biografia

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z20 forex system Descendente de libaneses, ensinou literatura na Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e na Universidade da Califórnia em Berkeley. Escreveu Cinco obras: Relato de um Certo Oriente, Dois Irmãos, Cinzas do Norte (esse último vencedor do Prêmio Portugal Telecom de Literatura e todos os três primeiros ganhadores do Prêmio Jabuti de melhor romance), Órfãos do Eldorado e A Cidade Ilhada. Seus livros já venderam mais de 200 mil exemplares no Brasil e foram traduzidos em oito países, incluindo Itália, Estados Unidos, França e Espanha.
Hatoum é conhecido por misturar experiência e lembranças pessoais com o contexto sócio-cultural da Amazônia e do Oriente.

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buy Dapoxetine citrate online in Kansas City Missouri Bernardo Teixeira de Carvalho (Rio de Janeiro-RJ, 1960). Escritor e jornalista. Forma-se em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC/RJ, em 1983. Muda-se para São Paulo, e a partir de 1986 trabalha no jornal Folha de S. Paulo como diretor do suplemento Folhetim, entre 1987 e 1989, correspondente em Paris, em 1990, e em Nova York, de 1991 a 1993; e colunista de crítica cultural desde 1998. Em 1989 inicia mestrado em cinema na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP, concluído em 1993, ano em que estréia na literatura com o livro de contos Aberração. Dois anos depois, publica seu primeiro romance, Onze. Em 2006, participa de uma experiência teatral, escreve a peça BR-3, encenada pelo grupo Teatro da Vertigem no rio Tietê e em suas margens, em São Paulo.

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opciones binarias declaracion renta Ariano nasceu na Cidade da Paraiba (hoje João Pessoa), capital da Paraíba (Parahyba em ortografia arcaica), filho de Rita de Cássia Vilar e João Urbano Pessoa de Vasconcellos Suassuna (1886-1930) que cumpria o mandato de presidente do Estado (atualmente equivale ao cargo de governador). Este dia era dia de Corpus Christi, o que acabou por ocasionar a parada de uma procissão que parecia ocorrer devido ao dia de seu nascimento na frente do palácio do governo do Estado. Ariano viveu os primeiros anos de sua vida no Sítio Acauã, no sertão do estado da Paraíba.

iqoption com forum Aos três anos de idade (1930), Ariano passou por um dos momentos mais complicados de sua vida com o assassinato de seu pai no Rio de Janeiro, por motivos políticos, durante a Revolução de 1930, o que obrigou sua mãe a levar toda a família a morar na cidade de Taperoá, no Cariri Paraibano.

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binäre optionen vorzeitig verkaufen Foi um jornalista e escritor brasileiro. Grande nome da literatura brasileira, consagrou-se especialmente através de seus contos e peças teatrais. Colunista de sucesso em sua época, também destacou-se nas crônicas esportivas, folhetins e romances, estes últimos, sob pseudônimos de Myrna e Suzana Flag. Foi o mais revolucionário personagem do teatro brasileiro, abrindo as portas à moderna dramaturgia no país.

beställa Tadalafil på nätet Trabalhou nos grandes jornais do Rio de Janeiro. Percorreu, contudo, um árduo itinerário, marcado pelas tragédias familiares e pela crítica equivocada da época, vinda tanto de militantes políticos comunistas como conservadores. Iniciou sua carreira jornalística em 29 de dezembro de 1925, como repórter de polícia no jornal de seu pai, tendo apenas treze anos e meio.

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opsioni binarie metastok Nascido em Juiz de Fora, Minas Gerais, em 11 de maio de 1925, José Rubem Fonseca é formado em Direito, tendo exercido várias atividades antes de dedicar-se inteiramente à literatura. Em 31 de dezembro de 1952 iniciou sua carreira na polícia, como comissário, no 16º Distrito Policial, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Muitos dos fatos vividos naquela época e dos seus companheiros de trabalho estão imortalizados em seus livros. Aluno brilhante da Escola de Polícia, não demonstrava, então, pendores literários. Ficou pouco tempo nas ruas. Foi, na maior parte do tempo em que trabalhou, até ser exonerado em 06 de fevereiro de 1958, um policial de gabinete. Cuidava do serviço de relações públicas da polícia. Em julho de 1954 recebeu uma licença para estudar e depois dar aulas sobre esse assunto.

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Viagra billigare apoteket Marçal Aquino nasceu em 1958 na cidade de Amparo (SP). Jornalista, trabalhou como revisor, repórter e redator nos jornais “O Estado de S.Paulo” e “Jornal da Tarde”. Atualmente, trabalha como jornalista free-lancer. Escreve ficção adulta e juvenil, faz roteiros para o cinema, tendo atuado como consultor no IV Laboratório de Roteiros Sundance/RioFilme, a convite do Sundance Institute, dos E.U.A., em 2002.

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http://www.ideas-frescas.es/?melexa=opzioni-binarie-directa&f06=f9 opzioni binarie directa Escritor pernambucano, mora em São Paulo desde 1991. Despontando como um dos grandes escritores da chamada geração 90, Marcelino é o idealizador e organizador da Balada Literária, evento que reúne diversos ecritores no bairro da Vila Madalena, na capital paulista.

