Carla Montebeler

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Oi gente, para inaugurar este novo espaço iremos bater um papo com a Escritora Carla Montebeler.

1. Fale-nos um pouco de você.
a. Por que a primeira pergunta é sempre essa? (risos) Bem, eu tenho 40 anos, sou casada com o Fabiano, mãe do Guilherme. Tenho um relacionamento pessoal com Jesus. Toco teclado, violão e contra baixo. Adoro fotografia. Não consigo dormir sem ler. Uso tinta vermelha no cabelo. Tenho mais livros que sapatos. E olhe que tenho muuuuitos sapatos. Adoro novos amigos. Cozinho bem. Gosto de trabalhos manuais, mas não tenho talentos nessa área (compenso com insistência!) Jogo Xadrez. Adoro viajar. Estudo hebraico. Rio alto. Rio em velórios. Sou caçula de doze irmãos. Assisto muito desenho animado. Calço 37. Apaixonada por cinema. Bom… acho que chega, né?

2. O que vc fazia/faz além de escrever? de onde veio a inspiração para a escrita?
a. Sou dona de casa. Minha inspiração certamente foi a história de Israel, que adoro e acho que deveria ser mais conhecida!

3. Qual a melhor coisa em escrever?
a. A reação dos leitores! As pessoas que nos dão feed back, dizendo como se identificaram, as emoções que sentiram… Isso não tem preço. Algumas pessoas da terceira idade e que foram alfabetizadas agora, tiveram O Vale de Elah como o primeiro livro que leram: este é o maior prêmio que guardo no meu coração.

4. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

5. Qual seu gênero literário? já tentou passear em outros gêneros?
a. As Crônicas de Adulão é uma série de ficção histórica. Tenho também publicado Os Semeadores de Contendas, que é de estudo bíblico. Como gosto de matar um gigante de cada vez, vou terminar os dois livros que ainda faltam da série, para depois fazer novos projetos.

6. Fale-nos um pouco sobre “As Crônicas de Adulão”
a. Então… notei que a maioria das pessoas desconhece a história de Davi. Sabem apenas que um menino matou um gigante. E sempre achei formidável a forma como tudo aconteceu. Como professora, ensinei algum tempo sobre isso, mas queria atingir um número maior de pessoas. Como sou leitora voraz, eu pensava: ‘puxa, já que no mercado tantos livros falam sobre a realeza inglesa, rei artur e tantos outros, porque ninguém escreve sobre Davi? Um romance seria muito mais agradável do que uma aula e as pessoas saberiam o que aconteceu.” Então tomei coragem e escrevi eu mesma. Tem toda uma pesquisa por trás do romance que criei, e os estudantes da Bíblia vão reconhecer o que é história e o que imaginação minha!


7. Onde encontra inspiração para os nomes dos personagens?
a. Alguns se fazem sozinhos na minha cabeça. Outros, copio dos meus amigos!

8. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?
a. Na verdade, os lugares e costumes do livro são reais. Usei como fonte a Bíblia Shedd, e o Manual de Usos e Costumes Biblicos, além da História dos Hebreus.

9. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?
a. Meu sonho dourado era escrever como Frank Peretti, autor de ‘Este Mundo Tenebroso’, mas me disseram que meu estilo é mais prá Bernard Cornwell. Meu queixo caiu e eu procuro não deixar que isso suba prá minha cabeça, mas fiquei metida a besta um tempão depois que chamaram meu estilo de “Bernard Cornwell Bíblico”.


10. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?
a. A dificuldade de todo autor brasileiro: falta de informação, apoio e dinheiro. Mas atualmente o mercado está mais receptivo para os livros nacionais, apesar da preferência pelos hot’s, isso facilita nossa vida.

11. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?
a. Acho maravilhosa essa acolhida ao nacional! Tenho lido resenhas de blogueiros que leram nacionais pela primeira vez e descobrem que existe sim, literatura de qualidade no nosso país. Tomara que isso cresça cada vez mais e as escolas também deem abertura, adotando nossos livros e dando acesso aos escritores vivos aos seus alunos!

12. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?
a. Acho que existe leitores certos para cada ninho. O Livro que você vai achar terrível, pode me agradar, e muito. É preciso deixar a diversidade se propagar sem rótulos e conseguir, sim, chegar às pessoas para qual estamos escrevendo, respeitando o gosto literário de cada um.

13. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?
a. Como todo autor quer ser lido e conhecido, e abre mão de se sustentar com o fruto de seu trabalho para ver seus personagens alcançarem novos leitores, acho que é o preço que minha geração paga para ser “escritor brasileiro”. Os lucros da publicação nunca vão para nosso bolso e quando ganhamos R$1,00 por livro vendido, consideramos uma sorte. Este é um aspecto que acho que deveria ser considerado pelas pessoas que nos pedem livros de graça: até o registro módico sai do bolso do autor. Então, meu sonho dourado é que houvesse políticas públicas que apoiassem e incentivassem a produção literária nacional. Enquanto isso não acontece, é esperar e torcer.

14. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?
a. Nosso Deus! Vários!! Entre eles: Este Mundo Tenebroso, O Rei do Inverno, Harry Potter, Jogos Vorazes, Negras Raízes, A Hospedeira, As Fronteiras do Universo, Coma…

15. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? 
a. Hope – Hillsong

16. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?
a. Este Mundo Tenebroso I e II, de Frank Peretti. Recomendo a todos! Leio e releio pelo menos uma vez por ano. Já estou no terceiro exemplar. A primeira vez que o li, tinha apenas doze anos. E até hoje acho que a história ensina demais!


17. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?
a. Bem, minha vida mudou radicalmente depois de ter me mudado para São Paulo, em outubro de 2014. Agora, estou concentrada em terminar de escrever o livro quatro e cinco das Crônicas de Adulão.

18. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? o que você acha sobre isso?
a. Sim. Acompanho as resenhas e respondo aos comentários relevantes nelas. (Alguns comentários acho que são apenas “segue que te sigo/retribuo tudo”.) Inclusive, nos agradecimentos do Bosque de Herete, faço questão de agradecer aos blogueiros cujas dicas e toques me ajudaram a melhorar minha escrita. Queria que todos os blogueiros tivessem consciência de como são importantes na vida dos novos escritores!

19. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?
a. Podem ser dois? Professor Marcelo Martins Zadorna, do Ministério Ensinando de Sião, de Belo Horizonte e a escritora Lycia Barros!

20. Qual a maior alegria para um escritor?
a. Perceber que o que escreveu fez a diferença na vida de alguém!

21. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.
a. Não desista! Use as critícas e as dificuldades como motivadores e tenha sempre em mente que nada que vale a pena é conquistado sem esforço!

Um grande abraço a todos!

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