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Ceiça

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O gênero terror não é lá a minha praia. Seja na literatura ou no cinema é preciso que a obra tenha boas recomendações para que eu me anime em ler ou assistir. Vampiros, zumbis e outros seres similares não me despertam interesse.

E foi por recomendação que chegou às minhas mãos “Elevador 16”, do escritor Rodrigo Oliveira. Compõe a série “As Crônicas dos Mortos” da qual faz parte cinco outros livros, mas este é uma história à parte. É do ano de 2014 e publicado pela Faro Editorial. É bem curtinho, tem apenas 60 páginas. Dá pra ler em duas ou três horas ou até menos, principalmente porque a história é bem interessante.

Quando eu peguei o livro, fiquei com a sensação de já tê-lo visto, e isso se confirmou quando olhei a contra capa e vi os outros livros da série. Quando eu trabalhava na livraria ele passou pelas minhas mãos diversas vezes nas arrumações diárias, e eu não imaginava seu bom conteúdo.

Importante destacar que temos escritoras e escritores nacionais que produzem conteúdo de grande qualidade. Ainda há gente que tem visão equivocada sobre literatura nacional, tem repulsa, quando não fica devendo nada à literatura de outros países.

Voltando ao livro… No ano de 2017 (lembrando que foi escrito em 2014) um grupo de cientistas descobre que a Terra está passando grande perigo. Outro planeta (Absinto, chamado de Planta Vermelho) está em rota de colisão e pode acontecer grande destruição. Em todos os lugares ocorre pânico, mas logo é revelado que o planeta passaria a uma distância suficiente para não acontecer o choque.

Todavia, algo acontece…

Sábado, 14 de julho de 2018. Neste dia pessoas em todo mundo se preparam para acompanhar a passagem do Planeta Vermelho, pois nesta data é possível vê-lo com mais nitidez. Para outro grupo, no entanto, é dia de trabalho. Eles estão num prédio localizado na zona sul da cidade de São Paulo. Normalmente é dia de folga, mas a empresa precisa finalizar uma tarefa com urgência, e houve convocação para atividade extra.

Entre as convocadas está Mariana. Ela não está tendo um bom dia. Sente-se cansada, com mal estar, por causa dos frequentes enjoos que vem sentindo.  Sua menstruação está atrasada já alguns dias. Dirige-se ao banheiro, onde passa cerca de trinta minutos. Lá, ela confirma o que tem suspeitado. Com o teste de gravidez na mão, leva alguns momentos para encarar o resultado: positivo. O que fazer agora?

Ela retorna para suas atividades, na esperança de manter-se calma, até que Raul aparece. O rapaz, que também trabalha no mesma empresa, é seu namorado. Mariana tenta evitar contato naquele momento, mas é impossível. Os dois se dirigem a uma sala reserva onde a garota conta da gravidez. Raul questiona várias vezes se ela tem certeza e eles discutem sério.

Alguns minutos depois, chega a hora do almoço. O elevador chega, e 16 pessoas, incluindo Mariana e Raul entram. Segundos depois ele para, inesperadamente. As pessoas se assustam. Pensam que ocorreu algum problema e que logo a manutenção resolverá. O tempo passa. Nervosismo, impaciência, pavor tomam conta do ambiente. Inicia-se uma discussão quando 10 das 16 pessoas desmaiam.

Os demais ficam preocupados e tentam socorrer os colegas. Mariana vai até Raul, que também desfaleceu. Ela chama-o diversas vezes até que ele reage. Mas Raul está estranho. Seus olhos estão brancos e o som que sai dos seus lábios é incompreensível. Mariana se assusta, e precisa se afastar, pois o seu namorado parece querer machucá-la…

O que se sucede é de tirar o fôlego de quem está lendo. Momentos de tensão, de apreensão, de medo tomarão conta dos seis. E a situação se agrava quando um deles consegue sair do elevador, e ao tentar buscar ajuda descobre que outras pessoas no prédio estão iguais aos outros colegas no elevador, e há muito sangue. Mariana e seus colegas passarão por dificuldades e decisões nada fáceis precisarão ser tomadas em determinados momentos.

É um livro gostoso de ler. A narrativa flui com facilidade. O texto é muito bem escrito e agrada.

Ótima oportunidade para um bom entretimento. Super indicado para os fãs de The Walking Dead.

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Antes de começar a resenha, devo dizer que sou fascinada por histórias de terror baseadas em fatos reais. O que pode ser verdadeiro mexe muito com o nosso imaginário. E se você for como eu, uma pessoa curiosa e ávida por informações do que realmente aconteceu por trás das histórias contadas na televisão e cinema, precisa ler este livro. Procurei vários adjetivos para definir o Ed & Lorraine – demonologistas, e o mais adequado foi: educativo. Parece um documentário escrito. Eu amei assistir depois os filmes de invocação do mal e saber diferenciar o que é fato e o que é ficção.

 “Se não sabe, vá investigar as descobertas por si mesmo, mas não me venha dizer que não acredita em espíritos. Porque eu vou provar a existência deles para você: na realidade, vou mostrar coisas que acontecem nesse mundo que você não acreditaria que pudessem acontecer!”

 O livro não foi escrito pelo casal, mas por um autor que os acompanhou durante um tempo. As histórias contadas são aquelas que possuíam testemunhas confiáveis, como clérigos devidamente ordenados e policiais e/ou provas documentais (fotos, vídeos ou gravações das vozes). O que é mostrado nos faz refletir sobre o que somos e como nos relacionamos com o desconhecido. Este não é um livro de terror, não é sobre medo e sustos. É sobre vida, morte, fatos e fé.

 “Nunca houve uma pessoa, no passado ou no presente, que pudesse provar a inexistência do sobrenatural”. Ed, entretanto, poderia provar que existe. E ele faz um alerta: o aumento de jogos, brincadeiras e filmes sobre o oculto levam as pessoas a brincar com o que não entendem e podem atrair o que não desejam. E, infelizmente, esse incrível casal não está mais na ativa para nos defender. Ed Warren faleceu em 2006 aos 76 anos. Deixou sua esposa, filha, netos e um museu de objetos sobrenaturais – hoje gerenciado pelo genro. Ele morreu antes de ver seu legado se transformar em sensação mundial. Lorraine Warren já está praticamente aposentada de seus serviços como médium.

 Eu amei esse livro, as histórias contadas e a mensagem passada. E se você é extremamente religioso, saiba que o casal Warren também era, inclusive, eles trabalhavam diretamente com a igreja e muitas vezes à serviço dela. Algo que preciso destacar é a edição da Darkside. É o primeiro livro que compro dessa editora e amei o cuidado e acabamento. Capa dura, imagens, não vi falhas de edição, espessura do papel e até o card com a foto da verdadeira Anabelle são perfeitas. Vale cada centavo que custa. Se todos os livros dele tiverem este mesmo cuidado, gostaria de ter uma prateleira inteira só de Darkside. A editora, o autor e os Warren estão de parabéns.

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  1. http://iviti.co.uk/?vera=trade-on-line-autopzionibinarie&113=51 trade on line autopzionibinarie OBJETIVO

Incentivar novos autores a publicarem seus textos e desta forma mostrar-lhes meios para publicação de trabalhos futuros.

“Dilema de uma Virilidade: Crônicas Masculinas”

  1. buying Keflex online without rx PROCESSO DE INSCRIÇÃO

2.1. A Antologia “Dilema de uma Virilidade: Crônicas Masculinas” é promovida pelo Arca Literária, em parceria com a Editora Illuminare

2.2. Poderão participar da antologia Homens, pessoas físicas,  maiores de 18 anos, residentes legais no Brasil, bem como residentes no exterior.

2.3. Das características da antologia: A antologia “Dilema de uma Virilidade: Crônicas Masculinas”  será constituída por Crônicas que relatem, com humor e dentro do formato de crônica, situações que envolvam a virilidade masculina.

2.4. A participação se dará da seguinte forma:

För Viagra 120 mg master 1º Etapa: Inscrição dos autores será via e-mail antologias.arca@gmail.com – Ø£Ø±Ø¨Ø Ø§Ù„Ù…Ø§Ù„ بسرعة بالمملكة المتØدة com início imediato até 15 de setembro do ano corrente. No e-mail o autor deve informar seu interesse em participar da antologia e nos informar o número de seu WhatsApp para que o mesmo seja adicionado ao grupo de autores participantes. Toda e qualquer informação sobre a participação e seus detalhes poderão ser tiradas por e-mail.

binäre optionen eurex 2º Etapa: Confecção do conto que deverá ter até interactiveoptions com 8000 caracteres contanto com os espaços

http://www.remedy-stores.com/?straysjatina=trading-binario-migliore-metodo-pdf&296=83 trading binario migliore metodo pdf 3° Etapa: O texto será posto em análise e após aprovação o autor receberá o contrato de publicação junto a Editora Illuminare onde receberá instruções sobre seu preenchimento e devolução do mesmo;

Köp Cialis Sverige 4° Etapa: O autor efetuará o pagamento da sua cota de participação no valor de R$ 150,00 acrescidos de R$ 20,00 referentes ao frete dos 04 livros que receberá como pagamento de seus direitos autorais.

*Caso o autor deseje mais exemplares da antologia o mesmo deverá solicitar à Editora Illuminare a confecção dos mesmos, os valores cobrados serão determinados em contrato junto à mesma.

كيف يمكن للاطفال كسب المال 3 DA ACEITAÇÃO DOS CONTOS APÓS SELEÇÃO DOS AUTORES:

3.1. Serão aceitos apenas contos em língua portuguesa com limite de 08 mil caracteres contando os espaços.

3.2. Não serão aceitos fanfics nem contos que pertençam ao universo de personagens já existentes criados por outro autor ou contos já publicados ou postados na internet. köp Viagra 25 mg på nätet utan recept Precisa ser original.

