As Freiras que só ouvem rock – M. F. dos Santos

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Sinopse:  As freiras que só ouvem rock – Em primeiro lugar, o título advém de três jovens moças que participam de um concurso de dança e adotam o nome de “As freiras que só ouvem rock” para o grupo. Este concurso é celebrado numa festa à fantasia, onde elas se vestem de freiras e depois participam do evento dançando músicas de rock. Mas tudo deixa de ser alegria quando na noite da festa, os seus respectivos namorados sugerem que todos eles roubem um bar.

O livro, na forma de romance, conta a história de seis jovens de classe média, que se adentram no mundo dos roubos. Eles tiveram boa educação, cursavam uma boa faculdade: motivos de sobra para serem pessoas sensatas; no entanto decidem cometer alguns crimes por puro divertimento. Mas não saíram impunes dos atos cometidos; a partir do momento em que escolheram cometer tais delitos, passaram a ser perseguidos pela polícia e por todos aqueles que se sentiram lesados. A vida deles se tornou em uma assombrosa corrida contra a prisão, sofrendo as maiores humilhações, onde a maioria das pessoas não enfrentaria durante uma vida inteira.


Resenha: O livro As Freiras que só ouvem rock é um romance juvenil, com uma narrativa de fácil entendimento e uma linguagem direta. O livro é escrito por Manoel Flor dos Santos, formado em Química, e publicado pela Editora Dracaena. Nesse livro, as protagonistas se aproveitam de um concurso musical para formar uma banda de rock e escolhem o nome: As Freiras que só ouvem rock e decidem se apresentar vestindo-se como freiras. Mas o que era para ser uma noite de muito rock e diversão se transforma em um pesadelo, mudando a vida das protagonistas e também de seus namorados.

Buscando uma forma de diversão, os namorados das integrantes da banda sugerem que todos roubem um bar. Apesar de já saberem que isso não acabaria bem, todos participam do roubo. Os jovens são de classe média, e à priori, jamais teriam motivo para entrar no mundo do crime. Diferindo do costumeiro cenário em nossa sociedade, não são jovens pobres que estão cometendo o crime e nem alguém com um passado traumático. São pessoas que não tinham nenhum motivo para invadir um bar e praticar um delito. E como esses jovens levavam uma vida fácil, demoram a se acostumar com as dificuldades quando polícia começa a perseguição.

Em algumas cenas mais tensas, não há muito detalhes e dessa forma, não mostram muito impacto no leitor, devido à rapidez com que são contadas.  Com capítulos curtos e sem focar em um personagem específico, essa estrutura possibilita uma leitura muito rápida, porém em alguns momentos a falta de envolvimento deixa uma lacuna, até porque são muitas personagens para um livro curto. O livro não consegue ser eletrizante como a capa e como a possibilidade inicial que a narrativa nos mostra. Não há no livro, muitas características de um romance policial como inicialmente ele se desenrola.
Talvez eu não tenha apreciado muito o livro, pois ele tem a narrativa muito direta e com foco muito juvenil. Entendi o livro como uma leitura rápida aonde os fatos vão acontecendo e por vezes, não temos tempo suficiente para gostar dos personagens. Os conflitos individuais entre eles e também com seus pais ficam mal explorados. Para os jovens entre onze e quatorze anos, que ainda não adquiriram o hábito de leitura, pode ser uma boa opção, e o próprio autor já confirmou que esse é o público alvo dele. Por ser destinado ao público mais jovem, mostra as consequências de um ato impensado. Talvez com uma prerrogativa de mostrar aos jovens leitores, que atos impensados podem ter consequências dramáticas e sem volta. Recomendo para pré-adolescentes, pois o livro As Freiras que só ouvem rock pode possibilitar uma reflexão em seus atos e consequências.

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