Publicou os livros de contos “Angu de Sangue” (2000), “BaléRalé (2003), “Contos Negreiros” (2005) e “RASIF – Mar que arrebenta” (2008), e o livro de aforismos “eraOdito” (1998-2002).

Com “Contos Negreiros”, Marcelino ganhou o Prêmio Jabuti, na categoria “melhor livro de Contos e Crônicas”. Tem textos publicados em vários países e antologias. É também editor.

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Luiz Ruffato (Cataguases, fevereiro de 1961) é um escritor brasileiro. Formado em Comunicação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, exerceu jornalismo em São Paulo. Publicou Histórias de Remorsos e Rancores (1998) e Os sobreviventes em 2000, ambos coletâneas de contos. Ganhou os prêmios APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e Machado de Assis da Fundação Biblioteca Nacional com o romance Eles Eram Muitos Cavalos, de 2001. Este livro foi publicado também em:

Itália (Milão, Bevino Editore, 2003),
França (Paris, Métailié, 2005),
Portugal (Espinho, Quadrante, 2006).
Em 2002, publicou As máscaras singulares (poemas) e Os Ases de Cataguases, contribuição para a história dos primórdios do Modernismo (ensaio).

Em 2005, iniciou a série Inferno provisório, projetada para cinco volumes, com os livros Mamma, son tanto felice e O mundo inimigo. Destes seguiram-se Vista parcial da noite e O livro das impossibilidades.

Esses romances foram premiados pela APCA como melhor ficção de 2005.

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Pedro Bandeira (1942) é escritor brasileiro de livros infanto-juvenis. Destacou-se com a obra “A Droga da Obediência”. Recebeu, entre outros, o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro em 1986, e a Medalha de Honra ao Mérito Braz Cubas, da cidade de Santos, em maio de 2012.
Pedro Bandeira (1942) nasceu em Santos, São Paulo, em 9 de março de 1942. Estudou o curso primário no Grupo Escolar Visconde de São Leopoldo. O ginásio e o curso científico no Instituto de Educação Canadá. Dedicou-se ao teatro amador, até mudar para a capital, onde estudou Ciências Sociais na Universidade de São Paulo (USP). Casou-se com Lia, com quem teve três filhos: Rodrigo, Marcelo e Maurício.
Além de professor de Literatura Brasileira e Portuguesa, para o ensino médio, trabalhou em teatro profissional até 1967 como ator, diretor, cenógrafo e com teatro de bonecos. Mas, desde 1962, já trabalhava também na área de jornalismo e publicidade, começando na revista “Última Hora” e depois na “Editora Abril”, onde escreveu para diversas revistas e foi convidado a participar de uma coleção de livros infantis.
Em 1972 começou a escrever histórias para crianças, publicadas em revistas e vendidas em bancas de jornal. Em 1983 publica seu primeiro livro “O Dinossauro Que Fazia Au-Au”, voltado para as crianças, que fez um grande sucesso. Mas foi com “A Droga da Obediência”, voltado para adolescentes, que ele considera seu público alvo, que se consagrou.
Desde 1983, Pedro Bandeira dedicou-se inteiramente à literatura. Ele garante que a experiência em jornais e revistas o ajudaram como escritor, uma vez que o jornalista é obrigado a estar preparado para escrever sobre quase tudo. Ele escrevia para revista de adolescente e para publicações técnicas. Foi aprendendo a criar um estilo para cada público.
Estudou psicologia e educação para entender em que faixa etária a criança acha o pai herói, com qual idade acha ele um idiota e quando está pronta para questionar tudo e todos. “Sem esse conhecimento é impossível criar um personagem com o qual o leitor que você pretende atingir se identifique”. A inspiração para cada história, segundo o autor, vinha de livros que leu e nos acontecimentos de sua própria vida.
Criatividade nunca faltou ao santista, mas quando isso acontece, Pedro abre o e-mail de seu computador e começa a ler mensagens e cartas que recebe semanalmente de seus leitores de todo Brasil. “As vezes tiro idéias das cartas porque o conteúdo das mensagens são os mais diversos. Tem quem pede conselho sentimental, outros dizem que não se dão bem com os pais e já recebi até carta de presidiário. Tento responder a todas”.
Pedro Bandeira é o autor de Literatura Juvenil mais vendido no Brasil e, como especialista em técnicas especiais de leitura, profere conferências para professores em todo o Brasil.
Obras de Pedro Bandeira