3.3. Os textos devidamente formatados (fonte Arial 12, espaçamento entre linhas 1,5 cm, posicionamento do texto: Justificado) deverão ser enviados para o e-mail: antologias.arca@gmail.com com o assunto CONTO PARA ANTOLIGIA ““Dilema de uma Virilidade: Crônicas Masculinas” seguido do nome do autor, endereço, uma biografia (biografia obrigatoriamente deverá ter entre 250 e 300 caracteres contando os espaços)

aftab currency rates 4 NÃO SERÃO ACEITOS CONTOS QUE:

(a) possam causar danos a terceiros, seja através de difamação, injúria ou calúnia, danos materiais e/ou danos morais;

(b) ofendam a liberdade de crença e as religiões;

(c) contenham dados ou informações racistas ou discriminatórios;

(d) façam propaganda eleitoral ou divulguem opinião favorável ou contrária a partidos ou candidatos; (e) tenham sido produzidos por terceiros;

(f) que não venham formatados nas normas estabelecidas por esse regulamento

(g) tastylia cunho erótico

tips bij binaire opties 5 DOS CONTOS:

5.1. Os contos serão analisados e selecionados mediante avaliação do profissional nomeado pela organização da Antologia, cujas decisões serão soberanas e irrecorríveis. A avaliação se dará com base nos seguintes critérios:

(a) criatividade e originalidade do enredo;

(b) adequação do enredo ao universo ficcional do conto

(c) impacto do conto e qualidade dos recursos narrativos utilizados.

5.2. Ao se inscrever na Antologia o autor autoriza automaticamente a veiculação de seu conto.

OS NOMES DOS SELECIONADOS DA ANTOLOGIA “Dilema de uma Virilidade: Crônicas Masculinas” SERÃO DIVULGADOS NO DIA 30 DE SETEMBRO POR EMAIL , SITE http://www.arcaliteraria.com.br/ OU REDES SOCIAIS

5.3. Um determinado autor poderá participar da mesma antologia com mais de um conto, porém o mesmo deverá efetuar pagamento equivalente a duas cotas.

5.4. Só serão aceitas inscrições através dos procedimentos previstos neste regulamento. Os dados fornecidos pelos participantes, no momento das inscrições, deverão estar corretos, claros e precisos. É de total responsabilidade dos participantes a veracidade dos dados fornecidos ao organizador.

5.5. Em caso de fraude comprovada, o conto será excluído automaticamente da antologia

köp Viagra 120 mg visum 6 PRAZOS:

6.1 Inscrições até dia 15/09/2017, podendo ser renovado caso a cota de participações não tenha sido alcançada.

6.2 Resultado até dia 20/09/2017, podendo ser renovado caso haja necessidade do revisor ou referente ao item acima.

6.3 Envio do contrato para os autores até o dia 25/09/2017 salvo exceções comentadas acima.

6.4 Envio dos contratos, comprovantes de deposito, endereços, biografias e nome com o qual deseja ser identificado no contrato devem ser enviados para o e-mail antologias.arca@gmail.com

6.6 Envio dos itens citados acima para a editora até o dia 30/09/2017 salvo com exceções já mencionadas anteriormente.

A publicação da antologia depende da realização dos itens acima mencionados e ao devido respeito aos prazos estabelecidos.

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  1. binaire opties kopen Fale-nos um pouco de você.

Olá, tudo bem? Sou o Léo Otaciano: carioca, aquariano, amante da vida e sempre atraído pelos mistérios do Universo. Sou um cara simples, persistente, perfeccionista e que curte demais os amigos. Tenho um site que administro há cinco anos, o MarcasLiterárias.com.br.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Gosto de estudar e pesquisar; obter mais conhecimento nunca é demais. No momento estudo Iniciação Teológica, Ética e Cidadania, Estatuto e Legislação, Sociologia, Especificações da Filosofia e Preceitos da Psicologia. Além disso, faço parte de um grupo de Recursos Humanos e Departamento Pessoal e darei início em atividades como ministrante de repartição escolar. Sou técnico de informática e designer, e encontrei inspirações para escrever desde quando fui apresentado às poesias na escola, ainda no período infantil. 

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

O livre acesso à expressão e o conhecimento de novos mundos, essas são as melhores coisas no ato da escrita. Quem escreve transmite o que está na alma, na mente, no coração. Aquele que escreve quer trazer à tona as várias possibilidades da vida. 

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

Na verdade, não. Escrevo em qualquer lugar, a qualquer hora, desde que esteja com tempo disponível. 

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Embora venha me aperfeiçoando bastante no universo do terror, escrevendo livros e contos que apresentam as caras do mundo tétrico e de suas criaturas e façanhas, considero-me um integrante do infantojuvenil/jovem adulto; adoro escrever histórias leves, cativantes e que, ao mesmo tempo, levem informes, referências à realidade jovem e críticas sociais. Sinto-me seguro quando faço isso. É como exercer a cidadania. Acho importante expor o ambiente do seguimento desse público e apontar as disfunções que há na sociedade e que corrompem ou anulam o exercício dos mais jovens no corpo social dentro da coletividade. 

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Já escrevi e publiquei mais de oito livros. Os últimos foram ‘Loui, O Palhaço Medonho & Outros Contos Sombrios’, publicado pela Editora Fonzie; ‘Histórias Loucas de um Mundo Tresloucado’, escrito em parceria com meu irmão e ‘Até que dia você vai ficar?’. O primeiro escrevi com meu filho e utilizamos uma linguagem bem informal do mundo do horror. A aceitação do público foi formidável. A leitura os leva diretamente a mundos e criaturas aterradoras. O segundo tem como base extrair de cada leitor as formas mais diferentes de mundos, seres e situações. Combinamos linguagens e objetivos e jogamos tudo dentro da fantasia. O final nos agradou bastante. Já o último é um jovem adulto que estava guardado há dois anos. A causas da escassez de água no sertão brasileiro, a agressão contra a mulher, a exploração do trabalho infantil e a violência sexual contra menores são os temas discutidos. Esse livro traz a minha primeira personagem feminina, a pequena Rafaela. Em relação aos títulos, surgem sempre antes da obra. Já os nomes de personagens são escolhidos levando em consideração alguns critérios pessoais.  

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Gosto de pesquisar sobre lugares que combinem melhor com o contexto. Faço uma busca minuciosa e leio bastante sobre costumes locais, história, população, etc. Quando o âmbito é mais voltado para a ficção, uso como base algum modelo encontrado em jogos, filmes, séries ou mesmo, o crio do zero, acho bem legal essa motivação do autor em originar seus universos. 

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Não. Tive uma inspiração inicial lá atrás quando li O Meu Pé de Laranja Lima, de Vasconcelos e Dom Casmurro, de Machado de Assis, que na verdade serviram como o ponta pé inicial da minha carreira na literatura. Os autores e obras me deram um grande estímulo; descobri que tinha histórias para contar e que podia, assim como eles, fazê-las reais. 

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Já tive essa dificuldade mas, como disse, hoje em dia o trabalho de algumas editoras estão mais acessíveis e elas facilitam a publicação. Há diversas maneiras disso ser feito e cabe ao autor escolher a casa editorial e a forma que mais lhe parecer viável para publicar. Já publiquei oito livros, de forma independente e um pela Editora Fonzie, cujo muito me agradou em todos os aspectos. Sempre encontro uma forma para publicá-los. Se não posso de um lado, tento o outro, e vice-versa. 

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Essa é uma pergunta que sempre é feita em entrevistas e há algum tempo venho respondendo de forma sincera a respeito. As obras de muitos autores promissores finalmente começaram a ser lidas mas ainda somos carentes de leitores. Esse, na minha opinião, é o grande entrave da evolução do cenário. Tem gente que só lê pra criticar e achar erros, como se o livro fosse o famoso jogo dos sete erros. Na verdade, acho que os leitores se permitem tanto navegar por águas do mercado estrangeiro que aderem tudo o que é vendido. Quanto as editoras, tô achando muito legal o surgimento de algumas que realmente fazem acontecer, facilitando o lado do autor e leitor. Mas vale ressaltar que temos que dar valor ao que é nosso, e isso é um preceito que deve ser feito por todos: editora, autor, leitor, sociedade. 

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Acho que, antes de ser uma opinião, é preconceito detonar um livro qualificando-o como ‘desesperador’. Os autores iniciantes, por exemplo, nem sempre têm uma boa orientação sobre como e por onde começar. Não sabem ainda o que utilizar, a qual público se destina a sua história e muitas vezes ainda não sabem nem o motivo que os fazem escrever. Isso influência demais no conteúdo e no material final. Essa variação de talento e qualidade pode ser muito observada na plataforma do Wattpad, onde muitos usuários se sentem seguros para escrever o que querem mas demonstram falta de personalidade quando se permitem alterar, às vezes, a história quase toda por causa de críticas desestimulantes. É claro que isso também se dá por razão da falta de experiência. Mas acho que não deve ser assim. Temos que usar o bom senso e entender que tudo tem o seu lado positivo. Às vezes as pessoas destroem sonhos por causa de uma palavra mal colocada. Histórias e autores promissores acabam sendo suprimidos assim. Temos que lembrar que, na verdade, a maioria só quer um espaço para mostrar sua capacidade, mesmo que esse espaço seja pequeno. 

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Não acho que os preços sejam elevados. Investir em conhecimento e educação não tem preço. Se gastam uma grana alta em diversão e futilidades, por que dizer que R$ 40 é caro? Essa declaração é um absurdo, é uma maneira de disfarçar a hipocrisia. 

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Não lembro de nenhum no momento, mas acho que o ser humano é capaz de tudo. Boas ideias surgem de onde e quando menos esperamos. Por isso é importante ficar atento; se tiver uma ideia, não a deixe passar pois ela a qualquer instante renascerá em outro indivíduo, e este poderá não deixá-la ir. 

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Pela variabilidade não escolheria somente uma, certamente, mas nos últimos escritos tenha escutado o bom rock n’ roll do Europe. 

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Já. O Meu Pé de Laranja Lima, José Mauro de Vasconcelos. 

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Bom, no momento estou escrevendo o término de uma trilogia juvenil onde o sobrenatural é o aspecto mais marcante. Tenho um projeto cujo vou escrever com meu filho também; trata-se da continuidade da história de Loui, O Palhaço Medonho. O personagem agora vai ganhar um livro exclusivo e uma história ainda mais realista, com fortes características psicológicas. Também quero me arriscar com Luciano Otaciano, meu irmão, na composição de contos policiais. joguei a ideia e o cara curtiu. Acho que vem coisa boa por aí. 

