Caroline Factum

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Caroline Factum nasceu em 1982, em São Paulo – SP, a autora cursou Administração de Empresas e atuou na área em Chicago – E.U.A., onde morou por anos, teve sua única filha e onde também começou a escrever a série Ciclos Eterno, que foi publicada na Europa e no Brasil.

Em 2006, já de volta ao Brasil, cursou Letras e amadureceu a ideia de publicação. É professora de inglês com certificado da Cambridge University e cursa faculdade de psicologia.

Teve 4 livros premiados em 2017 e um conto também premiado no mesmo ano. 

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Sempre estudei a mente humana de forma independente até iniciar a faculdade de psicologia. Não existe uma fonte de inspiração. Iniciei minha escrita pela área de fantasia pois não havia encontrado livros ainda que além da literatura fantástica trouxessem valores reais e minha vontade foi mesclar ambos.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Tornar sonhos em realidade. Tudo é possível na escrita, conseguimos dar um final que nem sempre é possível em situações reais.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (Envie-nos uma foto)

Não tenho, sempre uso o notebook para passar a limpo, mas eu posso escrever enquanto ando na rua em um bloco de notas, na maioria das vezes cenas aparecem nos lugares mais impróprios. 

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Meu início foi em Literatura fantástica. Mas tenho um documentário sobre psicopatia e pedofilia com depoimentos reais de sobreviventes, esse livro me deu o prêmio como um dos melhores de mistério e suspense em 2017 (Colecionador de Almas).

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Ciclos Eternos, Colecionador de Almas, Ciranda Aleatória, Controverso, Como Amam os Deuses, Como fazer dieta. Eu não faço ideia de onde vem a inspiração. Eu nunca penso ou fico me programando para escrever, tudo “aparece” praticamente pronto e sempre meus livros começam com “C”, segundo Luís Fernando Veríssimo tudo que vicia começa com C. 

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Nenhuma, é realmente incrível, e pode fazer insano, mas a obra vem pronta e não faço pesquisa alguma. Mesmo no caso do Colecionador de Almas que existe um jogo de números que bate com o nome do personagem, nada disso foi pensado. É realmente mágica a forma que as obras chegam a mim. 

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Não. A inspiração foi exatamente não encontrar nada parecido. Leio muito, mas retiro minhas obras das experiências diárias e não de outras obras. 

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Não. Hoje em dia publicar um livro tornou-se algo extremamente fácil. Antigamente somente boas obras eram publicadas, hoje em dia desde que você pague pode ter livros publicados, até mesmo sem pagar, existem inúmeras editoras dispostas a publicar sua obra desde que você encontre os compradores. A dificuldade hoje em dia não é a publicação e sim a divulgação e distribuição em livrarias, poucas editoras levam isso a sério, resultando em uma massa absurda de escritores iludidos e frustrados. 

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Péssimo por inúmeros motivos. Primeiro que brasileiro não tem “tatuado no sangue” o hábito da leitura. Depois que os que leem e preferem livros importados e traduzidos. Os que preferem livros nacionais, em sua maioria querem ler de forma gratuita. Não que isso seja algo ruim, o hábito da leitura é realmente ótimo, mas não estarão ajudando escritores nacionais sem adquirir de forma legal suas obras. Existe atualmente muita distribuição indevida de e-books, nacionais ou não. Enfim, são pouquíssimas pessoas que realmente valorizam e compram livros nacionais. O cenário envolve vários outros conflitos como a maioria dos próprios escritores que se encaram como concorrentes e não se preocupam em conhecer o trabalho dos colegas, as livrarias que não dão oportunidade aos escritores, sempre cobram uma taxa absurda para revender; editoras que estão interessadas em “arrancar” dinheiro do autor sem nenhuma garantia de venda do livro, oferecem parcerias com sites, mas todos sabemos que a única forma de venda rápida é estar em exposição em vitrines. 

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

É como disse, hoje em dia qualquer um publica um livro, tendo qualidade ou não, desde que pague por isso. Atualmente a preocupação é o lucro e não a qualidade da obra. 

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

É absurdo, pois em um país onde livro é a última opção, isso quando chega a ser uma opção nos lares brasileiros, os preços elevados não ajudam esse cenário mudar. 

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

“O Relicário” da escritora brasileira Estefania Cristina. 

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Não tenho nenhuma trilha sonora, apenas escuto músicas enquanto escrevo, como A-há, Annie Lennox, Roupa Nova, MPB em geral, creio que se tivesse que escolher, algo seria tirado daí.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Não. Eu já li muitos livros excelentes, não seria justo escolher apenas um. 

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Irei começar um novo romance policial chamado “Controverso –O animal em mim” tratará mais uma vez sobre psicopatia, mas em um grau muito menos elevado como em “O Colecionador de Almas”. Tenho também um projeto “Ciranda Aleatória” que trará uma coletânea de contos e pensamentos.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Sinceramente como leitora eu não acompanho críticas, pois quando vou ler um livro quero ter minha própria opinião e não me deixar influenciar pela opinião alheia. Após o término da leitura sim, leio para ver se existem opiniões parecidas com a minha. 

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Lygia Fagundes Telles e Jostein Gaarder 

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

É saber que um leitor realmente ama sua obra ao ponto de se sentir “vivendo a obra”. 

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Não deixem de ler meu segundo volume Ciclos Eternos – Superfície, lá eu mostro o mundo de editoras corruptas e como elas estão “caçando” novos escritores, fazendo com que sejam iludidos e tenham sonhos frustrados antes mesmo de começar. Um aviso geral? Nenhuma editora séria irá pedir dinheiro para que publique sua obra, se ela é uma excelente editora ela garantirá que seu livro será um best seller, ela não precisa receber primeiro para garantir que não tenha prejuízos. Uma editora séria investe em divulgação em vitrines e não espera que você seja o divulgador. Não esqueçam que vocês são escritores e não vendedores.

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