A Baleiazinha;
A Contadora de Histórias;
A Droga da Obediência;
A Droga do Amor;
A Edição da Criançada;
A Formiga e a Pomba;
A Hora da Verdade;
A Marca da Lágrima;
A Onça e o Saci;
A Roupa Nova do Rei;
Agora Estou Sozinha;
Alice no País da Mentira;
Anjo da Morte;
Brincadeira Mortal;
Caras, Carinhas e Caretas;
Cidinha e a Pulga da Cidinha;
Como Conquistar essa Garota;
De Punhos Cerrados;
Desastre na Mata;
Droga de Americana!;
É Proibido Miar;
Eu Quero Ficar com Você;
Gente de Estimação;
Histórias Apaixonadas;
Ideia Solta no Ar;
Mais Respeito Eu Sou Criança;
Mariana;
O Dinossauro Que Fazia Au-Au;
O Guizo do Gato;
O Medo e a Ternura;
O Mistério da Fábrica de Livros;
O Melhor Presente;
O Patinho Feio;
O Poeta e o Cavaleiro;
O Vírus Final;
Obrigado Mamãe;
Pântano de Sangue;
Par de Tênis;
Pequeno Pede Tudo;
Pequeno Polegar;
Pirilim;
Por Enquanto Eu Sou Pequeno;
Prova de Fogo;
Rosa Flor e a Moura Torta;
Um Crime Mais Que Perfeito.

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Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882) foi escritor brasileiro. “A Moreninha” é o primeiro romance considerado verdadeiramente representativo da literatura brasileira. Foi professor de História do Brasil no Colégio Pedro II, e preceptor dos netos do Imperador Pedro II. É Patrono da cadeira nº 20 da Academia Brasileira de Letras.
Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882) nasceu em Itaboraí, Rio de Janeiro, no dia 24 de junho de 1820. Formou-se em Medicina, pela Faculdade do Rio de Janeiro, mas nunca exerceu a profissão, seduzido pela carreira literária e pelo magistério. Foi professor de História no Colégio Pedro II, e preceptor dos netos do Imperador Pedro II.
A obra de Macedo representa todo o esquema e desenvolvimento dos romances iniciais, com linguagem simples, tramas fáceis, descrição de costumes da sociedade carioca, suas festas e tradições, pequenas intrigas de amor e mistério, um final feliz com a vitória do amor. Com o romantismo, nasce a prosa de ficção brasileira. “A Moreninha”, foi seu primeiro romance, que teve grande aceitação. Joaquim de Macedo foi o autor mais lido na sua época.
Poeta e teatrólogo de grandes recursos, Macedo produziu inúmeros trabalhos literários, nesses dois gêneros, além de uma vasta coleção de romances que o colocaram entre os melhores e mais fecundos prosadores brasileiros.
Noutros gêneros, escreveu: Lições de História do Brasil (didático) (1861), Noções de Corografia do Brasil (didático) (1873), Ano Biográfico Brasileiro (1876), Efemérides Históricas do Brasil e Mulheres Célebres (1878). Depois da sua morte, ainda foi publicado o romance Amores de um Médico. Joaquim Manuel de Macedo é o patrono da Cadeira nº 20 da Academia Brasileira de Letras.
Joaquim Manuel de Macedo morreu no Rio de Janeiro, no dia 11 de abril de 1882.
Obras de Joaquim Manuel de Macedo

A Moreninha, romance, 1844
O Moço Loiro, romance, 1845
Os Dois Amores, romance, 1848
Rosa, romance, 1849
O Cego, teatro, 1849
Cobé, teatro, 1852
Vicentina, romance, 1853
O Forasteiro, romance, 1855
A Carteira de meu Tio, 1855
O Fantasma Branco, teatro, 1856
A Nebulosa, poesia, 1857
O Sacrifício de Isaac, teatro, 1858
O Primo da Califórnia, 1858
Amor à Pátria, teatro, 1859
Luxo e Vaidade, teatro, 1860
O Novo Otelo, teatro, 1860
Os Romances da Semana, 1861
A Torre em Concurso, teatro, 1861
Lusbela, teatro, 1862
Um Passeio Pela Cidade do Rio de Janeiro, 1862-1863
O Culto de Dever, romance, 1865
Memórias do Sobrinho do meu Tio, 1868
O Rio do Quarto, romance, 1869
As Vítimas-Algozes, romance, 1869
A Luneta Mágica, romance, 1869
A Namoradeira, 1870
As Mulheres de Mantilha, romance, 1870
Romance de Uma Velha, teatro, 1870
Remissão de Pecados, teatro, 1870
Cincinato Quebra-Louças, teatro, 1871
Um Noivo e Duas Noivas, 1871
Ano Biográfico Brasileiro, 1876
Vingança por Vingança, 1877
Memórias da Rua do Ouvidor, 1878
Antonica da Silva, teatro, 1880

