As mulheres que escolhem demais – Lori Gottlieb

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Olha, tenho que dizer que foi no mínimo muito interessante ler este livro. Até um pouco divertido, porque nós (homens) sempre brincamos que a mulher é complicada e difícil e que o homem é mais pragmático. Nesse sentido o livro só confirma mais ainda esta tese. Inclusive logo no início do livro há uma piada que ilustra bem a diferença entre Homem e Mulher.

A autora do Livro AS MULHERES QUE ESCOLHEM DEMAIS, Lori Gottlieb, jornalista, 41 anos, mãe solteira, resolveu escrever esta obra por experiência própria e por não estar sozinha nessa situação.

Durante seus 20 e poucos anos, Lori teve seus namorados, inclusive homens interessantes, no entanto, na cabeça dela (e de muitas outras), esses namorados não eram O CARA CERTO, que viraria sua cabeça e seria o seu príncipe encantado. Era exigente e tinha uma lista de suas preferências que listadas uma abaixo da outra facilmente caberiam em uma folha frente e verso.

Para ilustrar que o seu problema não era isolado, Lori entrevistou várias mulheres e descobriu que muitas outras mulheres tinham o mesmo problema. Culpa do Feminismo? Que dizia que a mulher era emancipada para procurar primeiro a sua independência financeira e profissional para só então pensar em construir uma família com marido e filhos. Observando que: sempre procuravam o cara ideal, o cara certo. Aquele príncipe lindo, rico, charmoso e que a amaria para sempre.

O problema é que o tempo passou e nenhum daqueles namorados, segundo a autora, passava perto do CARA CERTO, apesar de terem algumas de suas características. E quanto mais o tempo passava, mais difícil ainda ficava encontrar o parceiro que seria considerado o ideal.

Lori acabou pedindo ajuda a casamenteiras (caso haja alguém que não saiba o que são casamenteiras, são profissionais que ajudam pessoas a encontrarem parceiros) e descobriu que mesmo usando esses profissionais não seria fácil. Até porque normalmente os homens de sua idade procuravam por mulheres mais novas e que ainda tivessem o relógio biológico funcionamento, assim poderiam ter filhos sem problemas.

Se por um lado as mulheres exigiam demais na procura do seu par, os homens, como eu disse anteriormente, era mais diretos. Queriam apenas uma mulher sensível, amável e que gostasse de filhos. Como se pode ter certeza disso? Bem, tanto a autora quanto as mulheres entrevistadas afirmaram que aqueles primeiros namorados e candidatos a marido que deixaram para trás (e que poderiam procurar caso quisessem, isso variava dependendo do desespero) estavam todos casados, com filhos e felizes.

Vale lembrar que a autora é americana e suas pesquisas se restringiram ao seu território. Não tenho certeza se aqui no Brasil seria igual, até porque o casamento está meio banalizado, os casais mais se juntam do que buscam um casamento tradicional. Conheço casos de namorados que com três meses de namoro já estão morando juntos. Apesar disso, conheço mulheres que também fantasiam o seu futuro (?) marido. E quase sempre o fantasiam com muito dinheiro. Nem precisa ser tão bonito assim. E isso acontece em todas as idades.

O livro serve como manual, do que esperar e do que se pretende fazer quando se está na mesma situação que essas mulheres. Há esperança.

Por essa razão recomendo a leitura da obra.

Termino com um conselho que está no livro – “elimine todos os motivos para o rompimento que seja objetivo (idade, altura, faculdade que ele freqüentou, tipo de emprego que tem, se é cabeludo ou não, divorciado ou se tem filhos) e concentre-se no que for subjetivo (maturidade, gentileza, senso de humor, sensibilidade, capacidade de assumir compromissos).

Quanto à autora, se ela conseguiu arrumar um marido? Leiam e comprovem.

 Resenha de Antonio H. Fernandes, resenhista do Arca Literária e do blog Navio Errante

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