As Mentiras na Internet

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As mentiras da Internet

Em semana do dia da mentira, 1º de abril, você provavelmente já leu na Internet que dá para ver mais visitou o seu Facebook (na realidade, sua Timeline). Infelizmente digo que isso não é verdade. A maior característica do extinto Orkut não ocorre no Facebook.

Muita coisa é disseminada na Internet, mais precisamente nas redes sociais, como sendo verdade, no entanto, não tem base e nem fonte segura.

Pesquisas científicas, como a que diz que a Nutella faz mal à saúde e dá câncer e que a cura da AIDS foi descoberta e não liberam, não têm fundamento, ainda assim muita gente acredita. Ao compartilhar esse tipo de notícia corre-se riscos de causar alguns problemas com pessoas que levam à sério.

Notícias envolvendo celebridades (estão sempre matando alguém) e sobre políticos (vide algumas denúncias ou enlameando algum político que é favor de alguma coisa boa ou mesmo um político já com os pés na lama) são constantemente anunciadas nas redes.

É preciso filtrar o que se lê nas redes sociais e certos sites. Buscar fontes seguras, coisa que uma pesquisa rápida no Google evita passar vergonha antes de repassar a notícia.

Há alguns sites ou páginas que são puramente de humor, como o Sensacionalista e o Joselito Muller. Não tem como confiar, e, no entanto, muita gente acaba acreditando nas notícias ali divulgadas.

Outros sites foram criados para serem disseminadores de mentiras, e o pior, ainda ganham com isso. O site Departed.co, nos Estados Unidos é um desses e pode ganhar até cerca de 40 mil dólares por ano, por causa dos banners publicitários das páginas que recebem milhares de visualizações. Quanto mais uma mentira é compartilhada, mais se ganha. No Brasil há o site Folha Política, que de tantas notícias falsas chega a ganhar 100 mil dólares por ano.

Mentir, aparentemente, é um ótimo negócio.

Há de se desconfiar, pois diferente do que muita gente fala, que se está na Internet é verdade, muita coisa é bem ao contrário.

O que fazer? Simples, ter mais cuidado ao repassar, ao compartilhar informações. Pesquise antes, procure em sites de busca. Não caia nessa tentação!

Fonte: Reportagem de capa da Revista Superinteressante, edição 372, março de 2017.

Antonio Henrique Fernandes

Colunista

 

 

2 Comentários

  1. Realmente tem muita gente por ai que simplesmente divulgam informações que encontram na internet sem se dar ao trabalho de checar a veracidade. Simplesmente reproduzem o que leem .

    Parabéns pelo texto.

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