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Adonias Filho (1915-1990) foi escritor brasileiro. Fez parte da terceira fase do Modernismo. Foi também jornalista, ensaísta, romancista e crítico literário. Seu universo ficcional tem invariavelmente como palco a região cacaueira do sul da Bahia. Foi eleito para a cadeira nº 21 da Academia Brasileira de Letras.
Adonias Filho (1915-1990) nasceu em Itajuípe, Bahia, no dia 27 de novembro de 1915. Filho de fazendeiros, estudou em sua terra natal e em Salvador. Iniciou-se no jornalismo ainda em Salvador. Em 1936, muda-se para o Rio de Janeiro, onde foi colaborador e crítico literário dos jornais A Manhã, Diário de Notícias e Jornal de Letras.
Sua linguagem obedece um estilo áspero e seco, é a marca que distingue os romances de Adonias Filho. O palco da região cacaueira dá vida e cor a personagens relacionados com a cultura do cacau.
Foi diretor do Instituto Nacional do Livro entre 1954 e 1955, do Serviço Nacional de Teatro de 1954 a 1956. Dirigiu a Biblioteca Nacional em 1961 e a Agência Nacional em 1964. Neste mesmo ano foi eleito para a cadeira nº 21 da Academia Brasileira de Letras, antes ocupada por Álvaro Moreira. Em 1972 assumiu a presidência da Associação Brasileira de Imprensa.
Entre seus livros mais conhecidos estão os romances “Os Servos da Morte” (1946), “Memórias de Lázaro” (1952), “Corpo Vivo” (1962), “O Forte” (1965) e o ensaio literário “Modernos Ficcionistas Brasileiros” (1958). Entre outros autores traduziu William Faulkner, Virginia Woolf e Graham Greene.
Adonias Aguiar Filho faleceu em Ilhéus, Bahia, no dia 2 de agosto de 1990

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José Pires Carvalho (1932-2001) foi um escritor brasileiro.
José Pires Carvalho (1932-2001) nasceu em Avaré, São Paulo, no dia 1 de setembro de 1932. Filho mais velho do suinocultor Osório Carvalho e da professora Izabel Pires Carvalho. Iniciou seus estudos no antigo Externato São José. Formou-se no magistério na Escola Coronel João Cruz. Formou-se em Direito em Bauru.
Em 1959 elegeu-se vereador e foi o primeiro a lutar pela instalação de uma faculdade na sua cidade natal, defendendo a causa nas páginas do jornal “A Tribuna”, que fundou e dirigiu com apoio da família. Mudou-se para Taquarituba, onde por dez anos dirigiu a Escola “José Pena”.
Em 1973, já bacharel em pedagogia, mudou-se para a Capital para trabalhar na Procuradoria do Estado, em vaga conquistada por concurso público. Era primo e conterrâneo do memorialista Jango Pires. Depois de sua aposentadoria passou a se dedicar à pesquisa da memória regional. Nos últimos anos publicou três livros sobre a história local: dois volumes intitulados “Avaré – Sua Gente, Seus Fatos” (1995 e 1998) e o conto “O Homem da Roça” (1996).
Fundou a Editora Arcádia e empenhou-se na publicação de vários livros de autores nascidos em Avaré, como Gesiel Júnior, Joaquim Negrão, José Leandro Franzolin e Flora Bocci. Não teve tempo de publicar seu último trabalho, intitulado “30 Contos”.
Em 1999, José Pires Carvalho recebeu o título de “Cidadão Benemérito” da Câmara de Vereadores e foi escolhido para ingressar no Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, indicado pelo presidente da Academia Paulista de Letras, o conterrâneo Israel Dias Novaes.
José Pires Carvalho morreu em São Paulo, no dia 31 de julho de 2001.

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José do Patrocínio (1853-1905) foi um político, jornalista e escritor brasileiro. Participou ativamente dos movimentos abolicionistas. Publicou alguns manifestos apoiando a instalação da República. Fundou a cadeira nº 21 da Academia Brasileira de Letras.
José do Patrocínio (1853-1905) nasceu em Campos, Rio de Janeiro, no dia 9 de outubro. Filho do Cônego João Carlos Monteiro, vigário de Campos, e da escrava Justina Maria. Com permissão do pai foi para a capital, onde começou a trabalhar na Santa Casa de Misericórdia. Em 1868, com a ajuda do professor João Pedro de Aquino, entra para Faculdade de Medicina, como aluno do curso de farmácia. Forma-se em 1874 e para sobreviver passa a lecionar.
Em 1875, lança um quinzenário satírico, Os Ferrões, que logo foi extinto. Em julho de 1876, escreve um poema, com doze estrofes, dirigido à princesa Isabel, que foi publicado no periódico O Mequetrefe. No ano seguinte, pelas mãos de Ferreira de Araújo, entra para a Gazeta de Notícias. Em 1879 casa-se com a aluna Maria Henriqueta.
Com a ajuda do sogro, compra a Gazeta da Tarde, que torna-se o local onde se articulavam todos os movimentos contra a escravidão. Em 1880, ocupa a tribuna do Teatro São Luiz, para atacar o regime escravagista. Criou a Confederação Abolicionista, que se tornou uma força reconhecida pelos políticos.
Em 1885 morre sua mãe, sem que tivesse chegado o dia da liberdade para os escravos. Em 1886 Patrocínio se candidata à Câmara Municipal. Nesse período escreve três romances, “Mota Coqueiro”, “Os Retirantes” e “Pedro Espanhol”. Foi eleito para a Câmara com grande votação. Em 1887 deixa a Gazeta da Tarde e funda o jornal “A Cidade do Rio”.
José do Patrocínio participa ativamente da campanha abolicionista, que chega ao ápice, no dia 13 de maio de 1888, com a assinatura, pela Princesa Isabel, da lei Áurea. Chega ao fim sua luta de dez anos. Patrocínio manteve-se ligado à Princesa, recusando a adesão aos republicanos. Os amigos da Confederação abolicionista afastaram-se dele. O jornal A Cidade do Rio perdia sua importância.
Na manhã de 15 de novembro, a insurreição chefiada por Deodoro da Fonseca era vitoriosa. Patrocínio, antigo orador, vê o povo voltar-se contra ele. Ele cede, discursa apoiando a República. No dia 6 de abril divulga um manifesto, em seu jornal, dirigido ao presidente, escrito por generais e almirantes. Floriano decreta estado de sítio e manda prender José do Patrocínio, Olavo Bilac, entre outros. Patrocínio é confinado em Cucí, às margens do Rio Negro.
Um ano depois é solto e volta ao Rio de Janeiro. No dia 6 de setembro de 1893 a Marinha rebela-se contra o Presidente Floriano, era a Revolta da Armada. Patrocínio publica um manifesto dos almirantes revoltosos. Floriano manda fechar o jornal, é o fim de sua carreira de jornalista. Em 1895 o jornal reabre mas em 1902 deixa definitivamente de circular.
José Carlos do Patrocínio faleceu no Rio de Janeiro, no dia 18 de agosto de 1905.

