar), a Península Itálica era politicamente dividida em um complexo mosaico de pequenos estados, de modo que a Sicília estava tão longe, cultural e politicamente, de Florença quanto a Provença. As regiões do que hoje é a Itália ainda não compartilhavam a mesma língua nem a mesma cultura, também em virtude das vias de comunicação deficitárias. Não obstante, é notório o espírito curioso de Dante que, sem dúvida, pretendia estar a par das novidades culturais a um nível internacional.

Aos dezoito anos, com Guido Cavalcanti, Lapo Gianni, Cino da Pistoia e, pouco depois, Brunetto Latini, Dante lança o Dolce Stil Nuovo. Na Divina Comédia (Inferno, XV, 82), faz-se uma referência especial a Brunetto Latini, onde se diz que terá instruído Dante. Tanto na Divina Comédia como na Vita Nuova depreende-se que Dante se terá interessado por outros meios de expressão como a pintura e a música.

Ainda jovem (18 anos), conheceu Beatrice Portinari, a filha de Folco dei Portinari, ainda que, crendo no próprio Dante, a tenha fixado na memória quando a viu pela primeira vez, com nove anos (teria Beatriz, nessa altura, 8 anos). Há quem diga, no entanto, que Dante a viu uma única vez, nunca tendo falado com ela. Não há elementos biográficos que comprovem o que é que seja.

É difícil interpretar no que consistiu essa paixão, mas, é certo, foi de importância fulcral para a cultura italiana. É sob o signo desse amor que Dante deixa a sua marca profunda no Dolce Stil Nuovo e em toda a poesia lírica italiana, abrindo caminho aos poetas e escritores que se lhe seguiram para desenvolverem o tema do Amor (Amore) que, até então, não tinha sido tão enfatizado. O Amor por Beatriz (tal como o amor que Petrarca demonstra por Laura, ainda que numa perspectiva diferente) aparece como a justificativa da poesia e da própria vida, quase se confundindo com as paixões políticas, igualmente importantes para Dante.

Quando Beatriz morre, em 1290, Dante procura refúgio espiritual na filosofia da Literatura latina. Pelo Convívio, sabemos que leu a “De consolatione philosophiae”, de Boécio, e a “De amicita”, de Cícero. Dedicou-se, pois, ao estudo da filosofia em escolas religiosas, como a Dominicana de Santa Maria Novella, tanto mais que ele próprio era membro da Ordem Terceira de São Domingos. Participou nas disputas entre místicos e dialécticos, que se travavam, então, em Florença nos meios académicos, e que se centravam em torno das duas ordens religiosas mais relevantes. Por um lado, os Franciscanos, que defendiam a doutrina dos místicos (São Boaventura), e, por outro, os Dominicanos, que se socorriam das teorias de São Tomás de Aquino. A sua paixão “excessiva” pela filosofia é criticada por Beatriz (representando a Teologia), no Purgatório.

Carreira política em Florença

Dante participou, também, na vida militar da época. Em 1289 combateu ao lado dos cavaleiros florentinos, contra os de Arezzo, na batalha de Campaldino, em 11 de Junho. Em 1294, estava com os soldados que escoltavam Carlos Martel (filho de Carlos de Anjou e herói de Poitiers) quando este estava em Florença.

Foi, também, médico e farmacêutico; não pretendia exercer essas profissões mas, segundo uma lei de 1295, todo nobre que pretendesse tomar um cargo público devia pertencer a uma das Guildas (Corporazioni di Arti e Mestieri – ou seja, “Corporação de Artes e Ofícios”). Ao entrar na guilda dos boticários, Dante podia, assim, aceder à vida política. Esta profissão não era, de todo, inadequada para Dante, já que, na época, os livros eram vendidos nos boticários. De 1295 a 1300, fez parte do “Conselho dos Cem” (o Conselho da Comuna de Florença), onde fez parte dos seis priores que governavam a cidade.

O envolvimento político de Dante acarretou-lhe vários problemas. O Papa Bonifácio VIII tinha a intenção de ocupar militarmente Florença. Em 1300, Dante estava em San Gimignano, onde preparava a resistência dos guelfos toscanos contra as intrigas papais. Em 1301, o papa enviou Carlos de Valois, (irmão de Felipe o Belo, rei de França), como pacificador da Toscânia. O governo de Florença, no entanto, já recebera mal os embaixadores papais, semanas antes, de forma a repelir qualquer influência da Santa Sé. O Conselho da cidade enviou, então, uma delegação a Roma, com o fim de indagar ao certo as intenções do Sumo Pontífice. Dante chefiava essa delegação.