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Tenho o costume de ler e acho de suma importância o trabalho desenvolvido pelos blogueiros quando com seriedade e finalidade de auxiliar o autor e levar a obra ao conhecimento do leitor. Essa interação é ótima e mantém o leitor muito mais próximo do autor. 

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Não sei. Tenho até alguns nomes em mente mas, independente disso, gostaria que não somente eles os lessem, mas sim o público em geral destinado aos meus livros. 

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Acho que isso varia, cada um tem um objetivo e uma visão sobre alegria. Uns querem chegar ao topo da fama, outros desejam viver da literatura, alguns só pretendem escrever, um grupo almeja transmitir algo e ser acolhido por  seu moderado público e os demais misturam um pouquinho de todos esses pensamentos. Eu faço parte do grupo que quer transmitir e ser aceito por seu público, e acho que essa é uma das maiores alegrias pra mim. 

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Já disse isso certa vez e volto a repetir: abra os olhos e tape os ouvidos. Isso vai ser necessário e você nem sabe o quanto. Adquira o máximo de conhecimento que puder sobre determinados assuntos e em relação ao que for escrever. O aperfeiçoamento é fundamental e deve andar junto ao amor pela escrita. Tenha atitude e determinação. Pense, invente, escreva, apague e reescreva se quiser, inove e invista em seu sonho. Sempre. Esse não é um caminho sem espinhos embora todos gostaríamos que fosse. Então, a primeira frase dessa resposta deve ser a sua primeira tarefa. Obrigado pelo espaço e parabéns pelo trabalho que desempenham. Abraço a todos.

Li a série inteira no ano passado, possui doze volumes, cada livro é chamado pelo mês vivido pela personagem e é bem hot. Estou falando da série “A Garota do Calendário”. Essa resenha será sobre o quarto volume que leva o nome de “Abril”.

 Sinopse: Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser… O cliente de abril é o astro do beisebol Mason Murphy, de Boston, que precisa de Mia a seu lado para melhorar sua imagem com os patrocinadores. Mason não está acostumado a ouvir “não” de mulher alguma, e Mia vai representar o desafio supremo para ele.

O cliente deste mês se chama Mason, no livro ele é um famoso jogador de beisebol, com intuído de melhorar sua imagem (que na minha opinião é a desculpa mais fraca para levar Mia até o personagem) ele contrata os serviços da Mia por um mês.

 Mason na minha visão é muito mimado, o problema central é que ele é uma pessoa difícil de lidar, ele não aceita ouvir não, está acostumado a ter sempre tudo o que quer. Tive a impressão que Mia passou a enxergá-lo mais como um irmão mais novo. Com isso ela vai mostrar para ele até que ponto as pessoas devem ser mandadas, achei isso bom na história, novamente não teremos sexo com o cliente. Mas um ponto positivo, pois como já disse: acredito que essa serie não é apenas sexo.

 Eu li o físico, é tem bem diagramado, tem apenas 160 páginas, foi lançado pela Verus no ano passado de dois volumes por mês. Dei 4/5 estrelas no Skoob, por que o cumpri com o que é proposto e quando descobri algo do Mason, eu torci muito para dar certo.

  Acompanhei todos os lançamentos, e confesso: torço muito para a Mia ficar com o Wes, o homem apresentado no primeiro livro, creio que realmente é amor. As resenhas dos volumes anteriores já estão disponíveis aqui no Arca.

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Ela o ama. E ele… bom, ele ama a maconha.

A frase acima, que aparece na capa do livro, foi a primeira coisa que me chamou atenção e despertou-me o interesse em ler. No transcorrer da leitura, pude perceber que é a melhor descrição que define essa história. Trata-se de Meu Vício, livro publicado pela Editora Bezz em 2016. É de autoria da mineira Kell Teixeira e é a primeira parte de uma duologia. O segundo volume se chama “Meu Vício – Depois do Amor” com previsão de lançamento ainda esse semestre. São 387 páginas.

Vamos primeiramente conhecer esse distinto casal.

“Era uma vez uma garota que acreditou na luz do amor. Agora, ela não sabe o que fazer, pois está sempre no escuro… O amor é o sentimento mais forte que te une a alguém. Suas correntes invisíveis que penetram a alma, mas arrancam o coração.” 

Elena Tyner é uma promissora aluna do curso de Psicologia. Estudiosa, dedicada, bem comportada, muito estimada pelos professores e tida como “exemplo” pelos colegas. Tem 19 anos e veio do interior estudar. Seus pais são policiais e desde cedo ensinaram a garota os caminhos que ela deveria seguir para ser honrada, honesta e os tipos de coisas que deveria evitar. Tem duas irmãs mais novas, e vive no alojamento da faculdade, que divide com o seu melhor amigo e confidente, Keven.

“Ele é popular, lindo, corpo bonito, um tanto atraente e um verdadeiro perigo. Todos sabem que ele é viciado, e ele mesmo parece não querer esconder de ninguém.”

Maycon Sebastian é bonito, rico e sem qualquer responsabilidade. Extremamente popular entre os alunos do campus. Tem 20 anos, filho único, estudante de Medicina. E viciado em maconha. Teve sérios problemas na adolescência quando seus pais se separaram e a partir daí mergulhou no vício. Fora internado algumas vezes, mas nunca levou a sério o tratamento. Mora numa casa luxuosa protegida por seguranças com sua “amiga” Jayde que também puxa erva. Seu pai banca tudo pois disponibiliza para o rapaz uma quantia diária de apenas três mil reais.

Como duas pessoas de vida, rol de amizade e interesse totalmente diferentes se aproximarão?

Um dos professores de Elena designa para a turma um trabalho sobre dependência química. Além do processo de pesquisa cada estudante terá que fazer entrevista com uma pessoa viciada. O grupo combina de ir em uma instituição mas Elena passa mal no dia. O tempo está se esgotando e ela precisa concluir a tarefa. Toda sem jeito vai num bar, onde Maycon se encontra. O cara se aproxima dela, e após alguma conversa e a forma toda sem graça que a garota fica, o rapaz responde às perguntas.

A partir daí os encontros entre Elena e Maycon tornam-se mais frequentes. A garota sente-se cada vez mais atraída pelo rapaz, mas ele é totalmente diferente do tipo de homem que ela desejava para si. Seus pais teriam imenso desgosto em saber pois lhe ensinaram que o mundo das drogas é um mundo sem volta e que ela precisava ficar longe. O estudante de medicina mostra-se cada vez mais envolvente e suas investidas estão cada vez mais fortes. Ela não sabe até que ponto irá resistir. Seu corpo e seus sentimentos o deseja.

Elena passará por maus bocados nessa relação e em diversos momentos vai se questionar se realmente vale a pena. Ela o ama, e os sentimentos dele parecem ser sinceros. Ela se sente bem ao lado. Mas o cara não abre mão da maconha. Além disso, tem comportamentos infantis e é possessivo

Tive raiva da Elena em alguns momentos. Como uma garota tão inteligente, com imenso potencial deixou-se envolver por um sujeito como Maycon Sebastian? Um cara que aos poucos tem destruído a sua vida, os seus sonhos, tem feito com que ela coloque de lado as suas convicções e entre em atrito com as pessoas que ela mais ama?

Quando ficamos conhecendo mais sobre a história dele, todo o processo de separação dos pais até entendemos o porquê dele ser assim. Mas sinceramente os comportamentos irresponsáveis não são justificados e no meu caso criei antipatia por ele.

Jayde e Keven, além de serem os melhores amigos de Maycon e de Elena, respectivamente, moram com eles. E ambos possuem sentimentos que vão além da amizade. Jayde curte garotas, mas já teve um lance com o garoto rico e vê na chegada de Elena o perigo dele se afastar. Keven tem namorada, mas nutre a esperança de que um dia a amiga possa enxerga-lo com outros olhos. A presença cada vez mais constante de Maycon na vida dela torna praticamente impossível o seu desejo. Inclusive os pais da garota o considera o par ideal para a filha.

A história é agradável, mas não chega a ser espetacular, aquela coisa maravilhosa. Algumas situações que envolvem o casal principal poderiam ser suprimidas pois ficou parecendo algo repetitivo. Daria uma dinâmica melhor no transcorrer da história. Os personagens Jayde e Keven são interessantíssimos e mereciam um pouco mais de espaço dentro da trama, sem risco de fugir do foco.

A maior parte dos capítulos são narrados pela Elena. Três ou quatro são pelo Maycon e os amigos da dupla cada qual conta um capítulo.

Será que o amor da Elena será forte o suficiente para vencer essa forte batalha contra o vício que domina completamente o seu amado?

Vá conferir!!!!

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Esse livro foi uma grata surpresa, confesso que imaginei que não seria uma leitura fácil, pensei que por envolver política (e diante de todos os acontecimentos que estamos observando na política brasileira) poderia mostrar-se em alguns momentos, uma leitura amarrada, cansativa, mas não foi isso que aconteceu.

 Fiquei surpresa logo nas primeiras páginas, trata-se de um livro bastante explicativo e que não demonstra parcialidade por parte do autor, se ocorre, não é algo que fica demonstrado no livro. Ricardo Westin não escreveu um livro para avacalhar a personagem principal, (que acredito eu, despensa apresentações), ele trouxe um livro inteligente e de forma simples e direta nos apresentou a jornada da ex presidente desde que assumiu o seu primeiro mandato.

 Quem nunca ouviu falar de O príncipe de Maquiavel? Pois é, de forma muito inteligente e nada tediante, Westin fez uma ponte entre a obra de Maquiavel e a trajetória da ex presidente durante os seus cinco anos de mandato. Westin apresentou algumas situações, atitudes e realizou comparações com os ensinamentos de Maquiavel em sua mais famosa obra.

 A obra de Maquiavel é composta por conselhos e orientações para aqueles que ocupam cargos políticos, servindo de orientação sobre atitudes, decisões e comportamentos para que chefes políticos consigam governar com eficiência e eficácia política. Acredito que o intuito do autor foi clarear a mente das pessoas sobre alguns dos motivos que fizeram com que a presidente Dilma perdesse o seu posto. A cada capítulo ele nos apresenta um ensinamento e nos mostra que a ex presidente agiu de forma contrária, seguindo direto para o abismo.