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Alcântara Machado (1901-1935) foi um escritor brasileiro. Um dos mais importantes escritores do primeiro tempo modernista. O mundo do imigrante italiano e seus esforços de integração a São Paulo deram a Alcântara Machado, modernista de primeira hora, a temática e o estilo no qual ele escreveu seus contos.
Alcântara Machado (1901-1935) nasceu em São Paulo, no dia 25 de maio de 1901. Formou-se em direito em 1924. Começou ainda estudante a trabalhar como jornalista. Após uma temporada na Europa, impregnou-se das idéias de vanguarda e assumiu ostensiva posição de combate pela renovação literária, ao lado de Oswald de Andrade.
Uma viagem à Europa, em 1925, inspirou-lhe o livro de estreia literária, “Pathé Baby”, publicado em 1926, com prefácio de Oswald de Andrade. Um ano depois, junto com Paulo Prado, fundou a revista “Terra Roxa e Outras Terras”. Em 1928, com a publicação do conto “Brás, Bexiga e Barra Funda”, se tornaria lembrado como expoente do gênero. O segundo livro de contos, “Laranja da China”, foi publicado em 1929.
Em 1929, uniu-se a Oswald de Andrade, para fundar a Revista de Antropofagia. Em 1931, com Mário de Andrade, dirigiu a Revista Hora. Pesquisador de História, escreveu alguns estudos, entre eles um sobre seu avó, Basílio Machado.
São Paulo sempre esteve no centro de seus interesses, daí o nome de sua mais importante obra, “Brás, Bexiga e Barra Funda”, nome de bairros onde se radicaram os imigrantes italianos. Em sua obra ele tece uma imagem crítica, e por vezes apaixonada desses europeus que aportaram em São Paulo. Alcântara Machado não conheceu grande sucesso em vida, mas foi valorizado por gerações posteriores.
Antônio Castilho de Alcântara Machado d’Oliveira, morreu em São Paulo, no dia 14 de abril de 1935.
Obras de Alcântara Machado

Pathé Baby, romance, 1926
Brás, Bexiga e Barra Funda, contos, 1928
Laranja da China, contos, 1929
Maria Maria, romance, 1936, póstuma
Cavaquinho e Saxofone, ensaio, 1940, póstuma

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Chico Buarque de Holanda (1944) é músico, dramaturgo e escritor brasileiro. Revelou-se ao público quando ganhou com a música “A Banda”, interpretada por Nara Leão, o primeiro Festival de Música Popular Brasileira. Chico logo conquistou reconhecimento de críticos e público. Fez parceria com compositores e interpretes de grande destaque, entre eles, Vinícios de Morais, Tom Jobim, Toquinho, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Edu Lobo e Francis Hime.

Durante o regime militar teve várias músicas censuradas e foi ameaçado, se exilou na Itália em 1969. Suas canções denunciavam aspectos sociais e culturais da época. Sua volta ao Brasil em 1970, foi comemorada com manifestações de amigos e admiradores. Chico foi casado com a atriz Marieta Severo, com quem teve três filhas, Silvia, Helena e Luíza. Seus últimos romances publicados foram: Estorvo (1991), Benjamim (1995), Budapeste (2003) e Leite Derramado (2009).

Francisco Buarque de Holanda mais conhecido como Chico Buarque de Holanda, nasceu no Rio de janeiro, é filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda e da pianista Maria Amélia Cesário Alvim. Em 1946 a família muda-se para São Paulo, onde seu pai é nomeado diretor do Museu do Ipiranga. Em 1953, Chico e a família vão morar na Itália, onde Sérgio Buarque vai dar aulas na Universidade de Roma. De volta a São Paulo, Chico já mostrando interesse pela música, compõe “Umas Operetas” que cantava com as irmãs. A música fazia parte do seu dia a dia, ouvia músicas de Noel Rosas e Ataúlfo Alves. Recebeu grande influência musical de João Gilberto.