Exílio e morte

Bonifácio rapidamente enviou os outros representantes de Florença de volta, retendo apenas Dante em Roma. Entretanto, a 1 de Novembro de 1301, Carlos de Valois entrava em Florença com os Guelfos Negros que, por seis dias, devastaram a cidade e massacraram grande número de partidários da facção branca. Instalou-se, então, um governo apoiante dos Guelfos Negros, e Cante dei Gabrielli di Gubbio foi nomeado “Podestà” (funcionário público designado pelas famílias mais influentes da cidade). Dante foi condenado, em Florença, ao exílio por dois anos, além de ser condenado a pagar uma elevada multa em dinheiro. Estando ainda em Roma, o papa “sugeriu-lhe” que aí se mantivesse, sendo considerado, a partir de então, um proscrito. Não tendo pago a multa, foi, por consequência, condenado ao exílio perpétuo. Se fosse, entretanto, capturado por soldados de Florença, seria sumariamente executado, queimado vivo.

O poeta participou em várias tentativas para repor os Guelfos Brancos no poder; em Florença, no entanto, devido a diversas traições, todas falharam. Dante, amargurado com o tratamento de que foi alvo por parte dos seus inimigos, afligia-se também com a inacção dos seus antigos aliados. Declarou solenemente, na altura, que pertencia a um partido com um único membro. Foi nesta altura que começou a fazer o esboço do que viria a ser a “Divina Comédia”, poema constituído por 100 cantos, divididos em 3 livros (“Inferno”, “Purgatório” e “Paraíso”) com 33 cantos cada (exceptuando o primeiro livro que, dos seus 34 cantos, o primeiro é considerado apenas como Canto introdutório).

Foi para Verona, onde foi hóspede de Bartolomeo Della Scala; mudou-se para Sarzana (Ligúria), e, depois, supõe-se que terá vivido algum tempo em Lucca com Madame Gentucca, que o acolheu de forma calorosa (o que, mais tarde, será referido de forma agradecida no Purgatório XXIV,37). Algumas fontes chegam a avançar que terá estado em Paris, entre 1308 e 1310. Outras fontes, menos credíveis, porém, dizem que terá ido até Oxford.

Em 1310, Arrigo VII do Luxemburgo invadia Itália. Dante viu nele a hipótese de se vingar. Escreveu-lhe, bem como a vários príncipes italianos, cartas abertas onde incitava violentamente à destruição do poderio dos Guelfos Negros. Misturando religião e assuntos privados, invocou a ira divina sobre a sua cidade, sugerindo como alvo principal do desagrado de Deus os seus mais acérrimos inimigos pessoais.

Em Florença, Baldo d’Aguglione perdoou a maior parte dos Guelfos Brancos que estavam no exílio, permitindo-lhes o seu regresso. Dante, no entanto, tinha ultrapassado largamente os limites toleráveis para o partido negro nas suas cartas a Arrigo VII, pelo que o seu regresso não foi permitido.

Em 1312, Arrigo assalta Florença, derrotando os “Guelfos Negros”. Não há, no entanto, qualquer evidência de uma possível participação de Dante no evento. Há quem diga que Dante se recusou a participar num ataque à sua cidade ao lado de um estrangeiro. Outros, porém, sugerem que o seu nome se tinha tornado incómodo para os próprios “Guelfos Brancos”, pelo que qualquer traço da sua passagem foi prontamente apagado para a posteridade. Em 1313, com a morte de Arrigo, morre também a esperança de Dante de rever a sua cidade. Volta para Verona onde Cangrande Della Scala lhe permite viver seguro, confortável e, presume-se, com alguma prosperidade. Cangrande é uma das personagens admitidas por Dante no seu Paraíso (XVII, 76).

