Carolina Utinguassú Flores

2
847
  1. Fale-nos um pouco de você.

Sou uma pessoa inquieta. Gosto de aproveitar o tempo, escrever com o intuito de fazer as pessoas pensarem criticamente e aprender coisas novas.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Sou licenciada em Letras, revisora de textos e escritora. Fico inspirada quando acontece algo ou quando eu ouço algo que parece interessante para a história que tenho em mente. Eu só escrevo quando acho um bom motivo, então vou criando tudo a partir disso.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Por um lado, é uma terapia, pois posso falar através dos personagens que inventei. De outro lado, acho muito legal a pesquisa, sem ela não existe uma história interessante.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

Geralmente escrevo na cama ou na rede. Como não acho interessante mostrar a minha cama (risos), mando uma de minhas redes.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Meu gênero é suspense, mas já escrevi contos sobre espiritismo, infanto-juvenil e drama.  Às vezes penso em escrever uma aventura. Quem sabe?

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

O título de Plátano e Bordo surgiu quando eu fazia parte de uma pesquisa de iniciação científica sobre a representação da natureza em um livro. O meu livro fala do comportamento humano, psicopatia, família, traição, enfim, da natureza humana e da natureza que nos rodeia. Os nomes dos personagens eu escolhi a dedo pelo seu significado, conforme as características psicológicas.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Em Plátano e Bordo eu pesquisei sobre Direito, sistema prisional, Psicopatia, Psicologia, música, dança, outros livros eróticos, criminalidade e investigação de crimes. Para outras criações, pesquiso, geralmente, regiões, expressões e elementos relacionados à história, de modo que seja verossímil.

clique na imagem para ler a resenha

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Moderadamente, pois não gosto de ser muito influenciada, apesar de eu ter bastante experiência como leitora. Não pretendo imitar demais.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Graças a Deus, foi muito fácil conseguir Editora para o meu livro solo. Eu enviei o original durante duas semanas e logo obtive respostas. Fiquei tão feliz que quatro Editoras se interessaram que saí para comemorar! Nos outros dois livros que sou coautora, fui convidada para participar, o que também foi muito emocionante!

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Acho ótimo, pois mesmo que seja muito difícil divulgar, parece que há mais oportunidades para quem procura. Na verdade, no começo não dá para esperar virem até você, tem que ir atrás.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Acho que alguns autores esquecem de que é importante aprimorar o seu português e o conteúdo das obras. Esse é um triste diagnóstico que tenho feito. Além disso, há verdadeiras cópias de 50 tons de cinza, o que torna os livros 50 tons de clichês + 50 tons de contos de fadas. Mas isso é uma minoria, eu tenho visto autores maravilhosos.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Quem tem o hábito da leitura compra livros de qualidade, ou seja, com uma arte bonita, um tipo de papel que não canse os olhos, uma boa diagramação e, é claro, com uma sinopse intrigante ou empolgante. Isso torna o livro um pouco mais caro. Considerando que o preço de tudo aumenta, o livro também tem o seu reajuste, infelizmente.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Praticamente todos, eu sempre acho que a criatividade não bate na minha porta!

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? 

O meu livro, Plátano e Bordo, tem uma trilha sonora, é a música “Sweet dreams are made of this”, cantada por Marilyn Manson e, também, pela Emily Browning. Há outras músicas do Marilyn na obra, mas essa é a principal.

Book Trailer com a trilha sonora:

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Sim. “Nada fica sem resposta”, de Elisa Masselli.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Por enquanto quero que as pessoas me conheçam como escritora e profissional de Letras, eu ministro uma oficina de literatura para escritores. A próxima data será dia 04/06q2016, em Porto Alegre. Para se inscrever basta clicar neste link:

http://www.metamorfosecursos.com.br/curso.php?id=41

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Sim. Acho o máximo. Eu gosto de pessoas que falam o que pensam. Gosto que seja real, sendo uma crítica positiva ou negativa.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Clayton Nunes Silva é leitor de meus livros e eu sou leitora dos seus. Ele é incrível.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Saber a opinião de quem já leu o seu livro e ver as pessoas indicando!

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

A literatura cura. Se você está deprimido, ela é um resgate; se você quer aproveitar melhor seu dia, ela é uma caixinha de surpresas. Se você é autor, torne-se também um escritor, domine o seu idioma, melhore seu vocabulário e conhecimento.

Divulgue conosco”

2 Comentários

  1. Oi, Carol! Parabéns pelo trabalho.
    A inquietação deve ser mesmo uma das virtudes do escritor. Um escritor precisa “se livrar” de um universo particular (terminando de escrever) para assim, ficar livre para criar um novo universo. Um detalhe que eu gostei de ler foi o fato de você pesquisar não só para suas obras como também para o rumo de sua carreira. Coisa que não se vê muito por escritores afetados pelo pessimismo.
    Continue assim que você vai longe.
    Beijos,
    Leo Vieira.

    • Olá, Leo, tudo bem? Gostei muito do seu comentário, peço desculpas pela demora em responder… É verdade, antes eu achava que era meio ansiosa, então comecei a trabalhar isso mentalmente e percebi que tenho inquietações, vontades… Essas vontades se criam à medida que eu conquisto coisas, quando eu acho que vou descansar a cabeça, já estou com outro projeto. Isso acaba me ajudando, inclusive, quando me fazem convites, pois se não é possível fazer algo, sempre há outro assunto a abordar. Quando você ler Plátano e Bordo vai perceber que há muitas vertentes a serem pesquisadas ou, simplesmente, para se refletir a respeito. Há quem goste de obras dinâmicas, há quem coloque defeitos… Não dá pra agradar a todos, mas a mim agrada! Grande abraço!

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here