As Memorias de Cleópatra Volume II Sob o Signo de Afrodite – Margaret George

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Falar sobre a morte de Caio Júlio Cesar, ou Cesar, não é spoiler, a maioria sabe que ele foi assassinado pelos senadores romanos. As Memorias de Cleópatra Volume II, Sob o Signo de Afrodite tem inicio após sua morte. Os detalhes, o enterro, tudo é descrito no Volume I da série.

Mesmo sabendo do desfecho, meu coração se encheu do peso de tal morte. Cesar era Roma, ele fez Roma, as vitorias, as conquistas a custa de sua vida pessoal, de sua saúde e gloria foram conquistadas com sangue, aço, inteligência. Afinal ele era um estrategista magnifico, sabia analisar o inimigo e achar seu ponto fraco.

Chorei lendo a descrição, meu coração romântico se partiu. É, sou uma romântica incurável e lamentei pelo mundo, que perdeu Cesar que tinha tanto ainda para conquistar. Por Cleópatra que perdeu um grande amor.

O início do livro dois, o retorno de Cleópatra a Alexandria não me surpreendeu, ela estava arrasada, o mundo como ela conheceu se perdera para sempre. Nada mais seria igual. Os culpados ficaram livres por tempo demais. Eu queria ver o sangue dos culpados, claro, eventualmente, o agora Triunvirato, Marco Antônio, caçou e matou os cabeças que planejaram a queda de Cesar.

Devo fazer uma colocação importante, com o assassinato de Júlio Cesar, Augusto, foi nomeado herdeiro de Cesar, que era seu tio-avô. Outra coisa que o destino escreveu e desejei rasgar. O herdeiro legítimo de Cesar era Cesarion, filho dele e de Cleópatra. Assim como ela eu fiquei revoltada, indignada. Ele deixou isso em testamento. Para proteger o menino, a rainha do Egito? A resposta morreu com ele. Enfim, Augusto assume e divide os territórios de Roma com um triunvirato. Marco Antônio, Lépido e Augusto. Eles eram ditadores militares.

A cada pagina dessa série eu fico mais fascinada. A autora soube como maestria falar de personagens tão singulares sem tirar nem aumentar sua importância e ao mesmo tempo os trouxe para perto dos leitores, nos mostrou seus pecados, suas dores e amores, as falhas.

Confesso, preferia Cesar, Marco Antônio nunca o engoli, sei lá! O acho muito, muito “básico”. Sem visão, sem ambição, sem noção! Mas ele ao lado de Cleópatra é algo para se ler. Ela é forte e sabe cada passo que ele dará. Enquanto você lê da para ver a mudança, fazer comparações. Em dado momento do livro, eu disse: Cesar jamais faria isso!

Posso dizer que ela provou o melhor de dois mundos. Ela era o Egito e ele, bem, ele foi o que sobrou de Roma depois de Cesar. Augusto? Odeio-o com todas as minhas forças. No volume um, eu gritava, Cléo amiga, fica longe desse cara!

Chego ao fim do volume dois e já peguei o volume três, O Beijo da Serpente. Eu sei o que me espera. Sabe aquele livro que te dá esperança, perspectiva, que te faz crescer junto com os personagens? As Memorias de Cleópatra fizeram isso comigo. Aprendi muito, reli alguns livros de historia que amo e pesquisei, Margaret George é uma grande escritora e sinceramente, seu nome fica como referencia de bons livros.

Recomendo fortemente a série. Minha nota? Cinco beijos mordidos!

Resenha de Nazarethe Fonseca, resenhista do Arca literária

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