Artur Laizo

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Eu sou médico, tenho 57 anos e escrevo desde desde criança. Meu primeiro livro eu escrevi aos 13 anos. Publiquei muitos anos depois, mas desde então não parei de escrever. Há dois anos, resolvi investir mais na carreira de escritor depois de lançar “A MANSÃO DO RIO VERMELHO”.

  1. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Como disse, sou médico, cirurgião geral e trabalho com CTI. Sou formado em medicina há 32 anos.

A inspiração para escrever vem do fato de ser um leitor assíduo e estar i timamente ligado à arte e à pessoas que lêem muito e estudam muito.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Criar personagens e a vida deles. Acabam todos, fazendo parte de sua vida. E o mais legal é que muitas pessoas vivem com esses personagens também.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (Envie-nos uma foto)

Não tenho. Tenho uma minibiblioteca, mas escrevo em qualquer lugar e hora do dia e da noite.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Gosto de tudo. Escrevi pouca comédia. Gosto do lado psicológico da vida e da i introspecção do personagem, mas atualmente tenho me dedicado mais à literatura fantástica. Gosto de criar terror, vampiros, bruxas, demônios esporádicos entre outras.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu (s) livro (s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

A MANSÃO DO RIO VERMELHO é um livro que começa com o descobrimento de um corpo decapitado em um terreno baldio por um grupo de rapazes. A policia é acionada e começa-se a busca pelo assassino. Ao mesmo tempo, existe um psicólogo, Jaime, que conhece o morador da Mansão e descobre que ele é um vampiro e é o causador daquela morte. Seria só aquela morte? A história se desenvolve entre a vida do psicólogo e os relatos do vampiro. Muitos peesonagens e outras fantasias vão desfilar por essa trilogia. O segundo volume “A MANSÃO DO RIO VERMELHO – UM VAMPIRO NOS TRÓPICOS” foi lançado em junho em Juiz de Fora e fará parte da Bienal de São Paulo.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

De acordo com o desenrolar da história do livro, faço pesquisa histórica e/ou busco na literatura o que outros autores publicaram a respeito. Estudar sempre!

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Acho que pelos anos que tenho de leitor, minha inspiração hoje, é um universo de escritores que li ao longo da vida. Alguns poetas foram muito importantes para meu inicio de poeta, como Olavo Bilac, Manuel Bandeira e Cecília Meireles. Na prosa, Jorge Amado, sem dúvida e Machado de Assis foram dois pilares importantes.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

A publicação de livros para um escritor desconhecido é difícil em qualquer lugar do mundo. No Brasil, onde temos poucos leitores fiéis à literatura nacional, ainda pode ser pior. O brasileiro busca titulos conhecidos, autores estrangeiros que são sucesso e principalmente séries de televisão.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Tenho lido somente livros nacionais nos últimos três anos e já li muita coisa muito boa. Temos livros nacionais que se equiparam aos best selers mundiais e, arrisco a dizer, alguns são melhores.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Acho que o leitor brasileiro está começando a acreditar no escritor nacional. Esse boom de publicações nacionais também tem muito a ver com a facilidade que se pode encontrar para publicar alguma coisa atualmente. Há sites onde se pode publicar gratuitamente. O grande problema é que temos muitas publicações sem revisões e a qualidade do texto fica prejudicada por erros gramaticais ou de formatação.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Existe uma dificuldade do escritor nacional conseguir publicar o seu trabalho. Quando o trabalho sai, dependendo da qualidade da impressão, sai caro. Um trabalho de um autor pouco conhecido que tem o preço mais elevado, não importa a qualidade da impressão, vai ser mais difícil de ser vendido. Ao mesmo tempo, ninguém quer fazer impressões de baixa qualidade pra simplesmente vender.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Tantos! Mas acho tão bom ler bons livros de bons autores que prefiro realmente que eles os tenham eacrito.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da música + cantor)

Na Mansão do Rio.Vermelho, principalmente quando o vampiro aparece, seria muito legal ouvir música erudita com imensas orquestras dando ênfase a sua aparição. E como ele, o vampiro, sempre exala perfume, nos momentos românticos poder-se-ia ouvir “I WANT YOU UNDER MY SKIN” gravada pelo Frank Sinatra ou Michael Bublé.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Não. Mas garanto que na minha vida há livros importantíssimos como “Clarissa” e “Musica ao.longe” de Érico Verissimo, “A insustentavel leveza do ser” de Millan.Kundera (que eu considero.a obra prima das obras primas) e “ “ do Manuel.Bandeira.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Estou escrevendo “O vampiro Douglas”. É um vampiro que foi criado em 1850 e cresceu junto com a cidade de Juiz de Fora. Faço uma evolução de sua vida e a da cidade em retrospectiva e narro a vida louca dele nos dias atuais morando no centro da cidade. É mais um vampiro meu amigo que de vez em quando, temos ótimas conversas. Estou ainda compilando contos para publicar em breve, um livro com vinte e cinco contos.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Adoro quando fazem resenha do meu trabalho. A MANSÃO DO RIO VERMELHO I foi resenhada por muitos blogueiros e por autores que leram e gostaram (ou não) do que leram. Quando se recebe uma crítica, ela deve ser sempre construtiva. Deve-se pensar que há algo que pode ser melhorado.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Há tantos escritores que eu admiro e muito. Não gostaria de elencar aqui um ou outro e ser deselegante de tê-lo citado. Mas, nosso amigo iniciador de todos os vampiros, Bran Stocker, poderia fazer a crítica ou resenha da MANSÃO DO RIO VERMELHO. Augspartem e Drácula iriam se divertir em uma conversa animada.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Ter leitores que falem do seu livro com você. É muito bom alguém vir falar que amou o personagem que deve ser amado e odiou aquele detestável. Mostra o quanto o leitor entrou no mundo da sua história e dos seus personagens. É muito bom ter leitores.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Primeiramente a todos: leiam muito. Leiam com atenção e procurem gostar muito de ler. O livro é uma excelente companhia, um excelente amigo. Aos nossos leitores: leiam muitos autores nacionais. Há muita coisa muito boa entre nós. Para os escritores iniciantes: continuem escrevendo sempre. Escrevam dentro do método que escolheram para isso. Há quem escreve todo dia, há quem marca um horário para escrever, há aqueles, como eu, que escrevem quando têm vontade independente do lugar, hora ou qualquer outra coisa. Escrevam! Criem suas histórias, seus personagens, pesquisem, estudem, façam o que for preciso.para elaborar a história que você adoraria ler. Estudar sempre é muito importante. Acima de tudo, conselho para todos: SEJAM FELIZES!

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