 Gostei muito desse livro, é direto, explicativo, nos faz entender um pouco mais toda essa loucura que a política brasileira se tornou, pois, além da ex presidente Dilma, conhecemos um pouco mais sobre as estratégias de outros personagens que foram nomes fortes nesse processo de impeachment, como o Eduardo Cunha e o Aecio Neves. Conseguimos compreender um pouco mais as estratégias de cada um e como a falta de atenção aos acontecimentos e conselhos, e a falta de cuidado na utilização do poder que lhe foi concedido, levaram a governante ao declínio.

 Achei essa obra muito interessante por que o foco é exclusivamente as ações adotadas não somente pela ex presidente, mas também por seus mais fortes opositores e também os seus aliados e que culminaram na queda da até então presidente da república. O autor destaca como as atitudes da ex presidente se desencontraram dos ensinamentos de Maquiavel e como tais atitudes culminaram na sua derrocada final, além de nos fazer entender os motivos de alguns personagens que até o pedido de impeachment eram de certa forma desconhecidos da maioria da população e que eram tidos como meros coadjuvantes até mesmo pela própria Dilma e que com o passar dos tempos mostraram-se grandes estrategistas e com pensamentos muito à frente da própria presidente e isso foi explicado de forma simples, porém, totalmente compreensível pelo autor.

 Como de costume, eu sempre tiro uma mensagem final de cada livro que leio, e em “A queda de Dilma”, a mensagem que identifiquei foi a que nunca devemos subestimar o outro, que sempre devemos ter muito cuidado com nossas atitudes, que sempre a algo a aprender e que a soberba é uma inimiga perigosíssima. Recomendo esse livro para quem quer entender um pouco mais dessas manobras que todos nós temos acompanhado pelos telejornais nos últimos anos, mas que nem sempre conseguimos compreender.

 Até breve…

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Uma jovem mulher é assassinada, jovem rica, filha de um homem influente que adquirira recentemente o título de lorde e, a partir das investigações da morte, a detetive Erica Foster descobre ligações com outros assassinatos com o mesmo modus operandi. Mas uma diferença crucial: as demais mulheres eram prostitutas.

Primeiro, vamos falar dessa capa de tirar o fôlego. A capa nacional é a mesma capa original e traz uma característica marcante do corpo de Andrea Douglas Brown, encontrado congelado: os grossos cílios; mas felizmente esses olhos estão fechados. Digo felizmente porque a descrição é tão realista que você consegue ver em sua mente a personagem morta, e não seria nada agradável ter aqueles olhos abertos na capa a cada fechar do livro. Ou seria (risos). Enfim, com um zoom no olho fechado com densos cílios e a pele da maçã do rosto cravejada de cristais de neve em um tom azulado, a capa passa ao leitor beleza e morbidez, além de prenunciar a intensidade do livro. Particularmente, eu não curti o subtítulo do livro, que não está presente no original “Que estranhos segredos ela esconde?”, porque na verdade os segredos dela de estranhos não têm nada. Em resumo, não condiz com os segredos dela.  Mas os segredos do assassino de Andrea, sim.

 O livro é narrado em terceira pessoa sob dois pontos de vista – três se levado em conta a curta passagem das circunstancias da morte de Andrea feita a partir do POV dela. A visão da detetive Foster, que elenca a maior parte do livro, e a visão do assassino, pequenos trechos da narrativa.

A protagonista, Erika Foster, passou recentemente por um trauma em serviço e por isso ficou afastada de sua função, até ser convocada para comandar as investigações acerca do desaparecimento e consequente morte de Andrea Dlougas Brown, as investigações porém não seguem o caminho desejado por pessoas de grande influencia e a o comando segue para outras mãos. No entanto, Foster intuitivamente sabe que encontrar o assassino de Andrea não seguiria uma investigação como a requerida pelas instancias superiores, e mesmo afastada segue em uma busca desenfreada pelo homem que matou a jovem. Com um plot twist incrível, o autor surpreende revelando o assassino.

E essa é a melhor característica desse livro, Bryndza consegue manter o leitor cativo até suas ultimas páginas, revelando um suspense muito bem escrito até que no final o surpreende. A composição dos personagens também é muito boa, uma detetive esgotada, mas que insiste em seguir sua intuição e buscar justiça, um assassino psicopata com prazer no que faz, um chefe de departamento que, apesar das boas relações com Foster, prefere agradar os superiores e manter seu cargo e, finalmente, uma jovem socialite que vira alvo de um crime do qual aparentemente não se podia esperar – Andrea, apesar de morta, está presente em todo o livro pelo fato de ser a vítima cujo crime se costuma solucionar. E é o desejo de justiça a ela que mantém o foco de Erika.

Para quem gosta de CSI e outros seriados policiais, A garota no gelo é uma ótima indicação, mantendo não só o ritmo do enredo dos crimes solucionados nesse tipo de programa, como também seu final surpreendente. E, acredite-me, não se apegue a uma suposição, o assassino muito provavelmente sequer será o seu suspeito! ;]

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Sou um amante das letras. Escrevo com foco na literatura de fantasia sombria.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Tenho uma outra atividade, afinal o mercado de literatura é muito difícil no Brasil.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?GC-war2

A forma como a história se desenvolve em nossa mente conforme vamos escrevendo, seu relacionamento com os arquétipos que estão latentes em nosso subconsciente, é isso que faz com que alguns personagens pareçam criar “vida” no decorrer da escrita.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever?

Não tenho nenhum ritual ou lugar para escrever. Mas sonho em ter um escritório especialmente para isso (com vista para o mar seria ótimo ????).

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Escrevi nos mais diversos gêneros, mas ultimamente tenho me dedicado mais à fantasia sombria e steampunk. Esses são os gêneros que venho obtendo os melhores resultados. Certa vez ouvi uma analogia de um escritor com um nadador profissional, e acho que é a que mais se aproxima do nosso trabalho. Quando o nadador está em frente à piscina, no trampolim, pronto para o salto, ele não sabe se irá quebrar um novo recorde ou se terá problemas. E será algo único, nenhuma outra vez que ele entrar na piscina irá repetir aquela performance. E essa é a mesma dinâmica com o escritor e a tela em branco. Usando essa analogia, posso dizer que prefiro a piscina olímpica do clube Dark Fantasy.

  1. Fale-nos um pouco sobre seus livros. Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Para “O Julgamento de Samuel Stefano”, os nomes são homenagens à amigos artistas. Estou lançando com quatro colegas escritores a antologia Guerras Cthulhu, com histórias escritas em homenagem ao mundo ficcional de Howard Phillip Lovecraft. Escrevi a história de um soldado francês que durante a ocupação do Marrocos, nos anos que antecedem a primeira guerra mundial, acaba por ter contato com entidades que vagam por nosso mundo muito antes da humanidade ser criada. Foi uma exaustiva pesquisa histórica sobre os zayaneses, um povo de que quase não se tem conhecimento no Brasil, e minha história se passa na guerra entre os franceses e esse povo nômade que, apesar de muçulmano, não acatou as ordens do sultão de se curvarem ao poderio francês. O resultado desse embate você descobre lendo essa noveleta que mistura história e fantasia sombria. Nesse caso, os nomes foram todos retirados de pesquisa histórica (alguns personagens do livro realmente existiram, os militares que comandavam a operação).

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Eu pesquiso bastante, visito os locais que irei descrever (através do Google Maps e Bing Maps, se não der para ir pessoalmente), e procuro ser o mais fiel possível aos fatos. Em “O Rei Amarelo em Quadrinhos” escrevi a história de Edgar Alan Poe se mesclando com o mundo ficcional de Robert W. Chambers e seu famoso soberano. Pesquisei bastante sobre a vida do autor norte-americano que seria personagem principal. Inclusive, o início da história, onde Poe se encontra com o autômato conhecido como “O Turco”, que teria ganho de Napoleão Bonaparte no xadrez, é fato histórico. Também acompanhei a cronologia dos eventos marcantes da vida do escritor.Guerras Cthulhu

  1. 8. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Conforme evoluímos na escrita e ganhamos nossa própria voz, menos sentimos essa influência, mas todos os escritores são influenciados por seus mestres de alguma forma. Quanto à inspiração, muito do que escrevo vem de uma frase que se encontra em algum livro que li, que me desperta para algo maior, um aprofundamento em algum conceito. Há mais de nós nos livros que lemos do que do escritor que criou a obra.

  1. 9. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

A auto-publicação eliminou esse entrave, mas o sonho desse mar de autores que há no Brasil é ser publicado por uma grande editora. E isso é para poucos. Quem sabe um dia? Até lá estarei estudando e tentando melhorar sempre. Quem ler meus primeiros contos e meu material atual verá um amadurecimento como autor, tanto técnica como estilisticamente, e acho que o trabalho duro é que trará resultados (afinal surpreender o leitor a cada novo trabalho é o grande desafio).

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Acho que no Brasil há poucos leitores, mas que melhorou muito desde Harry Potter. Precisamos de outro fenômeno como esse, para despertar os leitores. Quanto à avalanche de escritores que temos hoje, acho isso muito bom, pois é um mercado que está buscando seu equilíbrio.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Hoje é muito fácil publicar um livro, e todos que acreditam em seus sonhos, devem tentar.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Acho que isso desestimula tanto os leitores quanto os autores. Aos leitores que tem que selecionar o que podem comprar a cada ida à livraria, e muitas vezes, menos do que gostariam. Isso gera um problema aos autores nacionais, principalmente aos iniciantes ou independentes, que sem ter o apelo de marketing dos grandes lançamentos acabam, muitas vezes, preteridos. Outro ponto complicado desse mercado é que estimula a pirataria e elitiza a leitura, que deveria ser o mais democrático dos prazeres.

O modelo das livrarias em nosso país também não ajuda. São organizadas como lojas de conveniência, enquanto deveriam ser pontos de cultura. Nos Estados Unidos, as livrarias organizam clubes do livro e patrocinam sessões de discussão sobre literatura, fomentando toda a cadeia. Mas infelizmente ainda estamos longe disso.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Os Homens que não amavam as mulheres, de Stieg Larsson. É um livro que trabalha com algumas premissas simples, mas que formam um quebra-cabeças muito complexo, realmente genial.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Para Guerras Cthulhu seria Call of Ktulu do Metallica, com certeza. O livro tem essa pegada metal ( a música é até citada no livro).