Em 1315, Florença foi obrigada, por Uguccione della Faggiuola (oficial militar que controlava a cidade) a outorgar amnistia a todos os exilados. Dante constava na lista daqueles que deveriam receber o perdão. No entanto, era exigido que estes pagassem uma determinada multa e, acima de tudo, que aceitassem participar numa cerimónia de cariz religioso onde se retractariam como ofensores da ordem pública. Dante recusou-se a semelhante humilhação, preferindo o exílio.

Quando Uguccione derrota, finalmente, Florença, a sentença de morte que recaía sobre Dante foi comutada numa pena de prisão, sob a única condição de que teria de ir a Florença jurar solenemente que jamais entraria na cidade. Dante não foi. Como resultado, a pena de morte estendeu-se aos seus filhos.

Paraíso, XXV, 1-9. É claro que isto nunca aconteceu. Os seus restos mortais mantêm-se em Ravena, não em Florença.

Guido Novello da Polenta, príncipe de Ravena, convidou-o para aí morar, em 1318. Dante aceitou a oferta. Foi em Ravena que terminou o “Paraíso” e, pouco depois, falecia, talvez de malária, em 1321, com 56 anos, sendo sepultado na Igreja de San Pier Maggiore (mais tarde chamada Igreja de San Francesco). Bernardo Bembo, pretor de Veneza, decidiu honrar os restos mortais do Poeta, erigindo-lhe um monumento funerário de acordo com a dignidade de Dante Alighieri.

Na sepultura, constam alguns versos de Bernardo Canaccio, amigo de Dante, onde se refere a Florença com os seguintes termos:

parvi Florentia mater amoris
“Florença, mãe de pequeno amor”

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O menino de olhos claros, de personalidade enérgica e perseverante.

Allan Kardec era uma pessoa totalmente oposta ao protótipo de um místico ou de um iluminado. Homem muito inteligente, de temperamento calmo, racional e lógico, nunca possuiu nenhum tipo de mediunidade. Embora tido pelos espíritas como um missionário, jamais se proclamou como tal. Sua doutrina não é produto de uma tese pessoal, de cunho personalista, elaborada por revelação em algum “lugar santo”, isolado, após alguma super experiência mística e solitária, totalmente subjetiva.

Nascido em Lyon, França, em 3 de Outubro de 1.804 no seio de uma família simples de juízes e advogados, batizado como Denizard Hyppolyte Léon Rivail. O pequeno Rivail nasceu em uma época de graves agitações políticas, conflitos sociais e religiosos, não apenas na França, mas em todo o mundo. Era a época de Napoleão I. Os franceses sofriam o peso de intermináveis chacinas e toda a Europa se transformara em sangrento campo de batalha.

O materialismo, a descrença, a intolerância religiosa predominavam. Os membros proeminentes do clero, com raras exceções, compartilhavam avidamente da roda dos interesses mundanos, tragicamente esquecidos do exemplo do Sublime Nazareno, de quem se auto-intitulavam legítimos representantes na Terra.

Aos 12 anos, Rivail concluiria seus estudos em sua amada Lyon. Seus pais, desejosos em lhe oferecer boa educação, vivendo o clima das lutas religiosas reinantes na França de então, entenderam por bem confiar o único filho ao famoso educador Johann Heinrich Pestalozzi, o mais sábio, respeitado e célebre professor daquele tempo, precursor da moderna educação, da chamada “escola ativa” e fundador da primeira escola profissional do mundo, na Suíça.

O jovem professor Rivail, seu Instituto e suas obras.

Em 1824 retornaria para Paris, França, e se dedica ao ensino e a publicação de obras pedagógicas que seriam um grande sucesso, levando na intimidade de sua alma, as lições inesquecíveis do grande educador, cuja influência moral jamais deixaria de inspirá-lo, durante todos os grandes momentos de sua vida missionária.

Em 1825, já falava 6 línguas quando ele abriu sua própria escola de primeiro ano, seguindo-se em 1826 da abertura do Instituto Técnico Rivail que ensinava física, matemática, astronomia, anatomia comparada e retórica. Redigiu também uma séria de livros sobre assuntos diversos para a Universidade da França, e continuando a perseguir a realização de suas obras de ensino, que ao por volta do ano de 1840 era um educador reputado e respeitado que poderia simplesmente viver da renda de seus livros pelo resto dos seus dias.

Em 1832 aos 27 anos, casa-se com distinta professora, a senhorita Amelie Boudet, uma jovem culta, poetisa e pintora que conhecera no “Instituto Educacional Técnico”. Lecionava letras e belas-artes.

