B. R. Peruzzo

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Uau, começamos pela pior pergunta que alguém poderia me fazer. Bem, eu sou péssimo em descrever-me — até porque minha vida é bem chata rsrsrsrs — mas vamos lá. Meu nome é Braian, tenho dezoito anos, sou estudante e tenho minha chata vida na cidade de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul com meus pais, meu linguiça que deve ser mais velho que meu avô, uma Chow-Chow imperativa e uma gata muito, mas muito estranha mesmo.

Sou fissurado por livros desde que conheci Agatha Christie quando eu tinha dez anos de idade. De lá para cá, me tornei um leitor compulsivo que lê no mínimo quatro livros por mês. Na maior parte do tempo — quando não estou comendo ou dormindo, minhas outras duas coisas favoritas — eu estou estudando. E eu amo estudar. Já sou formado na escola e em dois cursos técnicos, mas não parei ainda rsrsrsrs.

No meu tempo livre eu escrevo, e escrevo muito. Comecei a escrever com quinze anos quando tive a ideia do primeiro livro da saga Diários de Extermínio — não peçam de onde tirei inspiração pois ela surgiu do nada, eu juro — e depois de escrever o primeiro capítulo — que ficou terrível — eu simplesmente não parei mais de escrever. Mas é claro que eu não só escrevo, eu também gosto muito de sair, namorar e ficar com meus amigos e meu grande amor, e no restinho que sobra, eu divido entre assistir séries ou jogar videogame.

  1. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Fico comendo e dormindo… Brincadeira rsrsrsrs… Eu sou estudante de meio período. Minha área favorita é tudo que envolve metalurgia e indústria. Tanto que sou formado em Manutenção Veicular Básica e em Técnico em Mecatrônica, além de estar começando um curso de Técnico em Metalurgia e ter trabalhado um bom período na área de Desenvolvimento de Sistemas Automatizados. Mas ainda assim, o meu maior sonho é a área literária. A inspiração para escrever surgiu do nada, na verdade. Eu tinha várias histórias formadas em minha mente e então, um belo dia resolvi que era hora de conta-las para o mundo. Me sentei e comecei a escrever. E a escrita, no fim, se tornou a salvação para o bullying que tanto sofri na infância.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Existem tantas coisas boas em escrever que é quase impossível de descrever somente uma aqui. Mas então vou falar das principais. Fazer com que as pessoas conheçam os mundos que você criou não tem preço, além de que saber que tem alguém que está lendo e vivendo mentalmente sua história lhe deixa entorpecido.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever?

Claro que tenho! Mas agora vocês vão me achar muito, mas muito estranho mesmo. Eu coloco uma cadeira e sento na frente da minha estante — geralmente durante o dia quando a luz passa pela janela e deixa o quarto muito bonito —, coloco o notebook no meu colo e escrevo. Não sei bem o motivo, mas isso me traz muita inspiração, além de que olho para minhas histórias favoritas e penso: “um dia quero que um livro meu esteja na estante de alguém também” e isso me faz continuar em frente. Além de que vez por outra puxo meu violão e componho uma música para fazer a falta de criatividade ir embora.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Meus gêneros favoritos, tanto para escrita como para leitura, são a ficção e a distopia. E sim, tento constantemente ler livros de outros gêneros, onde acabo gostando de alguns, mas nada comparado as minhas reais paixões literárias. Quanto a escrita, se um dia forem ler algo meu que não parece ficção ou distopia, leia mais um pouco pois logo se tornará uma. Eu simplesmente não consigo escrever ou ter ideia para uma história que não seja nesses gêneros. Mas quem sabe algum dia a inspiração não troque de lado, não é?