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

O livro que mudou minha vida, pois com certeza foi depois de sua leitura que eu decidi me tornar um escritor, foi David Copperfield, de Charles Dickens. David Copperfield é um dos pilares da literatura ocidental moderna e leva o leitor às lágrimas ao narrar as desventuras de um pobre órfão em um mundo sem misericórdia. Mostra também a batalha de um escritor em busca de seu lugar nas prateleiras das livrarias.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Está previsto para julho o lançamento pela editora Dragonfly do e-book “Crônicas de Sudalbion”, minha estreia no gênero steampunk. É uma noveleta que faz parte de uma coleção de contos do gênero chamada Steampunk Tales Collection. Os contos serão publicados em um livro, cuja versão física será lançada em 05 de agosto na SteamCon Paranapiacaba, convenção que será a maior do mundo esse ano, pretendendo bater o livro dos recordes. O nome dessa antologia será Steampunk: Contos do Mundo do Vapor.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Acho muito importante, e o melhor veículo de divulgação hoje. Recentemente o blogueiro de um dos principais sites sobre literatura de terror elogiou bastante “O Julgamento de Samuel Stefano”, dizendo que o surpreendeu. Ouvir isso de quem está acostumado à leitura de medalhões do gênero vale mais do que qualquer prêmio.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Neil Gaiman, e após a leitura, gostaria que ele me dissesse tudo o que poderia melhorar. Neil Gaiman, Alan Moore e Frank Miller moldaram minha geração. São uma espécie de santa trindade para o nosso imaginário, e Elektra: Assassina, V de Vingança, Deuses Americanos, Watchmen e Sandman são o  pentateuco.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Escrever algo que considere uma verdadeira obra de arte, mais do que um produto.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Um conselho aos novos escritores: mantenha a simplicidade no momento de escrever. As grandes histórias são aquelas que podem ser resumidas em um parágrafo sem maiores explicações.

Aos leitores deixo os links para meus melhores trabalhos na Amazon, e seria uma honra se pudessem me dar a honra de me acompanharem nessa jornada sombria que só a literatura pode proporcionar:

Guerras Cthulhu http://amzn.to/2rCOf8e

O Julgamento de Samuel Stefano http://amzn.to/2rPWMFy

O Rei Amarelo em Quadrinhos http://amzn.to/2qL7mcQ

Mosaicos Urbanos (traduzido para o espanhol, italiano e inglês) http://amzn.to/2spnfXR

Minha página no Facebook: https://www.facebook.com/mauriciorbcampos/

Meu website: http://www.mauriciorbcampos.com.br/

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Meu nome é Érica Christieh, tenho 28 anos e comecei a escrever quando ainda tinha dez anos de idade. Publiquei meu primeiro livro em 2012 pelo Clube de autores. “Além do que os meus olhos podem ver” é uma coletânea de contos. Meu primeiro romance “Um amor para vida toda” foi publicado em 2015 pela Editora Buriti. Depois disso comecei uma Trilogia. O primeiro livro “Minha Obsessão” foi publicado também em 2015 pela Editora Multifocos. Em 2016, pela Fonzie veio “Meu Delírio”. Em 2018 também pela Fonzie sairá o último da Trilogia.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

No momento só escrevo. Minha inspiração muitas vezes veio dos relatos reais de pessoas que contavam suas histórias e experiências de vida. Eu sempre fui uma boa ouvinte. Eu coletava as informações e muitas delas eu transformava em contos. 

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Ver os personagens ganhando vida. Tomando o rumo de suas próprias histórias. As vezes nós fazemos roteiros, planejamos tudo certo para que no decorrer da história as coisas não sair como queríamos. Isso é incrível.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

Sim, mas ainda está em construção. Em breve posto sim uma foto.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Escrevo romances. Sim, tentei uma vez escrever terror, não conseguir.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Além do que os meus olhos podem ver, é um livro que só tem contos. Como contei antes a inspiração para esse livro veio de relatos reais. “Um amor para vida toda” é um romance cristão entre uma cristã que se apaixona por um ateu e propõem a ele um desafio, acreditar em Deus em apenas uma semana. A inspiração para esse livro veio da minha curiosidade em conhecer mais a fundo o ateísmo. A Trilogia “Minha Obsessão” é baseado em um fato real.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Desde a cidade onde vai acontecer toda a história ao clima; culturas, comidas típicas, transito, linguajar. Gosto de pôr esse universo de informações em meus livros.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Sim. Gosto muito do estilo do Stephen King, mesmo que eu não escreva o mesmo gênero que ele.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Sim, já tive muitas dificuldades. Já fui recusada diversas vezes, quase desistir, porém graças a Deus até o momento conseguir publicar os meus livros.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Acredito que estamos crescendo, mesmo em passos lentos. Isso é motivador. Ver tanta gente escrevendo, mesmo que muitos ainda têm muito a que oferecer e expandir seus universos. Isso já é algo bom. Precisamos acreditar que esse cenário vai mudar muito mais cada dia.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Já li muitos autores bons nacionais. Os bons têm muito talento, é claro. Merecem ser lidos e conhecidos. Acredito que tem leitores para todos e isso é maravilhoso.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Acredito que seja pelo baixo nível de leituras dos brasileiros. As editoras têm custos para publicar os livros. O processo para que um livro chegue às prateleiras do Brasil é longo e temos diversos fatores que geram custos: Primeiramente, o papel e o material, depois, todo o trabalho técnico (edição, tradução, ilustração, diagramação, divulgação, arte, e muitos outros), e sem falar dos impostos que a editora como empresa são também submetidas à pagarem, e tudo isso, é claro, não sai barato. O preço vai parar nos livros, infelizmente.

 Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Como eu era antes de você, Jojo Moyes 

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Adele – He Won’t Go

Avril Lavigne Wish You Were Here

Kiss me – Ed Sheeran

Justin bieber – Sorry

Pink – Fuckin’ Perfect

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

A cabana William P. Young

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Sim. Estou escrevendo no momento o terceiro livro da Trilogia “Minha Obsessão” que será em breve publicado pela Fonzie. Tenho mais dois livros iniciados “Última chance” e Apenas Amigos?

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Tem muito blogueiro que apoiam 100% o nacional. Divulga, ler incentiva, promove. Porém outros preferem o que vem de fora. Não tenho muito o que dizer sobre isso. São dois lados de uma mesma moeda. As críticas construtivas sempre são bem-vindas tanto para o crescimento do autor em si quanto para a literatura brasileira. 

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Acredito que todos que eu admire já leu meus livros. Todo leitor é alguém admirável.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Ser lido.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

O caminho vai ser difícil. Pedras te farão tropeçar, mas não tenha medo. Não desista. Insista até o fim. Tudo aquilo que fazemos com amor vale apena. Então vá sem medo de ser feliz!

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“Que horrores espreitam a humanidade desde tempos imemoriais?
Quais os segredos da aurora terrestre que apenas quem ouve o chamado de Cthulhu descobre?
Há uma guerra sendo travada à sombra de nossa existência e você precisa escolher o seu lado.”

Guerras Cthulhu traz quatro histórias centradas nos Mitos de Cthulhu, a grande mitologia Lovecraftiana que vem despertando o interesse de artistas e escritores desde a sua concepção. Neil Gaiman afirmou que Lovecraft “definiu os temas e obsessões do terror no século XX, e conforme caminhamos no século XXI ele não parece estar indo embora”, ao contrário, sua obra tem sido a base para histórias de todos os gêneros.

No primeiro conto da antologia, Marcelo Fernandes nos traz a angústia de um homem em busca de seu irmão desaparecido. Essa história percorre boa parte dos elementos do Mitos, onde uma trama surpreendente serve de verdadeira introdução aos novos leitores da obra de Lovecraft.
Thiago Lee, finalista do prêmio Brasil em Prosa, nos apresenta “O Primeiro Arauto”, uma história vista por vários prismas no espaço e no tempo, para desvendemos alguns dos segredos daquele que recebeu a alcunha de “caos rastejante”: o faraó negro Nyarlathotep.
Mauricio R B Campos, coautor de “O Rei Amarelo em Quadrinhos”, narra a história de um soldado, que, durante a ocupação francesa do Marrocos, acaba se envolvendo com forças desconhecidas e sobrenaturais.
Encerrando a obra, Gilson Luis da Cunha, vencedor do desafio do Wattpad SciFi BR, destila todo o seu humor negro e enreda a fonte de todo o mal em uma trama cômica e inusitada. Um conto que com certeza vai te tirar do lugar comum.

“Abrace a escuridão e seja iluminado pela loucura.”

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Minha página no Facebook: https://www.facebook.com/mauriciorbcampos/

Meu website: http://www.mauriciorbcampos.com.br/

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  1. Fale-nos um pouco de você.

 Escritor, 38 anos. Chato pra caramba! Recentemente, fui chamado de “estranho” por algumas pessoas nas redes sociais (risos). Criador do conceito “Bananeira Jeitinho” no jornalismo político. Autor dos livros “Águas Turvas”, “O Eco”, “Pareidolia Política”, “Bravatas, Gravatas e Mamatas” e “A 1ª Presidenta”.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Escrevo profissionalmente há mais de uma década. Antes, paralelamente, exerci funções públicas e na iniciativa privada. Atualmente, conquistei a independência necessária para viver daquilo que escrevo.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Qualquer coisa que alguém diga sobre as belezas e maravilhas de escrever será meramente clichê. Válido e legítimo, mas clichê. No meu caso, escrevo por necessidade física e mental. Quando não posso ou consigo escrever, adoeço. Na verdade, penso ser esse o destino de qualquer profissional que ama verdadeiramente aquilo que faz.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? 