Em 1854 Rivail, com 50 anos, é um mestre respeitado, escritor reconhecido com obras didáticas adotadas pela Universidade da França. Equilibrado, sua mente está amadurecida e o coração sereno e compassivo, pronto para dar início ao cumprimento da missão que haveria de desempenhar.

Até então, não havia tido nenhum interesse pelas manifestações espíritas que a França e toda a Europa voltavam a atenção para os fenômenos das chamadas “mesas girantes”. Pessoas de todos os níveis culturais e sociais, indiferentemente de suas convicções religiosas, estavam às voltas com sessões em que se realizavam fenômenos de efeitos físicos.

Nessas sessões, as mesas eram movimentadas por entidades espirituais, respondendo, por códigos, às perguntas feitas pelos participantes. Muitas pessoas sérias, orientadas por espíritos bondosos e sábios, obtinham comunicações elevadas e interessantes. Mas em geral, esses fenômenos se davam para o divertimento dos salões parisienses, alheios para compreender a extensão do novo fenômeno.

A desmistificação do conhecimento secreto.

Foi o magnetizador Fortier quem falou ao professor Rivail sobre esses espantosos fatos mediúnicos. Outro amigo, companheiro de juventude, um corso de nome Carloti, também chamou-lhe a atenção sobre tais acontecimentos inexplicáveis. Em razão de sua mentalidade crítica e científica, o respeitado professor manteve-se reservado e distante.

Até que um dia, no lar dos amigos sr. Pârtier e senhora Plainemaison, pela primeira vez, assiste a diversos fenômenos mediúnicos, onde as mesas saltavam e corriam, sozinhas. O que o professor via em casa de seus amigos, repetia-se por todas as partes do mundo. Mas os assistentes, com raras exceções, pareciam não compreender o alcance de tudo aquilo, fazendo dessas reuniões um passatempo ocioso e fútil.

Mais tarde, diria Allan Kardec: “Entrevi naquelas aparentes futilidades, no passatempo que faziam daqueles fenômenos, qualquer coisa de sério, como que a revelação de uma nova lei, que tomei a mim mesmo investigar a fundo”. Assim se inicia um trabalho de monge que se seguiria durante 2 anos.

É interessante observar que a excelência doutrinária inegável do Espiritismo, codificado por Allan Kardec deve-se, em sua quase totalidade, à mediunidade de quatro meninas que foram: Caroline e Julie Boudin (16 e 14 anos, respectivamente), Ruth Japhet e Aline Carlotti— verdadeiros anjos reveladores da nova mensagem do Céu para os dias futuros.

Assim, Rivail mudaria o rumo dos experimentos, dirigindo perguntas filosóficas, recolhendo informações, comparando-as, categorizando-as. Em sessões especiais, utilizaria a mediunidade de duas meninas, filhas de seu amigo Boudin, Caroline e Julie, quando recebe a maior parte dos ensinamentos contidos em O Livro dos Espíritos. No decorrer dos fatos, um grupo de pesquisadores que já havia acumulado mais de 50 cadernos com comunicações recebidas, lhe pede para que as revisem e ordenem. Recusa-se inicialmente mas em seguida empreende esta tarefa monumental que culminaria com a publicação do Livro dos Espíritos, assim mesmo entitulado a pedido dos espíritos para bem marcar a sua origem.

A mensagem do antigo druida para as gerações futuras.

– 1857 – Em Abril por ocasião do lançamento de O Livro dos Espíritos , o professor Rivail resolveu apresentá-lo a público com o seu antigo nome gaulês Allan Kardec, nome que lhe foi revelado por um espírito guia e que tinha sido seu discípulo quando ele foi um sacerdote gaulês, um druida, numa existência anterior, ao tempo de Júlio César, na Gália (na verdade, antigo nome do território francês).

– 1858 – 1º de Janeiro surge a Revista Espírita, dirigida pessoalmente por Allan Kardec, até sua desencarnação, em 1869. Três meses depois, é fundada a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, e neste mesmo ano, Kardec publica um pequeno livro de esclarecimentos doutrinários denominado Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas.

– 1859 – Mais uma obra do codificador é trazida à lume: O que é o Espiritismo, uma introdução aos estudos da doutrina.