Em 1963 Chico Buarque ingressa no curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, onde participa de movimentos estudantis. Nesse mesmo ano participa do musical Balanço do Orfeu com a música “Tem mais Samba”, que segundo ele, foi o ponto de partida para sua carreira. Participa também do show Primeira Audição, no Colégio Rio Branco, com a “Marcha Para um Dia de Sol”.

Chico Buarque apresenta-se, em 1964, no programa Fino da Bossa, comandado pela cantora Elis Regina. Chico logo conquistou o reconhecimento do público. No ano seguinte lança seu primeiro disco compacto com as músicas “Pedro Pedreiro” e “Sonho de um Carnaval”. Faz também as músicas para o poema “Morte e Vida Severina” de João Cabral de Melo Neto, que ao ser apresentada no IV Festival de Teatro Universitário de Nancy, na França, ganha o prêmio de crítica e público.

Em 1966 sua música “A Banda”, cantada por Nara Leão, vence o Festival de Música Popular Brasileira”. Nesse mesmo ano sai o seu primeiro LP “Chico Buarque de Holanda”. Suas primeiras canções, como “Pedro pedreiro”, impregnadas de preocupações sociais, foram seguidas de composições líricas como “Olê, olá”, “Carolina” e “A Banda”. Ainda nesse ano Chico casa-se com a atriz Marieta Severo, com quem teve três filhas, Silvia, Helena e Luíza.

Chico Buarque muda-se para o Rio de Janeiro em 1967, e lança seu segundo LP “Chico Buarque de Holanda V.2″. Nesse mesmo ano escreve a peça “Roda Viva”. Faz parceria com Tom Jobim e vencem com a música “Sabiá”, o Festival Internacional da Canção, em 1968.

Em 1969 Chico participa da passeata dos cem mil, contra a repressão do regime militar. Nesse mesmo ano vai exilado para a Itália, só retornando em 1970. Na Itália assina um contrato com a gravadora Philips, para produção de mais um disco. Sua música “Apesar de Você” vende cerca de 100 mil cópias, mas é censurada e recolhida das lojas.

Depois do show no Teatro Castro Alves em 1972, com Caetano Veloso e o do Canecão, com Maria Betânia, em 1975, Chico passa um longo período sem se apresentar, mas continua produzindo. Escreve a peça Gota d’água, em parceria com Paulo Pontes, o que lhe valeu o prêmio Molière. Escreve a música “Vai trabalhar vagabundo”, para o filme do mesmo nome e a música “O que será”, escrita para o filme “Dona flor e seus dois maridos”.

Em 2005 Chico lança a série “Chico Buarque Especial”, caixas com três dvds, organizados por temas, onde Chico fala de sua trajetória.

No dia 05 de novembro de 2011, Chico iniciou sua nova turnê nacional, no Palácio das Arte em Belo Horizonte.

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Alfredo Taunay (1843-1899) foi escritor brasileiro. A obra “Inocência”, é considerada o melhor romance sertanejo do Romantismo. Taunay foi também político do Império, militar, professor, engenheiro, historiador e sociólogo brasileiro.
Alfredo Taunay (1843-1899) nasceu no Rio de Janeiro, no dia 22 de fevereiro de 1843. De família aristocrata, era filho de Felix Émile Taunay, diretor da Academia Imperial de Belas Artes, e de Gabriela Hermínia d’Escragnolle Taunay, filha do conde d’Escragnolle. Seu avô, o pintor Nicolas Antoine Taunay, veio para o Brasil com uma Missão francesa, em 1816.
Estudou no Colégio Pedro II, onde em 1858, concluiu o bacharelado em Letras. Cursou a Escola Militar, onde formou-se em 1863, em Ciências Naturais e Matemática. Casou-se com Cristina Teixeira Leite, filha do Barão de Vassouras. Combateu na Guerra do Paraguai, como engenheiro, entre os anos de 1864 e 1870. Publicou em 1871, o livro “A Retirada da Laguna”, onde relata sua dramática experiência durante os seis anos na guerra.
Terminada a Guerra do Paraguai, entra para o magistério, leciona no Colégio Militar. Dedica-se também à política. Em 1872 é eleito deputado pela província de Goiás. Nesse mesmo ano publica “Inocência”, que é considerado o melhor romance sertanejo do Romantismo. Em 1876, foi nomeado presidente da província de Santa Catarina. Passa dois anos estudando na Europa. Em 1881 é novamente eleito deputado por Santa Catarina. Em 1886 é nomeado Senador do Império. Em 1889, recebe do Imperador Dom Pedro II, o título de Visconde de Taunay. Com a queda da Monarquia, afasta-se do Senado.
Obras de Alfredo Taunay

A Retirada da Laguna, diário de guerra, 1871
Inocência, romance, 1872
Lágrimas do Coração,
Manuscrito de uma Mulher, romance, 1873
Ouro sobre Azul, romance, 1875
Amélia Smith, drama, 1886
No Declínio, romance, 1889
O Encilhamento, romance, 1894
Reminiscências, Memórias, 1908 (póstumas)