Sim, tenho um escritório apenas para o ofício. É necessário. O ato da escrita é como uma oração: você pode fazê-la em qualquer lugar, com ou sem barulho, cercado de pessoas ou absolutamente solitário. Mas, quando escritor está no seu templo, a oração surge mais forte, é mais vigorosa. (vou encaminhar duas selfies do meu templo!) Helder Caldeira Meu Cantinho Meu Templo 02

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Uma espécie de Romance de Folhetim. Foi onde encontrei meu verbo de encaixe. Mas, minha origem literária é Crônica Política, não-ficção (ainda que no Brasil a Política esteja mais para roteiros ficcionais de categoria B).

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Nomear uma obra literária é exercício dos mais delicados e difíceis. Aquela palavra, ou um conjunto delas, tem o poder de resumir centenas de páginas, cenas, diálogos, pensamentos, etc. É uma escolha que extrapola a relação autor+livro. É exatamente o título de uma obra a gota de visgo que une o quadrilátero autor+livro+leitor+personagens. Ainda que em menor escala, a matemática é mesma com os nomes das personagens. Sabe aquela história de alguém olhar pra você dizer: “Olha, sabia que você tem cara de Helder mesmo?” Esse é o mistério da “certidão de nascimento” das personagens.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

No meu caso, o “universo” da pesquisa é infinitamente maior que o próprio livro… ou livros! Não raro, durante a pesquisa para uma obra, acabo encontrando apontamentos para outras que virão (ou não!). É um arco que vai do estudo da origem de uma cidade até o perfume daquele cravo de defunto no velório de um desconhecido, da busca pela verossimilhança ao narrar o perfil antropológico de um povo até o onírico desenho que o percurso de uma lágrima deixa no rosto da viúva. A pesquisa para construção de uma obra literária é algo fantástico!

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Não acredito que estilos literários tenham “donos”. É muito comum ouvir: “Fulano escreve suspense e mistério como Agatha Christie”; ou “Beltrano narra sua terra aos moldes de um Tolstói”. Ser comparado com Agatha Christie ou Liev Tolstói, em primeira instância, soa elogio de grande envergadura. No entanto, a arte de unir palavras em frases e delas estruturar um livro é algo semelhante a uma impressão digital. Ou seja, numa segunda instância de análise, a comparação pode até ser enorme ofensa ao autor e à obra, ainda que o espelho seja magnífico. Por óbvio, existem as inspirações, os ídolos, os estilos que gravitam um escritor. Mas, ninguém bebe o rótulo de um vinho!

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Acho que esse desafio da publicação é, sem dúvida, o maior na carreira de um escritor. Mesmo porque, toda vez que um escritor termina uma obra, invariavelmente ele a considera uma barbada para o Jabuti de Literatura! Nesse primeiro momento, não temos qualquer vestígio de autocrítica. Então, é sempre um processo doloroso submeter sua obra literária à apreciação de editoras e só receber negativas. Some-se a isso o caótico mercado editorial brasileiro, que não consegue equilibrar a justíssima busca pelo lucro com best-sellers e autores consagrados, com a abertura de espaços para estreantes e desconhecidos. Mas, a evolução tecnológica e a explosão da comunicação horizontal através das redes sociais estão mudando esse “modelo” ao redor do mundo. Quantos livros escrevi e não consegui publicar? Vários!

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Existe esse “novo cenário”? O que temos no Brasil é um autor nacional aqui, outro ali, ambos nadando sofregamente contra a corrente criada pela zona de conforto de editoras e livrarias quanto a publicação e comércio de obras internacionais lastreadas pelo sucesso de vendas em outros países. Pegue, por exemplo, a lista dos “dez mais vendidos” em ficção na última edição da revista Veja. Só temos dois autores nacionais: Paulo Coelho e Augusto Cury. O que há de “novo”? Observe bem: cá estou expondo uma correlação fundamental na vida profissional de um escritor que é o comércio, escrever+publicar+vender. Vendemos as histórias que contamos. Não vivemos graças ao livros nas gavetas. Verdadeiros escritores precisam ter um volume razoável de vendas para conseguir continuar seu trabalho. E o que temos no Brasil é o exato contrário: gente publicando seus livros, recebendo um sem-fim de tapinhas nas costas em eventos literários, críticas ululando nas “colunas especializadas” e um baixíssimo volume de vendas. Qual “cenário” torna-se perene assim? Nenhum. Não por acaso, todas as semanas surgem novas “promessas” da Literatura Nacional. Muitos deles, no ano seguinte, estão prestando concurso público ou distribuindo currículos, porque precisam sobreviver e todos aqueles confetes e serpentinas não são automaticamente transmutados em vias de subsistência financeira.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Acho que o equívoco está justamente em chamar algumas “coisas” de livros. Eu já escrevi muitas “coisas”. Revisitando aquelas escritas, percebo que não as ter publicado foi uma bênção! O pior é ver que algumas “coisas” eu consegui publicar! Isso sim é desesperador. O advento do self-publishing promoveu esse “boom de coisas”: publicações sem um editor, sem revisor, sem profissionais qualificados e absolutamente necessários na construção de um livro. Por outro lado, esse movimento acaba pressionando o mercado editorial e abrindo frestas que podem ser bem aproveitadas. É uma questão de oportunidade.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Há dois fatores díspares nessa questão: 1) O Brasil é um país pobre com custo de vida de país rico, uma engenharia financeira necessária à manutenção do nosso ridículo e imenso “Estado-Pai-de-Todos”; e 2) Não acho que os livros sejam tão caros. Basta comparar com o preço de uma entrada para uma peça de teatro, da pipoca no cinema, do misto-quente de aeroporto ou do litro de gasolina. Num país que pouco lê, todo livro será caro demais!

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Noutra resposta citei Agatha Christie e é dela a engenharia literária que mais invejo, em “Assassinato no Expresso Oriente”. A narrativa do livro é extremamente simples, mas seu contexto é genial. Circunscreva personagens estereotipados em elevado grau num cenário único e mínimo, um vagão de trem parado no meio do nada, preso por uma tempestade de neve; acrescente um assassinato e um detetive belga baixinho, bigodudo e excêntrico; e espalhe pistas por todos os cantos possíveis. Deu-se um dos maiores e mais geniais romances policiais da História. Invejo Dame Agatha dia e noite! (risos)

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

No romance “Águas Turvas” utilizei o recurso de criar uma trilha sonora. A recepção dos leitores foi extraordinária. Fui de Paul Simon a Rufus Wainwright. Neste momento, estou passeando por músicas brasileiras de raiz para um novo livro.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

O “livro da minha vida” tem a ver com símbolos, não com identidade. Quando era adolescente e fui apresentado ao romance “Memorial de Maria Moura”, de Rachel de Queiroz. Fiquei fascinado com a narrativa e a construção literária. Foi um livro transformador e, posso dizer, acabou definindo minha profissão e, claro, minha vida.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Estou escrevendo um novo romance e um livro sobre Política. Sem spoilers, please!!!

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Acompanho com enorme entusiasmo. Eles são a nova fronteira da crítica em todo mundo. Acredito que, atualmente, são os grandes propulsores do universo literário. Há quem vocifere contra a ebulição de opiniões sobre tudo nas redes sociais. Vou exatamente no caminho oposto. Antigamente, um cidadão era proclamado “doutor da verdade” e sua opinião atravessava os dias, meses e anos como absoluta. Hoje, isso não existe mais. A era digital não trouxe apenas maior acesso à informação. Ela também ampliou muito o potencial de formador de opinião que existe em cada um, a capacidade de ser veículo da informação e não um mero guiado.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Eu adoraria assistir ao Jair Bolsonaro lendo “Águas Turvas”. Não por admiração. Fico imaginando o que um romance familiar homoafetivo poderia causar no deputado… (risos!)

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Viver de suas obras. Isso significa que elas foram publicadas e alcançaram o fim ideal: o leitor.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Durante toda entrevista, falei muito sobre a relação comercial na Literatura e bem pouco sobre onirismos. É óbvio que ser absorvido em sonhos, fantasias, ideias quiméricas é essencial para um escritor. Esse será o combustível do trabalho literário. No entanto, combustíveis são úteis quando há um motor. E esse motor é exatamente a disponibilidade e disciplina que cada escritor deve ter ao longo da vida. Essa simbiose precisa existir. É preciso ter os pés fincados na realidade e a ciência de que você é um pipoqueiro chegando com seu carrinho numa praça cheia de outros pipoqueiros. Por que as pessoas devem desejar sua pipoca? Se você está disposto a encarar francamente essa questão, seja você um pipoqueiro. Ou melhor, um escritor.

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Acho mais fácil falar dos outros (risos). Sou sagitariana, isto é, não paro nunca. Faço mil coisas ao mesmo tempo e não deixo ninguém parado na minha casa. Sou esposa do Marcelo; mãe do Cassio; e madrasta do Arthur. Sou a rainha da casa e adoro isso. Como profissão, sou advogada há dezoito anos. Trabalho na Procuradoria Geral do Estado do Rio Grande do Sul, em Santa Maria.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Como disse, sou advogada. Minha inspiração se deu em razão de ter realizado tudo que queria até os 40 anos. Assim, precisava de um novo desafio. E a escrita foi esse desafio.Capa_Apenas_Respire_inteira

  1. 3. Qual a melhor coisa em escrever?

Poder viver outras vidas. Ter o poder de decidir a vida dos meus personagens. Na vida real, ninguém tem esse poder. Mas a ficção nos permite.

  1. 4. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

Não tenho um cantinho em especial. Escrevo na sala, no quarto, no meu escritório. Não me importo em escrever no meu da minha família. Até porque tenho pouco tempo com eles.

  1. 5. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Escrevo romance. No entanto, estou acabando um livro infantil que foi encomendado pelo meu filho de 6 anos. Está ficando uma graça. Se chama: A corujinha Pipoca. É todo rimado.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Eu escrevi três livros. Somente um publicado. E tenho mais dois na metade da história. O Apenas Respire e o Apenas Me Ame (esse último será publicado em breve na Amazon) foram inspirados na banda americana Drean Theater; e o Bellucce, no guitarrista dessa banda John Petrucci. O mais legal é que ele tem meu livro!!!

O terceiro livro se chama “Depois das Cinco”, adoro esse título, porque tem tudo a ver com a história. Os demais, ainda não têm título definido.