– 1861 – Nos primeiros dias do ano, o infatigável missionário publica outra obra: O Livro dos Médiuns. Considera-o como sendo “a continuação de O Livro dos Espíritos”, pois também neste, os ensinamentos pertencem aos espíritos.

– 1862 – Em 15 de Janeiro aparece um pequeno livro intitulado O Espiritismo em Sua Expressão Mais Simples, também de autoria do antigo druida. Trata-se de uma síntese da Doutrina, escrita com simplicidade, “ao alcance de qualquer inteligência”, esclarece o missionário. De suas viagens aos espíritas de Bordeaux e Lyon se origina mais duas publicações: Viagem Espírita de 1862, e Refutações às Críticas contra o Espiritismo.

– 1864 – Kardec publica uma pequena brochura: Resumo da Lei dos Fenômenos Espíritas e também a obra que se consiste em verdadeiro tratado moral dos ensinamentos de Jesus: O Evangelho Segundo o Espiritismo.

– 1865 – , Em agosto é publicado pela Livraria Espírita de Paris seu novo livro: O Céu e o Inferno – A Justiça de Deus Segundo o Espiritismo. Explica o codificador que o homem carrega dentro de si a necessidade de crer, mas para que essa crença satisfaça a seus anseios,ela deve corresponder às suas necessidades intelectuais.

– 1868 – O grande missionário publica uma obra de grande valor científico: “A Gênese — Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo”. Nesta obra o codificador deixa o campo exclusivamente doutrinário para evidenciar as relações do Espiritismo com a ciência.

O retorno à Vida Maior.

Allan Kardec planeja muitas coisas em favor da Doutrina. Intenciona escrever novas obras e construir uma casa-abrigo para os trabalhadores do Espiritismo que envelhecessem sem recursos. Com as economias provenientes de suas obras pedagógicas, comprara um terreno na Avenida Ségur.

No dia 31 de março de 1869, entre 11 e 12 horas da manhã, ao atender a um visitante que lhe solicita um exemplar da “Revista Espírita”, repentinamente, a velha enfermidade do coração liberta seu grandioso espírito.

Conclusão: A possibilidade de ser e tornar-se cada vez mais e melhor.

A mensagem espírita, bem compreendida em teoria e prática, descortina a seus adeptos um vasto horizonte religioso-filosófico-científico, proporcionando um gradativo refinamento de cogitações e conseqüente elevação de aspirações.

Uma educação espiritual consistente, não coercitiva, racional e consoladora — este é o legado de Allan Kardec, o antigo druida ressurgido. Sua mensagem é destinada às gerações futuras, mais despojadas e sublimadas pela dor do milenar desengano resultante da pertinente transgressão às leis divinas. Estas gerações compreenderão a Terceira Revelação, pois que a viverão em profundidade. A evidência da vida ultrafísica se imporá, irrefutavelmente, convergindo a humanidade para a religião interior, cósmica, referida por Jesus como a que seria vivenciada “em espírito e verdade” — unificando o rebanho disperso em torno do único Pastor.

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Nasceu em Albany, um subúrbio de Nova Iorque, em junho de 1930. No auge da grande depressão econômica, seus pais eram muito pobres, impossibilitados, portanto, de oferecer-lhe uma educação esmerada. Teve que começar a trabalhar muito cedo, chegando a ser garçonete e faxineira. Ao completar dezesseis anos, ganhou uma máquina de escrever da mãe. Marion com o presente oferecido pela mãe começou a escrever histórias. No início, para sobreviver, sujeitou-se a produzir uma série de romances sensacionalistas. Nos anos cinquenta, era aquilo a que se chama uma “escritora de sucesso fácil”, vendia histórias de sexo e de mistério a revistas de grande tiragem, para sustentar marido e filhos. Por essa altura juntou-se a um grupo de activistas lésbicas denominado Daugters of Bilitis, considerada a primeira organização de direitos lésbicos dos Estados Unidos. Na década seguinte, dedicou-se à produção de romances góticos para poder tirar um curso universitário. As suas histórias de ficção científica do ciclo Darkover ( um planeta onde os seres humanos, ao contacto com os alienígenas, adquirem poderes extrapsíquicos) continuam a ter numerosos admiradores. Com As Brumas de Avalon, e a sua permanência de três meses na lista dos “bestesellers” do New York Times, Marion tornou-se uma escritora de prestígio e uma das mais lidas no mundo inteiro . Prosseguiu na mesma senda com Presságio de Fogo (1987) (lançado no Brasil com o título de “Incêndio de Tróia”), onde reescreve a guerra de Tróia de uma perspectiva feminista. Regressa ao universo mítico da Bretanha druídica, desta vez, em confronto com o Império Romano com A Casa da Floresta (1983). Em 1985, Marion Bradley lançou um novo livro, especialmente destinado ao público infantil. Muitos, no entanto, consideraram o livro uma obra adulta, e possivelmente imprópria para crianças: “A filha da Noite”, baseado na ópera “A flauta mágica”, de Mozart. Deixou mais de meia centena de livros.