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Marco Aurélio Rodrigues Dias (1952) pintor e escritor brasileiro.
Marco Aurélio Rodrigues Dias (1952) nasceu no Rio de Janeiro, no dia 28 de junho de 1952. Filho de João Batista Rodrigues Dias, músico e pintor, e de Jandyra Carvalho Dias. Herdou do pai o gosto pelas artes. Desde criança gostava de ir para as igrejas admirar as pinturas. Fazia retiro, jejuns e orações. Fazia doação de alimentos e roupas para os pobres. Procurou o seminário de Guaratinguetá, com 17 anos, mas desistiu pois só se interessava em estudar filosofia e teologia.
Iniciou-se na pintura em 1972. Logo descobriu que podia trocar as telas que pintava, por material para realizar novos trabalhos. Era grande admirador de Van Gogh. Em 1978, participou de um concurso de desenho promovido pela prefeitura do Rio de Janeiro, obtendo o terceiro lugar, recebendo a medalha de bronze, concedida pela Divisão de Parques e Jardins.
Em 1980, mudou-se para São Lourenço, estância hidromineral no Sul do Estado de Minas Gerais e passou a viver exclusivamente de seu trabalho artístico, devotando boa parte de sua obra a temas religiosos, como a exaltação de Nhá Chica e do Padre Vítor – primeiro sacerdote negro ordenado pela igreja católica brasileira, em meados de 1850. Ambos, admirados pela devoção popular da região.
A obra de Marco Aurélio e a vida de Nhá Chica estão muito ligadas. Esta aparece em diversas telas e várias situações. Alta, morena e bonita, Francisca de Paula de Jesus Isabel nasceu em São João Del Rei, Minas Gerais, em 1810, ficou órfã aos dez anos e dedicou a vida a orar pelos doentes e a ajudar os necessitados, ficando célebre por atender pedidos para achar bois, novilhas ou cavalos perdidos. Conta-se ainda que ela evitava tremores de terra, levitava sobre laranjeiras quando colhia frutos para os pobres, conversava com a Imaculada Conceição, a quem chamava de Sinhá e realizava curas. Esses milagres levaram a Diocese de Campanha em Minas Gerais, a solicitar ao Vaticano a sua beatificação.
Em 1996, iniciou a construção de uma capela para Nhá Chica, hoje incluída nos roteiros turísticos que incluem o Sul do Estado de Minas Gerais. Na capela, Marco Aurélio vende os seus trabalhos, que podem ser inseridos na chamada Arte Naif ou Arte Primitiva Moderna, que retratam pinturas ingênuas, pela espontaneidade com que são pintadas.
O artista revela não acreditar em retoques ou numa concepção racional da arte. Sua característica mais marcante é justamente colocar nas telas a forma primeira como as ideias vêm à sua mente. Se inicialmente, ele pintava casarios bonitos e comportados dentro de uma tradição que valoriza o belo em si mesmo, pouco a pouco passa a fazer traços mais arrojados, que buscam preservar a inspiração no estado mais primitivo possível, ou seja, com o máximo de autenticidade.
As imagens de Nhá Chica e do Padre Vítor, como também as de Lázaro de Freitas (portador de hanseníase da região que, após falecer nos anos 1950, adquiriu fama de realizar milagres, como curas de doenças de pele), e de telas em que eles aparecem juntos ou com divindades como a Imaculada Conceição, revelam o estilo inconfundível de Marco Auréllio. Suas pinceladas espessas, cores geralmente escuras e imagens de cunho religioso compõem um conjunto muito significativo não só do imaginário religioso do Sul de Minas, mas também dos elos entre a pintura e a escultura autodidata.
A capela que o artista construiu em São Lourenço, lembra o expressionismo alemão, especificamente em relação à pintura. As telas de Marco Aurélio merecem plena atenção pelo talento na criação de atmosferas plenas de misticismo. Quando ele elogia as crianças famintas nordestinas e os carregadores de café de Portinari ou a liberdade criadora de Picasso, oferece as pistas do que há de melhor em seus trabalhos: a miséria do povo, o sofrimento de santos de cunho popular e a inexistência de limites para a sua criação.

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Aluísio Azevedo (1857-1913) foi escritor brasileiro. “O Mulato” foi o romance que iniciou o Movimento Naturalista no Brasil. Foi também caricaturista, jornalista e diplomata. É membro fundador da Academia Brasileira de Letras.

Aluísio Azevedo (1857-1913) nasceu em São Luís, Maranhão, no dia 14 de abril de 1857. Em 1871 matriculou-se no Liceu Maranhense e dedicou-se ao estudo da Pintura. Com 19 anos foi levado pelo irmão, o teatrólogo e jornalista Artur Azevedo, para o Rio de Janeiro. Começou a estudar na Academia Imperial de Belas-Artes, onde revelou seus dons para o desenho. Logo passou a colaborar, com caricaturas e poesias, em jornais e revistas.

Com a morte do pai, em 1879, Aluísio volta para São Luís e se dedica a literatura. Publica seu primeiro romance, “Uma Lágrima de Mulher”, em 1880, onde se mostra exageradamente sentimental e de estilo romântico. Em 1881 edita “O Mulato”, romance que iniciou o Movimento Naturalista no Brasil. A obra denunciava o preconceito racial existente na burguesia maranhense Com a reação negativa da sociedade, Aluísio volta para o Rio de Janeiro.