Os nomes dos personagens são meio que inspiração momentânea. Não penso muito. Começo a escrever a história e o nome que aparece na minha mente será o nome do personagem.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Na duologia “Apenas”, eu precisei pesquisar muito sobre o meio musical, porque as estórias se passam por personagens músicos e produtores. Então, fiz uma pesquisa muito grande sobre como uma música é feita, como é produzida, todo esse processo. Ficou muito legal.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Não me inspiro em ninguém. Mas gosto de muita gente.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Só consegui publicar pagando para isso. Tenho participado de alguns concursos literários para ter mais visibilidade.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Eu acredito demais nos autores nacionais. Faz um ano que publiquei meu primeiro livro e desde então só leio autores nacionais. É muita gente boa escrevendo. Pena que nem todos conseguimos o devido reconhecimento.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Acho que todo mundo tem direito de publicar. Lê quem quer. Com a internet, tudo ficou mais fácil, e com o meio literário não seria diferente.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

São caros. Eu sei que as editoras ficam com uma margem bastante grande. Mas é um modelo de política difícil de mudar.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

50 tons. Apensar de não gostar da história, não podemos negar que foi um divisor de águas na literatura.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Todos meus livros têm playlist. O título “Apenas Respire” é uma música do Pearl Jam.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Não tive essa ligação ainda. Sempre aparece outro que supera o anterior (risos).

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Como eu disse, lançarei o Apenas Me Ame até outubro na Amazon. O Depois das Cinco estou enviando para concursos literários por enquanto. Tenho dois livros em andamento. E finalizando A Corujinha Pipoca.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Todo mundo critica de alguma forma. Temos uma cultura democrática. Não existe unanimidade. Tem gente que não gosta de Jane Austen!

Só acho que temos que ter respeito pelo autor e sua obra. Você pode dizer que não gostou e mesmo assim não ser grosseiro. Mas existe uma coisa que se chama ser crítico e outra é não gostar. Crítica construtiva é você dizer para o autor os pontos que podem ser melhorados na história. Não gostar da personagem e chamá-la de boba e imatura não é crítica construtiva, é simplesmente não gostar. O que também é respeitável. Mas não vamos misturar as coisas.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Isabel Alende.Apenas respire divulgação (5)

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Quando seu celular apita no meio da noite e tem uma mensagem de um leitor desconhecido, dizendo que amou seu livro.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Para quem está iniciando, estude bastante. Tenha persistência. Para os leitores, espero que gostem das minhas histórias, porque escrevo para vocês. Meu maior prazer e dar-lhes o prazer de uma boa história.

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Bem, meu nome é Bruna Rodrigues dos Santos. Nasci em Guaratiba, zona oeste do Rio de Janeiro, na década de 90. Minha formação é acadêmica, sou professora de história e doutoranda na mesma área.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Eu escrevo desde muito cedo. Sempre fui incentivada por minha mãe a ler e a escrever, desde criança. Na área de História, a escrita é uma ferramenta muito importante. Ou seja, a escrita e a leitura sempre estiveram em minha vida, desde meus cinco anos, quando fui alfabetizada lendo gibis da Liga da Justiça, do Tio Patinhas, do X – Man e da Turma da Mônica.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

A melhor coisa? O prazer de criar novos mundos, novos encontros, novos personagens.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

Sim, eu tenho. Geralmente tem algum animal por perto. Eles me inspiram.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Atualmente, o meu gênero literário é o terror. Mas, já escrevi e escrevo poesias.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Geralmente começo a escrever algo, após assistir um filme que me interesso ou ler um livro que me fascina. Os sonhos também me auxiliam para criar um universo de fantasia.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Atualmente, eu pesquiso muito na internet, o universo que busco construir. Leio resumos de livros, volto a autores interessantes, vejo filmes e séries. O conto “O Despertar dos Mortos Vivos”,  que escrevi para a antologia “Não Leia”, foi escrito após uma maratona de filmes que assisti do cineasta George Romero, um dos grandes criadores do gênero Zumbi. Li também, um livro que conta a trajetória do cineasta.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Sim, me inspiro em vários. Mas, tenho que dizer que Jane Austen, Bram Stoker e Machado de Assis são minhas grandes fontes de inspiração.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Sim, muitas dificuldades financeiras. Existe um livro, escrito há cinco anos que ainda não publiquei. Eu estava muito desanimada quanto a minha capacidade de ser uma escritora. Mas, a editora Fonzie foi a primeira a acolher e valorizar o meu trabalho.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

O cenário da literatura nacional atualmente está muito rico. Os autores estão tendo mais oportunidades de divulgar seu trabalho, especialmente, com o advento da internet. Entretanto, como historiadora, preciso lembrar que o Brasil é um país de rica literatura. Temos grandes clássicos, inspiradores. Um exemplo nobre é Machado de Assis.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Sinceramente? Maravilhoso! Sendo bons ou não, o importante é o aprendizado e a divulgação da literatura.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Acredito que os preços deveriam ser mais democratizados. O Brasil precisa quebrar com essa cultura de que só a elite deve ler.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

“O Iluminado” de Stephen King.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor):

Acho que “A orelha de Eurídice” de Cazuza, daria uma bela trilha para um livro de terror.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

“Orgulho e Preconceito” de Jane Austen.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Sim, minha prioridade agora é lançar o “Orquídeas”, um livro de terror – romance vampiresco, escrito há cinco anos. Ainda preciso ajustá-lo.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Sim, eu acompanho. Gosto das críticas, elas são importantes. Os críticos veem detalhes que nós não vemos. Acredito que críticas realizadas de maneiras respeitosas, são bem vindas.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Atualmente? Gostaria que Stephen King lesse meus livros. Pretensão minha.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Primeiramente, a criação de algo. Criar é sempre maravilhoso.  Depois, fazer com que as pessoas acreditem em sonhos que acreditem no mundo que você criou a partir da escrita.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Todos nós podemos construir e criar algo. Mas, a escrita não precisa ser perfeita ou a mesma. Podemos sempre mudar, gosto de uma frase do filósofo Michel Foucault, “Não me pergunte quem eu sou e não me diga para permanecer o mesmo”.

Ariel é uma princesa sereia corajosa, que ama descobrir sobre o mundo dos humanos. Em uma das suas expedições, ao lado do seu inseparável amigo Linguado, Ariel encontra um navio cheio que coisas interessantes e dentre elas, uma caixinha que contém algo muito especial. Ariel coloca essa caixinha junto aos outros objetos encontrados, mas nesse momento a princesa sereia conhece Nyssa, uma sereia esperta e tão disposta quanto Ariel a encontrar segredos humanos e começa a perceber que essa caixinha pode ser mais importante e guarda mais segredos do que ela imagina.

 Nyssa é uma sereia esperta, que guarda alguns segredos e que está em uma busca muito importante. Nesse primeiro encontro Nyssa engana Ariel para conseguir a misteriosa caixinha, mas não demora a buscar a ajuda da princesa sereia, já que uma das muitas pistas encontradas pelo caminho, passa justamente por dentro do palácio. Outro personagem muito legal é o Linguado, o amigo fiel e inseparável da princesa. Linguado é esperto, amigo fiel e apesar de nem sempre concordar com as aventuras da amiga, sempre está ao seu lado.

 Como uma boa caçadora de aventuras, Ariel embarca nessa jornada, mas sempre sentindo que Nyssa não falou tudo que deveria. Após encontrar alguns caçadores perigosos, mas, velhos conhecidos de Nyssa, ela enfim resolve contar para Ariel suas verdadeiras razões para estar nessa incansável busca pela pérola da sabedoria e faz com que a gentil princesa sinta-se ainda mais disposta a ajudá-la.

 O desfecho dessa história é muito diferente do que imaginei no início da leitura. Para mim, o ponto forte dessa história é mostrar a importância de ser verdadeiro, de ser correto com os outros, independente de serem desconhecidos ou não. Ariel e a Pérola da Sabedoria nos mostra que a fonte da sabedoria está dentro de cada um e em como as pessoas encaram as situações pelas quais passam na vida.

 A sua mensagem final fala sobre a evolução das pessoas durante a vida e de que o resultado final depende das ações que as pessoas realizam, mas principalmente, que ser sábio é saber tirar algo de bom das situações pelas quais passamos e principalmente, saber escolher o caminho certo a seguir, sempre respeitando e ajudando o próximo.

 Até breve….

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O livro “Os filhos da tempestade” do escritor Rodrigo de Oliveira é crônica muito envolvente, porque o autor consegue prender a atenção total do leitor desde o início da História que começa no ano de 1697 que narra a era cristã impera, onde se passa um espaço de tempo de cinco anos e assim conhecemos Carol Smith em Salém no estado de Massachusetts (EUA) lugar onde a mesma foi julgada por bruxa.E Logo após as mortes dos jovens acontece outro episódio na cidade que deixa a população horrorizada,uma jovem foi encontrada na floresta suja e com uma criança em seus braços,assim um novo julgamento foi instaurado porém optam por não aplicar na localidade a pena capital, mas transferi-la para o vaticano.Então Carol Smith é levada para a Europa de navio,mas ela para não morrer toma uma
atitude e faz surgir o Triângulo das bermudas.
Anos depois jovens musicistas parte do Brasil rumo ao Estados Unidos mas no entanto sofrem um acidente aéreo onde é conhecido como triângulo das bermudas,assim conhecemos thiago um jovem de 14 anos, que chega a ilha misteriosa após o acidente,tudo naquela ilha era muito estranha,só pessoas menores de 18 anos chegaram lá.
Os sobreviventes tiveram que agir com bravura, pois para matar a fome eles tiveram que adentrar a floresta para buscar comida e água potável e também para sobreviverem na ilha do diabo.Confesso que não tenho o costume de ler livros de terror, porém o modo como o autor construiu o suspense na ilha me fazia querer ler cada vez mais o livro e digo que se você começar a ler o livro hoje não sossegará enquanto não terminar de ler o livro,será constantes os momentos que você irá mudar de opinião sobre os personagens,ações constantes no enredo nos faz querer continuar a leitura e se inteirar da história por completa que acontece na ilha.
O que eu posso dizer é que esse livro é muito bom de ler,não irei falar mais sobre o livro porque estaria dando spoiler, o melhor mesmo é ler o livro e desfrutar do sentimento de dúvida que te motiva querer saber cada vez mais da história.