Entre seus livros mais famosos estão As Brumas de Avalon, Presságio de Fogo/Incêndio de Tróia, A Casa da Floresta e a série Darkover.

Marion Zimmer Bradley foi casada duas vezes e teve dois filhos. Morava em Berkeley, na Califórnia.

Muito de sua notoriedade também se deve ao apoio que deu à comunidade de ficção científica americana.

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Nicholas Sparks viveu a sua juventude em Fair Oaks, na Califórnia e vive actualmente na Carolina do Norte com a família. Foi premiado com uma bolsa de estudos da Universidade de Notre Dame pelos seus excelentes resultados e, em 1988, licencia-se em Economia. Curiosamente, o seu sonho era tornar-se atleta de alta competição, sonho de que teria de abdicar devido a um grave acidente. Iniciou-se a escrever enquanto trabalhava como delegado de informação médica e, mais tarde, surge Theresa Park, agente literária, que se propôs representá-lo, vendendo os direitos do seu primeiro romance, «O Diário da Nossa Paixão», à Warner Books.

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Bernard Cornwell é um dos mais importantes escritores britânicos da atualidade. Já publicou mais de 40 livros e teve obras traduzidas para mais de 16 idiomas.

Incapaz de escrever um romance simples, Cornwell prima por sagas de uma cativante sutileza narrativa e autenticidade histórica[1]. O autor é um apaixonado pela história em geral e da Inglaterra em especial, o que se reflete em romances que retratam conflitos ocorridos em território inglês (como na série A Busca do Graal, situada durante o período de conflito entre Inglaterra e França conhecido como Guerra dos Cem Anos, ou ainda em crônicas como as do Rei Artur, onde Cornwell, com sólida base histórica, dá uma versão muito pessoal ao senhor da guerra

Biografia

Bernard Cornwell nasceu em Londres em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial. Seu pai era um aviador canadense e sua mãe trabalhava como auxiliar da Força Aérea Britânica. Ele foi adotado por uma família em Essex, Inglaterra, que pertencia à seita religiosa chamada Peculiar People (Pessoas Peculiares, e, segundo o escritor, eram mesmo). Ele fugiu para a Universidade de Londres e, depois de uma ponta como professor, foi para a rede de televisão BBC, onde trabalhou por 10 anos. Começou como um pesquisador no programa Nationwide e terminou como Chefe de Assuntos Televisivos Atuais da BBC na Irlanda do Norte. Foi enquanto trabalhava na cidade irlandesa de Belfast que ele conheceu Judy, uma americana que estava visitando o país, e por quem se apaixonou. Judy não podia se mudar para a Inglaterra por questões familiares, então Bernard foi para os Estados Unidos onde lhe foi recusado o Green Card. Ele decidiu ganhar a vida como escritor, ofício que não necessitava de permissão do governo dos EUA. Bernard e Judy se casaram em 1980, permanecem casados e vivendo nos Estados Unidos.

O autor tem seus livros publicados, no Brasil, pela editora Record. Sua série mais extensa, As Aventuras de Sharpe, é formada por mais de 20 livros e foi adaptada para a televisão na Inglaterra, com histórias protagonizadas pelo aclamado ator inglês Sean Bean. Atualmente estão em fase de tradução as obras sobre Sharpe e as Crônicas Saxônicas, cujos primeiros 3 livros já foram publicados

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Nascido em 19 de outubro de 1946, o escritor inglês Philip Pullman consagrou-se no cenário literário mundial com o lançamento da premiada trilogia Fronteiras do Universo, publicada no Brasil pela editora Objetiva. Em 2005, o autor recebeu o prêmio Astrid Lindgren Memorial Award de literatura infantil.

