Carlos de Paula

0
970
  1. Fale-nos um pouco de você.

Eu sou o Carlos, este ano completo minhas 32 primaveras rs. Um apaixonado por ficção e literatura fantástica. Sou membro da escola de filosofia Nova Acrópole e como filósofo interessado pelo desenvolvimento humano. Autor do livro: Quando as Sombras Caem e dos e-books: Coaching como ferramenta de transformação e Carpe Diem.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? de onde veio a inspiração para a escrita?

Sou formado em administração de empresas e atuo atualmente em uma indústria na área de planejamento. Também iniciei recentemente um projeto para apoiar novos escritores com técnicas de escrita. Voltado para todos aqueles que estão iniciando na escrita (ou já tem alguma experiência, mas desconhecem técnicas), para acompanhar as postagens, vídeos e aulas e aprofundarem seus conhecimentos na escrita. Este projeto pode ser acompanhado através da inscrição em minha lista pelo blog: Academia de Best Seller

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Ajudar as pessoas. Minha maior satisfação é saber que minhas palavras ajudaram outras pessoas a decidir caminhos, transformar suas vidas e levar algumas alegrias durante os momentos de leitura.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? 

Escrevo em um cantinho do meu quarto, com o laptop sobre uma escrivaninha. Simples e prático no conforto do lar.

  1. Qual seu gênero literário? já tentou passear em outros gêneros?

O gênero literário que é minha paixão é a Fantasia. Um amante de obras como Senhor dos anéis, Crônicas de Gelo e Fogo, etc. Mas já me aventurei (e farei novas incursões), no gênero da não-ficção. Tenho dois e-books publicados pela Amazon neste gênero. Estes e-books podem ser vistos pelo link: Amazon 1, Amazon 2

  1. Fale-nos um pouco sobre o livro “Quando as Sombras Caem”

O livro fala de uma jornada externa e interna, e assim pode ser interpretado de dois modos distintos. De uma forma objetiva o leitor percebe a luta do personagem Raul contra a alienação, o imediatismo e o medo. De forma subjetiva a jornada de Raul é para dentro de si mesmo. Onde as “sombras” não estão fora, mas sim dentro de cada um. E nessa jornada Raul busca a luz interior para iluminar seu caminho.

  1. Onde encontra inspiração para os nomes dos personagens?

Para mim o nome dos personagens tem que transmitir alguma característica do personagem. Então antes de nomear meus personagens vou à busca da etimologia de um nome próprio que traga uma característica do perfil psicológico do personagem. Uma forma “oculta” de revelar algo do personagem.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Desenvolvo a pesquisa através de livros e internet. Tomo como base o critério: como o mundo influencia os personagens. Quais são as crenças deles. Como são as relações de poder. Como fazem para sobreviver e o que fazem nas horas vagas. Como é o relacionamento social (jovens, velhos e adultos). Como é o clima, forma de governo e quais os conflitos são possíveis. Com estas respostas começo a moldar os cenários.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Não busco essa inspiração direta de outros autores. Busco sim ler muitos autores do gênero que gosto e incluir na minha leitura autores de outros gêneros. Nessas leituras procuro tirar o que mais me chama atenção e ganhar maturidade com o estilo deles  e assim formar o meu próprio estilo.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Como a grande maioria dos autores iniciantes, tive que romper a barreira da primeira publicação. No meu caso optei por publicar “Quando as Sombras caem” de forma independente. Enquanto que os livros seguintes eu utilizei a plataforma da Amazon.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Fico contente ao ver autores nacionais ganhando espaço nas prateleiras das livrarias em todo o país. Considero esse um dos melhores momentos para autores e editoras. Feiras de livros e eventos literários acontecem em todos os estados.  O jovem lê mais hoje do que há alguns anos atrás, mesmo com a presença das novas mídias.

O leitor brasileiro começa a olhar com mais carinho para os autores nacionais. O que nós autores precisamos agora é buscar mais profissionalização na carreira para se firmar neste mercado em crescimento.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Facilidades como: acesso a computador, internet e publicação de forma independente, rompe uma importante barreira de entrada do escritor no mercado literário. Essa facilidade vai atrair desde autores que escrevem há muito tempo (e não tinham nenhuma obra publicada, e também aqueles que estão em suas primeiras páginas).  Como em toda área o público consumidor vai gerar o funil daqueles que vão continuar e firmar um nome no mercado, frente aqueles que vão cair no esquecimento. Para os autores é importante buscar a melhoria contínua e entender cada vez mais a cabeça do seu público alvo. E com paciência e muita escrita fidelizar seu público.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

A composição dos preços dos livros no Brasil encarece muito as obras que são selecionadas para a venda. De tudo que compõe o preço dos livros, 10% ficam para o autor, enquanto que o restante vai para Editoras e Livrarias.  O leitor brasileiro também tem que encarar o fator lançamento, no qual as editoras aumentam em muito o preço da obra (vale a penas esperar um pouco mais para comprar). Sinceramente espero que o mercado de e-book (que cresce a cada dia), pressione para baixo o preço dos livros nas prateleiras.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Um dos livros que sou fã é: Metamorfose de Franz Kafka.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? 

Uma música para cada livro hehe. Ambientações diferentes e  histórias diferentes. No book trailer de Quando as Sombras caem escolhi a música “Make your  kind of music”. O começo da música diz: “Ninguém pode te dizer que só há uma canção que vale a pena ser cantada”. É um pouco do livro, fala de escolher o próprio caminho e “cantar a sua música”, mesmo que seja sozinho.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Li muitos bons livros em momentos diferentes da vida. Não saberia escolher um como “livro da minha vida” (quem sabe ele ainda está por vir?). Mas algumas obras que me chamaram atenção e ficam na memória foram: Metamorfose e Silmarillion.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Tenho um projeto de uma obra de literatura fantástica em fase final (ainda não posso dar muito detalhes), e em mente um projeto para um e-book voltado ao desenvolvimento pessoal. Este último ainda não comecei a escrever, mas meu plano é publica-lo este ano.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Sempre que posso leio as críticas deixadas por blogueiros. O blogueiro é um importante canal na comunicação entre leitor e escritor. Ajuda o leitor a conhecer novos livros e o escritor a divulgar a obra.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Como tenho este projeto de literatura fantástica (que falei acima), se George Martin foi meu leitor Beta seria uma honra!

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Para mim é saber que meu livro ajudou meu leitor em algo na vida. Que a leitura possa ter transformado ele de algum modo. Escrevo essa entrevista dia 1/2/15 e acabei de ler a última crítica (postada na data de hoje) de um leitor do meu e-book: Coaching como ferramenta de transformação. Ela diz:  “Simples e objetivo. Muito bom!!!
O autor sintetiza com maestria a forma como podemos definir nossas metas e sonhos e mais importante, atuar com foco para a sua realização.”

Fico com aquela sensação de “missão cumprida” =D

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Aos leitores minha sincera gratidão, é para vocês que passamos horas quebrando a cabeça em frente ao computador, deixando de lado muita coisa da vida pessoal e horas de sono.  Deixamos para levar a vocês algumas horas de entretenimento e ensinamentos. E fico grato quando vocês me dão um pouco do seu tempo para ler as linhas que escrevo.

Ao jovem escritor a dica é a mais simples que poderia ser: Escreva. Para se tornar aquilo que sonha, é necessário que você faça daquela atividade uma rotina. Evite a preguiça, elimine a procrastinação, estude e principalmente escreva. Este é o caminho para terminar um livro e ganhar maturidade na sua escrita.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here