Aluísio Azevedo abandonou as tendências românticas em que se formara, para, influenciado por Eça de Queirós e Émile Zola, tornar-se o precursor do Movimento Realista-Naturalista. No Rio de Janeiro, passou a viver com a publicação de folhetins românticos a alguns relatos naturalistas. Viveu durante 15 anos do que ganhava como escritor.

Preocupado com a realidade cotidiana, seus temas prediletos foram: a luta contra o preconceito de cor, o adultério, os vícios e o povo humilde. Na obra “O Cortiço”, Aluísio retrata o aumento da população no Rio de Janeiro e o aparecimento de núcleos habitacionais, denominados cortiços, onde se aglomeravam trabalhadores e gente de atividades incertas. O grande personagem do romance é o próprio cortiço.

Em 1895, com quase quarenta anos, Aluísio ingressa na carreira diplomática, atuando como cônsul do Brasil no Japão, na Espanha, Inglaterra, Itália, Uruguai, Paraguai e Argentina. Durante todo esse período não mais se dedicou a produção literária.

Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo morreu em Buenos Aires, Argentina, no dia 21 de Janeiro de 1913.

Obras de Aluísio Azevedo

Uma Lágrima de Mulher, romance, 1879
Os Doidos, teatro, 1879
O Mulato, romance, 1881
Memórias de um Condenado, romance, 1882
Mistérios da Tijuca, romance, 1882
A Flor de Lis, teatro, 1882
A Casa de Orates, teatro, 1882
Casa de Pensão, romance, 1884
Filomena Borges, romance, 1884
O Coruja, romance, 1885
Venenos que Curam, teatro, 1886
O Caboclo, teatro, 1886
O Homem, romance, 1887
O Cortiço, romance, 1890
A República, teatro, 1890
Um Caso de Adultério, teatro, 1891
Em Flagrante, teatro, 1891
Demônios, contos, 1893
A Mortalha de Alzira, romance, 1894
O Livro de uma Sogra, romance, 1895
Pegadas, contos, 1897
O Touro Negro, teatro, 1898

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Nasceu em Messejana, na época um município vizinho a Fortaleza. A família transferiu-se para a capital do Império do Brasil, Rio de Janeiro, e José de Alencar, então com onze anos, foi matriculado no Colégio de Instrução Elementar. Em 1844, matriculou-se nos cursos preparatórios à Faculdade de Direito de São Paulo, começando o curso de Direito em 1846. Fundou, na época, a revista Ensaios Literários, onde publicou o artigo questões de estilo. Formou-se em direito, em 1850, e, em 1854, estreou como folhetinista no Correio Mercantil. Em 1856 publica o primeiro romance, Cinco Minutos, seguido de A Viuvinha em 1857. Mas é com O Guarani em (1857) que alcançará notoriedade. Estes romances foram publicados todos em jornais e só depois em livros.

José de Alencar foi mais longe nos romances que completam a trilogia indigenista: Iracema (1865) e Ubirajara (1874). O primeiro, epopeia sobre a origem do Ceará, tem como personagem principal a índia Iracema, a “virgem dos lábios de mel” e “cabelos tão escuros como a asa da graúna”. O segundo tem por personagem Ubirajara, valente guerreiro indígena que durante a história cresce em direção à maturidade.

Em 1859, tornou-se chefe da Secretaria do Ministério da Justiça, sendo depois consultor do mesmo. Em 1860 ingressou na política, como deputado estadual no Ceará, sempre militando pelo Partido Conservador (Brasil Império). Em 1868, tornou-se ministro da Justiça, ocupando o cargo até janeiro de 1870. em 1869, candidatou-se ao senado do Império, tendo o Imperador D. Pedro II do Brasil não o escolhido por ser muito jovem ainda.

Em 1872 se tornou pai de Mário de Alencar, o qual, segundo uma história nunca totalmente confirmada, seria na verdade filho de Machado de Assis, dando respaldo para o romance Dom Casmurro. Viajou para a Europa em 1877, para tentar um tratamento médico, porém não teve sucesso. Faleceu no Rio de Janeiro no mesmo ano, vitimado pela tuberculose. Machado de Assis, que esteve no velório de Alencar, impressionou-se com a pobreza em que a família Alencar vivia.

Produziu também romances urbanos (Senhora, 1875; Encarnação, escrito em 1877, ano de sua morte e divulgado em 1893), regionalistas (O Gaúcho, 1870; O Sertanejo, 1875) e históricos (Guerra dos Mascates, 1873), além de peças para o teatro. Uma característica marcante de sua obra é o nacionalismo, tanto nos temas quanto nas inovações no uso da língua portuguesa. Em um momento de consolidação da Independência, Alencar representou um dos mais sinceros esforços patrióticos em povoar o Brasil com conhecimento e cultura próprios, em construir novos caminhos para a literatura no país. Em sua homenagem foi erguida uma estátua no Rio de Janeiro e um teatro em Fortaleza chamado “Teatro José de Alencar”.

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