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“Ao buscar seu próprio interesse, o indivíduo freqüentemente promove o interesse da sociedade de maneira mais eficiente do que quando realmente tem a intenção de promovê-lo.” Defendendo o valor do interesse individual para garantir o interesse público, Adam Smith criou, neste trecho de sua “A Riqueza das Nações”, o conceito de “mão invisível do mercado”, fundamental para a doutrina do liberalismo.

Filho de um fiscal da alfândega, Adam Smith fez seus primeiros estudos em Kirkcaldy, sua cidade natal. Aos 14 anos, ingressou na Universidade de Glasgow, onde se graduou em 1740 e conseguiu uma bolsa de estudos para a Universidade de Oxford, onde estudou filosofia.

Seis anos depois, retornou à Escócia e tornou-se conferencista público em Edimburgo. Adquiriu reconhecimento como filósofo, o que lhe proporcionou ser professor de lógica na Universidade de Glasgow, em 1751. No ano seguinte, passou a lecionar filosofia moral, cadeira pleiteada alguns anos antes, sem sucesso, pelo filósofo David Hume.

Nessa época, travou relações com nobres e altos funcionários, freqüentando a sociedade de Glasgow e, em 1758, foi eleito reitor da Universidade. Seu primeiro trabalho, “A Teoria dos Sentimentos Morais”, foi publicado no ano seguinte.

Por intermédio do político Charles Townshend, foi convidado para o cargo de tutor do duque de Buccleuch. Em 1763, Adam Smith renunciou ao seu posto na Universidade de Glasgow e mudou-se para a França. Passou quase um ano na cidade de Toulouse e depois foi para Genebra, onde se encontrou com o filósofo Voltaire.

Já em Paris, Adam Smith pode freqüentar os salões literários e travou contato com os filósofos iluministas. Um incidente com um irmão de seu pupilo, no entanto, obrigou Adam Smith a ir para Londres, onde passou a residir.

Em 1767, Smith retornou a Kirkcaldy, onde iniciou a elaboração e revisão de sua célebre teoria econômica. Passou mais três anos em Londres, onde seu livro foi concluído. “Uma Investigação sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações” foi publicado em 1776, tornando-se um dos mais influentes livros de teoria moral e econômica do mundo. As teorias formuladas em “A Riqueza das Nações” lançaram as bases do liberalismo, como a teoria da livre concorrência e o conceito de livre mercado.

Depois da publicação do livro, tornou-se comissário da alfândega na Escócia, o que lhe garantiu bons proventos. Reconhecido e considerado por seus contemporâneos, Adam Smith morreu em 1790, aos 67 anos.

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Alexandre Dumas foi um romancista francês. Seu nome de batismo era Dumas Davy de la Pailleterie. Nasceu na região de Aisne, próximo a Paris. Era neto do marquês Antoine-Alexandre Davy de la Pailleterie e de uma escrava (ou liberta, não se sabe ao certo) negra, Marie Césette Dumas. Seu pai foi o General Dumas, grande figura militar de sua época.

Carreira literária

Enquanto trabalhava em Paris, Dumas começou a escrever artigos para revistas e também peças para teatro. Em 1829 foi produzida sua primeira peça, Henrique III e sua Côrte, alcançando sucesso de público. No ano seguinte, sua segunda peça Christine também obteve popularidade. Como resultado, ele se tornou financeiramente capaz de trabalhar como escritor em tempo integral. Entretanto, em 1830, ele participou na revolução que depôs o rei Carlos X de França e substituiu-o no trono pelo ex-patrão de Dumas, o Duque d’Orléans, que governaria com o nome de Luís Filipe de França, alcunhado de Rei Cidadão.

Até meados da década de 1830 a vida na França permaneceu agitada, com tumultos esporádicos em busca de mudanças promovidos por republicanos frustrados e por trabalhadores urbanos empobrecidos. À medida em que a vida lentamente retornava à normalidade, o país começou a se industrializar, e, com uma economia em crescimento combinada com o fim da censura à imprensa, a vida recompensou as habilidades de escritor de Alexandre Dumas.