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Os nomes de meus livros são sempre as primeiras coisas a surgirem, e — segredo — é a partir deles que eu crio a histórias — sim, eu sou estranho rsrsrsrsr —. O nome dos personagens, assim como suas aparências e personalidades são na maior parte baseadas em pessoas que eu conheço pois a coisa que considero mais difícil de criar são os personagens. Mas alguns surgem em um momento de devaneio em minha mente e eu acabo enquadrando-os no que a história precisa.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Todas as pesquisas são necessárias, mas confesso que aprendi isso da pior maneira possível. Durante o processo de revisão de meu livro, tive de pesquisar em mapas e conversar com pessoas que conhecem os locais descritos no livro, para dar mais realidade a história. Por mais que o enredo da história possua algumas teorias que eu já conhecia, tive de pesquisar muitas outras teorias e estudar leis da física e afins, para poder passa-las de modo claro para o leitor — não vou contar que leis são essas para não perder a essência da história — e para que elas fizessem sentido e fossem condizentes com a história. Assim, cada vez que descrevo um local, um aparelho, explico um acontecimento do livro ou qualquer outra coisa, eu faço pesquisas na internet, em mapas, vejo vídeos ou converso com pessoas para passar mais realidade na história.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Eu me inspiro em todos os livros que eu leio. Acho que A Guardiã tem um pouco de cada livro que já passou pelas minhas mãos, pois a cada nova leitura, tenho um novo aprendizado. Mas não tenho nenhum escritor ou livro no qual eu me inspiro ou baseio exclusivamente.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Na verdade, A Guardiã é meu primeiro livro à ser publicado, e o primeiro que tentei publicar. E claro, houve diversas dificuldades para encontrar editoras. E tenho sim livros que ainda não consegui publicar, mas são obras das quais eu nem fui atrás para isso ainda, mas em breve pretendo fazê-lo.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Em minha opinião, nunca houve cenário literário tão bom, tão diversificado e tão bem visto em nosso país. certo que a literatura brasileira sempre passou por problemas, mas vendo os novos livros que estão sendo lançados, noto também que esses problemas estão sendo resolvidos até porque nunca houve uma diversificação tão grande de gêneros literários de nacionais. Isso chama mais a atenção dos jovens pois eles podem navegar por títulos que antigamente só eram encontrados no exterior e mostra que a nossa literatura está com mais qualidade do que nunca.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Confesso que eu ri quando li essa pergunta, mas não sei ao certo o motivo em rsrsrsrs. Em minha opinião, não existem livros bons e ruins. Cada leitor tem um gosto diferente. Já li e amei livros que as pessoas odiaram, e já li e odiei livros aclamados pela crítica. Eu acho que esse boom veio para dar aos leitores mais gêneros para escolherem dentro de nossa literatura. Eu acho isso muito bom, e espero que a literatura nacional aumente cada vez mais.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Livro estrangeiro que é traduzido pro português já vende pouco, imagina os livros produzidos aqui então! Não é novidade que o pessoal tem uma visão distorcida da literatura nacional, e isso faz com que alguns livros venham a ter uma saída baixa e as editoras tem de elevar o preço para terem algum lucro. Mas isso também vai de editora para editora, pois a própria Arwen, que tem um acabamento impecável nos livros e que trabalha só com nacionais, muitas vezes cobra bem menos que livros estrangeiros e cobra preços bem pequenos. Eu nunca achei trinta reais caro por um livro, visto que seremos bem mais enriquecidos culturalmente e que muitas vezes gastamos muito mais dinheiro com coisas supérfluas. Mas concordo que há uma desvalorização na nossa literatura. Então o que eu acho quando eu vejo livros — tanto nacionais quanto estrangeiros — com preço tão elevados? Ridículo… Muitas pessoas não tem acesso a livros que tenham esse valor, e isso acaba desvalorizando nossa literatura. Mas temos de ver o outro lado da moeda, que é a necessidade de as editoras sanarem as despesas, já que não é nada fácil trabalhar com esse ramo em nosso país. Então, eu vejo como uma necessidade, mas ao tempo vejo como uma coisa ridícula. Sim, contraditório e estranho, mas é o que eu penso.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Jogos Vorazes, sem dúvida, pelo simples fato de que é minha história favorita, além de que o enredo é incrível e que sou casado — mas ela não sabe ainda — com a Prim — mesmo depois do final de A Esperança, continuamos casados —. Mas olha, eu digo: graças a Deus que foi a Suzanne Collins que teve essa ideia, pois ela conseguiu desenvolve-la com maestria.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Teria apenas uma música que eu consideraria a trilha sonora de meu livro, e essa música seria Broken, do Evanescence. Não sei explicar ao certo o motivo, mas quando penso em minha história essa é a primeira música que surge em minha mente.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Eu leio muita ficção e muita distopia. Não sei ao certo se algum pode ser chamado de “livro da minha vida”, até porque isso seria muito estranho rsrsrs, mas sem dúvida a saga Maze Runner, em alguns momentos, parece fazer parte de minha vida — desculpem, mas não consigo contar como.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Tenho muitos projetos em mente sim, além de Diários de Extermínio: A Invasão, que é a continuação de A Guardiã — que não vou falar muito para não revelar spoilers — tenho em mente mais umas seis histórias, mas vou contar somente duas das quais já desenvolvi algo:

  • O Refúgio das Almas: É uma distopia onde crianças com doenças terminais são levadas para campos de concentração modernos e neles são feitos testes para desenvolver uma cura para essas crianças. Após esses campos — conhecidos como Refúgios das Almas — descobrirem a cura para o câncer, ebola, HIV e outras doenças terminais, eles pretendem vende-las para os governos, que devido a uma crise não possuem condições de comprar. Isso faz com que a operação Refúgio das Almas seja dada por encerrada e os Refugiados, que estão trabalhando quase como escravos para suprir as necessidades dos Refúgios, serão eliminadas para não sobrar nenhum resquício das curas. Assim, a história narra a jornada de um garoto que, na véspera de sua execução se apaixona pela filha de um dos donos do campo, e assim começa a batalha para que ele consiga escapar.
  • O Guardião Escarlate: Após encontrar uma preciosa pedra em uma escavação no Egito, o explorador começa a receber memórias de um antigo alienígena e poderes começam a aflorar de suas mãos. Ele descobre que as memorias e os poderes vieram daquela pedra, mas ele descobre algo terrível que está para acontecer com a Terra. Ele só conseguirá salvar a raça humana tornando-se o Guardião Escarlate e viajando pelo mundo atrás de outras relíquias extraterrestres.

Tudo o que eu descrevi é apenas um preliminar da história, até para não revelar muitos spoilers, mas essas são as outras duas histórias que estou trabalho e que inclusive já registrei.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Acompanho sim! E acho a sinceridade deles incrível e simplesmente não tenho do que reclamar. A única coisa que eu não gosto é quando um blogueiro que odeia determinado gênero pega esse gênero para fazer uma resenha ou uma crítica. Acho que isso vai desvalorizar ambos os trabalhos. Mas nos demais pontos, os blogueiros estão de parabéns! Digo com todas as letras: se não fosse por vocês, ninguém viria a conhecer meu trabalho. Obrigado! Sou eternamente grato a todos vocês.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Eu escolheria todo mundo que está lendo ou que já leu meu livro pelo simples motivo que é por essas pessoas acreditarem em mim e na minha história que esse sonho se tornou possível. Então, eu escolheria todos os meus leitores de novo e de novo e de novo pois eu admiro eles. Admito a confiança, admiro a força de vontade e admiro o amor pela leitura. Então, são vocês, caros leitores, que me motivam a continuar em frente…

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

A maior alegria é ser reconhecido pelo seu trabalho. Não quero dizer que é ser reconhecido pelo número de exemplares vendidos — mas isso também é gratificante rsrsrsrs — mas sim ser reconhecido por ter uma obra com a qual as pessoas se identificam. Toda vez que algum blogueiro vem e diz: “hey, li seu livro… eu amei” eu quase choro de felicidade — quando dizem que não gostaram eu também quase choro pois penso: “uau, ele leu meu livro hahahahaha” —. Então essa é uma das maiores alegrias de um escritor. Claro que existem centenas de outras, como por exemplo, saber que outras pessoas estão lendo e vivendo aquele universo criado por você mesmo… Existem tantas alegrias que só vou conseguir mencionar essas duas hahahaha.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Para os leitores, eu só tenho a agradecer. Muito obrigado! Agradeço do fundo de meu coração por tirarem de seu tempo para estarem aqui lendo essa entrevista, agradeço pelo tempo que disponibilizarão para lerem meu livro quando ele for lançado no dia 30/12 no site www.arwenstore.com.br, e agradeço por confiarem e acreditarem em mim. A todos vocês, meu muito obrigado.

Para os iniciantes no mundo da literatura eu digo: o caminho a percorrer é lento, cansativo e turbulento, mas não desistam NUNCA! Não existe gratificação melhor do que fazer o que amamos e sem dúvida, logo vocês estarão sendo reconhecidos por isso e quero poder vir a conhecer cada um de vocês.

Caso queiram conversar comigo sobre QUALQUER assunto, não hesitem em entrar em contato por qualquer uma das minhas redes sociais. Sem duvida responderei o mais rápido possível e com muito carinho.

Não se esqueçam: “A vida é feita de momentos e escolhas. Um momento muda sua vida e suas escolhas podem mudar a vida de muitos, então cuidado com o que vocês desejam! ”.

Um forte abraço a todos.

— B. R. Peruzzo

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