Barbara Garrett

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Eu sou a Barbara Garrett, mãe, escritora, professora e mais um milhão de habilidades. Tenho uma louca paixão por ficção científica desde que me entendo por gente. Cresci assistindo Star Wars, ET, lendo Asimov e como não poderia deixar de ser, a ficção científica é o foco principal da minha escrita.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Sou professora de inglês e servidora pública. Amo estudar e todo ano faço uma pós diferente na área da escrita. A inspiração veio de mim mesma. Como leitora compulsiva, queria ler um tipo específico de história, com ficção científica, mistério, viagens espaciais, alienígenas e não a encontrava… Aí resolvi escrever essa história.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Poder inventar mundos, pessoas, situações novas. Criar um mundo fantástico do nada é muito bom!

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

Na verdade, tenho muitos cantos… Escrevo onde dá, começo no caderno e termino no computador, o contrário também. Tenho uma coleção de caderninhos e neles faço o relatório dos personagens, dos mundos, faço as anotações mais loucas!

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

No momento meu gênero é ficção científica e tenho dificuldade em criar algo que não surfe nessa praia. Já me aventurei no sobrenatural em alguns contos, ficou super legal. Minha criação literária precisa de alguns monstros e coisas esquisitas, caso contrário não rola.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Abdução é a história de uma jovem que perdeu os pais em um acidente de carro quando era adolescente. Quando voltando do trabalho, foi abduzida por alienígenas e passou semanas desaparecida. Quando retornou, descobriu-se grávida, justamente daquelas criaturas. Essa é apenas a ponta do iceberg. Há muita aventura, idas e vindas, suspense e alguns sustinhos na história. O Destino de Astarte, seria a continuação de Abdução, porém, é uma história independente, uma narrativa em primeira pessoa da criatura que nasceu da Abdução. Também, ficção científica com viagens no tempo, interdimensionais e uma pitada de romance.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Pesquiso tudo o que posso a respeito de ufologia, física, ficção científica. Sempre li textos científicos a respeito do tema e foram uma tremenda base para eu criar meus mundos.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Nossa… São tantos. Pego um pouquinho de cada autor que adoro para me inspirar. Harlan Coben, Tess Gerritsen, Isaac Asimov, Ray Bradbury, André Vianco, Blake Crouch, Stephen King, Machado de Assis.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Publiquei meus dois livros de forma independente. Infelizmente, temos a cultura de que ler é perda de tempo, muita gente perde com isso. Fiquei um pouco traumatizada com pequenas editoras, por isso parti para a Amazon e para a publicação independente. Banquei minha ida para a Bienal do Livro, aqui no Rio e graças a Deus, vendi muito!

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Acho que tem muita coisa boa, muitos autores excelentes, porém, pouco valorizados pelos leitores e pelos próprios escritores. Infelizmente existe a cultura de que um livro é bom, é digno de leitura, caso seja publicado por uma grande editora e isso não é verdade. Durante a década de 70, existiu a chamada “Literatura Marginal” ou “Geração Mimeógrafo”, na qual escritores e poetas independentes publicavam suas obras, proibidas naquela época, fora do sistema, fora das grandes editoras, fora dos grandes nichos culturais e isso foi fantástico. O Autor brasileiro ainda não enxergou essa grande possibilidade. Meu segundo livro, por exemplo, O Destino de Astarte, mandei rodar em uma gráfica e consigo vendê-lo por R$ 15,00 tranquilamente. Publico na Amazon e vendo meus livros a menos de R$ 5,00. E são livros de qualidade. O autor brasileiro precisa aprender a se valorizar e a pensar fora da caixinha, ser fora dos padrões não desmerece ninguém.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Vivemos em um país livre e as pessoas podem publicar o que quiserem. Tudo é literatura. As pessoas podem e devem propagar suas ideias. O que é ruim na minha opinião, pode ser fantástico na opinião do outro. Já peguei livros de sucesso e que larguei no primeiro capítulo, simplesmente não dava pra ler. Acredito que seja também uma questão de gosto mesmo. Eu não consigo ler romances “hot”, nem romances dramáticos, muito menos, romances melosos e muito românticos. É meu gosto. Agora, coloca um terror, um policial ou ficção científica na minha frente. Devoro!

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Acho péssimo para a propagação da cultura da leitura. Não dá para um ser humano regular bancar um livro de 40 reais. Não tem como. Pra quem é viciado em leitura então, é impraticável. As editoras, e alguns autores querem lucrar muito com a venda de livros. Não é para desvalorizar seu trabalho, mas formar público é essencial.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Sem dúvida o Matéria Escura do Blake Crouch. Que livro! Ficção Científica com letra maiúscula!

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria?
    .. Para Abdução, seria sem dúvida, Wild Signals, de John Williams, trilha sonora do filme Contatos Imediatos de Terceiro Grau. Escutava esse tema enquanto escrevia. Para O Destino de Astarte, foram três: Like a Stone, Chris Cornell, inclusive cito a música em um trecho do livro, The Sound of Silence, na versão feita pelo Disturbed e Welcome Home do Radical Face, também conhecida como o tema do comercial da Nikon. Essa música é linda!!!
  2. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Sinceramente não. Muitos livros me marcaram, como livros extremamente bons e uma aula de escrita, como EntreMundos do Neil Gaiman e Estrela da Manhã do André Vianco.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Tenho sim. Estou trabalhando em dois projetos: Abaporu e Colossus. O primeiro com um toque sobrenatural e que fala sobre os indígenas do Brasil. O segundo uma ficção científica com muito terror.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso? Acompanho, mas não como eu gostaria. São críticas bem interessantes e bem embasadas. De um modo geral, nossos blogueiros são muito bons. Fazem um trabalho bem sério e suas críticas são bem construídas.
  2. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Sem dúvida, o Blake Crouch. O cara é demais!

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Ser lido e apreciado por seu leitor. E quando o leitor diz que quer mais? É maravilhoso!!!

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Leiam, leiam muito, leiam sempre, saiam da zona de conforto. Leiam o que os atrai. E escrevam, nem que seja um parágrafo por dia. Assim se forma o escritor.

Um comentário

  1. Ameeeeei a entrevista! É uma delícia ler pessoas inteligentes, sou fã da Bárbara e de seus textos, morro de medo de E.T. na vida real, mas amo a forma que ela escreve.
    Sucesso pra ela, sempre!
    Beijo, beijo na Bárbara e na galerinha do Arca Literária que eu adoro.
    She

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