Após escrever mais algumas peças de sucesso, passou a se dedicar aos romances. Apesar de ter um estilo de vida extravagante e sempre gastar mais do que ganhava, Dumas provou ser um astuto divulgador. Com a alta demanda dos jornais por romances seriados, em 1838 ele simplesmente reescreveu uma de suas peças para criar sua primeira série em romance. Intitulada “O Capitão Paulo” (em francês Le Capitaine Paul) conduziu-o a criar um estúdio de produção que lançou centenas de histórias, todas sujeitas à sua apreciação pessoal.

Em 1840, ele se casou com uma actriz, Ida Ferrier, mais continuou a manter seus casos com outras mulheres, sendo pai de pelo menos três filhos fora do casamento. Um destes filhos, que recebeu o seu nome, seguiria seus passos na carreira de novelista e escritor de peças teatrais. Por causa do mesmo nome e da mesma profissão, para distinguirmos um do outro, chamamos a um de Alexandre Dumas pai (Alexandre Dumas, père) e o outro de Alexandre Dumas, filho (em francês, Alexandre Dumas, fils).

Alexandre Dumas, pai, escreveu romances e crônicas históricas de muita aventura que estimulavam a imaginação do público francês, e de outros países nos idiomas para os quais foram traduzidos.

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A escritora Agatha Christie Considerada a “Rainha do Crime”, Agatha Christie aliou uma imaginação brilhante à sua grande habilidade como narradora, para conquistar gerações de público para suas histórias de mistério e suspense. Seus livros já venderam mais de 2 bilhões de exemplares.

Nascida Agatha May Clarissa Miller, ela se casou em 1914, com o Coronel Archibald Christie, um aviador da Força Aérea britânica. Com ele, teve sua única filha, Rosalind. Durante a Primeira Guerra, Agatha trabalhou como farmacêutica, o que lhe proporcionou, segundo consta, grandes conhecimentos sobre poções e veneno, que seriam mais tarde empregados em suas obras.

Deu-se em 1920 a publicação o seu livro de estréia, “O Misterioso Caso de Styles”, protagonizado pelo detetive belga Hercule Poirot, que se tornaria um dos mais famosos personagens de toda a história da literatura. Poirot seria protagonista de mais 33 romances e dezenas de contos.

Em 1926, Christie desapareceu por onze dias, fato que causou comoção na imprensa e toda sorte de especulações. Agatha foi encontrada num hotel e até hoje não se sabe ao certo o motivo do desaparecimento: supõe-se que ela estivesse deprimida por descobrir um caso adúltero do marido. Nesse ano, ela escreveu uma de suas obras-primas “O Assassinato de Roger Ackroyd”.

Dois anos mais tarde, Agatha Christie divorciou-se de seu primeiro marido. Em 1930, publicou o primeiro romance com a sagaz personagem Miss Marple, “O Assassinato na Casa do Pastor”. Marple, uma simpática velhinha que se arvora a detetive e é uma espécie de alter-ego da autora, foi protagonista de doze romances de Agatha Christie.

Ainda em 1930 Agatha casou-se pela segunda vez, com Max Mallowan, um arqueólogo que havia conhecido numa viagem à Mesopotâmia. Com Mallowan a autora realizou uma série de expedições arqueológicas, que lhe renderam inspiração para novas histórias, como “Morte no Nilo”.

Em 1934, foi lançado o célebre romance “Assassinato no Expresso do Oriente”, depois transformado num filme de grande sucesso. Na década de 1930, a abundante produção literária de Agatha Christie se consolidou junto ao público, transformando a autora num perene “best-seller”. Christie escreveu mais de vinte títulos de ficção, entre eles o famoso “O Caso dos Dez Negrinhos”.

Em 1952, estreou em Londres sua peça “A Ratoeira” – a peça que ficou mais tempo em cartaz na história do teatro. Numa carreira de mais de meio século, Agatha Christie escreveu 79 romances e livros de contos, além de doze peças de teatro. Além das peças, contos e romances de mistério, Agatha publicou seis romances românticos, com o pseudônimo de Mary Westmacott.

A escritora recebeu a mais alta condecoração do Reino Unido em 1971, tornando-se “Dame Agatha Christie”.

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