Bruna Rodrigues

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Bem, meu nome é Bruna Rodrigues dos Santos. Nasci em Guaratiba, zona oeste do Rio de Janeiro, na década de 90. Minha formação é acadêmica, sou professora de história e doutoranda na mesma área.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Eu escrevo desde muito cedo. Sempre fui incentivada por minha mãe a ler e a escrever, desde criança. Na área de História, a escrita é uma ferramenta muito importante. Ou seja, a escrita e a leitura sempre estiveram em minha vida, desde meus cinco anos, quando fui alfabetizada lendo gibis da Liga da Justiça, do Tio Patinhas, do X – Man e da Turma da Mônica.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

A melhor coisa? O prazer de criar novos mundos, novos encontros, novos personagens.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

Sim, eu tenho. Geralmente tem algum animal por perto. Eles me inspiram.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Atualmente, o meu gênero literário é o terror. Mas, já escrevi e escrevo poesias.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Geralmente começo a escrever algo, após assistir um filme que me interesso ou ler um livro que me fascina. Os sonhos também me auxiliam para criar um universo de fantasia.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Atualmente, eu pesquiso muito na internet, o universo que busco construir. Leio resumos de livros, volto a autores interessantes, vejo filmes e séries. O conto “O Despertar dos Mortos Vivos”,  que escrevi para a antologia “Não Leia”, foi escrito após uma maratona de filmes que assisti do cineasta George Romero, um dos grandes criadores do gênero Zumbi. Li também, um livro que conta a trajetória do cineasta.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Sim, me inspiro em vários. Mas, tenho que dizer que Jane Austen, Bram Stoker e Machado de Assis são minhas grandes fontes de inspiração.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Sim, muitas dificuldades financeiras. Existe um livro, escrito há cinco anos que ainda não publiquei. Eu estava muito desanimada quanto a minha capacidade de ser uma escritora. Mas, a editora Fonzie foi a primeira a acolher e valorizar o meu trabalho.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

O cenário da literatura nacional atualmente está muito rico. Os autores estão tendo mais oportunidades de divulgar seu trabalho, especialmente, com o advento da internet. Entretanto, como historiadora, preciso lembrar que o Brasil é um país de rica literatura. Temos grandes clássicos, inspiradores. Um exemplo nobre é Machado de Assis.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Sinceramente? Maravilhoso! Sendo bons ou não, o importante é o aprendizado e a divulgação da literatura.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Acredito que os preços deveriam ser mais democratizados. O Brasil precisa quebrar com essa cultura de que só a elite deve ler.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

“O Iluminado” de Stephen King.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor):

Acho que “A orelha de Eurídice” de Cazuza, daria uma bela trilha para um livro de terror.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

“Orgulho e Preconceito” de Jane Austen.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Sim, minha prioridade agora é lançar o “Orquídeas”, um livro de terror – romance vampiresco, escrito há cinco anos. Ainda preciso ajustá-lo.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Sim, eu acompanho. Gosto das críticas, elas são importantes. Os críticos veem detalhes que nós não vemos. Acredito que críticas realizadas de maneiras respeitosas, são bem vindas.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Atualmente? Gostaria que Stephen King lesse meus livros. Pretensão minha.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Primeiramente, a criação de algo. Criar é sempre maravilhoso.  Depois, fazer com que as pessoas acreditem em sonhos que acreditem no mundo que você criou a partir da escrita.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Todos nós podemos construir e criar algo. Mas, a escrita não precisa ser perfeita ou a mesma. Podemos sempre mudar, gosto de uma frase do filósofo Michel Foucault, “Não me pergunte quem eu sou e não me diga para permanecer o mesmo”.

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