BLOGS, OS NOVOS CRÍTICOS LITERÁRIOS

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Oi, amoras e amores!

Estou lendo: O rosto que precede o sonho – Mauricio Gomyde
Estou ouvindo: Who Wants to Live Forever – Queen

Este artigo foi publicado na revista Eu Leio Brasil – Bienal de São Paulo. Não tive dúvidas em escolher o tema do artigo, pois estava a algum tempo querendo abordar o assunto. Oportunidade ideal para dialogar com os leitores a respeito, e fazer um especial, agradecimento aos blogs que tanto incentivam a literatura, em especial a nacional que vem ganhando espaço considerável nesse segmento.

Os blogs literários comentam a literatura através da publicação de “resenhas”. Esses textos possuem características de análise e crítica literária. Os “blogueiros” são formadores de opiniões das mais variadas áreas profissionais, idades e classes sociais. São pessoas que amam ler e através desta paixão, veem a literatura com um outro olhar, com outro foco. Seus textos divulgam, comentam, e tentam entendê-la, o que é extremamente interessante.

Vejo esses espaços como, ferramentas práticas, onde é fornecida informações sobre boas obras de forma diferenciada. Um dos fatores positivos que corrobora com a visão, é justamente a classificação de gêneros dos quais uma determinada pessoa emitirá opinião. Essa escolha se dá, na maioria das vezes, pela preferência de leitura, ou seja, o resenhista irá ler e comentar sobre livros que abordam histórias, tramas e temas que gosta e se identifica. Isso faz toda a diferença na análise crítica. Arrisco, afirmar ser este o ponto central do bom resultado que acompanhamos, materializando-se diariamente no reconhecimento dos autores para esse novo agente que desponta com qualidade.

É normal e até rotineiro, acompanharmos autores ansiosos à espera da crítica feita através destas resenhas. Diria que o resultado das análises ou críticas literárias construídas por leitores e admiradores do gênero, impacta diretamente na formação do autor, pois, aprender com seu leitor é fundamental. Erra o autor que não dá valor a esse instrumento de avaliação e o desconsidera por completo ou apenas o trata como meio de divulgação das suas obras.

Assim como na literatura, os blogs possuem sua trajetória. Com características de publicações eletrônicas eles começaram a surgir por volta do ano de 2002, até então o que víamos eram espaços virtuais com cara de diários adolescentes, onde o interesse do blogueiro, era meramente a exposição pessoal. Com o crescimento desses espaços, a partir de 2003 no Brasil, passou-se a perceber sua evolução ou transformação em veículos importantes de divulgação de conteúdos literários.

Raquel C. Recuero, mestre em Comunicação e Informação pela UFRJ, classificou os blogs em três linhas, e definiu cada uma delas:

  1. Diários Eletrônicos – São atualizados com pensamentos, fatos e ocorrências da vida pessoal de cada indivíduo.
  2. Publicações Eletrônicas – Se destinam principalmente à informação. Notícias, dicas e comentários sobre um determinado assunto.
  3. Publicações Mistas – São aquelas que efetivamente misturam posts pessoais sobre a vida do autor e posts informativos.

Pela imensidão e dinamismo do mundo virtual, não temos conhecimento desse universo com exatidão. Muito menos, quantos blogs são voltados especificamente para a literatura. A informação é que o número seja bastante expressivo. Em 2012 Marcos Lemos, professor e blogueiro, disse ser possível que tivéssemos um pouco mais de 2,5 milhões de Blogs em língua portuguesa.

Diante de todo esse contexto, a realidade que extraio de tudo que li a respeito do assunto, das relações que eu tenho com os blogs e da minha vida de leitora e autora, é que, se existe um espaço que vem democratizando o acesso e a informação sobre literatura, sem rótulos, sem o foco meramente comercial, esse local hoje é chamado de “blog literário”. Nele, é possível unir: autor, obra, leitor e o público, que se organiza em níveis de acordo com seu próprio gosto cultural, que por sua vez, está ligado diretamente a técnica do artista, aos valores repassados, e seus ideais.

Para finalizar, considero que os textos divulgados nos blogs, na forma de resenhas, expõem as ideias, sentimentos e sensações, tanto do leitor, quanto do público e do blogueiro, de forma a compor a obra, dando sentido e realidade a mesma. No entanto, esta linha é tênue e a recriação do leitor pode levar a acertos e erros.

Hoje, não há como negar o papel determinante dos blogs na vida literária. Eles estão contribuindo com a democratização da literatura, popularizando e disseminando aos leitores informações sobre inúmeras obras. Facilitando dessa forma o acesso e o diálogo para além dos ditos “intelectuais”. Os blogs estão se forjando com muita competência nos NOVOS CRÍTICOS LITERÁRIOS. Tem o meu respeito e admiração!

Amei escrever esse artigo! Quero saber sua opinião! Comente! Beijos, bonitas/os!!!

Ass. Simone Fraga

Autora
Para amar e proteger – Livro 1.0 – Minha pequena, Grande Mulher
Para amar e proteger – Livro 1.5 – Para sempre, minha pequena

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2 Comentários

  1. O interessante desse movimento é que ele torna a informação linear e horizontal. De igual pra igual. Não há mais aquela figura do crítico como um ser superior, que pode ser comprado e corrompido, ou alguém que eu tenha efetivamente que aceitar a opinião como verdade! hoje eu colho informações com os meus pares e isso torna tudo muito mais crível! Excelente texto! <3

  2. É inegável que os blogs literários hoje fazem um trabalho excepcional com suas resenhas críticas, eles leem e dão suas opiniões, e os leitores levam isso em consideração. é um espaço que cresce muito e ainda vai ficar por um bom tempo.
    bjs

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