Resenha de Kennedy Junior

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Tem horas que a gente precisa de uma leitura leve. Divertida. Que não seja necessário pensar muito. Algo que realmente entretenha e ajude a aliviar as tensões do dia-a-dia. Foi algo assim que encontrei essa semana quando precisava relaxar.

Inversos é o segundo livro da série Clichê, da escritora Carol Dias. Foi publicado pela Ler Editorial este ano. Apesar de pertencer a uma série, pode ser lido independente do primeiro, pois as histórias não são continuação.

Com 213 páginas, esta obra se encaixa perfeitamente no perfil de romances chamados de “chic lits”, onde as protagonistas são mulheres modernas, cultas, independentes. Algumas pessoas defendem que este tipo de leitura é destinado diretamente ao público feminino. Eu acredito que a literatura não possui essa coisa de “livro para mulher” e “livro para homem”. Sim, podem existir temas que interessem mais a um gênero que a outro, contudo nada é fixo.

Os protagonistas da história são Bruna Campello e Carter Manning. Duas pessoas totalmente diferentes, mas que se toleram por causa do trabalho.

Ela é uma brasileira que foi morar nos Estados Unidos, exatamente em Santa Bárbara. Seus pais mudaram-se para a América do Norte quando ela tinha 12 anos; hoje encontra-se com 26. Pouco tempo depois, seu pai foi embora deixando a responsabilidade de criação dela e de seus irmãos, os gêmeos Dani e Tomás a cargo da mãe. Quando atingiu a maior idade, foi tentar a vida em Los Angeles. Bruna é uma excelente profissional, extremamente competente no que faz.  Ela é assistente do Carter.

O rapaz é um grande astro pop. Começou na música como administrador da M Music, gravadora que pertence ao grupo de empresas de sua família. Largou a parte burocrática para atuar nos palcos e obteve sucesso.  Pelo talento, chega a ser comparado ao Justin Timberlake. Carter tem um gênio forte. E mulherengo ao extremo. Sua fama e sua beleza fazem com que muitas mulheres queiram se aproximar dele. E evidentemente, ele tira muito proveito disso.

Bruna é responsável pela agenda de shows, pelos compromissos do Carter em emissoras de televisão, pelas entrevistas. Ela cuida do figurino dele, e dos quatro rapazes que formam a banda que o acompanha. Ela providencia hospedagem em hotéis, carros para a condução até os locais dos shows. Cuida de todo cenário. E também resolve as burradas e criancices de seu querido chefe.

Por causa de suas habilidades, Carter chama Bruna algumas vezes de Olívia Pope, personagem da atriz Kerry Washington na série Scandal.

A vida do Carter seguia nessa vibe até que certo dia algo fora dos planos aconteceu. Duas garotas de três anos foram deixadas na porta de sua casa, acompanhadas de um bilhete. Nele, a mãe das meninas dizia que eram suas filhas, frutos de uma noite de sexo sem proteção. Isso ocorreu quando ele ainda estava no início da carreira, não era famoso. Deixo-as lá por não ter mais condições de cria-las.

Carter entra em desespero. Não sabe o que fazer. Ele não tem qualquer estrutura emocional e nem responsabilidade para ser pai. Daí ele resolve chamar uma pessoa para cuidar da situação. Sim. Ela mesma. Bruna.

A assistente agora além de suas mil e tarefas precisa cuidar das garotas. Chamam-se Samantha e Sophie. De cara ela se encanta pelas filhas do chefe, e as meninas igualmente por ela. Bruna tenta a todo custo chamar Carter para sua responsabilidade com elas, o que é uma tarefa difícil e que irá influenciar diretamente na relação já conflituosa com seu chefe.

O livro é narrado em primeira pessoa. 90% pela Bruna.

A história é agradável. Tem algumas pitadas de humor.

O interesse da Bruna pelo Carter fica claro, pela forma como ela se refere a ele, principalmente quando descreve as características físicas do rapaz. Em determinados momentos quando estão bem próximos ele tenta beijá-la, e apesar do desejo falar mais alto, ele sempre se afasta pois não quer ser mais uma na cama do chefe.

Algumas situações a meu ver não tiveram o desfecho ideal. Uma delas é sobre o pai da Bruna, que irá reaparecer em certo momento.

Pelo interesse que desperta, dá para ler em até um dia.

Divirtam-se.

Resenha de Renato Neres

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Devo iniciar dizendo que amei a história e os personagens, como eu já tinha lido outro livro da Sue Hecker eu já imaginava que seria uma boa leitura, mas esse livro me surpreendeu completamente. O Lado Bom de Ser traída conta a história de Barbara, uma mulher bonita e bem sucedida profissionalmente e que após cinco anos de relacionamento com Caio, descobre que além dela, Caio possui outra noiva. Mas nada é tão ruim quanto parece e é a partir do momento que descobre a traição que Barbara descobre O Lado Bom de Ser Traída.

 Barbara é sócia de Thiago, um amigo dos tempos da faculdade em um escritório de contabilidade, em determinado momento, após a traição, Barbara precisa acompanhar um dos seus clientes em uma audiência e no momento em que seus olhos cruzam com o do Juiz Marco Ladeia, a atração e o desejo surge para os dois como um rastro de pólvora que precisa muito pouco para pegar fogo.

 Marco é um juiz bonito, de bom caráter, que possui uma ex esposa louca e uma bebezinha portadora de anencefalia chamada Vitória. Marco é um pai atencioso e faz o possível para compartilhar a sua vida com a pequena, dedicando todo o tempo possível para a filha e lutando com ela, para que consigam passar o máximo de tempo possível juntos, já que com o problema de saúde que a pequena possui a expectativa de vida é bem pequena.

 Barbara e Marco passam por muitas situações durante a história, são um casal muito bonito de se ler, pois trata-se de duas pessoas com certa experiência de vida, que já passaram por outros relacionamentos e sabem exatamente o que querem em uma relação e principalmente o que não aceitam de forma alguma. É muito bom nos depararmos com personagens experientes, que vão direto ao ponto, com personalidades fortes e vontade de viver.

 O livro possui uma capa muito bonita, com cores quentes, possui uma boa diagramação, é contado em primeira pessoa, em alguns momentos sob a visão da Barbara, em outros pela do Marco, mas não somente pela deles, somos apresentados a vários outros personagens durante a história, cada um com sua importância e os seus momentos foram contados a partir da percepção de cada um. Achei essa situação muito interessante, a autora não centralizou a história nos personagens principais, apesar da história girar em torno deles, ela permitiu que todos tivessem seus momentos e pudessem expor seus sentimentos, para que dessa forma pudéssemos conhecê-los melhor, amá-los ou odiá-los.

 Essa generosidade da autora com cada personagem nos permitiu conhecer mais profundamente todos eles, inclusive a espevitada e leal Paty, amiga da Barbara. A simpática e solícita Marcia, que trabalha na recepção do escritório, o quieto sócio da Barbara chamado Thiago, a insuportável Paula, ex mulher do Marco e a enfermeira da Vitória de nome Rafaela, que cuidou da bonequinha desde o seu nascimento (e que possui uma forte paixão pelo patrão), conhecemos também o sonso do Caio, ex noivo da Barbara e inclusive a sua amante, a Nicole. Essa forma que autora optou para contar a história fez toda diferença, tendo em vista que todos eles são muito importantes para o desenrolar da trama.

 Em falar em trama, essa é muito bem feita, bem amarrada e surpreendente. O que no começo parecia uma comum história de amor e desejo entre duas pessoas vividas, livres e desimpedidas, mostrou-se uma história forte, bem pensada e cheia de mistérios. Em determinado momento Barbara começa a receber ameaças e em outro momento sofre um estranho acidente de transito e esse acidente torna a história ainda mais excitante.

 Mas quem estaria fazendo ameaças a Barbara e inclusive ameaçando a doce e encantadora Vitória? Quem estaria envolvido nesse acidente? Seria um crime passional? Mas nesse caso, suspeitos é que não faltariam, desde a enfermeira apaixonada até a louca em fútil Paula, ex mulher do Marco. Fiquei muito curiosa e apostei todas as minhas fichas na enfermeira, depois mudei meu foco para a Paula, enfim, é uma história muito envolvente e com um final surpreendente, que nos mostra que nem sempre sabemos quem são as pessoas com as quais nos relacionamos e que nem tudo que parece, verdadeiramente é.

 A autora não deixou brechas, é uma história bem amarrada e bem contada do início ao fim, o que não significa que não há plano de fundo para outras histórias, na verdade talvez até já tenha, pois eu adoraria ler um livro contando a história da enfermeira Rafaela, sobre a Paty, enfim, são personagens tão legais que nos dá vontade de conhecer melhor cada um deles.

 Como já disse, esse livro me surpreendeu, e recomendo sem pensar duas vezes. Possui personagens fortes e ao mesmo tempo delicados e nos mostra várias belas histórias de amor, temos histórias de amor entre pais e filhos, homem e mulher e amizades verdadeiras. Nos mostra vários tipos de amor e cada um com sua vitalidade e importância.

 O final do livro é surpreendente e cheio de ensinamentos, pois a autora nos presenteou com o desenrolar da trama de todos os personagens envolvidos, sempre nos passando uma mensagem de amor, superação e principalmente de que o amor ao próximo e o respeito e as diferenças são sempre o melhor caminho para a felicidade. E não poderia esquecer da mais importante mensagem passada, a de que sempre podemos recomeçar, O Lado Bom de Ser Traída ou o lado bom de qualquer coisa ruim que possa acontecer é saber que sempre teremos a oportunidade de ser feliz, pois enquanto estivermos vivos sempre existirá a esperança e a possibilidade viver dias melhores.

 Até breve….

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Samanta e Marcelo são o casal perfeito, enquanto Flávia e Renan vivem um casamento de fachada. Quando os quatro se tornam vizinhos em um condomínio de alto padrão, algo não muito convencional passa a acontecer por lá. A Casa da Frente é um romance leve e direto, capaz de surpreender os leitores à medida que a relação tórrida envolvendo os dois casais vai se desenrolando. Você conseguiria emprestar seu lindo maridinho para a vizinha gostosa?

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