Carlos Asa

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Carlos Aparecido da Silva Abreu, 08/12/1962, natural de Taubaté. Pseudônimo Carlos Asa. Formado em magistério, organizou grupo de teatro estudantil durante cinco anos; exercendo as funções de ator, diretor, escritor e coordenador do grupo. Trabalhando com peças próprias, priorizando a participação das crianças e jovens da escola com o objetivo de promover a socialização e desenvolvimento emocional, com participação em duas edições do Festival de Teatro Estudantil promovido pelo SENAC Taubaté.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

O exercício da escrita sempre esteve presente em mim. As ideias surgem espontaneamente originadas pela inspiração. Uma cena observada, um sentimento compartilhado, uma imagem vista ao acaso, um desafio lançado, um convite para participar de uma obra, enfim, a inspiração está sempre em ebulição em minha mente. Com o amadurecimento pessoal e o acréscimo do conhecimento quanto ao exercício mais profissional, compreendi a necessidade de se adquirir técnicas que auxiliam no desenvolvimento da escrita. Hoje, associo a inspiração natural ao conjunto de técnicas aprendidas para compor os textos que crio.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Permitir que a inspiração flua livremente. Poder compartilhar os mundos e situações que a inspiração cria em minha mente. Também viver mil vidas além daquela comum a todos.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

Não. Como o que me move é a inspiração pura, posso escrever em qualquer local que ela surja, desde que esteja aparelhado para isso (já aconteceu de sentir a inspiração brotar e não ter onde registrar o momento, aquilo que brotou então, se perdeu pois, por mais que eu tente recriar as sensações, elas acabam sempre diferentes daquela sentida no momento da inspiração). Então, posso escrever em casa, na condução, no trabalho, de dia, de noite, de tarde, enfim, sempre que for possível aliar inspiração com aparelhagem adequada (papel ou meio digital).

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Estou habituado a viajar por todos os gêneros literários. Escrevo drama, terror, ficção, poesia, romance, contos, dramaturgia teatral e crônicas. Talvez o único estilo que ainda não me sinta seguro em me aventurar seja o humor.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?A_PEQUENA_FLORISTA_1473769292611194SK1473769292B

Meus livros nascem sempre de minha inspiração, portanto nomes e títulos vêm naturalmente. Já aconteceu de fazer citações sobre locais reais e, depois do texto concluído, ao pesquisar descobrir que o local se encaixa perfeitamente no contexto da obra.

A Pequena Florista, único que já tem edição física, reúne contos com temáticas abordando o Amor incondicional, as desventuras humanas, a morte, o perdão, o natal, a ecologia, etc. Em cada história sempre há uma mensagem tentando despertar o melhor que trazemos em nós.

PI, postado no site da Amazon, é uma ficção científica com temática ecológica. Conta a aventura de um engenho cibernético que viaja no tempo para tentar evitar a destruição da vida no planeta.

Vampiros, postado na plataforma Wattpad. Coletânea de contos com o personagem estando dividido em seis contos com vampiros masculinos e seis com vampiros femininos como protagonistas.

Alma Gótica, também postado na plataforma Wattpad. Coletânea de poesias góticas.

Além desses, possuo participação em dezenas de coletâneas de diversas editoras.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Minhas pesquisas são feitas para confirmar a exatidão de locais e situações reais que cito em minhas obras. Para criação não sinto necessidade de pesquisas, elas são usadas para que a obra não traga informações não condizentes com a realidade, mesmo quando se trata de uma obra ficcional. Por exemplo, criar um personagem que possua uma deficiência real e descrevê-lo realizando feitos que não se enquadram em sua situação ou citar um local existente situando em uma região completamente diferente da real, etc.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Não. Os autores que aprecio servem de referência, mas não de inspiração.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Publicar em nosso país é uma dificuldade para todos que estejam iniciando sua carreira. O mercado é muito restrito e as editoras não se interessam em arriscar um investimento sem certeza de retorno financeiro (não discordo desse posicionamento, só entendo que deveriam oferecer aberturas mais frequentes). Quanto às opções para lançamento independente ou através de editoras menores, os riscos são muitos, mas quando se tem a determinação em vencer no meio que escolhemos, todo percalço se torna um incentivo para que continuemos a caminhada

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Observando apenas o cenário nacional, podemos criar a sensação de que estamos no rumo certo, mas ao manter contato com outros cenários, vemos que ainda estamos muito longe de atingirmos um nível aceitável. O deficiente sistema de ensino resulta em um universo reduzido de leitores e o mercado se restringe ainda mais. Quando voltamos o olhar para a divulgação digital, percebemos que a deficiência do sistema de ensino se torna mais evidente, a maioria das obras, postadas digitalmente, não têm critérios literários, são pobres em argumentos e recheadas de erros grotescos.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

O mercado está aí para ser conquistado. Mas também para conquistar o comprador. O boom recente deixou claro que o mercado não está interessado em qualidade, mas em lucro fácil. Se uma pessoal atinge um número expressivo de seguidores, seja em redes sociais ou Youtube, o mercado o olha como possível fonte de renda. Então, a pessoa escreve qualquer balela e vende horrores.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Distantes da realidade dos leitores. O preço alto apenas elitiza o acesso à leitura. Isso sem mencionar a falta de interesse do possível leitor. Mas se a falta de interesse já é um agravante, como despertar este interesse quando os preços são tão altos? Qualquer adolescente tem acesso à literaturas indigestas (apelativas) de graça via internet, por que gastariam com livros que contam histórias que eles não estão preparados para sequer compreender

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

O Pequeno Príncipe. Mas o personagem que eu gostaria de ter sido o criador é o Spock de Jornada nas Estrelas.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Já escrevi ouvindo muitas trilhas diferentes. Só para citar algumas: Andrea Bocelli, Era, Josh Groban, Ennya, Emma Chaplin, Lacrimosa, etc. Algumas músicas: Melodrama, Now We Are Free, You raise me up, A Media Luz, etc

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

O Pequeno Príncipe e a História Sem Fim. Mas tem outros que considero fundamentais.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Atualmente estou desenvolvendo cinco projetos literários: Anunnakis em Taubaté; ficção científica abordando invasão da Terra – Gus Rider; série de livros de ficção científica contando as vivências do personagem em sua tentativa de descobrir quem realmente é. – Zael, O Menino que Queria Ser Anjo; romance contando a triste realidade das crianças que vivem em condições de extrema pobreza. – Folhas Secas; romance dramático sobre o relacionamento amoroso de um casal, onde o homem se, próximo da morte, descobre ser o causador de todo sofrimento da esposa, enquanto ela se mostra uma pessoa que apesar de sofrer, ama o marido. – E uma fanfic do universo AC (Assassin’s Creed) – além de contos criados para participações em colentâneas.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Não tenho muito conhecimento quanto ao uso dos meios digitais. Pouco vejo dos blogs existentes, mas acontece de algum amigo me passar alguma matéria, crítica ou sinopse que tenha conteúdo.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Livro de romance, André Vianco. Livro de poesias, Andrea Bocelli

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Saber que suas obras estão sendo lidas. As críticas (mesmo as depreciativas) são o maior indicador de que estão lendo suas obras.

 

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Para os leitores: Por mais que você não aprecie um livro, sempre haverá alguém que o contrarie e diga que gostou. Para os escritores que estão iniciando: Jamais desista. Procure aprimorar sua escrita, mas jamais deixe de criar.

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